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quarta-feira, 5 de março de 2014

O que Jesus quis dizer quando afirmou: ‘EU SOU’?

Jesus, em resposta à pergunta dos fariseus "Quem você pensa que é?" disse: "‘Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou-se'. Os judeus perguntaram: 'Você ainda não tem cinquenta anos, e viu Abraão?' Jesus respondeu: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!’"

A reação violenta dos judeus à afirmação "EU SOU" de Jesus indica que compreenderam claramente o que Jesus estava declarando -- Ele estava igualando-se a Deus ao usar o mesmo título “EU SOU” que Deus dera a Si mesmo em Êxodo 3:14.

Se Jesus tivesse querendo dizer apenas que já existia antes do tempo de Abraão, Ele teria dito: "Antes de Abraão, eu era." As palavras gregas traduzidas como "nascer" no caso de Abraão e "sou" no caso de Jesus são bastante diferentes.

As palavras escolhidas pelo Espírito deixam claro que Abraão foi "trazido à existência", mas que Jesus existia eternamente (João 1:1).

Não há dúvida de que os judeus entenderam o que Ele estava dizendo porque pegaram pedras para matá-lo por clamar-se igual a Deus (João 5:18). Tal declaração, se não fosse verdade, era uma blasfêmia e a punição prescrita pela lei mosaica era a morte (Levítico 24:11-14). No entanto, Jesus não cometeu blasfêmia; Ele era e é Deus, a segunda Pessoa da Trindade, igual ao Pai em todos os sentidos.

Jesus usou o mesmo termo "EU SOU" em sete declarações sobre Si mesmo. Em todas as sete, Ele combina EU SOU com metáforas que expressam a Sua imensa relação de salvação com o mundo. Todas aparecem no livro de João:

EU SOU o Pão da vida (João 6:35, 1, 48, 51);
EU SOU a Luz do mundo (João 8:12);
EU SOU a porta das ovelhas (João 10:7,9);
EU SOU o Bom Pastor (João 10:11, 14);
EU SOU a Ressurreição e a Vida (João 11:25);
EU SOU o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14:6) e
EU SOU a videira verdadeira (João 15: 1,5).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O que Jesus quis dizer quando prometeu uma vida abundante?"

"O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância." (João 10.10)

Ao contrário de um ladrão, o Senhor Jesus não vem por razões egoístas. Ele vem para dar, não para receber. Ele vem para que as pessoas tenham nEle uma vida significativa, intencional, alegre e eterna. Recebemos essa vida abundante no momento em que o aceitamos como o nosso Salvador.

Esta palavra "abundante" no grego éperisson, que significa "muito, muito bem, além da medida, mais, supérfluo, uma quantidade tão abundante que chega a ser mais do que era de se esperar ou antecipar." Em suma, Jesus nos promete uma vida muito melhor do que poderíamos imaginar, um conceito que lembra 1 Coríntios 2:9: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam." O apóstolo Paulo nos diz que Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós (Efésios 3:20).

Antes de começarmos a ter visões de casas luxuosas, carros caros, cruzeiros por todo o mundo e mais dinheiro do que poderíamos usar, precisamos parar e pensar sobre o que Jesus ensina a respeito desta vida abundante.

A Bíblia nos diz que a riqueza, prestígio, posição e poder neste mundo não são as prioridades de Deus para nós (1 Coríntios 1:26-29). Em termos de status econômico, acadêmico e social, a maioria dos cristãos não vem das classes privilegiadas. Claramente, então, a vida abundante não consiste de uma abundância de coisas materiais. Se fosse esse o caso, Jesus teria sido o mais rico dos homens. Entretanto, o oposto é verdadeiro (Mateus 8:20).

Vida abundante é a vida eterna, uma vida que se inicia no momento em que vimos a Cristo e o recebemos como Salvador, e essa vida dura por toda a eternidade. A definição bíblica da vida - a vida eterna especificamente - é fornecida pelo próprio Jesus: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (João 17:3). Esta definição não menciona quantidade de dias, saúde, prosperidade, família ou ocupação. Na verdade, a única coisa que menciona é o conhecimento de Deus, que é a chave para uma vida verdadeiramente abundante.

O que é a vida abundante?
Em primeiro lugar, a abundância é a abundância espiritual, não material. De fato, Deus não está muito preocupado com as circunstâncias físicas de nossas vidas. Ele nos garante que não precisamos nos preocupar com o que vamos comer ou vestir (Mateus 6:25-32, Filipenses 4:19). Bênçãos físicas podem ou não ser parte de uma vida centrada em Deus; nem a nossa riqueza ou pobreza é uma indicação certa da nossa posição com Deus. Salomão tinha todas as bênçãos materiais disponíveis a um homem, e ainda achou tudo insignificante (Eclesiastes 5:10-15). Paulo, por outro lado, estava contente em quaisquer circunstâncias físicas em que se encontrava (Filipenses 4:11-12).

Em segundo lugar, a vida eterna, que é a vida mais importante ao cristão, não é determinada pela sua duração, mas por uma relação com Deus. É por isso que, quando somos convertidos e recebemos o dom do Espírito Santo, diz-se que já temos a vida eterna (1 João 5:11-13), embora não, é claro, em sua plenitude. A duração da vida na Terra não é sinônimo de vida abundante.

Por último, a vida de um cristão gira em torno de crescer "na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno" (2 Pedro 3:18). Isso nos ensina que a vida abundante é um processo contínuo de aprender, praticar e amadurecer, bem como de falhar, recuperar, ajustar, resistir e superar porque, em nosso estado atual, "vemos como em espelho, obscuramente" (1 Coríntios 13:12). Um dia veremos a Deus face a face, e vamos conhecê-lo completamente, assim como também seremos conhecidos completamente (1 Coríntios 13:12). Não mais lutaremos contra o pecado e a dúvida. Esta será a vida abundante finalmente cumprida.

Apesar de sermos naturalmente desejosos de coisas materiais, como cristãos, a nossa perspectiva sobre a vida deve ser revolucionada (Romanos 12:2). Assim como nos tornamos novas criações quando viemos a Cristo (2 Coríntios 5:17), então o nosso entendimento de "abundância" deve ser transformado.

A vida abundante verdadeira consiste de uma abundância de amor, alegria, paz e o restante dos frutos do Espírito (Gálatas 5:22-23), e não uma grande quantidade de "coisas". Trata-se da vida que é eterna e, portanto, o nosso interesse está no que é eterno, e não temporal.

Paulo nos adverte: "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus" (Colossenses 3:2-3).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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