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terça-feira, 31 de outubro de 2017

A LETRA MATA?

Antigamente muitos afirmavam que os cristãos não precisavam se aprofundar no conhecimento e muito menos estudar teologia, pois segundo eles: “A letra mata, mas o Espírito vivifica”[1].

De acordo com essa perspectiva, a “Letra” representa (va): o acúmulo de conhecimento que caducava a vida devocional levando-a a morte. Entretanto, os que defendem esse ponto de vista pecam ao confundirem espiritualidade com falta de conhecimento, afirmando que o cristão não precisa de teologia, mas de jejuologia.

No entanto, é preciso memorar que a geografia religiosa que albergou alguns setores do cristianismo ao longo de sua história[2] contribui para que muitos se apropriassem de clichês biblicamente ressignificados, através de uma retórica que se servia de passagens bíblicas, reinterpretadas com o intuito de desestimular os interessados pelos estudos teológicos.  As expressões eram do tipo “Para que estudar Teologia, o que importa é jejuologia” “conhecimento até o diabo tem”, ou “o diabo e os demônios conhecem, mas não obedecem”.

Portanto, movidos por esse pensamento, muitos quando leem a passagem de II Co 3:6-9, realmente pensam que estudar a Bíblia mata a espiritualidade, por isso são categóricos ao afirmar que a “ letra mata”[3].

Entretanto por não lerem todo o contexto do referido versículo, confundem a letra da lei judaica que era a interpretação rabínica da lei feita por intermédio do talmude ou os 613 preceitos da constituição de Israel com a palavra de Deus.

É simples de se compreender essa passagem basta ler todo o contexto: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecesse, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior porção será glorioso o ministério da justiça” (II Co 3.6-9).

Neste contexto não se observa nenhuma alusão ao cânon fechado, pois a Bíblia, não havia sido totalmente formada, sendo que o apóstolo Paulo estava se referindo ao modo de interpretação da lei promovida pelos lideres do judaísmo que com preceitos judaicos sem vida só condenavam e apontavam sem nenhuma misericórdia.

Ao contrario do ministério do Espírito (Dispensação da graça) onde a salvação esta disposta a todos. Sendo que no referido versículo se compara a transitoriedade da lei judaica, em comparação com a graça, pois hoje estamos vivendo a dispensação do Espírito, no qual a Bíblia encontra-se totalmente revelada e não apenas parcial, pois isso a palavra não mata, mas traz vida, pois o Espírito Santo vivifica a palavra em nossos corações e a espada do Espírito é a palavra (Ef 6.17).

Portanto, devemos lembrar diariamente do conselho do apóstolo Pedro: “Crescei na graça e no conhecimento” (II Pe 3:6). Sendo assim, quando existe o equilíbrio entre Teologia e Fé, aí é gerado o equilíbrio na vida espiritual, pois o conhecimento bíblico também faz parte de um crescimento saudável e que nos aproxima de Deus, como bem destacou o teólogo e pastor Jesiel Paulino: ”Uma teologia espiritual é aquela que me leva a entrar acompanhado por Deus nas dependências de minha biblioteca. ”[4]

Por fim, se a letra matasse, não haveria tanta reverência com a palavra como houve por parte dos homens de Deus ao longo da narrativa bíblica, pois o conhecimento da palavra gera espiritualidade plena, sendo imprescindível que todo o cristão seja um estudante da Bíblia, principalmente aqueles que são ministros do evangelho.

Portanto, todo o obreiro deve estudar muito a Bíblia, estudar teologia, fazer cursos, faculdade, buscar o conhecimento e ler muitos livros, como o apóstolo Paulo, que além de ser um profundo conhecedor da palavra, lia também muitos livros ( II Tm 4:13). Vivemos dias em que as pessoas possuem muitos dilemas e inquietações sobre vários temas, e deste modo, precisamos do conhecimento bíblico e teológico (Cl 3:16; I Tm 3 E II Tm 2:15) para que possamos responder com amor e precisão a todo aquele que pedir a razão de nossa fé.

[1] MARTINS, Orlando. A Educação teológica formal e a experiência religiosa nas Assembleias de Deus no Brasil: Conflito e Dialética. Monografia (Especialização Lato Sensu acadêmica em Gestão e Metodologia do Ensino) – Curso de Pós-Graduação em Gestão e Metodologia do Ensino – UNIESC, 2017.
[2] Nas primeiras décadas do pentecostalismo no Brasil, muitos afirmavam categoricamente que a letra mata, e assim, muitos líderes proibiam os membros de suas igrejas de estudar teologia.
[3]  A letra é uma referência clara de Paulo a Lei de Moisés. Em 2 Coríntios 3:6 o apóstolo dos gentios chama a Lei de Moisés de “letra”, no verso 7, chama de “ministério da morte” e no verso 9 de “ministério da condenação.”
[4] PAULINO, Jesiel. Teologia e Espiritualidade. III EEDUC: Encontro de Educadores Cristãos. Tema: Educação Para um Novo Tempo. Itajaí, 2002. p. 42.

Orlando Martins

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 3 de julho de 2017

QUANDO É QUE A LETRA QUE MATA?

Com o intuito de elucidar um dos textos mais mal utilizados, vamos esclarecer o texto da 2 carta de Paulo aos Coríntios, que diz: “… porque a letra mata e o espírito vivifica” 2 Cor. 3.6

Quando este versículo é utilizado na maioria de suas declarações é para desvalorizar os estudos da Palavra de Deus e o conhecimento geral. Fazem baseado de que as pessoas que muito estudam são “frias" e não conhecem o “Espírito de Deus e seu mover”.

Na verdade não necessitamos de muito conhecimento bíblico para esclarecer este texto.

Paulo está fazendo referência à letra da lei, e não ao conhecimento. Veja-se que o capítulo em que o versículo está inserido tem como tema principal a diferença entre o ministério do Antigo e do Novo Testamento, fato este que pode ser plenamente verificado nos versículos anteriores e posteriores, que Paulo escreve.

A letra referida por Paulo está configurada aos 10 mandamentos ou a Torá de Moisés, que é a culpada pela morte do transgressor da mesma.

Todo pecador está morto por causa da Letra (Lei) do Antigo Testamento. Por isso mesmo, o Espírito de Deus trouxe Vida, fazendo e cumprindo em Cristo a promessa de uma Nova Aliança que foi derramada sobre todos que O aceitam como Senhor.

Portanto, a letra do conhecimento não é “assassina” como pensam alguns, pelo contrário, “assassina” é a interpretação errônea. Deus não desvaloriza o conhecimento, pelo contrário, ele incentiva todo cristão a buscá-lo.

Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém 2 Pe. 3.18

Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em entendimento. Pv. 9.9

Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual Colossenses 1.9.

O problema é que muitas pessoas que não possuem suas práticas autorizadas pela Palavra de Deus acabam usando este versículo na face daquele que está salientando a importância de obedecer Cristo e sugerem que o estudo cuidadoso da Bíblia é inútil e até perigoso, “porque a letra mata, mas o Espírito vivifica”.

É bem verdade que algumas pessoas podem matar outras por excesso de conhecimento, mas também se pode morrer espiritualmente por excesso de arrogância e orgulho espiritual.

Bruno Dos Santos

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 29 de maio de 2016

A LETRA MATA, E O ESPÍRITO VIVIFICA

COMO ENTENDER?
O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2 Co 3.6)

“Não é a lei nem a Palavra de Deus escrita, em si mesmas, que destroem. Trata-se, pelo contrário, das exigências da lei, que sem a vida e o poder do Espírito, trazem condenação. Mediante a salvação em Cristo, o Espírito Santo concede vida e poder espiritual ao crente para que este faça a vontade de Deus. Mediante o Espírito Santo, a letra da lei já não mata” (Bíblia de Estudo Pentecostal).

“No seu contexto, esta linha de 2 Coríntios 3:6 expressa um contraste importante entre a impropriedade do sistema do Velho Testamento e a suficiência de Cristo para nos salvar do pecado.

A "letra" representa o "ministério da morte, gravado com letras em pedras" que foi dado aos israelitas através de Moisés (3:7,3).

O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3:3,4,6,8)”.

Há pregadores que se jactam, embora seja um número reduzido, de pregar somente sob a direção do Espírito, sem precisar recorrer à Palavra.

Ora, o Espírito ajuda o mensageiro a desenvolver e se lembrar do que foi lido e assimilado.

A lei mata no sentido em que ela expõe o pecado e aponta o castigo correspondente. Pela lei, os transgressores são condenados e morrem em seus delitos.

Porém, os que são de Cristo recebem poder para neutralizar as paixões carnais, guiados que são pelo Espírito Santo.

A Palavra de Deus não pode ser colocada em segundo plano na evangelização porque “é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir [argumentar], para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3.16)

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.