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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

INTERPRETAÇÃO DAS REALIDADES ESPIRITUAIS

As realidades espirituais são captadas e interpretadas pela nossa mente e pelo nosso espírito, tornando para nós realidades vivas o que ouvimos ou lemos na Palavra de Deus.

Deve ser considerado então, que há um ouvir no ouvir, e um enxergar no ver, pois a fé vem pelo que ouvimos ou lemos do evangelho.

Esta capacidade de entender espiritualmente é um dom concedido por Deus, e sem esta operação do Espírito Santo para nos revelar a verdade, nada podemos fazer.

Uma das grandes provas desta comunicação espiritual pode ser vista, no fato de que há pessoas com deficiência auditiva e visual que se convertem a Cristo, e chegam ao conhecimento da verdade.

Nós lemos várias passagens no livro de Atos nas quais o Espírito Santo fala diretamente aos apóstolos, ou através de mensagens transmitidas a eles por anjos ou profetas, também guiados pelo mesmo Espírito.

Não é de se supor que o Espírito se comunicasse apenas com eles, e deixasse de fazê-lo com outros ao longo da história da Igreja.

Servimos a um Deus vivo que fala conosco, nos dá visões espirituais para discernirmos a Sua vontade, e usa de vários meios para se comunicar com Seu povo.

O Espírito Santo nos fala, sobretudo através da Bíblia, cuja escrita inspirou.

Por isso nós vemos Jesus dizendo nos evangelhos e no livro de Apocalipse, que aqueles que tivessem ouvidos espirituais para entender, que ouvissem o que o Espírito Santo diz à Igreja;

Uma referência às palavras que Ele, Jesus, havia anteriormente proferido;

Ou seja, que poderiam crer nelas e entendê-las pela iluminação do Espírito Santo que as havia inspirado.

Mas, Deus se comunica conosco além da leitura ou audição da Sua Palavra revelada, pois se manifesta especialmente quando estamos orando no Espírito.

Sua comunicação que é, sobretudo a da Sua própria presença enche o nosso coração de alegria, paz e santa adoração.

Se estivermos nos sentindo desanimados e fracos, ficamos animados e fortalecidos, e isto ocorre para que tenhamos a certeza da Sua presença abençoadora.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

2º - GRUPO DOS DONS DO ESPÍRITO SANTO - I Co.12.7 a 11


II - DONS DE EXPRESSÃO (falar)

1. LÍNGUAS
Expressão sobrenatural em línguas não conhecidas do falante. Estas línguas podem ser existente no mundo, reavivadas de alguma cultura passada ou desconhecidas no sentido de que são um meio de comunicação inspirada pelo Espírito Santo.

Serve como evidência e sinal da habitação e ação do Espírito Santo.Em Rm 8.26 diz que: "…não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis."

Quando você ora em línguas É como se tomasse um banho por dentro. É um rio saindo de dentro. É um banho de alegria. É a água que transborda pela boca (Do seu interior fluirão rios de água viva; A boca fala do que o coração está cheio). O dom de línguas só tem uma direção: o homem falando para Deus. Existem dois modos de manifestar-se: 
A) PARA EDIFICAÇÃO PESSOAL: “Porque o que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em espírito fala mistérios” - I Co 14.2.
B) PARA EDIFICAÇÃO DA IGREJA, ACOMPANHADA DE INTERPRETAÇÃO: “Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete, Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus”- I Co.14.27-28.

2. INTERPRETAÇÃO – Poder sobrenatural de revelar o significado das línguas. Funciona não como uma operação da mente humana, mas como a mente do Espírito. Não serve como uma tradução (o interprete nunca entende a língua que está interpretando), mas é, antes, a declaração do significado.

É exercida como um fenômeno tão milagroso e sobrenatural como são o dom de falar em línguas e o dom da profecia. Em I.Co.14.13 vemos: “Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa interpretar” Ex: pentecostes – cada um os ouvia em sua própria língua.

Línguas e interpretação são os dois únicos dons cuja manifestação não se encontra no Antigo Testamento e nem no ministério terrestre de Jesus.

3. PROFECIA - Expressão divinamente inspirada e ungida. Proclamação sobrenatural em língua desconhecida. Manifestação do Espírito de Deus; não do intelecto (1Co.12.7). Pode ser possuída e operada por todos os que são cheios do Espírito Santo (1Co.14.31).

Intelecto, fé e vontade estão em operação neste dom, mas seu exercício não tem base intelectual. Ela traz a público as palavras do Espírito de Deus. Elas existem para edificar, exortar e consolar o povo de Deus (I Co 14.3). A predição do futuro não é o conteúdo principal das profecias, é apenas um elemento ocasional.

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A LETRA MATA?

Antigamente muitos afirmavam que os cristãos não precisavam se aprofundar no conhecimento e muito menos estudar teologia, pois segundo eles: “A letra mata, mas o Espírito vivifica”[1].

De acordo com essa perspectiva, a “Letra” representa (va): o acúmulo de conhecimento que caducava a vida devocional levando-a a morte. Entretanto, os que defendem esse ponto de vista pecam ao confundirem espiritualidade com falta de conhecimento, afirmando que o cristão não precisa de teologia, mas de jejuologia.

No entanto, é preciso memorar que a geografia religiosa que albergou alguns setores do cristianismo ao longo de sua história[2] contribui para que muitos se apropriassem de clichês biblicamente ressignificados, através de uma retórica que se servia de passagens bíblicas, reinterpretadas com o intuito de desestimular os interessados pelos estudos teológicos.  As expressões eram do tipo “Para que estudar Teologia, o que importa é jejuologia” “conhecimento até o diabo tem”, ou “o diabo e os demônios conhecem, mas não obedecem”.

Portanto, movidos por esse pensamento, muitos quando leem a passagem de II Co 3:6-9, realmente pensam que estudar a Bíblia mata a espiritualidade, por isso são categóricos ao afirmar que a “ letra mata”[3].

Entretanto por não lerem todo o contexto do referido versículo, confundem a letra da lei judaica que era a interpretação rabínica da lei feita por intermédio do talmude ou os 613 preceitos da constituição de Israel com a palavra de Deus.

É simples de se compreender essa passagem basta ler todo o contexto: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecesse, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior porção será glorioso o ministério da justiça” (II Co 3.6-9).

Neste contexto não se observa nenhuma alusão ao cânon fechado, pois a Bíblia, não havia sido totalmente formada, sendo que o apóstolo Paulo estava se referindo ao modo de interpretação da lei promovida pelos lideres do judaísmo que com preceitos judaicos sem vida só condenavam e apontavam sem nenhuma misericórdia.

Ao contrario do ministério do Espírito (Dispensação da graça) onde a salvação esta disposta a todos. Sendo que no referido versículo se compara a transitoriedade da lei judaica, em comparação com a graça, pois hoje estamos vivendo a dispensação do Espírito, no qual a Bíblia encontra-se totalmente revelada e não apenas parcial, pois isso a palavra não mata, mas traz vida, pois o Espírito Santo vivifica a palavra em nossos corações e a espada do Espírito é a palavra (Ef 6.17).

Portanto, devemos lembrar diariamente do conselho do apóstolo Pedro: “Crescei na graça e no conhecimento” (II Pe 3:6). Sendo assim, quando existe o equilíbrio entre Teologia e Fé, aí é gerado o equilíbrio na vida espiritual, pois o conhecimento bíblico também faz parte de um crescimento saudável e que nos aproxima de Deus, como bem destacou o teólogo e pastor Jesiel Paulino: ”Uma teologia espiritual é aquela que me leva a entrar acompanhado por Deus nas dependências de minha biblioteca. ”[4]

Por fim, se a letra matasse, não haveria tanta reverência com a palavra como houve por parte dos homens de Deus ao longo da narrativa bíblica, pois o conhecimento da palavra gera espiritualidade plena, sendo imprescindível que todo o cristão seja um estudante da Bíblia, principalmente aqueles que são ministros do evangelho.

Portanto, todo o obreiro deve estudar muito a Bíblia, estudar teologia, fazer cursos, faculdade, buscar o conhecimento e ler muitos livros, como o apóstolo Paulo, que além de ser um profundo conhecedor da palavra, lia também muitos livros ( II Tm 4:13). Vivemos dias em que as pessoas possuem muitos dilemas e inquietações sobre vários temas, e deste modo, precisamos do conhecimento bíblico e teológico (Cl 3:16; I Tm 3 E II Tm 2:15) para que possamos responder com amor e precisão a todo aquele que pedir a razão de nossa fé.

[1] MARTINS, Orlando. A Educação teológica formal e a experiência religiosa nas Assembleias de Deus no Brasil: Conflito e Dialética. Monografia (Especialização Lato Sensu acadêmica em Gestão e Metodologia do Ensino) – Curso de Pós-Graduação em Gestão e Metodologia do Ensino – UNIESC, 2017.
[2] Nas primeiras décadas do pentecostalismo no Brasil, muitos afirmavam categoricamente que a letra mata, e assim, muitos líderes proibiam os membros de suas igrejas de estudar teologia.
[3]  A letra é uma referência clara de Paulo a Lei de Moisés. Em 2 Coríntios 3:6 o apóstolo dos gentios chama a Lei de Moisés de “letra”, no verso 7, chama de “ministério da morte” e no verso 9 de “ministério da condenação.”
[4] PAULINO, Jesiel. Teologia e Espiritualidade. III EEDUC: Encontro de Educadores Cristãos. Tema: Educação Para um Novo Tempo. Itajaí, 2002. p. 42.

Orlando Martins

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

SOBRE O DOM DE LÍNGUAS E AS PROFECIAS

“Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar”.(I Cor. 14:9)

Há décadas os dons espirituais causam diversas polêmicas e até geram disputas no reino de Cristo e agora entre seitas e religiões também. Mas, os dons foram entregues (de verdade) pelo Espírito Santo a cada um para que fossem exercidos de forma a edificar o corpo de Cristo, a comunidade. De uma forma ou de outra, nada de “status” e sim de “serviço”. (deveria ser assim).

Se meditássemos de fato no legado deixado pelo o Apóstolo Paulo, descobriríamos que os dons não são para demonstrar o orgulho de ser maior que o outro, pois é o contrário. Quanto mais dons, mais serviço e menos soberba.

Quando vamos à igreja, vamos buscar o ensino, a edificação do corpo de Cristo, a Palavra de Deus será ensinada e profetizada a toda igreja de forma que todos entendam e sejam fortalecidos no Senhor. É o poder do Espírito agindo plenamente na coletividade, na comunhão, no vinho e o pão.

A Bíblia nos ensina que é melhor profetizar a falar em línguas, pois o primeiro gera edificação para todo a comunidade, inclusive exortando e consolando também a todos, enquanto que o segundo edifica apenas a si mesmo, mas só Deus o entende na linguagem espiritual. O fato de profetizar não faz do homem um senhor sobre o outro que ora em línguas. Não estamos falando aqui de chefia ou de hierarquia para quem recebeu dons, mas, que a profecia terá relevância em relação à oração em em línguas. (I Cor. 14:1).

Trocando em miúdos, quando o Espírito Santo vai revelar em linguagem inteligente, quem estava orando em línguas deve dar preferência à profecia, pois é necessário ouvi-la para que o corpo, a igreja, a coletividade se edifique, se console ou seja exortada de forma clara e audível e transformadora.

O ideal mesmo seria que quem estivesse orando em línguas também profetizasse. Assim, seria mais fácil de entender o que está acontecendo… Mas, nem sempre é assim, não é mesmo? Creio que este pequeno estudo o levará a uma clareza sem mais manipulações ou complicações para que haja liberdade de verdade. Desejo uma ótima leitura!

O QUE É “FALAR EM LÍNGUAS”?
É uma manifestação espiritual que é expressada a nível do espírito, sob a influência direta do Espírito Santo, numa língua que a pessoa não aprendeu e nem conhece. É uma edificação pessoal no reino espiritual. Exemplo prático: Discípulos: At 2.4-11; Cornélio: At 10.44,45; Crentes: At 19.2-7; Paulo: 1Co 14.6,15,18.

O QUE É INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS ESTRANHAS?
É uma manifestação espiritual em que se recebe de Deus a capacidade especial para interpretar o que é falado em línguas estranhas, pelo Espírito Santo. Textos bíblicos: 1Cor. 12.10,30; 14.5; 13.26-28.

O QUE É PROFECIA?
Profecia é a capacidade momentânea e especial para transmitir mensagem, advertência, exortação ou revelação da parte de Deus sob a direção do Espírito Santo. (fonte: vivos, com adaptações).


Profecias não são eventos só do AT (Antiga aliança). Foi necessariamente exercida no tempo dos Apóstolos (Nova Aliança). Exemplos práticos na Bíblia: Pedro: At 2.14-40; 3.12-26; Paulo: At 13.1,16-41; Barnabé: At 13.1; Simeão: At 13.1; Ágabo: At 11.27,28; 21.10; Judas e Silas: At 15.32; João: Ap 1.1,3; 10.8-11.

Trecho Bíblico para meditar e aprofundar o estudo “Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja. E eu quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis; porque o que profetiza é maior do que o que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a igreja receba edificação. […] Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento”. (FONTE: BÍBLIA SAGRADA – I Cor. 14).

De acordo com a Bíblia, o dom de línguas é uma ferramenta, um benefício, enfim, um presente, um dom recebido do Espírito Santo para fazer uma oração particular em que apenas Deus nos entenda, isso gera fortalecimento espiritual PARA SI MESMO, por isso não há necessidade de todos ouvirem esta oração.


Por outro lado, o dom de profetizar vai além disso porque com esse dom o Espírito Santo quer deixar um recado especial à comunidade inteira. A profecia precisa ser audível, Daí a necessidade de TODOS ouvirem e entenderem o recado, seja edificando, seja consolando, seja exortando o CORPO DE CRISTO.

Não desprezem as profecias. (I Tes. 5:20).

Claudio Santos

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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