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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O BASTANTE E O SUFICIENTE

Abraão e Moisés são objetos de revelação de duas questões opostas e complementares que assolam todos aqueles que desejam a intimidade com Deus

Deus chama Abraão para que deixe sua terra e sua parentela para seguir a uma terra de prosperidade e abundância onde se estabeleceria como pai de uma grande nação. Apesar de Sara, sua mulher, ser estéril, Deus promete a Abraão que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu. Passados 25 anos a promessa se cumpre no nascimento de Isaque, que Sara e Abraão tomam nos braços como razão de ser de sua existência e semente de um futuro de prosperidade sem fim.

O happy end entra em colapso quando Deus pede que Abraão ofereça seu filho, seu único filho Isaque, em sacrifício. Matar o filho significaria perder a razão de existir e arrancar a semente do futuro antes mesmo que ela brotasse. Não haveria mais uma grande nação, e a primeira das estrelas sem conta seria apagada deixando o céu vazio de luz e a alma de Abraão na mais densa escuridão. Mas Abraão obedece em silêncio. Simplesmente levanta o cutelo sobre a garganta de seu filho Isaque para imolá-lo em oferta a Deus, conforme havia sido solicitado.

No momento último do ato sacrificial Abraão é interrompido por um anjo que lhe ordena poupar a vida de seu filho: a disposição ao sacrifício valera tanto quanto o sacrifício em si. Abraão e seu filho Isaque voltam para casa e deixam para trás o Monte Moriá que passa para a história como o altar de um sacrifício que, embora jamais consumado, catapultou Abraão do status de um homem temente a Deus ao panteão de pai da fé, abençoando assim todas as famílias da terra.

Deus chama Moisés para que saia de sua terra e de sua parentela para libertar e conduzir o povo, descência de Abraão, à terra prometida. Moisés reluta, mas é convencido por Deus a aceitar a empreitada. A história segue uma trama jamais imaginada nem mesmo pelo mais criativo dos roteiristas: enfrentamento de Faraó, dez pragas sobre o Egito, abertura do Mar Vermelho para que o povo escravo siga a pés enxutos rumo à liberdade e ao futuro prometido por Deus. Naquela madrugada de saída do Egito, o sonho sonhado todas as noites durante pelo menos cinco séculos se tornava realidade. Moisés à frente e seu povo atrás. Deus sobre todos.

No deserto, meio caminho da terra prometida, Deus, que falava com Moisés face a face, como quem fala a um amigo, desabafa sua irritação para com o povo e desiste de seguir viagem. Garante a Moisés que a escolta de um anjo responsável por oferecer direção, proteção, e provisão. Deus garante o êxito do projeto, mas nega sua companhia. Ou o Senhor vai conosco, ou ninguém arreda o pé daqui, diz Moisés para Deus num ato de justificado atrevimento. Deus então se compromete a acompanhar Moisés e o povo à terra da promessa, Canaã, terra de leite e mel.

Abraão e Moisés são objetos de revelação de duas questões opostas e complementares que assolam todos aqueles que desejam a intimidade com Deus. Ao pedir a Abraão que sacrifique Isaque, Deus está perguntando: quero saber se você é capaz de viver comigo e mais nada. Ao negar a Moisés sua companhia, mas garantir que nada mais lhe faltaria, Deus está perguntando: quero saber se você é capaz de viver com tudo, menos eu.

As duas respostas, de Abraão e Moisés, revelam que se é verdade que Deus e mais nada é suficiente, não é menos verdadeiro que tudo, sem Deus, não é o bastante.

ED RENÉ KIVITZ

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Um Novo Ano Repleto da Presença de Deus

Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui. (Ex. 33.15)

Nos últimos tempos, os templos estão repletos, números, números e números, em todos os sentidos, quantidade de dinheiro, quantidade de pessoas, barganha, todavia, a presença de Deus, essa não é tão grande.

Por conta do pecado do povo, como vemos no texto de êxodo capítulo 33, Ele (Deus) continuaria abençoando, contudo sua presença só foi possível, graças à interferência e intercessão de Moisés.

E enviarei um anjo adiante de ti, e lançarei fora os cananeus, e os amorreus, e os heteus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, A uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho. E, ouvindo o povo esta má notícia, pranteou-se e ninguém pôs sobre si os seus atavios. Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento subir no meio de ti, te consumirei; porém agora tira os teus atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer.  Então os filhos de Israel se despojaram dos seus atavios, ao pé do monte Horebe. (Êx. 33.2-6).

[...]E Moisés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos. Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber o teu caminho, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo. Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar. Então lhe disse: Se tu mesmo não fores conosco, não nos faças subir daqui. (Êx.33.12-15).

Temos a opção de ter a presença de Deus conosco ou não, depende das atitudes e comportamento de cada um de nós.

Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça. (Is.59.2).

Catástrofes, violência, injustiça, (sinais eminentes da volta de Cristo); tem sido difícil a convivência em meio a tudo isso, o que nos fortalece e nos capacita a sair de todas essas situações é Deus. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. (Sl. 46.1) Agora pensa o que seria de nós sem Ele.

Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus. (Sl. 62.7).

Tal qual o povo de Deus comandado por Moisés, desfrutou de sua presença durante o êxodo para a Canaã, também podemos desfrutar de sua companhia e presença durante o ano de 2014.

Sejamos gratos a Deus por todas as coisas que ocorreram nesse ano que está findando, pois sua Palavra nos diz: E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. (Rm. 8.28), mesmo as que nos parecem ruins.

Que em 2014: Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. (Rm 14.19)

Nesse Ano Novo: Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo. (Is. 43.18-19)

FELIZ ANO NOVO!!

Que o Senhor esteja presente em sua vida em todos os momentos do Novo Ano, dando sabedoria, discernimento, entendimento, autoridade, revelação, conhecimento, capacitação para desfrutar de sua companhia, e cumprir o propósito para nossas vidas nesse e em todos os anos que estão por vir até a sua volta, são os desejos dos integrantes dos blogs http://www.reflexoesevangelicas.com.br/ e http://www.kairosministeriomissionario.com/

Litrazini


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.