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sábado, 9 de agosto de 2014

OS MORTOS NO PERÍODO ENTRE O FALECIMENTO E A RESSURREIÇÃO

A morte é a separação da alma do corpo pela qual o homem é introduzido no mundo invisível. Essa experiência descreve-se como “dormir” (João 11.11; Deut. 31.16), o desfazer da casa terrestre deste Tabernáculo (2Cor. 5:1), deixar este tabernáculo (2Ped. 1:4), Deus pedindo a alma (Luc. 12:20), seguir o caminho por onde não tornará (Jo 16.22), ser congregado ao seu povo (Gên. 49:33), descer ao silêncio (Sal. 115:17), expirar (Atos 5:10), tornar-se em pó (Gn 3.19), fugir como a sombra (Jo 14.2), e partir (Fil 1.23).

A morte é o primeiro efeito externo ou manifestação visível do pecado, e será o último efeito do pecado, do qual seremos salvos. (Rom. 5.12; 1Co 15.26.) O Salvador aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho, (1Tim. 1:10.) A palavra “abolir” significa anular ou tornar negativo. A morte fica anulada como sentença condenatória e a vida é oferecida a todos. Entretanto, embora a morte física continue a manifestar-se, ela torna-se uma porta que conduz a vida para aqueles que aceitam a Cristo.

QUAL A CONEXÃO ENTRE A MORTE E A DOUTRINA DA IMORTALIDADE?
Há dois termos, “imortalidade” e “incorrupção” que se usam em referência à ressurreição do corpo, (1Co 15:53,54.) A imortalidade significa não estar sujeito à morte, e nas Escrituras emprega-se em referência ao corpo e não à alma (embora esteja implícita a imortalidade da alma).

Mesmo os cristãos estão sujeitos à morte por serem mortais os seus corpos. Depois da ressurreição e do arrebatamento da igreja, os cristãos desfrutarão da imortalidade. Isto é, receberão corpos glorificados que não estarão sujeitos à morte.

OS ÍMPIOS TAMBÉM SERÃO RESSUSCITADOS. MAS ISSO QUER DIZER QUE DESFRUTARÃO DESSA IMORTALIDADE DO CORPO?
Não; sua inteira condição é a de morte, e separação de Deus. Embora tenham existência, não gozam de comunhão com Deus e nem da glorificação do corpo, a qual realmente constitui a imortalidade. Conscientemente existirão numa condição de sujeição à morte. A sua ressurreição não é a “ressurreição da vida”, mas a “ressurreição para a condenação” (João 5:29).

Se a “imortalidade”, à qual se referem as Escrituras, se referisse ao corpo, como se justificaria a referência à imortalidade da alma? Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a morte é a separação do corpo e da alma; o corpo morre e volta ao pó, a alma ou o espírito continua a existir conscientemente no mundo invisível dos espíritos desencarnados.

Assim o homem é mortal, estando o seu corpo sujeito à morte, embora seja imortal a sua alma, que sobrevive à morte do corpo.

QUAL A DISTINÇÃO ENTRE IMORTALIDADE E VIDA ETERNA?
A imortalidade é futura (Rom. 2:7; 1Cor. 15:53,54), e refere-se à glorificação dos nossos corpos mortais na ocasião da ressurreição. A vida eterna refere-se principalmente ao espírito do homem: é uma possessão que não é afetada pela morte do corpo. A vida eterna alcançará sua perfeição na vinda de Cristo, e será vivida em um corpo glorificado que a morte não mais poderá destruir.

Todos os cristãos, quer vivos quer falecidos, já possuem a vida eterna, mas somente na ressurreição terão alcançado a imortalidade

Pela frase “ESTADO INTERMEDIÁRIO” queremos dizer o estado dos mortos no período entre o falecimento e a ressurreição.

1. A OPINIÃO DAS ESCRITURAS.
Deve ser observado que os justos não receberão sua recompensa final nem os ímpios seu castigo final, enquanto não se realizarem as suas respectivas ressurreições. Ambas as classes estão num estado intermediário, aguardando esse evento. Os cristãos falecidos vão estar “com o Senhor”, mas não recebem ainda o galardão final. O estado intermediário dos justos descreve-se como um estado de descanso (Apo. 14:13), de espera e repouso (Apo. 6:10,11), de serviço (Apo. 7:15), e de santidade (Apo. 7:14). Os ímpios também passam para um estado intermediário, onde aguardam o castigo final, que se realizará depois do juízo do Grande Trono Branco, quando a Morte e o Hades serão lançados no lago de fogo. (Apo. 20:14.)

2. OPINIÕES ERRÔNEAS.
(A) PURGATÓRIO. A Igreja Católica Romana ensina que mesmo os mais fiéis precisam dum processo de purificação antes de se tornarem aptos para entrar na presença de Deus. Também adotam essa opinião certos protestantes que, crendo na doutrina de “uma vez salvo, salvo para sempre”, embora reconhecendo a palavra divina “sem a santidade ninguém verá o Senhor”, concluem que haja um “purgatório” onde os crentes carnais e imperfeitos se purifiquem da sua escória. Esse processo, segundo dizem, realizar-se-á durante o Milênio enquanto os vencedores estão remando com Cristo. Todavia, não existem nas Escrituras evidências para tal doutrina, e existem muitas evidências contrárias a ela.

Assim escreveu John S. Banks, erudito metodista: As Escrituras falam da felicidade intermediária dos mortos em Cristo. (Luc. 16:22; 23:3; 2Cor. 6:6,8.) Certamente os cristãos em geral, depois de longo tempo de crescimento na graça, estão tão aptos para o céu quanto o malfeitor penitente crucificado ao lado de Cristo, ou quanto Lázaro mencionado na parábola. Também as Escrituras atribuem ao sangue de Cristo ilimitada eficácia. Se, de fato, as Escrituras ensinassem tal estado intermediário, diríamos que seu poder purificador seria originário da expiação de Cristo, corno dizemos dos meios de graça no estado presente; mas, uma vez que as Escrituras não ensinam tal doutrina, podemos apenas considerar esse estado como obra de super erro (mais do que o exigido, extra). Essa doutrina tenta prover o que já está amplamente provido.

O Novo Testamento reconhece apenas duas classes de pessoas; as salvas e as não-salvas. O destino de cada classe determina-se agora, na vida presente, que é o único período probatório. Com a morte termina esse período probatório, seguindo-se o julgamento segundo as obras praticadas no corpo. (Heb. 9:27; 2 Cor. 5:10.)

(B) O ESPIRITISMO ENSINA QUE É POSSÍVEL ALGUÉM COMUNICAR-SE COM OS ESPÍRITOS DE PESSOAS FALECIDAS, SENDO ESSAS COMUNICAÇÕES CONSEGUIDAS POR MEIO DUM “MÉDIUM”. MAS NOTEMOS:

1) A Bíblia proíbe, expressamente, consultar tais “médiuns”; a própria proibição indica a presença do mal e o perigo de tal prática. (Lev. 19:31; 20:6, 7; Isa. 8:19.) É inútil os espíritas citarem o exemplo de Saul, visto que esse desafortunado pereceu por ter consultado a feiticeira, (1Crôn.10:13.)

2) Os mortos estão sob o controle de Deus, o Senhor da vida e da morte, e, por conseguinte, não podem estar sujeitos aos médiuns. Vide, por exemplo, (Apo. 1:18; Rom. 14:9.) Os espíritas citam o caso da pitonisa que evocou o espírito de Samuel e o relato da aparição de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração. Mesmo que fosse Samuel que aparecera a Saul, seria por divina permissão, e o mesmo pode íamos dizer acerca de Moisés e Elias. A passagem que relata o caso do rico e Lázaro prova que aos mortos não é permitido comunicar-se com os vivos. (Luc. 16.)

3) Embora muitos fenômenos espíritas hajam sido provados fraudulentos, existe neles alguma realidade. Visto que os mortos não se podem comunicar com os vivos, somos obrigados a concluir que as manifestações espíritas são resultados de forças estranhas psíquicas ou que as mensagens têm sua origem em espíritos mentirosos e sedutores, (1Reis 22:22; 1Tim. 4:1.) Muitos dos que abraçam o espiritismo ou consultam médiuns são os que perderam sua fé cristã. Aqueles que crêem nas Escrituras gozam de suficiente luz para iluminar as regiões do além túmulo.

(C) SONO DA ALMA. Certos grupos, como os Adventistas do Sétimo Dia, crêem que a alma permanecerá num estado inconsciente até à ressurreição. Essa crença, conhecida como “sono da alma”, é também adotada por indivíduos em outros grupos religiosos. É verdade que a Bíblia descreve a morte como um sono, mas isso em razão de o crente, ao falecer, perder a consciência para com o mundo cheio de fadiga e sofrimento e acordar num reino de paz e felicidade.

O Antigo Testamento ensina que, embora o corpo entre na sepultura, o espírito que se separou do corpo entra no Seol (traduzido “inferno” na versão de Almeida), onde vive em estado consciente. (Vide Isa. 14:9-11; Sal. 16:10; Luc. 16:23; 23:43; 2Cor. 5:8; Fs. 1:23; Apo. 6:9.)

Extraído do livro “Conhecendo as Doutrinas da Bíblia” – Editora Vida

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 13 de julho de 2014

Mortos para o pecado, vivos em Cristo

Que diremos pois?  Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?

De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.

Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.

Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos; Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.

Assim também vós considerai-vos certamente mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.

Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;

Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.

Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da Lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum.

Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?

Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues.

E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.

Falo como homem, pela fraqueza da vossa carne; pois que, assim como apresentastes os vossos membros para servirem à imundícia, e à maldade para maldade, assim apresentai agora os vossos membros para servirem à justiça para santificação.

Porque, quando éreis servos do pecado, estáveis livres da justiça. E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? Porque o fim delas é a morte.

Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 6.1-23)

Quer viver em novidade de vida, morrer para o pecado e viver em Cristo??

Declare o Senhorio de Jesus e o aceite como seu suficiente Senhor e Salvador, dois pontos: novidade de vida 

Lidiomar Trazini Granatti

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

As lamparinas e o Sol

    Nada mais apropriado que iniciar esta comunicação, introduzida por instigante epígrafe titular, com uma pergunta, tão curiosa quanto. Ei-la: o que é um sofisma?

       Sofisma é um argumento falso, com cara de verdade, usado para induzir alguém em erro. Em termos simples, sofisma é uma mentira, mascarada de verdade. Enfim, um laço, armado às ocultas, para prender os desprevenidos.

       Expressivo exemplo de sofisma está na oratória dos que tomam a intercessão do homem em favor de seu semelhante, junto a Deus (por exemplo, a oração dos pais pelos filhos), como argumento, para defenderem a pretendida legitimidade bíblica de determinada prática religiosa. 

       Que prática? A de se recorrer à intercessão de criaturas que já morreram, criaturas tidas como privilegiadas espiritualmente, para intermediarem a ação de Deus em favor do homem. Puro sofisma! 

       Por quê?
    Primeiro, porque a invocação dos mortos, em favor dos vivos, é uma atitude absolutamente condenada por Deus, conforme as Escrituras.  Diz o Senhor, pelo ministério profético de Isaías: “não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?” (Is 8.19b).

       Esta é a verdade bíblica: todos os que se foram desta terra para o além – TODOS! inclusive, Maria, mãe de Jesus, TODOS, com exceção de Jesus Cristo ressurreto – estão mortos, relativamente à vida aqui.  E é nessa perspectiva que a proibição divina os atinge. Considerados de outro ângulo, ou seja, na esfera do além-túmulo, estão vivos (Mt 22.32).  Quanto a este mundo, porém – frisamos –, o Eclesiastes é taxativo sobre a realidade deles, os mortos: “já não têm parte alguma neste século, em coisa alguma que se faz debaixo do sol” (Ec 9.6).

      Dando continuidade à resposta, vamo-nos servir de um episódio registrado em três dos evangelhos bíblicos. Conforme esses relatos, alguns homens conduziram um paralítico a Jesus, para ser curado. E, para isso, tiveram de fazer um grande esforço, pois a casa onde Jesus se encontrava, em Cafarnaum, estava abarrotada de gente. O que fizeram os referidos homens? Subiram ao telhado e, por entre as telhas, baixaram o paralítico com a cama à presença de Jesus. Vendo a fé deles, Jesus curou o paralítico (Mt 9.1-8; Mc 2.3-12; Lc 5.18-26).

       Reflitamos. Aqueles homens foram verdadeiros intercessores, junto a Jesus, em favor do paralítico. Intercessores cujas palavras foram atos de uma eloquência fortíssima. Mas em que consistiu a sua intercessão? Consistiu em levar o paralítico até Jesus. Nada, nada mais poderiam eles fazer, por si e em si mesmos, para resolverem o problema do paralítico. Assim, cessada em seu limite a ação deles, iniciou-se e se concluiu a ação de Deus, na Pessoa de seu unigênito Filho. A ação de curar o entrevado.

       Então, quando o homem intercede, junto a Deus, por seu semelhante, o que ele faz é levar este à presença de Deus. Daí por diante, a ação é exclusivamente de Deus.

       E agora vem o ponto X da questão. Se, no plano humano, muitos podem ser os intercessores – homens suplicando a Deus por homens –, lá, no além desta vida temporal, somente UM Ser, conforme a Bíblia, tem autoridade para interceder pelo homem, ante a face de Deus: JESUS (Hb 7.25). 

       O apóstolo Paulo colocou isso de forma categórica: “Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm 2.5). E é bom que se saiba que a convicta veemência de tal afirmação do Apóstolo não resulta de um ponto de vista dele. Trata-se, na verdade, de uma ressonância fidedigna de todo o ensino do seu divino Mestre sobre esse assunto, enfaticamente resumido na declaração crística: “ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6c).

       De fato, examinando-se a doutrina de Cristo, registrada no Novo Testamento, em lugar nenhum se encontrará a orientação para se orar a qualquer outro ser que não seja DEUS, usando-se a intermediação de qualquer outro nome que não seja o Nome de JESUS.

       Quando os discípulos de Jesus lhe pediram que os ensinasse a orar, Ele disse: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus...” (Mt 6.9).

       E aí? – é pertinente perguntar-se. Conforme essa oração-modelo, qual é o destinatário – o Ser, que está nos céus – que se deve invocar? DEUS, o Pai. Está claro? E o nome de qual intermediário deve ser tomado, para se poder chegar diante desse Pai sumamente grandioso?

       Nesse momento do ensino, o nome do intermediário fica implícito, isto é, fica embutido na identidade filial das pessoas que oram, invocando a Deus como seu Pai celeste.  E que nome é esse que concede a tais filhos dos homens  a natureza  espiritual de filhos de Deus?

       É o Nome de Jesus! Como está escrito: “Mas, a todos quantos o [=Jesus] receberam, aos que creem no seu nome, [Jesus] deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (Jo 1.12).

       E, para não haver dúvida alguma, o Mestre divino, em outros momentos de seu ministério, deixa claro que é exclusivamente em seu Nome que a oração deve ser dirigida ao Pai, ou a Ele próprio, que é Deus feito homem. Confiram-se os seguintes registros do evangelista João, nos capítulos 14 e 16 do seu testamento:

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (14.13).
“Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei “ (14.14).
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador” (14.16).
“Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar” (16.23).
“Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra” (16.24).
“Naquele dia, pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai, pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes e crestes que saí de Deus” (16.26-27).

       Sendo Jesus Cristo o Mediador de uma Nova Aliança, no seu sangue (Hb 12.24), ninguém, além d’Ele, tem autoridade ou autorização para, na esfera espiritual, intermediar a ação de Deus em favor do homem. Intercedendo pelos discípulos e por todos os que viriam a crer n’Ele, Jesus deixou bem clara a absoluta exclusividade da sua posição de intercessor, junto do Pai, em favor do cristão. Ele orou:

        “Pai, é chegada a hora; [...]. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. [...]. Eu rogo por eles [...]. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. [...]. Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim. [...]” – Jo 17.1, 3, 9,15, 20. E não se pode esquecer o convite que Ele faz a TODOS os cansados e sobrecarregados: “Vinde a mim [...] e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).

       Em suma, a mediação dos homens, na esfera de suas vivências – se for legitimamente bíblica –, consiste em, valendo-se da autoridade do Nome de Jesus, levarem-se uns aos outros à presença do Pai celestial.  Já a Mediação de Cristo, relativamente aos mediadores humanos, consiste em receber aqueles que, em seu Nome, foram levados à presença do Pai, para que, concedendo-lhes a bênção buscada, o Pai seja glorificado no Filho (Jo 14.13).  Tal como aconteceu no episódio do paralítico, em Cafarnaum.

      Assim, os intercessores humanos são lamparinas cujas chamas alumiam o trecho a ser percorrido na condução de seus semelhantes até Deus; o Intercessor divino é o Sol, cuja luz opera a Vida no ser dos favorecidos por Sua suprema e singular intercessão. 
“Buscai-me e vivei”, diz o Senhor (Am 5.4)

Profª Maria Helena Garrido Saddi,
Doutora em Letras, membro da Catedral Evangélica Hebrom. 
hgsaddi@gmail.com

A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo.

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.