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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

O QUE SIGNIFICA CRER NO EVANGELHO

Crer envolve em primeiro lugar, aceitar como verdade, aquilo que não é demonstrável imediatamente e aceitável pelo simples raciocínio, ou apreciável pelos sentidos. 

Jesus estabeleceu uma condição fundamental para a complementação do arrependimento: a de que o homem aceite como verdadeiro o que lhe é pregado pelo próprio Cristo.

Crer é aceitar e demonstrar esta aceitação pelo depositar confiança.

Em todo o pano de fundo na história do povo de Israel a convocação divina nunca é a de que o povo acredite em certas verdades a respeito de Deus, mas a de confiar nele.

O imperativo “crede”, para Jesus tem este mesmo sentido. É preciso confiar e assim comprovar que se acredita.

Crer é uma atitude possível somente a quem está aberto ao que é surpreendente.

Crer naquilo que é possível ou costumeiro não envolve qualquer significado.

Não se pode dizer com propriedade: “eu creio que amanhã nascerá o sol”. Isto não envolve qualquer fato surpreendente.

Se alguém disser, no entanto: “amanhã o sol nascerá no oriente” ai sim, será uma afirmação contrário ao que é usual. 

Ainda que Cristo não nos convide a fazer uma declaração deste tipo é importante perceber que só uma pessoa disposta a aceitar o surpreendente pode realmente ter fé.

Quando Natanael duvidou que Jesus fosse anunciado pelos profetas, por ser ele de Nazaré, estava com razão.

De lá se acreditava que nada poderia vir de bom. Mas ao ser convidado a crer (vem e vê) ele aceitou a possibilidade do impossível.

Foi e creu. “...Jesus respondeu, e disse-lhe: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás. E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que daqui em diante vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem. (Jo 1.43-51).

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

O QUE SIGNIFICA SACRIFÍCIO

 Comunhão de quem faz o sacrifício com Deus.  – Homenagem, gratidão e expiação.

Percebemos isso já nos sacrifícios oferecidos por Caim e Abel. O sacrifício sincero agrada a Deus, o sacrifício insincero é rejeitado por Ele. "Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não desprezarás, ó Deus" (Sl 51.17).

"Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros" (1 Sm 15.22).

Jesus honrou a Deus com obediência, e com Sua vida ofereceu um sacrifício perfeito: "muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!" (Hb 9.14).

O primeiro Adão trouxe o pecado e a perdição ao mundo. O último Adão nos trouxe, com Sua morte, a libertação do poder do pecado e da morte. Ele o sabia, e por isso morreu com as palavras vitoriosas "Está consumado!" em Seus lábios.

Assim Ele fez tudo o que Deus exigia e pagou o preço pelos nossos pecados. O véu rasgado no templo abre o acesso ao Santo dos Santos, ao coração do Pai. Pela vitória alcançada no Calvário, nem a morte conseguiu retê-lO.

Só aceitando e recebendo pessoalmente o sacrifício perfeito do Calvário é possível viver uma vida cristã de alegria e vitória na fé.

Jesus Cristo, o início e o fim, é e continua sendo o centro de nossa salvação, pois Ele continuamente intercede por nós, e por Ele recebemos propiciação pelos nossos pecados: "Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas" (Hb 10.10).

Todos os que buscam refúgio no sacrifício perfeito de Jesus tornam-se justos pelo Seu sangue e passam a fazer parte de Seu Reino.

Nessa posição devemos permanecer, mas também avançar na santificação! O apóstolo Paulo nos exorta com muita insistência: "Por isso, celebremos a festa (da Páscoa) não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade" (1 Co 5.8).

Extraído da revista chamada da meia noite de abril de 2000

Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

sábado, 6 de junho de 2020

O QUE SIGNIFICA DIZER QUE JESUS CUMPRIU A LEI, MAS NÃO A DESTRUIU?


No registro de Mateus do que é comumente chamado de O Sermão da Montanha, as seguintes palavras de Jesus foram registadas: "Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido" (Mt 5:17-18).

Argumenta-se frequentemente que se Jesus não "destruiu" a lei, então ela ainda tem que ser vinculativa. Se esse fosse o caso, então certos componentes (como o dia de sábado) ainda devem estar valendo, talvez juntamente com vários outros elementos da Lei mosaica. Essa suposição tem como fundamento um mal entendimento das palavras e das intenções desta passagem.

Cristo não quis sugerir aqui que o caráter vinculativo da lei de Moisés permaneceria em vigor eternamente. Este ponto de vista iria contradizer tudo o que aprendemos sobre o equilíbrio do registro do Novo Testamento (Rm 10:4; Gál 3:23-25, Ef 2:15). Considere os seguintes pontos.

De especial importância neste estudo é a palavra "destruir". Ela vem do termo grego kataluo, o qual significa literalmente "demolir, dissolver, abolir". A palavra é encontrada dezessete vezes no Novo Testamento. É utilizada, por exemplo, da destruição do templo judeu pelos romanos (Mt 26:61; 27:40; At 6:14), e da dissolução do corpo humano na morte (2 Co 5:1).

O termo também pode ter o sentido de "dar um fim", ou seja, "tornar inútil, privar do sucesso". No grego clássico, essa palavra foi utilizada em ligação a instituições, leis, etc, para transmitir a idéia de "invalidar".

É especialmente importante notar como a palavra é usada em Mt 5:17. Neste contexto, "destruir" é colocado em contraste com "cumprir". Cristo veio "... não para destruir, mas cumprir". Isso significa que Jesus não veio a esta terra com a finalidade de atuar como um adversário da lei. Seu objetivo não era impedir a sua realização. Pelo contrário, ele honrou, amou, obedeceu e cumpriu a lei. Ele cumpriu as emissões proféticas da lei sobre Si mesmo (Lc 24:44).

Cristo cumpriu as exigências da lei mosaica de uma obediência perfeita para que uma "maldição" não fosse imposta (veja Gál 3:10,13). Neste sentido, o plano divino para a lei vai ter um efeito duradouro. Ela sempre cumprirá a finalidade para a qual foi proferida.

Se, no entanto, a lei de Moisés tem a mesma relação (em termos de sua posição) com os homens de hoje como tinha antes de Cristo vir, então ela não foi cumprida, e Jesus falhou em sua missão.

Por outro lado, se o Senhor realizou o que Ele veio cumprir e a lei foi realmente cumprida, então ela não é uma instituição jurídica vinculativa para os hoje. Além disso, se a lei de Moisés não foi cumprida por Cristo e, portanto, ainda permanece como um sistema jurídico vinculativo, então ela não é apenas um sistema vinculativo parcial. Pelo contrário, ela é um sistema totalmente obrigatório.

Jesus disse claramente que nem um "i ou um til" (representantes das menores marcações do hebraico) passariam até que todas as suas palavras fossem cumpridas. Por conseguinte, nada da lei era para falhar até que tivesse alcançado seu objetivo por completo.

Jesus cumpriu a lei. Jesus cumpriu toda a lei. Não podemos dizer que Jesus cumpriu o sistema de sacrifício, mas deixou de cumprir os outros aspectos da lei. Ou Jesus cumpriu todas as obrigações legais, ou nada cumpriu. O que a morte de Jesus significa para o sistema de sacrifício também significa para os outros aspectos da lei.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 26 de maio de 2020

O QUE SIGNIFICA CRER NO EVANGELHO?

Crer envolve em primeiro lugar, aceitar como verdade, aquilo que não é demonstrável imediatamente e aceitável pelo simples raciocínio, ou apreciável pelos sentidos.  Jesus estabeleceu uma condição fundamental para a complementação do arrependimento: a de que o homem aceite como verdadeiro o que lhe é pregado pelo próprio Cristo.

Crer é aceitar e demonstrar esta aceitação pelo depositar confiança. Em todo o pano de fundo na história do povo de Israel a convocação divina nunca é a de que o povo acredite em certas verdades a respeito de Deus, mas a de confiar nele. O imperativo “crede”, para Jesus tem este mesmo sentido. É preciso confiar e assim comprovar que se acredita.

Crer é uma atitude possível somente a quem está aberto ao que é surpreendente. Crer naquilo que é possível ou costumeiro não envolve qualquer significado. Não se pode dizer com propriedade: “eu creio que amanhã nascerá o sol”. Isto não envolve qualquer fato surpreendente. Se alguém disser, no entanto: “amanhã o sol nascerá no oriente” ai sim, será uma afirmação contrário ao que é usual.

Ainda que Cristo não nos convide a fazer uma declaração deste tipo é importante perceber que só uma pessoa disposta a aceitar o surpreendente pode realmente ter fé.  Quando Natanael duvidou que Jesus fosse anunciado pelos profetas, por ser ele de Nazaré, estava com razão. De lá se acreditava que nada poderia vir de bom. Mas ao ser convidado a crer (vem e vê) ele aceitou a possibilidade do impossível. Foi e creu. Jo 1.43-51.

EM QUEM DEVEMOS CRER?
A determinação de que o ser humano deve crer, segundo Jesus, precisa ser examinado em uma outra direção. Crede, diz Jesus. Mas em que? No Evangelho, acrescenta ele. E o que é o Evangelho?

Evangelho é a proclamação de uma notícia. Mas uma notícia adjetiva. É uma notícia boa. Trata-se de uma informação trazida de Deus aos seres humanos.

Deus aceita a todos aqueles que se arrependem visto que é amor em essência. Assim, o primeiro conteúdo da fé é primeiramente uma afirmativa que se proclama verdadeira. É preciso que a pessoa aceita essa afirmativa. Não há comprovações científicas.

Os judeus buscam sinais. Os gregos querem a sabedoria (ciência). Mas o que prega o Evangelho? Uma afirmativa que precisa ser aceita pela fé. Deus vem ao mundo para salvar os homens que se arrependem de seus pecados e voltem para ele.

O conteúdo da fé é mais do que simples palavras. Jesus não se contenta que os homens creiam nas suas palavras, mas quer principalmente que creiam nele. Não é pois meramente simples religião ou filosofia que se proclama. O imperativo de Jesus é que creiam na sua pessoa, de uma forma tão natural como dizem crer em Deus. Jo 14.1.

Assim o Evangelho que Jesus proclama se identifica com ele mesmo. Não tem sentido aceitar as palavras de Jesus ou os seus ensinos sem a aceitação dele mesmo. Por isso que o Evangelho é revolucionário à mente humana e de difícil aceitação por muitos. Jo 6.66-69.

Nossa fé tem que ter base no Evangelho e não nas pessoas que pregam o Evangelho, ou na igreja que o ensina.

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

O QUE SIGNIFICA ESTAR EM JUGO DESIGUAL?


A frase "jugo desigual" vem de 2 Coríntios 6:14: "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?"

Um jugo é uma barra de madeira que une dois bois um ao outro e à carga que puxam. Uma junta em "jugo desigual" tem um boi mais forte e um mais fraco, ou um mais alto e um mais baixo. O boi mais fraco ou mais baixo anda mais lentamente do que o mais alto ou mais forte, fazendo com que a carga se mova em círculos. Quando os bois estão em jugo desigual, eles não podem executar a tarefa que está diante deles. Em vez de trabalhar juntos, estão em desacordo um com o outro.

A admoestação de Paulo em 2 Coríntios 6:14 faz parte de um discurso maior à igreja de Corinto sobre a vida cristã. Ele desencorajou-os de estar em uma parceria desigual com os infiéis porque os crentes e descrentes são opostos, assim como a luz e as trevas são opostos. Eles simplesmente não têm nada em comum, assim como Cristo não tem nada em comum com o "Maligno", uma palavra hebraica que significa "inutilidade" (v. 15). Aqui Paulo a usa para se referir a Satanás.

A ideia é que o mundo pagão, mau e descrente é regido pelos princípios de Satanás, e que os cristãos devem se separar desse mundo perverso, assim como Cristo era separado de todos os métodos, objetivos e planos de Satanás. Ele não teve nenhuma participação neles e nem formou nenhuma união com eles – assim deve ser com os seguidores de um em relação aos seguidores do outro. A tentativa de viver uma vida cristã com um não-cristão como um amigo e aliado próximo só nos fará andar em círculos.

O "jugo desigual" é muitas vezes aplicado a relações comerciais. Para um cristão entrar em uma parceria com um incrédulo é cortejar o desastre. Eles têm cosmovisões e morais opostas, e as decisões de negócios que devem ser feitas diariamente vão refletir um ou o outro.

Para a relação funcionar, um ou outro tem de abandonar o seu centro moral e avançar em direção ao do outro. Mais frequentemente do que não, é o crente que se vê pressionado a deixar os seus princípios cristãos para trás por causa do lucro e do crescimento do negócio.

É claro que a aliança mais próxima que uma pessoa pode ter com outra é encontrada no casamento, e é assim que a passagem é geralmente interpretada. O plano de Deus é para que um homem e uma mulher se tornem "uma só carne" (Gênesis 2:24) - uma relação tão íntima que um literal e figurativamente se torna parte do outro. Unir um crente com um incrédulo é, em sua essência, unir opostos, o que contribui para uma relação muito difícil.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 13 de maio de 2019

O QUE SIGNIFICA QUE JESUS É O UNIGÊNITO FILHO DE DEUS?


A frase "filho unigênito" ocorre em João 3:16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Nova Versão Internacional)." A expressão "unigênito" é a tradução da palavra grega monogenes. 

É este último termo ("unigênito") que causa problemas. Falsos mestres têm se agarrado a essa expressão para tentar provar a sua falsa doutrina de que Jesus Cristo não é Deus, isto é, que Jesus em sua essência não é igual a Deus como a Segunda Pessoa da Trindade. Eles veem a palavra "unigênito" e dizem que Jesus é um ser criado porque só alguém que teve um início em um certo momento pode ser "unigênito".

O que essa teoria deixa de destacar é que "unigênito" é uma tradução de uma palavra grega. Como tal, temos de avaliar o significado original da palavra grega, e não transferir o significado da nossa língua ao texto.

Então, o que monogenes significa? De acordo com o Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature (Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento e outra Literatura Cristã Primitiva, 3ª Edição), monogenes tem duas definições primárias. A primeira definição diz respeito a "ser o único de seu tipo dentro de um relacionamento específico." Este é o significado ligado ao seu uso em Hebreus 11:17, quando o escritor se refere a Isaque como o "filho unigênito" de Abraão. Abraão tinha mais de um filho, mas Isaque era o único filho que tinha com Sara e o único filho da aliança.

A segunda definição diz respeito a "ser o único de sua espécie ou classe, único no gênero." Este é o significado implícito em João 3:16. Na verdade, João é o único escritor do Novo Testamento que usa esta palavra em referência a Jesus (veja João 1:14, 18; 3:16, 18; 1 João 4:9). João estava mais preocupado em demonstrar que Jesus era o Filho de Deus (João 20:31), e usa esta palavra para destacar Jesus unicamente como o filho de Deus – compartilhando da mesma natureza divina que Deus – ao contrário de crentes que são filhos e filhas de Deus através da fé.

No fim das contas, termos como "Pai" e "Filho", descritivos de Deus e Jesus, são termos humanos utilizados para nos ajudar a compreender a relação entre as diferentes pessoas da Trindade. Se você puder entender a relação entre um pai humano e um filho humano, então você pode entender, em parte, a relação entre a Primeira e a Segunda Pessoa da Trindade.

A analogia se desmorona se você tentar ir longe demais e ensinar, como algumas seitas cristãs (tais como as Testemunhas de Jeová), que Jesus era literalmente "unigênito", no mesmo sentido que "gerado" ou "criado" por Deus Pai.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O QUE SIGNIFICA SER UMA MULHER DE DEUS?


Uma mulher de Deus é antes de tudo uma filha de Deus. Tornar-se uma filha de Deus acontece através de um relacionamento salvador com Jesus Cristo (João 1:12; 3:16-18, 36). Quando confiamos em Jesus para a salvação, tornamo-nos novas criações (2 Coríntios 5:17). Deus nos dá o Seu Espírito Santo que trabalha em nós e nos transforma para tornar-nos mais como Cristo (João 14:15-17; 1 João 4:13; 2 Coríntios 3:18). Mais simplesmente, uma mulher de Deus é uma mulher que foi salva por Jesus Cristo e que se submete à obra do Espírito Santo nela. Com o que isso se parece praticamente?

Uma mulher de Deus buscará conhecer mais a Deus através da leitura de Sua Palavra, tendo comunhão com Ele em oração e com outros amigos crentes, além de buscar ouvir ensino sadio. Ela sabe que "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16-17), então ela procura saber o que a Palavra de Deus diz. Ela procura apresentar-se "a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Timóteo 2:15). Ela também atende à advertência de Tiago: "Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tiago 1:22).

Parte de fazer o que a Palavra diz é ter uma vida de oração ativa. Paulo nos instrui: "Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus" (Filipenses 4:6-7). Da mesma forma, 1 Tessalonicenses 5:16-18 diz: "Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco."

Uma mulher de Deus se aproxima de Deus com um coração agradecido e entrega as suas preocupações nas Suas mãos (1 Pedro 5:7). Ela confia na capacidade de Deus e em Seu amor, e assim traz sua adoração e ansiedades ao Seu trono (Hebreus 4:14-16).

Uma mulher de Deus obedece aos Seus mandamentos de amar os outros bem. Seu discurso é edificante e encorajador, não calunioso ou cheio de fofoca ou má intenção (Efésios 4:29; 1 Pedro 2:1-3). Ela é gentil, compassiva e perdoadora (Efésios 4:32). Ela ajuda a sustentar os fardos de outros crentes (Gálatas 6:2, Romanos 12:15).

Na medida em que tem oportunidade, ela tenta fazer o bem a todos, especialmente aos que também fazem parte da família de Deus (Gálatas 6:10). Ela não é presunçosa, mas vive com um espírito de humildade (Romanos 12:10, 16, Filipenses 2:5-11). Ela não resmunga ou discute desnecessariamente ou causa discórdia, mas tenta viver em harmonia com os outros (Romanos 12:16, 18, Filipenses 2:14).

Uma mulher de Deus segue o ensinamento de Pedro para santificar "a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo" (1 Pedro 3:15-16). Ela tenta abster-se "das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação" (1 Pedro 2:11-12).

Uma mulher de Deus ansiosamente faz a obra que Deus lhe deu (Romanos 12:11). Se for uma mulher mais velha, ela é um exemplo para as mais jovens (Tito 2:3-5). Ela passa parte do seu tempo com outros crentes, encorajando-os e sendo encorajada por eles (Hebreus 10:24-25). Ela é submissa, o que significa que ela pensa nos outros antes de si mesma, como todos os cristãos são chamados a fazer (Efésios 5:21). Ela atende ao mandamento de Pedro de "Sujeitai-vos a toda instituição humana por causa do Senhor….. Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos; como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus. Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei" (1 Pedro 2:13-17).

Ela sabe que é altamente valorizada em Cristo (Gálatas 3:28) e opta por imitá-lo ao abrir mão de sua vontade própria. Se for casada, ela permite que o seu marido guie a família (Efésios 5:21-33; 1 Pedro 3:1-2). Ela honra seus pais (Efésios 6:1-3) e, se tiver filhos, cuida deles (Tito 2:3-5; 1 Timóteo 5:14). Ela gerencia bem sua casa e de acordo com os princípios divinos (Tito 2:3-5; Provérbios 14:1; 31).

A mulher da beleza de Deus é "o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus" (1 Pedro 3:3-4).

Em última análise, a mulher de Deus é uma obra em progresso, uma obra-prima de Deus, salva pela Sua graça através da fé (Efésios 2:8-10), e se torna mais como Jesus ao procurar conhecê-Lo e obedecer a Ele.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 9 de setembro de 2018

O QUE SIGNIFICA SER UM HOMEM DE DEUS?


"Homem de Deus" é a descrição dada a um homem que segue a Deus em todos os sentidos, que obedece aos Seus mandamentos com alegria, que não vive para as coisas desta vida, mas para as da eternidade, que de bom grado serve ao seu Deus dando livremente todos os seus recursos, e que aceita o sofrimento que vem como consequência de sua fé com alegria.

Talvez Miqueias 6:8 resuma o homem de Deus em um único versículo: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus."

O homem de Deus não engana ou defrauda seu empregador chegando atrasado ao trabalho ou não atendendo à tarefa em questão durante o horário de trabalho; ele não fofoca e nem calunia; ele mantém sua mente e seu coração puros, protegendo seus olhos e ouvidos da imundície do mundo. Se for solteiro, permanecerá puro e só se casará com uma mulher cristã (2 Coríntios 6:14). Se for casado, ele amará, honrará e apreciará sua esposa e será o chefe da casa (Efésios 5:22-24, 33).

Ele não aceita valores mundanos, mas busca na Palavra de Deus orientação para ver o que é sábio e bom. Ele considera aqueles que são "desfavorecidos" ou rejeitados pela sociedade, aqueles que são solitários ou desesperados; ele é ouvinte dos problemas de outras pessoas e não julga.

Acima de tudo, os homens de Deus entendem que quando nosso Senhor lhes ordenou que fossem "perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste" (Mateus 5:48), só são capazes de realizar isso porque Deus os capacita a serem "santos e irrepreensíveis perante ele" (Efésios 1:4) através do Seu poder e da habitação do Seu Espírito. Por nossa conta, somos incapazes de santidade e perfeição, mas através de Cristo que nos fortalece, podemos "tudo" (Filipenses 4:13).

O homem de Deus sabe que sua nova natureza é a da justiça de Cristo, que foi trocada pela nossa natureza pecaminosa na cruz (2 Coríntios 5:17, Filipenses 3:9). O resultado final é que ele caminha humildemente com seu Deus, sabendo que deve confiar unicamente nEle para poder viver ao máximo e perseverar até o fim.

É disso que se trata a simples religião: ajudar os que estão em perigo e não ser poluído pelo mundo (Tiago 1:27). Podemos ter consciência de todas as doutrinas bíblicas, podemos conhecer todos os termos teológicos, podemos traduzir a Bíblia do grego original e assim por diante, mas o princípio de Miqueias 6:8 é o princípio que o homem de Deus deve seguir: praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com Deus.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz


terça-feira, 24 de julho de 2018

O QUE SIGNIFICA VER A DEUS


Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus. (Mateus 5.8) 

É muito importante que os cristãos tenham corações puros que sigam a Deus. Eles precisam ser puros com base na Palavra pura e santa de Deus.

Que recompensa eles terão com isso? O que Deus prometeu àqueles que são puros de coração?
A resposta é: “Eles verão a Deus”. Certamente isso é maravilhoso – um tesouro excelente!

Mas o que significa “ver Deus”?

Algumas pessoas têm as suas próprias ideias sobre como ver a Deus. Elas se curvam em um canto, elevam seus pensamentos ao céu e se entregam a uma vida de meditação sem propósito.

Esta é uma maneira de tentar ver a Deus?

Elas usam suas próprias ideias para tentar entregar-se a devaneios na presença de Deus. Tentam subir ao céu com base em seu próprio poder. Insistem em usar suas próprias mentes para descobrir tudo sobre Deus e sua Palavra.

Contudo, se você crê que Cristo é o seu Salvador, logo você descobrirá que tem um Deus gracioso.

A fé leva você ao céu e deixa que você veja dentro do coração de Deus. Lá você consegue ter um vislumbre da infinita bondade e amor de Deus.

Isso é o que realmente significa “ver a Deus”.

Você não pode vê-lo fisicamente com os seus olhos, porque ninguém pode ver a Deus nesta vida. Antes, você vê a Deus pela fé. 

Retirado de Somente a Fé - Um Ano com Lutero . Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 18 de maio de 2018

QUE SIGNIFICA A PALAVRA "CRISTÃO"


O significado para a palavra cristão hoje é bem diferente do significado usado nas escrituras. Hoje, qualquer um que segue uma religião denominada "cristã", acha se no direito de dizer que é um cristão.

Alguns são tão depravados em sua forma de viver que de maneira nenhuma fazem jus a essa palavra. Outros são tão errados biblicamente e mesmo assim insistem em achar-se cristãos. E aí está o problema: O próprio indivíduo achar-se um cristão quando não o é.

A palavra cristão como é usada na Bíblia é um apelido. E este apelido referia-se aos crentes que andavam de uma forma digna. A conduta (dentro da família e da sociedade), a transformação interior e exterior, sucediam a profissão de fé destes crentes. Tamanha era a transformação que se tornavam impossíveis de não serem notados. Então a própria sociedade, testemunhando esta transformação, chamava-os de "cristãos".

Assim, ser apelidado de cristão seria uma grande honra a qualquer crente. É errado, mesmo numa igreja considerada correta, chamar pessoas não regeneradas de cristãos. Não vemos na Bíblia um só exemplo dos apóstolos considerarem verdadeiros crentes aqueles que ainda viviam no pecado.

Paulo nos dá um grande exemplo disso em I Co 6,9-11; quando fala que: "Os injustos não herdarão o reino de Deus", e numa lista muito ampla dá exemplo do que é ser um injusto: "Não vos enganeis, nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino dos céus, e tais fostes alguns de vós". Alguns Coríntios foram achados nos pecados mencionados acima. Foram! Mas o sangue de Jesus lavou-os, santificou-os e os justificou.

O pecado era coisa do passado na vida destes crentes. Achar que se é um cristão por pertencer a uma igreja denominada de cristã é um grande erro. A maior igreja cristã do mundo tem um bilhão e duzentos milhões de fiéis. Todos idólatras, ou então não estariam lá. Herdarão os mesmos o reino dos céus? Se não herdarão os reino dos céus porque é certo chamá-los de cristãos?

O verdadeiro significado da palavra "cristão" não está tanto neste lindo apelido. Está na pessoa que aceita Jesus como seu salvador e vive dignamente como um verdadeiro discípulo do Senhor Jesus Cristo.

A palavra cristão também não é um nome próprio dado por Jesus aos seus discípulos. Ele jamais chamou um de seus apóstolos ou qualquer outra pessoa de "cristão". Ele simplesmente chamava-os de "discípulos" ou "seguidores". Esta palavra, no sentido que é usada na Bíblia, é nada mais e nada menos que um apelido dado aos discípulos ou membros da igreja de Jesus Cristo.

ONDE SURGIU PELA PRIMEIRA VEZ
O apelido "cristão" surgiu pela primeira vez na cidade de Antioquia em referencia aos discípulos de Cristo naquela cidade (At 11,26). Foram assim chamados pelos moradores daquela grande metrópole devido ao bom exemplo que davam e por sempre testemunhar a respeito de Jesus. Desde então o apelido pegou e suplantou os outros apelidos que eles tinham, como por exemplo o de "nazarenos", apelido pelo qual eram conhecidos os discípulos pelos judeus (At 24,5).

O apelido cristão generalizou-se de tal forma que em pouco tempo todos os membros das igrejas de Cristo foram assim chamados. Não houve outro que representasse tão bem os discípulos de Cristo até meados do terceiro século, período no qual houve a necessidade de acrescentar um sobrenome a este apelido.

Até o século terceiro não havia nenhuma instituição denominacional como temos hoje. Não havia a Igreja Católica, ou a Igreja Batista, ou a Igreja Anglicana. Havia apenas a Igreja de Jesus Cristo, e como vimos, seus membros foram apelidados de cristãos. Jesus, ao instituir sua igreja, nunca chamou-a por um nome como Católica ou Batista. Chamava-a de "minha igreja" (Mat. 16,18), ou quando muito, colocava o nome da cidade onde ela se encontrava, "Igreja de Esmirna" (Apoc. 2,8).

Gilberto Stefano

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O QUE SIGNIFICA “CRER”

Então Jesus disse em alta voz: Quem crê em mim, não crê apenas em mim, mas naquele que me enviou. (João 12.44)

Há duas maneiras de crer. A primeira delas é crer a respeito de Deus, o que significa que cremos que aquilo que é ensinado sobre Deus é realmente verdade.

É semelhante a crer que aquilo que é ensinado sobre o demônio ou sobre o inferno é verdade. Esse tipo de crença é mais uma declaração de conhecimento do que uma expressão de fé.

A segunda maneira é crer em Deus. Isso inclui não apenas crer que aquilo que é ensinado sobre Deus é verdade, mas também confiar nele e atrever-se a estar em relacionamento com ele.

Significa crer, sem dúvida alguma, que ele é realmente o que diz ser, e que ele fará tudo o que diz que fará.

Eu não acreditaria em qualquer pessoa com essa mesma intensidade, não importando o quanto outras pessoas fossem capazes de louvá-la. É fácil acreditar que alguém é piedoso, mas outra coisa bem diferente é confiar completamente nele.

Aqueles que acreditam em Deus creem em tudo que está escrito a respeito dele nas Escrituras. Eles ousam acreditar nisso na vida e na morte. Essa fé faz deles verdadeiros cristãos e dá a eles tudo que eles desejam de Deus.

Uma pessoa com um coração ruim, hipócrita, não pode ter esse tipo de fé, pois se trata de uma fé viva, como é descrita no primeiro mandamento: “Eu sou o Senhor, o teu Deus […] não terás outros deuses além de mim” (Êx 20.2-3).

Portanto, a pequena palavra em é bem colocada e deve ser observada cuidadosamente. Nós não dizemos: “Eu creio Deus Pai” ou “Eu creio sobre Deus Pai”, mas “Eu creio em Deus Pai, em Jesus Cristo, no Espírito Santo”.

Somente Deus pode dar-nos esse tipo de fé.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 29 de setembro de 2013

O que significa dizer que o homem é feito à imagem e semelhança de Deus (Gn. 1:26-27)?

No último dia da criação, disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1:26). Então, Ele terminou Seu trabalho com um “toque pessoal”. Deus formou o homem do pó e deu a ele vida, compartilhando de Seu próprio fôlego (Gênesis 2:7). Desta forma, o homem é único dentre toda a criação de Deus, tendo tanto uma parte material (corpo) como uma imaterial (alma/espírito).

Em termos bem simples, ter a “imagem” e “semelhança” de Deus significa que fomos feitos para nos parecermos com Deus. Adão não se pareceu com Deus no sentido de que Deus tivesse carne e sangue. As Escrituras dizem que “Deus é espírito” (João 4:24) e portanto existe sem um corpo. Entretanto, o corpo de Adão espelhou a vida de Deus, ao ponto de ter sido criado em perfeita saúde e não ser sujeito à morte.

A imagem de Deus se refere à parte imaterial do homem. Ela separa o homem do mundo animal, e o encaixa na “dominação” que Deus pretendeu (Gênesis 1:28), e o capacita a ter comunhão com seu Criador. É uma semelhança mental, moral e social.

Mentalmente, o homem foi criado como um agente racional e com poder de escolha: em outras palavras, o homem pode raciocinar e fazer escolhas. Isto é um reflexo do intelecto e liberdade de Deus.

Todas as vezes que alguém inventa uma máquina, escreve um livro, pinta uma paisagem, se delicia com uma sinfonia, faz uma conta ou dá nome a um bichinho de estimação, esta pessoa está proclamando o fato de que somos feitos à imagem de Deus.

Moralmente, o homem foi criado em justiça e perfeita inocência, um reflexo da santidade de Deus. Deus viu tudo que tinha feito (incluindo a humanidade), e disse que tudo era “muito bom” (Gênesis 1:31). Nossa consciência, ou “bússola moral” é um vestígio daquele estado original. Todas as vezes que alguém escreve uma lei, volta atrás em relação ao mal, louva o bom comportamento ou se sente culpado, esse alguém está confirmando o fato de que somos feitos à própria imagem de Deus.

Socialmente, o homem foi criado para a comunhão. Isto reflete a natureza triúna de Deus e Seu amor. No Éden, o primeiro relacionamento do homem foi com Deus (Gênesis 3:8 indica comunhão com Deus), e Deus fez a primeira mulher porque “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18). Todas as vezes que alguém escolhe uma esposa e se casa, faz um amigo, abraça uma criança ou vai à igreja, esta pessoa está demonstrando o fato de que somos feitos à semelhança de Deus.

Parte de sermos feitos à imagem de Deus significa que Adão tinha a capacidade de tomar decisões livres. Apesar de ter sido dada a ele uma natureza reta, Adão fez uma má escolha em se rebelar contra seu Criador. Fazendo isto, Adão manchou a imagem de Deus dentro de si, e passou adiante esta semelhança danificada a todos os seus filhos, incluindo a nós (Romanos 5:12).

Hoje, ainda trazemos conosco a imagem de Deus (Tiago 3:9), mas também trazemos as cicatrizes do pecado. Mentalmente, moralmente, socialmente e fisicamente, mostramos os efeitos.

As boas novas são que, quando Deus redime uma pessoa, Ele começa a restaurar a imagem original de Deus, criando “o novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”  (Efésios 4:24); E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; (Colossenses 3:10).

Fonte: GotQuestion


Graça e Paz

sábado, 19 de maio de 2012

O que significa que Deus é onisciente?


A onisciência é definida como "o estado de ter conhecimento total, a qualidade de saber tudo." Para que Deus seja soberano sobre a Sua criação de todas as coisas, visíveis ou invisíveis, Ele tem que ser onisciente. Sua onisciência não é restrita a uma única pessoa da Trindade – o Pai, Filho e Espírito Santo são todos por natureza oniscientes.

Deus sabe de tudo (1João 3:20). Ele não só conhece os mínimos detalhes da nossa vida, mas também de tudo ao nosso redor, pois menciona que sabe até quando um pardal cai ou quando perdemos um único fio de cabelo (Mateus 10:29-30). Deus não só sabe de tudo o que ocorrerá até o fim da história em si (Isaías 46:9-10), mas também conhece nossos pensamentos antes mesmo de falarmos (Salmo 139:4). Ele conhece os nossos corações de longe e até nos viu quando ainda estávamos no ventre materno (Salmo 139:1-3, 15-16). Salomão expressa essa verdade perfeitamente quando diz: "porque só tu conheces o coração de todos os filhos dos homens" (1 Reis 8:39).

Apesar da condescendência do Filho de Deus despojar-se de Si mesmo e assumir a forma de servo (Filipenses 2:7), a Sua onisciência é claramente vista nos escritos do Novo Testamento. A primeira oração dos apóstolos, encontrada em Atos 1:24: "Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos", implica a onisciência de Jesus, a qual é necessária para que seja capaz de receber petições e interceder na mão direita de Deus.

Na Terra, a onisciência de Jesus é igualmente clara. Em muitos relatos do Evangelho, Ele conhecia os pensamentos do Seu público (Mateus 9:4, 12:25, Marcos 2:6-8; Lucas 6:8). Ele sabia de detalhes das vidas das pessoas antes mesmo de conhecê-las. Quando conheceu a mulher samaritana que estava tirando água do poço de Sicar, Ele disse-lhe: "Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade" (João 4:18). 

Jesus também diz aos Seus discípulos que o Seu amigo Lázaro estava morto, embora estivesse mais de 40 km de distância da casa de Lázaro (João 11:11-15). Ele aconselhou os discípulos a irem preparar-se para a Ceia do Senhor, descrevendo a pessoa que iriam encontrar e acompanhar (Marcos 14:13-15). Talvez o melhor exemplo: Ele conhecia Natanael antes mesmo de encontrá-lo, pois já conhecia o seu coração (João 1:47-48).

Claramente observamos a onisciência de Jesus na Terra, mas aqui é onde começa o paradoxo também. Jesus faz perguntas, o que talvez implique a ausência de conhecimento, embora o Senhor faça perguntas mais para o benefício de Sua audiência do que para Si mesmo.


No entanto, existe uma outra faceta acerca de Sua onisciência que surge das limitações da natureza humana que Ele, como o Filho de Deus, assumiu. Lemos que, como um homem, "crescia Jesus em sabedoria, e em estatura" (Lucas 2:52) e que Ele "aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu" (Hebreus 5:8).

Também lemos que Ele não sabia quando seria o fim do mundo (Mateus 24:34-36). Nós, portanto, temos que perguntar: por que o Filho não sabe disso quando já sabia de tudo mais? Ao invés de encarar isto como uma limitação humana, devemos considerá-lo um controlado limite de conhecimento. Aqui vemos um ato voluntário de humildade a fim de participar plenamente da nossa natureza (Filipenses 2:6-11, Hebreus 2:17) e ser o segundo Adão.

Finalmente, não há nada difícil demais para um Deus onisciente, e é com base na nossa fé em tal Deus que podemos descansar seguros, sabendo que promete nunca desamparar-nos enquanto continuarmos nEle. Ele conhece-nos desde a eternidade, mesmo antes da criação.


Deus já conhecia eu e você, já sabia quando apareceríamos no decorrer do tempo e com quem iríamos interagir. Ele até previu o nosso pecado em toda a sua feiúra e depravação, mas ainda, em amor, escolheu colocar o Seu selo sobre nós e nos atraiu a esse amor em Jesus Cristo (Efésios 1:3-6). 

Um dia o veremos face a face, mas o nosso conhecimento de Deus nunca será completo. Nossa admiração, amor e louvor a Ele continuarão por todos os milênios enquanto nos aquecemos nos raios do Seu amor celestial, aprendendo e apreciando cada vez mais o nosso Deus onisciente.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz



Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.