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domingo, 5 de junho de 2016

SUNAMITA, UMA SERVA DE DEUS APROVADA (II Reis 4:8-37)

Por não conhecermos o nome da mulher desta história nós a chamamos de Sunamita, face ter morado em Suném, cidade que ficava entre o Monte Carmelo e a cidade de Samária.

Nesta mulher agraciada com um filho mediante um milagre, visto que seu marido era de idade avançada (v. 14), encontramos características fundamentais à mulher cristã aprovada por Deus.

A) UMA DISPOSIÇÃO PARA SERVIR (vs. 8 a 10)
Sendo uma mulher rica, esta serva do Senhor dispunha-se a hospedar o profeta Eliseu em sua casa, gentilmente. Bondade, benevolência e hospitalidade são qualidades inerentes às servas de Cristo.

Seu desejo de servir era tão acentuado que chegou a prover um quarto exclusivo ao profeta (v. 10). Assim nos acostumamos a ver as mulheres cristãs agindo para com o Senhor Jesus: servindo-o com seus bens (Mateus 27:55, Lucas 8:2 e 3). Além da disposição em servir na obra do Senhor encontramos outra característica cristã na Sunamita: o discernimento.

B) A SABEDORIA NO DISCERNIMENTO (v. 9)
Aquela mulher foi quem alertou seu marido: “eis que tenho observado…”, disse ela, “e eis que este… é um santo homem de Deus”. Ela teve olhos para notar que Eliseu não era uma pessoa comum; observando-o reconheceu a presença do Espírito de Deus sobre ele.

Igualmente, a mulher cristã precisa ser sábia em observar e discernir a verdade e a vontade de Deus. Tocante é a experiência narrada por João acerca do encontro de Maria Madalena com Jesus, à porta do sepulcro (João 20:15 e 16). Chorava Maria Madalena por não ter encontrado o corpo de Jesus quando este lhe apareceu: “Maria!”. Ele falou e, imediatamente, ela o reconheceu: “Raboni”.

A mulher cristã pode receber de Deus sabedoria e capacidade para discernir Sua vontade.
A Sunamita nos apresenta ainda outra virtude da mulher cristã aprovada: seu contentamento.

C) O CONTENTAMENTO (v. 13)
Eliseu queria recompensar a Sunamita, porém, esta nada quis lhe pedir! Embora nenhum filho tivesse, recusou perdir-lhe alguma coisa. E olhe que Eliseu lhe ofereceu qualquer tipo de auxílio. Podemos entender assim sua resposta: “Eu estou contente com o que tenho”.

Da mesma forma a Palavra nos aconselha a fugir da ambição: “Seja a vossa vida isenta de ganância, contentando-vos com o que tendes…” (Hebreus 13:5). Que grande virtude! Há ainda outra qualidade a destacar na Sunamita: sua confiança em Deus.

D) CONFIANÇA EM DEUS (v. 23)
Ao ver seu filho morto a Sunamita não se desesperou, nem se revoltou, nem murmurou. Pelo contrário, disse ela a seu marido: “Tudo vai bem”. Diante do infortúnio, decidiu recorrer ao profeta. Ela não ficou a lamentar o ocorrido, mas partiu em busca de uma solução junto ao homem de Deus. Eis aí mais uma das características da mulher cristã aprovada, a confiança no poder sem limites do nosso Deus. Na adversidade, não lamenta, mas busca auxílio no seu Deus.

Foi por estas qualidades que o Senhor abençoou a Sunamita, fazendo dela uma bênção. O capítulo 8 de II Reis conta que esta mulher foi peregrinar junto com seu filho na terra dos filisteus, recomendada por Eliseu. Passados sete anos, ao retornar, encontrou sua propriedade invadida. A providência divina possibilitou que o rei de Israel estivesse a ouvir de Geazi, servo de Eliseu, a história dela quando chegou a Sunamita para requerer justiça. Diante de tão grande testemunho o rei julgou com plena justiça sua causa. Que o Senhor encha nossas Igrejas de mulheres com poderosos testemunhos de fé.

Roberto Amorim

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 16 de novembro de 2013

Vai tudo bem?

Esta foi a pergunta que o servo de Eliseu fez a sunamita. Por alguns segundo, antes de responder, ela relembrou o que a levara ali: Seu filho, único filho, tinha acabado de morrer. Filho que ela havia desistido de ter, apesar de ser seu sonho. Estava conformada em ter sua família limitada a seu velho marido e ela. Decidiu dedicar sua vida e suas posses a servir a Deus. Era tão atenta que construiu um quarto para que o profeta Eliseu tivesse pouso confortável quando passasse por ali.

Estava resignada a não ter filhos, até que o profeta, querendo agradá-la e mostrar gratidão, declara uma palavra profética. As palavras que ela tanto queria: “você terá um filho!” Seu filho nasceu e seu sonho realizou. E, no auge da sua felicidade o seu filho morre. Então, ela deposita o corpinho de seu filho na cama, monta em uma jumenta e vai atrás do profeta. Para somente quando ouve a pergunta que a faz refletir sobre os últimos acontecimentos e surpreendentemente responde: “Tudo vai bem!”

O câncer corrói o corpo? O filho continua drogado. Os dias de vida foram cronometrados pelos médicos, a cabeça não para de doer, a panela continua vazia, a alma permanece solitária, o cabelo continua caindo… O caos range os dentes mostrando sua fúria. E a pergunta ecoa: “tudo bem”?

Cuidado! A resposta sempre será o resultado do ponto de vista. Para onde você tem olhado? Mude a direção do olhar antes de responder. Tire os olhos das circunstâncias e dê uma olhada para dentro de você. Que tal olhar para o que não pode doer, o que não pode terminar, o que não pode frustrar. O Perfeito está lá, dentro de você. Sempre esteve.

Quando Jesus carregava a pesada cruz nos esfolados ombros, talvez Ele também tenha ouvido esta pergunta. E, se respondesse, certamente, diria: “Tudo vai bem, pois o que vejo é a possibilidade de ter você como irmão!”

A proposta não é negar a dor. É enxergar além da dor. Enxergar a fé crescendo, a gratidão aumentando, o nome do Senhor sendo glorificado… A sunamita tirou os olhos do seu filho morto e foi se lançar aos pés de quem podia fazer alguma coisa por ela. Ela clamou, creu e o seu filho reviveu. Ela saiu dessa história com o amor pelo seu filho e por Deus, fortalecido. Sempre há motivos para se alegrar, encontre-os!

“Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 8.39).
  
Nilma Gracia Araujo / Fonte: Lagoinha.com

Por Litrazini


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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