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domingo, 24 de abril de 2011

Filipe e o Ovo de Páscoa

Uma professora ensinava uma aula de alunos do terceiro grau. Nesta aula havia uns 10 alunos, todos na faixa de oito anos.

Um dos seus alunos era um menino chamado Filipe. Filipe tinha síndrome de Down. Apesar de aparecer feliz, Filipe mostrava cada vez mais sua sensibilidade. Ele se sentia diferente dos outros alunos.

Se vocês conhecem algumas crianças de 8-10 anos vocês devem saber que as vezes elas podem ser um pouco insensíveis.

É justamente nesta idade também que a criança está querendo cada vez mais ser aceita pelos seus amigos.

Infelizmente, Filipe, apesar dos esforços da professora, não foi aceito pelos outros meninos. Mesmo assim, a professora fez tudo possível para que Filipe se sentisse uma parte da turma.

Filipe não escolheu ser diferente. Ele não queria ser diferente dos outros alunos mas ele era. E todos sentiram isso.

Esta professora foi bastante criativa. Um ano, durante a páscoa ela levou para a sua aula dez ovos plásticos vazios. Cada aluno iria receber um ovo.

O objetivo era que cada aluno saísse para o jardim e procurasse  um símbolo de vida renovada, de vida nova, um símbolo da Páscoa. Depois, eles iriam misturar todos os ovos e abri-los para ver o que tinha dentro.

Todos os alunos saíram correndo para achar algo para colocar dentro do seu ovo. Em pouco tempo, todos voltaram e depositaram seus ovos numa mesa.

Daí a professora começou a abrir os ovos.

Ela abriu um e dentro tinha uma flor. Todas as criança ficaram admiradas.

Ela abriu outro e tinha dentro uma borboleta. As meninas disseram “Ai que lindo! Que bonito!” Os meninos não disseram muita coisa , por que meninos são assim, não é?

A professora abriu um terceiro ovo, mas não tinha nada dentro. Imediatamente todos começaram a rir e gritar

- “Isso não é justo. Que coisa estúpida. Alguém errou!”

Foi quando a professora sentiu alguém puxando sua blusa. Ela olhou e viu que Filipe estava ao seu lado.

- “É meu” disse Filipe. “É meu.” As crianças começaram a rir e dizer

- “Ah Filipe, você nunca faz nada certo! Você tá sempre por fora!”

- “Eu fiz certo, eu fiz” disse Filipe. “É o túmulo. O túmulo está vazio!”

Toda a aula ficou em silencio. Ninguém disse nada. E você pode acreditar, ninguém nunca mais disse a Filipe que ele era estúpido ou que fazia sempre as coisas erradas. De repente Filipe foi aceito pela turma.

Naquele mesmo ano Filipe faleceu. Sua família sabia por muito tempo que ele não iria viver uma vida longa.

Muitas coisas estavam erradas com seu pequeno corpo. No final de Julho, com uma infecção que qualquer um dos seus amigos teria sobrevivido, Filipe faleceu.

Seu velório foi realizado na igreja que os pais dele freqüentavam.

No dia do seu velório, nove crianças de oito anos de idade foram para a frente da igreja e colocaram em cima do seu caixão um ovo de plástico - vazio.

Autor Desconhecido

Feliz Páscoa!!!

A Graça e a Paz de Cristo Jesus,

Lidiomar T. Granatti e Moacir Neto

domingo, 2 de janeiro de 2011

A plenitude do tempo

Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho. Gálatas 4.4

Por que a encarnação aconteceu exatamente nessa época (por volta do ano 5 a.C., aproximadamente um ano antes da morte de Herodes, o Grande, em 4 a.C.)?

Dois mil anos haviam se passado desde o chamado de Deus a Abraão e a promessa de abençoar todas as famílias do mundo através de sua família.

Por que, então, esse longo intervalo entre a promessa e o seu cumprimento?

Paulo afirmou que Deus enviou seu Filho “quando chegou a plenitude do tempo” (Gl 4.4), mas não deu nenhuma indicação de como esse tempo foi determinado.

Muitas especulações têm sido levantadas, especialmente no que diz respeito à situação sociopolítica da época. Certamente muitas circunstâncias foram favoráveis à rápida propagação e à pronta aceitação do evangelho.

Primeiro, havia a pax romana no império. As legiões estavam em toda a parte, mantendo a paz e protegendo os viajantes dos ataques de bandidos (nas estradas) e piratas (no mar).

Segundo, o grego era a língua vigente no Império, o que contribuiu bastante para o evangelismo já que a Septuaginta (o Antigo Testamento em grego) estava disponível. Por fim, havia uma grande fome espiritual. Os velhos deuses romanos não despertavam mais o interesse das pessoas. As religiões de mistério ofereciam um tipo de regeneração pessoal, mas era mais evidente o anseio espiritual do que a satisfação desse anseio. E havia aquelas pessoas consideradas tementes a Deus, que ficavam na entrada da sinagoga, atraídas pelo monoteísmo judaico e seu elevado padrão de ética, e com quem Paulo regularmente compartilhava o evangelho.

Durante um período de apenas dez anos (48-57 d.C.) Paulo viu a igreja estabelecida em quatro províncias romanas: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia. Ele pôde declarar: “Assim, desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, proclamei plenamente o evangelho de Cristo” (Rm 15.19).

Assim, de várias maneiras, aquele foi o tempo oportuno para a evangelização do mundo.

Mas agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco, Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia.

Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha.

E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de Cristo: Romanos 15.23-29

Retirada de A Bíblia Toda, o Ano Todo (Editora Ultimato, 2007)

Por Lidiomar

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.