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domingo, 16 de agosto de 2020

CONFORME-SE, É COMUM SER TENTADO


Cansado de prometer santidade e acabar oferecendo mais e mais erros? Cansado de garantir que não cometerá novamente os mesmos pecados e, de repente, fracassadamente, lá está você cometendo os mesmos deslizes?
Bem-vindo, somos todos pecadores associados do mesmo clube. Portanto, somos todos sujeitos a cair, cair, cair e cair. Mas também alvos de Cristo para levantar, levantar, levantar e levantar.

Em alguns momentos de nossa carreira cristã somos levados a fazer orações do tipo “Senhor, livra-me de pecar...”, “Senhor, faz eu esquecer tudo de errado que fiz para eu não ser tentado novamente...”, “Senhor, faça com que os desejos da minha carne sejam exterminados para que eu não sinta mais nada...”. Ah, são orações que até compreendemos, porém não se justificam.

E não se justificam por alguns motivos.
Primeiro porque somos pecadores, essa é nossa luta e batalha até que Ele venha.
Segundo porque apagar nosso passado seria o mesmo que apagar a nossa história, visite alguém que perdeu a memória e perceba o drama e o desespero envolvidos.
E terceiro porque todas as sensações que temos em nossa carne são bênçãos que Deus nos deu, se vividas dentro da vontade dEle, passam a fazer parte de todas as coisas que fazemos para glória do Seu nome.

Então devemos simplesmente nos conformar?
Evidente que não. Mas termos a dimensão exata do poder da tentação sobre nós pode nos ajudar a compreender que temos condições de vencê-la. A primeira carta de Paulo aos Coríntios no capítulo 10, versículo 13, nos dá um texto bastante claro: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; Ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar.” Ou seja, Deus colocou um limite as tentações que sofremos: nossas próprias forças. Portanto mais vigília e menos desculpa.

Na Inglaterra, em 1876, foi aprovada uma lei que obrigava a todos os navios a terem uma marca pintada na lateral, ela indicava o seu limite de frete. Quando o navio baixava na água até aquela marca, ficava proibido que se embarcasse mais mercadorias. O uso desta marca tornou as viagens marítimas daqueles dias bem mais seguras.

Deus também colocou limites em nossa vida. Limites que nos dão segurança, paz, amor, esperança, fé. Se obedecermos, navegaremos, se não obedecermos, os riscos de naufrágio serão enormes e reais.

Não brinque, não se renda, não se jogue, não se afogue nas tentações. Respeite os limites que Deus estabeleceu para sua bênção e felicidade. Encare as ondas, navegue, descubra novas terras, não permita que tentações tornem você refém de ciladas que prendem, paralisam e impedem um navegar seguro e tranquilo. Enfim, por mais comum que possa parecer, Ele não permitirá nenhuma tentação acima das suas forças. Pode acreditar, Ele é fiel para cumprir o que prometeu.

Edmilson Ferreira Lemos

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A NUVEM SOBRE O TABERNÁCULO NÃO ERA COMUM


Três características presentes naquela nuvem demonstram ser ela uma manifestação divina extraordinária, e não um elemento comum da atmosfera:

Primeiro, a nuvem tinha formato de coluna (ou seja, posicionava-se verticalmente e não horizontalmente);

Segundo, a aparência era de nuvem durante o dia (talvez em cor branca ou cinza), mas à noite revestia-se de uma aparência de fogo (um verdadeiro espetáculo bem diante dos olhos de todo o povo);

Terceiro, a nuvem não tinha um movimento uniforme, já que ela parava ou prosseguia em intervalos diferenciados, impossível de ser previsto.

No Novo Testamento percebemos que nuvens extraordinárias também estão ligadas ao ministério de Jesus, como estiveram ligadas ao ministério de Moisés (este um tipo daquele).

Por exemplo, no episódio da transfiguração, Jesus foi envolvido por uma nuvem e também a partir da qual o Pai falara, como fora nos dias dos hebreus no deserto (Mt 17.5); na ascensão de Jesus, ele também subiu ao céu sendo ocultado de seus discípulos por uma nuvem (At 1.9); quanto ao retorno de Cristo, é dito que ele virá “sobre as nuvens do céu” (Mt 24.30; 26.64; 1Ts 4.17; Ap 1.7).

Duvido muito que estas “nuvens escatológicas”, vou chamar assim, tratem-se de nuvens comuns que vemos na atmosfera. Até porque Jesus poderá voltar num dia nublado, como também num dia de céu aberto, sem nuvens; poderá vir de dia sob nuvens esparsas, ou à noite sob o céu estrelado. O certo é que ele virá, e virá sobre nuvens extraordinárias, nuvens que irradiam luz, nuvens que ornamentam o cortejo celestial que virá retirar a Igreja desta terra e leva-la à presença do nosso Pai celestial!

A NUVEM PERMANECIA SOBRE O TABERNÁCULO
A nuvem de glória não só ocupou o tabernáculo em sua inauguração, como estava constantemente sobre aquele templo portátil durante a longa peregrinação de quarenta anos do povo hebreu.

O livro do Êxodo, que abrangeu os dois primeiros anos da saída do Egito, se encerra destacando a nuvem sobre o tabernáculo, quer erguendo-se sobre ele para fazer o povo caminhar, quer repousando sobre ele para fazer o povo descansar (Êx 40.36-38). Mas sempre sobre o tabernáculo!

Se podemos fazer uma aplicação tipológica daquela nuvem, diremos que igualmente Cristo permanece para sempre sobre sua Igreja. Ao discípulo fiel que guarda suas palavras, Cristo promete fazer nele morada (Jo 14.23); aos irmãos da fé que se reunirem em seu nome, Cristo promete estar presente no meio deles (Mt 18.20).

Que mui grandiosa promessa nos fez o Senhor: “eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20).

Tiago Rosas

Litrazini
Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.