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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Não toqueis nos meus ungidos

Basta alguém questionar a posição doutrinária ou ética de algum líder religioso para que ele ou seus simpatizantes imediatamente lancem mão desta frase para se defenderem. Alguém já disse, com sabedoria, que o poder odeia a crítica, e isto é verdade também no meio evangélico. Ao afirmar isso, não estamos defendendo aqui a crítica barata, vingativa, mas, sim, a construtiva, feita de acordo com a Palavra de Deus.

Esta expressão “não toqueis nos meus ungidos” aparece duas vezes na Bíblia: em 1 Crônicas 16.22 e em Salmos 105.15; ambas as referências são a respeito dos patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó. As duas passagens não se referem a um questionamento ético ou doutrinário do líder, mas a algum perigo para a integridade física de um ungido de Deus.

Observe o que aconteceu com Abraão em Gênesis 20.1-13. Estando em Gerar, mentiu ao rei Abimeleque, dizendo que Sara não era sua esposa, a fim de se proteger. Impressionado com a beleza de Sara, Abimeleque mandou buscá-la para fazê-la sua esposa. Deus, porém, avisou o rei em sonho durante a noite, dizendo-lhe que seria punido se tomasse Sara como esposa, o que o levou a desistir do seu plano. Embora Abimeleque tivesse sido proibido por Deus de tocar no profeta (v. 7) e ungido do Senhor, isto é, de causar-lhe algum dano físico, ele não hesitou em repreender Abraão por ter-lhe mentido.

Davi também, quando perseguido por Saul e com oportunidade para matá-lo, limitou-se apenas a cortar-lhe a orla do manto, explicando com estas palavras o motivo de seu comportamento: “O SENHOR me guarde de que eu faça tal cousa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR” (1 Sm 24.6). Vemos novamente que o que estava em questão era a vida de Saul e não sua posição doutrinária.

No Novo Testamento, a unção não é privilégio apenas de alguns, mas de todos os que estão em Cristo. Na sua primeira epistola universal, João mesmo reconheceu isso ao escrever: “E vós possuís unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento” (1 Jo 2.20). João acrescenta ainda: “Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as cousas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou” (1 Jo 2.27).

É verdade que Jesus disse no Sermão do Monte: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7:1). Este é um outro texto muito usado de forma seletiva e fora de seu contexto como um escudo contra qualquer tipo de questionamento. O que Jesus está censurando nesta passagem é o julgamento hipócrita, algo que ele deixa bem claro nos versículos 3 a 5: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão”. Pode-se constatar que o apóstolo Paulo tinha o cuidado de obedecer às palavras do Senhor Jesus pela sua exortação aos coríntios: “Mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Co 9.27).

A Bíblia não proíbe o questionamento, pelo contrário, encoraja-o. Quando chegou a Beréia, Paulo teve seus ensinos avaliados à luz das Escrituras pelos bereanos. É interessante que os bereanos não foram censurados nem tidos como carnais porque examinaram os ensinos de Paulo, mas, sim, foram elogiados e considerados mais nobres que os de Tessalônica (At 17.11).

Observe a atitude de João. Apesar de ser conhecido como o apóstolo do amor e de usar termos muito amorosos (como “filhinhos”, “amados”), ele não deixou de alertar seus leitores quanto aos perigos de ensinos e profetas falsos com essas palavras: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 Jo 4.1).

Extraído do livro “Evangélicos em Crise” do Pr. Paulo Romeiro / CACP

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Geração Transformadora


Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes. (Mt. 11.15-17)


João Batista vivia no deserto, vestia-se de pele de camelo, comia gafanhoto e mel Silvestre, Jesus se vestia de túnicas sem costura, comia nas melhores casas, e vivia nas cidades.

Criticavam João Batista por ser estranho, pobre, e viver no deserto, criticavam Jesus chamando de comilão e beberrão.

Que geração é essa?

GERAÇÃO DA INSATISFAÇÃO
O homem, na grande maioria, tem um ratinho chamado insatisfação; Não importa o que acabou de conquistar, Nem bem concretizou e, já esta pensando na próxima conquista.

Insatisfação gera ingratidão.
Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração.Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará. (Sl 37:4,5)

Insatisfação destrói a alegria.
Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais, renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual também já tínheis antes, mas vos faltava oportunidade. Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. (Fp 4:10-13)
 
Insatisfação leva a um lugar de destruição.
Podemos citar como exemplo experiências com droga, sexo, religiões entre outras

GERAÇÃO DA CRITICA
Uns diziam que João Batista era estranho, outros que Jesus bebia e comia demais. Critica-se governo, pai, mãe, marido, esposa, filhos, pastor, igreja, ofertas...

Tudo que criticamos, automaticamente, afastamos de nós.
De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção!  Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra (Gn 12:2, 3)

Precisamos ser uma geração que abençoa!

GERAÇÃO DA INDIFERENÇA
A morte é normal. Separação é normal. Homossexualismo é normal. Pobreza é normal. Morrer e ir para o inferno é normal.

Na Parábola do Bom Samaritano verificamos que sob o ponto de vista do...
Ladrão - o que é meu é meu e, o que é seu é meu também.
Sacerdote - O que é meu é meu, o que é seu é seu, eu não tenho nada haver com isso.
Samaritano - O que é meu é meu, mas eu não tenho problema em repartir com você.

Indiferença com o próximo.
Podemos fazer algo por alguém.
Devemos salvar as baleias, mico leão dourado, tartaruga, etc., mas é necessário priorizar campanhas para salvação do homem. É preciso gastar tempo investindo o que temos para salvar vidas.
Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus. (Lc 6:35)


Indiferença com Deus.
Só Ele pode todas as coisas. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. (Ap 3:20)
Ele é o único Salvador.

Será que temos medo de nos comprometer com seu Deus e Ele pedir algo?

Ele veio para nos dar a vida eterna.

Nós somos a geração que vai mudar a história. Pense nisso!

Autor: Pr. Michael Aboud 

Por Litrazini

Graça e Paz


Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.