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segunda-feira, 11 de maio de 2026

DOUTRINA DA CRIAÇÃO

Devemos notar que a doutrina da criação é baseada na fé e não nas conclusões da razão humana, ou nas provas científicas.

A Doutrina não é contra a razão, nem contra a ciência;

“Digno é o Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”. (Ap 4.11)

A fé cristã tem afirmado verdades sobre Deus criador

Deus criou o universo do nada

“Pela Fé entendemos que o universo foi formado pela Palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” (Hb 11.3)

Deus criou o universo em 6 dias

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto” (Gn 1.31).

Deus criou o universo para a sua própria glória

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Rm 1.20).

Deus criou o universo, “Tudo muito bom”

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto” (Gn 1.31).

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 22 de julho de 2024

O QUE ALEGRA A DEUS

Deus não precisa de mim nem de você. Ele é suficiente em si mesmo.

Deus não precisa nem da minha e nem da sua adoração.

Antes que nós existíssemos e o louvássemos Ele já era Deus com toda a glória e majestade que tem hoje.

Deus não fica triste ou deprimido se você não o adora.

Mas Deus se alegra com o nosso louvor. Mas Deus recebe a nossa adoração.

Ele não precisa, mas Ele a recebe e se alegra.

Deus nos criou para louva-lo e bendize-lo.

Deus nos criou para o louvor da sua glória.

O pecado nos desviou desse propósito, mas em Cristo, Deus nos reconcilia como Ele para que nós possamos adora-lo.

Quando nós adoramos a Deus nós é que somos beneficiados. Nós fomos criados para isso.

O propósito de Deus é que na diversidade de povos e línguas, tribos e nações, o seu nome seja adorado.

Para que isso aconteça é necessário que nós anunciemos a Cristo.

Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo... Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! Mas nem todos obedeceram ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem acreditou na nossa pregação?

E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela Palavra de Cristo. Rm 10. 11-17 

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 15 de julho de 2024

MANIFESTAÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS

O Evangelho nos primeiros séculos reivindicava um modo transformador de vida.

Era a santidade retirada do nível apenas teológico e trazida para a realidade mais simples, diária e prática de cada dia.

Quando estas verdades atingiam as multidões, então o milagre começava a acontecer:

Homens ricos paravam de roubar para devolver até quatro vezes mais aos que haviam defraudado;

Mulheres adúlteras largavam suas vidas de promiscuidade e transformavam-se instantaneamente em testemunhas;

Pescadores deixavam suas redes para seguir um carpinteiro de Nazaré;

Muitos vendiam tudo o que tinham para distribuírem entre os que nada possuíam;

Milhares morriam crucificados, queimados, degolados ou serrados ao meio por se recusarem a negar o seu Senhor, ao qual nunca haviam visto face a face.

Enfim, perseguidores se transformavam em perseguidos, lançando-se à morte para espalhar a verdade de salvação aos gentios.

A santidade de vida fazia com que todos os cristãos se dispusessem a abandonar tudo, se necessário fosse, e a repudiar a própria família, se exigido fosse.

Esqueciam até da própria vida, se isso lhes fosse demandado, tão somente para encher a terra da glória do Senhor.

O objetivo existencial de Jesus, neste transitório ciclo de vida que temos no mundo, é levar-nos a orar como o salmista:

"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável ".

A glória de Deus se manifestará de forma especial através do caráter do cristão, e não de sua provisória reputação.

Ronaldo Lidório

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

 


segunda-feira, 10 de julho de 2023

FOMOS ATRAÍDOS POR DEUS

Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designeis, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedir ao Pai em meu Nome Ele vo-lo conceda. (Jo 15.16)

Você até pode se achar uma pessoa limitada e muito fraca, sem qualificação nenhuma para a Obra e para influenciar o mundo com o Reino de Deus, lembre-se:

Jamais o Criador desiste e esquece-se de nós.

O seu Espirito nos capacitara para Obra.

Porque com amor eterno Ele nos amou Jeremias 31:3, e com sua benignidade Ele nos atraiu.

Deus nos ama e nos amara sempre, no livro de Romanos diz que fomos chamados para sermos de Jesus Cristo

“Jesus designou discípulos e, também além de ter escolhido você e eu, nos qualificara com seu Espirito Santo para a sua obra. (Rm 1.6)

O Salmo 139.14-18 nos mostra o quando Deus nos conhece, pois nos formou, no momento em que nascemos.

Deus estava lá e temos um valor muito grande para seu Reino.

O desejo Dele é que vivamos a Eternidade ao seu lado.

Foi por isso que nos escolheu para louvor da sua Glória.

Deus escolheu você, porque te ama e te amara sempre, nada nos separa do seu amor (Rm 8:39).

Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.

Pr. Marcos Monte

Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O CONHECIMENTO SOBRE DEUS

O Seu governo sublime: Ele é Rei.

“Eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono”.

A palavra “Senhor” em todo Antigo Testamento representa o nome secreto do próprio Deus, que muitos representam com a palavra Jeová, ou Iahveh, ou Javé, ou o Eterno, A Bíblia diz claramente que ninguém viu a Deus (Ex 33.20; Jo 1.18).

Era uma visão de Jesus na glória a qual voltaria depois de viver, morrer e ressuscitar na terra, consumando assim a Sua obra (Jo 17.5).

A revelação divina sempre se outorga ao homem mediante a pessoa do Filho Unigênito do Pai (Jo 14.6-9).

A Sua santidade tripla.

“Santo, Santo, Santo é o Senhor”.

O louvor a Santíssima Trindade, o Deus Trino, Triúno, da antiga aliança que se revela, como tal, mais abertamente no Novo Testamento.

A principal característica de Deus revelada a Isaías é a Sua santidade, que significa Sua pureza de caráter,

Sua separação do pecado e Sua repulsa a tudo que é mau.

A santidade absoluta de Deus deve ser proclamada nas vidas, assim como é nos céus.

Sua glória – Ela enche o templo.

A “glória do Senhor” refere-se a uma manifestação visível da presença e do esplendor e majestade de Deus, pode referir-se a Sua presença e poder espiritual.

Sua misericórdia ao pecador – Ele o purifica.

Deus revela-se como o Deus da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o Seu povo, não porque este mereça, mas por causa da fidelidade de Deus as Suas promessas.

A salvação, purificação, regeneração, revestimento de poder, são dádivas divinas, mas somente podemos recebê-las respondendo a Sua graça divina pela fé.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quarta-feira, 27 de julho de 2022

EXALTAÇÃO AO SENHOR

- Unanimidade - "...uniformemente tocavam as trombetas e cantavam..." – 2Cr 5.13

O louvor que atrai a Glória de Deus é onde as pessoas são unânimes e desejam as mesmas coisas.

O texto demonstra o poder da unidade no louvor, ações de graças e música

- As trombetas e os cantores eram como se fosse um;

- Expressão de um som uníssono no louvor e nas ações de graça ao Senhor:

"Porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre";

- A casa (templo) se encheu de uma nuvem (a Glória da Presença de Deus).

"Porque, então, darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, para que o sirvam com um mesmo espírito" - Sf 3:9.

- Adoração exclusiva à Ele - "...bendizendo e louvando ao Senhor..." - vs.13 "Porém tu és santo, o que habitas entre os louvores de Israel" - Sl 22:3.

Quando estivermos cantando os cânticos de louvor, toda atenção deve estar voltada ao Senhor e não à nós.

Nossas músicas devem possuir um conteúdo que exalte ao Senhor, o que Ele representa, o que Ele é, e o que Ele faz!

Davi nos ensina como louvar e adorar a Deus: Sl 28:7; 35:28; 63:5; 68:4; 96:2-4; 145:1-3, 21.

Como Davi declara no salmo 68, quando Deus é exaltado Ele se levanta poderosamente e seus inimigos fogem diante dele! Como resultado, a Sua Glória é manifesta (libertação, cura, arrependimento, etc), como mostra o verso 14 de II Crônicas 5.

É justamente isso que deve acontecer em meio aos louvores, o nome do Senhor sendo exaltado acima de todo nome!

Ele não divide a Sua Glória com ninguém!

"...e adoraram a Deus, dizendo: Amém! Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém! - Ap 7:12.

Deus seja sempre glorificado!     

Pr. Ronaldo Bezerra

Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sexta-feira, 15 de maio de 2020

A GLÓRIA DE DEUS: O SUPREMO PROPÓSITO DA VIDA


“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).

O Cristianismo difere frontalmente do Humanismo. Este, aplaudido e festejado por nossa geração, coloca o homem no centro do universo. O homem tornou-se a medida de todas as coisas. Tudo vem dele, acontece por meio dele e existe para ele. A busca açodada pelo prazer tornou-se o vetor que governa o homem. A realização de sua soberana vontade tornou-se agenda imperativa.

Para atender a esse propósito, as filosofias besuntadas de antropocentrismo idolátrico, repaginaram as artes, a música, o entretenimento, a moda, a cultura enfim, para que tudo contribua para o máximo prazer do homem. O hedonismo emergiu com força das entranhas dessa cosmovisão.

Na contramão dessa visão antropocêntrica, o Cristianismo proclama que Deus é o centro do universo e não o homem. A vontade Deus é que deve ser feita na terra como é feita no céu e não a vontade do homem.

O propósito da vida não é o prazer desmedido do homem, mas a glória de Deus. O grande paladino da Igreja Cristã, no período patrístico, Aurélio Agostinho, em seu livro Confissões, disse: “Senhor, tu nos criaste para ti, e nossa alma não encontrará repouso até que se volte para ti”.

O homem é um ser vulnerável e dependente. Ele não tem vida em si mesmo e nem pode manter-se de pé escorado no bordão da autoconfiança. Ele não basta a si mesmo nem encontra sentido na vida alimentando-se dos deleites efêmeros deste mundo.

Dinheiro, sexo e poder não preenchem o vazio do seu coração. Nem todo o ouro do mundo pode satisfazer os reclamos de sua alma. Nem todas as taças dos prazeres terrenos pode saciar os anelos do seu coração. Nem toda a força dos exércitos da terra pode dar segurança à sua vida.

O homem depende de Deus e não encontra sentido em sua jornada a não ser que se volte para Deus, para viver na presença de Deus e fazer tudo para a glória de Deus.

O apóstolo Paulo, o grande bandeirante do Cristianismo, no texto em tela, diz com diáfana clareza que, desde as coisas mais básicas da vida como comer e beber, às mais complexas, devemos fazer tudo para a glória de Deus. Não vivemos nem morremos para nós mesmos. Nascemos para a glória de Deus. Estudamos para a glória de Deus. Trabalhamos para a glória de Deus. Casamo-nos para a glória de Deus. Criamos filhos para a glória de Deus. Fazemos tudo para a glória de Deus.

A glória de Deus é o vetor que governa todas as áreas da nossa vida. Se perdermos esse foco, a vida perde o sentido. Adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas é a nossa máxima prioridade. Se abandonarmos esse ideal, esquecer-nos-emos de Deus, amaremos as coisas e usaremos as pessoas.

Só quando Deus ocupa o primeiro lugar em nossa vida, as outras áreas se encaixam em seu devido lugar.

Só quando fazemos tudo para a glória de Deus, fazemos com excelência e temos propósito no que fazemos.

Só quando fazemos tudo para a glória de Deus, nossas palavras e ações deixam de ser egoístas para se tornarem abençoadoras.

Só quando fazemos tudo para a glória de Deus transformamos as pequenas coisas como um copo de água fria dado ao sedento como uma liturgia de adoração ao Senhor.

Eis nosso maior privilégio, nossa maior responsabilidade, nossa maior plataforma de vida: fazer tudo para a glória de Deus!

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 14 de maio de 2020

FORMAS PRÁTICAS DE SE APLICAR AS “5 SOLAS” DA REFORMA EM SUA VIDA!


Precisamos aplica-las para nós, pois nossa vida precisa sempre estar se reformando.

SOMENTE A BÍBLIA
– Estude a bíblia diariamente, não adianta você ter acesso a ela e não colocar em prática sua vida devocional.
– Frequente uma igreja em que o pastor pregue com frequência de forma expositivo: focando em um único texto podemos entender claramente o contexto em que o texto foi escrito. Isso facilita muito o entendimento do texto, sem contar que ninguém aguenta mais pregação colcha de retalhos (muitos versículos e pouca profundidade)
– Participe de um pequeno grupo durante a semana; você não precisa de um pastor para entender a Palavra de Deus, mas a interpretação indutiva comunitária ajuda muito, sem contar que facilita muito a aplicação da Palavra.
– Busque informações sobre o livro da bíblia que você vai estudar. Sempre é bom entender o contexto de um texto antes de estudar, isso pode ser na EBD, em cursos livre de EAD, em podcasts ou comentários bíblicos.

SOMENTE CRISTO
– Verifique sempre se no final da mensagem que você ouve o “herói” da história é Cristo e o evangelho e não uma lição moralista.
– Não coloque pastores ou líderes como mediadores entre você e Deus.
– Não coloque a teologia ou a intelectualidade como meio de chegar até Deus. Até a teologia da Graça, se você colocar a fé e a vida nela, vira um meio e um amuleto para chegar a Deus. Isso é idolatria.
– Entenda que a sua mente sempre vai procurar alguma forma de substituir Cristo por outros meios de chegar a Deus. Essa auto reflexão deve ser feita diariamente

SOMENTE A GRAÇA
– Não deixe a lógica mercadológica entrar na forma com a qual você lida com dízimos e ofertas; Deus não precisa do seu dinheiro, o que Ele te deu e te dará será sempre pela graça.
– Não deixe a lógica mercadológica entrar em suas orações, onde você torna Deus em um gênio da lâmpada e só conversa com Ele para que seus desejos sejam realizados.
– Não faça das suas boas obras e ações de caridade um amuleto para “garantir” seu bem estar e sua proteção.
– Use o constrangimento que a graça traz, para ter um coração grato e não para querer encontrar algum mérito retributivo.

SOMENTE A FÉ
– Não tente materializar sua fé em coisas ou lugares, pois esse é o princípio da idolatria.
– Não use sua bíblia como amuleto, se você não a lê, ela não passa de um livro normal que pode ser jogado fora, não a transforme em um papa de papel.
– Se lembre que a fé é um meio e não o fim: é como uma torneira bonita, se ela não tiver conectada a fonte de água de nada vale, não é o tamanho da sua fé e sim em quem ela está conectada.
– Não transforme o lugar onde a igreja se reúne em um lugar sagrado, sagrado é o Cristo, e pela fé Ele consagra o nosso coração.
– Lembre-se de que nem a fé que você tem veio de você, é dom de Deus.

SOMENTE A DEUS TODA GLÓRIA
– Não dê a glória do seu sustento para o seu trabalho, pois Deus é o único que traz sustento para toda a existência.
– Não dê a glória da sua felicidade para a sua família, pois vem de Deus toda bem aventurança, mesmo que Ele use a sua família muitas vezes.
– Não dê a glória de toda a sua força e seu entendimento para a sua existência, pois tudo que foi criado, incluindo você, foi para glorificar a Deus.

Marcos Botelho

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 4 de julho de 2019

A NUVEM DE GLÓRIA


1. Quando a nuvem cobriu a tenda da congregação
A nuvem do Senhor esteve com o povo desde a saída do Egito (Êx 13.21-22), e sempre se colocava à porta da antiga tenda do encontro fora e longe do arraial, a partir da qual o Senhor falava com Moisés (Êx 33.7-11). Mas esta nuvem trouxe uma glória especial para o meio do arraial dos hebreus peregrinos quando o tabernáculo fora erguido entre as tribos de Israel, menos de dois anos depois de haverem saído do Egito.

Como esta escrito:
“Então a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo; de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porquanto a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo” (Êx 40.34,35).

É curioso notar a semelhança entre este relato referente ao tabernáculo com o registro da inauguração do templo construído por Salomão:
“E acabando Salomão de orar, desceu o fogo do céu, e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa. E os sacerdotes não podiam entrar na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a casa do Senhor” (2Cr 7.1,2).

Embora não se mencione mais a nuvem neste episódio (ao que tudo indica ela já não mais estava sobre Israel em caráter permanente desde os dias em que o povo se assentara em Canaã), há a menção da glória do Senhor preenchendo todo o ambiente e de tal modo irradiante que nem mesmo as autoridades religiosas podiam adentrar ao recinto sagrado.

2. A GLÓRIA DE SUA PRESENÇA
Na nuvem que pairou sobre o tabernáculo estava a “kabod Yavé”, ou seja, a glória do Senhor revestindo e preenchendo o santuário portátil que acabara de ser construído! Essa glória do Senhor, que no hebraico bíblico é kabod (e no grego neotestamentário é doxa), mas a que a literatura judaica e cristã tem feito costumeira menção como Shekinah, é o fulgor ou esplendor da Presença e da atuação divina.

Richard Gaffin destaca que esta glória divina “geralmente está ligada ao fenômeno da luz ou fogo, às vezes com brilho irresistível e intensidade insuportável, coberta por uma nuvem”. Não à toa os poetas de Israel costumam dizer: Pelo resplendor da sua presença brasas de fogo se acenderam (2Sm 22.13; Sl 18.12)

Ainda segundo Gaffin,
a glória de Deus é sua presença manifesta que, sem nenhuma mediação, destruirá suas criaturas, mas que permite expressões de mediação que envolvem uma comunhão mais íntima com ele. No NT, Jesus Cristo é a expressão final e permanente da glória divina (cf. Jo 1.14; 2Co 3.13,14). (…) Nele a revelação da glória divina encontrou sua máxima expressão. Vista por Isaías (Jo 12.41), ela é marcada principalmente pela “graça e verdade” em comparação com a revelação manifestada por Moisés (1.17; cf. 7.18). Dessa maneira, os milagres de Jesus manifestam “sua glória” (2.11) como “a glória de Deus” (11.4,40). (…) Cristo é o auge da revelação da glória de Deus. a sua glória mediada pelo Espírito é a glória da nova aliança (2Co 3.3 – 4.6). 

Desse modo, é interessante notar que ainda que se tratasse de uma teofania (manifestação de Deus), a nuvem servia para atenuar o fulgor da manifestação, a fim de que os homens ao vê-la não viessem a ser aniquilados pelo peso da glória de Deus. Afinal, “homem nenhum verá a minha face, e viverá”, diz o Senhor (Êx 33.20).

Assim entendemos também um dos propósitos da encarnação do Verbo divino; é que ao esvaziar-se de sua pujante glória, ele pode, na carne, aproximar-se de suas criaturas, especialmente do homem pecador e miserável, para restabelecer-lhes a plena comunhão com céu. Se Isaías temeu pela própria vida apenas num vislumbre da glória irradiante do Senhor (Is 6.5), e se o apóstolo João caiu como morto aos seus pés diante da visão do Cristo glorificado e glorioso (Ap 1.10-15), quem poderia subsistir diante dos raios de sua glória infinita? Nós não suportamos nem contemplar o sol do meio dia, que dirá Aquele diante de quem o sol e as estrelas perdem o seu resplendor (Jl 3.14,15)?

3. “GLÓRIA” NO HEBRAICO E NO ARAMAICO
Popularmente tem se ouvido tanto pregadores como cantores fazerem referência à glória de Deus em sua expressão máxima como sendo a Shekinah de Deus. Como já dissemos, isto também é costumeiro na literatura cristã, mesmo em obras acadêmicas. É sabido que a palavra shekinah não existe nos textos originais bíblicos, e também nota-se certo abuso no uso da mesma. Infelizmente qualquer “animação” na igreja que provoque arrepio de pelos já é tida como a manifestação da Shekinah.

Tem-se banalizado a referência à glória divina. Não precisamos ser tão rigorosos quanto os judeus místicos que, entre muitas coisas, evitaram mencionar a kabod Yavé, mas deveríamos sim demonstrar mais temor e tremor ao mencionar a glória divina como manifesta visivelmente em esplendor!

Se devemos oferecer a Deus um “culto racional” (Rm 12.1) e fazer tudo com ordem e decência (1Co 14.40), então precisamos saber quem Deus é e o que é a sua glória, para lhe oferecermos uma adoração genuína, “em espírito e em verdade” (Jo 4.23,24). Como os sacerdotes que ministravam no tabernáculo, precisamos descalçar os nossos pés ante a majestade divina!

Tiago Rosas

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O PODER E A GLÓRIA DE DEUS

Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória. (Sl 63.2.)

Não há aspiração mais nobre do que querer ver a Deus, não por mera curiosidade, mas por sede interior.

O salmista expressa esse desejo fortíssimo: “Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória” (Sl 63.2).

Foi exatamente tal privilégio que Filipe pediu a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta” (Jo 14.8). Dias antes, alguns prosélitos gregos haviam pedido ao próprio Filipe: “Senhor, queremos ver Jesus” (Jo 12.20).

Que bênção maravilhosa é avistar o poder e a glória de Deus!

O poder de Deus é enorme, a glória de Deus é majestosa.

É preciso ver o poder de Deus para eliminar o corre-corre demasiado, o nervosismo, o medo, a paralisação.

É preciso ver a glória de Deus para superar a repulsa de si mesmo e a repulsa dos outros, para sobrepor-se ao desânimo e à depressão.

João afirma em seu nome e em nome dos outros apóstolos: “Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). Ele se refere à cena da transfiguração de Jesus (Mt 17.1-13).

A glória e o poder de Jesus serão vistos por toda a humanidade por ocasião da parúsia: “Todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória” (Mt 24.30).

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 24 de maio de 2014

Céu aberto

O navio não tinha bússola. Deixou a ilha de Creta e dirigia-se à Itália. Navegava de leste a oeste no mar Mediterrâneo, entre o sul da Europa e o norte da África. Estavam a bordo o dono da embarcação, a tripulação e os passageiros, ao todo 276 pessoas. Dentre elas havia um oficial do exército romano, alguns soldados, alguns presos e um médico e historiador chamado Lucas.

Um dos presos era Paulo de Tarso. O navio tinha saído de Alexandria, no Egito, e levava uma boa carga de trigo para Roma. Um vento forte o tirou da rota e uma tempestade escondeu o sol, a lua e as estrelas por duas semanas. O céu só se abriu depois do naufrágio do barco nas proximidades da ilha de Malta, ao sul da Sicília. Pode-se imaginar o alívio que o céu aberto trouxe para aqueles náufragos depois de tanto tempo de céu fechado (At 27).

A questão é que há outras situações de céu aberto mais importantes do que a de sentido literal. No mesmo livro de Atos há uma referência a céu aberto como metáfora, referindo-se à visibilidade de Deus e de sua glória. Trata-se do episódio envolvendo o primeiro mártir da história do cristianismo.

Estêvão estava sendo apedrejado. A dor era enorme. A morte, iminente. Ninguém estava por perto para suspender o apedrejamento. Ele olha firmemente para o céu e vê a glória de Jesus Cristo. Então, Estêvão exclama: “Olhem! Eu estou vendo o céu aberto!” (At 7.56, NTLH). No derradeiro momento da vida, esse fervoroso cristão vê o céu aberto e não a escuridão da maldade humana e da morte.

Há nuvens espessas e muito escuras que se colocam entre a criatura e o Criador. É uma espécie de véu que encobre Deus e as demais realidades. Isso infelicita muita gente porque os priva de Deus -- sem o qual a alma geme o tempo todo. É mais fácil e menos complicado crer em Deus do que não crer nele. No entanto, essa nuvem ou esse véu esconde do homem aquele por quem ele aspira sem saber.

Como entender a criação sem o Criador? Como entender a beleza, a ordem, a majestade, a funcionalidade, a imensidão das coisas criadas sem considerar a existência de Deus?

Como não crer em Deus se não há um povo sequer sem religião, em qualquer tempo e em qualquer lugar? Como não crer em Deus se até hoje o secularismo, o materialismo, o agnosticismo, o ateísmo e as ideologias, em separado ou todos juntos, não conseguiram apagar da mente humana a ideia de Deus? Como não crer em Deus se os escândalos, a perseguição e as guerras religiosas não foram suficientes para desacreditá-lo por completo? Como não crer em Deus diante do impasse da morte física e do mistério que a envolve?

O céu fechado não diz respeito apenas à incredulidade. Refere-se também à recusa em tratar Deus como Deus. Só depois de sujeitar-se resoluta e alegremente à soberania de Deus é que o ser humano pode exclamar: “Eu estou vendo o céu aberto!”

Não podemos ser ingênuos. Enquanto alguns evangelizam, outros “desevangelizam”. A arte de atrapalhar a caminhada para o céu aberto existe. Jesus condenou aqueles que não entram “nem deixam que entrem os que estão querendo entrar” (Mt 23.13, NTLH).


A parábola do semeador diz que existe de fato um ladrão de semente: as aves do céu costumam comer as sementes do evangelho lançadas no coração humano, impedindo que elas sequer germinem (Mt 13.4, 19).

Os homens não podem crer porque, segundo Paulo, “o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.4).

Todavia, a situação não é irreversível, pois os que querem sair da escuridão que os envolve e entrar no céu aberto podem e devem contar com a graça de Deus. Porque “esse véu só é tirado quando a pessoa se une com Cristo” (2Co 3.14, NTLH)!

Revista Ultimato 329, março de 2011

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Mais de Deus! Mais de Deus?


Disse mais o SENHOR: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui te porás sobre a penha. E acontecerá que, quando a minha glória passar, pôr numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. E, havendo eu tirado a minha mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá. (Êxodo 33:21-23)

Deus deu um lugar para Moisés ficar; Deus colocou Moisés na fenda; Deus cobriu Moisés com a mão; Deus passou; Deus revelou-se.

Tudo o que Moisés fez foi pedir. Tudo o que podemos fazer é pedir. A promessa da presença de Deus junto a Moisés também está à nossa disposição.

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.( Mt. 7.7).Somente pedindo é que receberemos, somente buscando é que acharemos.

E, tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis. (Mt. 21.22)

Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. (João 16.23)

Todavia o ser humano, seja por que motivo for, normalmente, se priva da presença de Deus, é mais cômodo fazer como os Israelitas fizeram, buscar um intermediário e não ao próprio Deus:

E acontecia que, saindo Moisés à tenda, todo o povo se levantava, e cada um ficava em pé à porta da sua tenda; e olhava para Moisés pelas costas, até ele entrar na tenda.

E sucedia que, entrando Moisés na tenda, descia a coluna de nuvem, e punha-se à porta da tenda; e o SENHOR falava com Moisés. E, vendo todo o povo a coluna de nuvem que estava à porta da tenda, todo o povo se levantava e cada um, à porta da sua tenda, adorava.

falava o SENHOR a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo; depois tornava-se ao arraial; mas o seu servidor, o jovem Josué, filho de Num, nunca se apartava do meio da tenda.  (Êxodo 33:8-11)

Precisamos deixar a zona de conforto, o comodismo e buscar ao Pai, ter um relacionamento pessoal com Ele, pois somente através dessa comunhão seremos, restaurados, renovados, curados e libertos.

Chega de viver de migalhas, quando podemos desfrutar com abundancia das promessas de Deus e de sua presença, sem contar que será o diferencial na nossa vida, assim como foi com Moisés, veja em Êxodo 34.29-35:

“...Sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que falara com ele. Olhando, pois, Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; por isso temeram chegar-se a ele. Então Moisés os chamou, e Arão e todos os príncipes da congregação tornaram-se a ele; [...] Assim que Moisés acabou de falar com eles, pôs um véu sobre o seu rosto.

Porém, entrando Moisés perante o SENHOR, para falar com ele, tirava o véu até sair; e, saindo, falava com os filhos de Israel o que lhe era ordenado. Assim, pois, viam os filhos de Israel o rosto de Moisés, e que resplandecia a pele do seu rosto; e tornava Moisés a pôr o véu sobre o seu rosto, até entrar para falar com ele. (Êxodo 34:29-35).

Quando temos a presença do Espírito Santo do Senhor somos transformados, refletimos a Glória do Pai em nosso semblante, a ponto das pessoas verem algo diferente em nós. O que gera o desejo de descobrir o diferencial na nossa vida. Mas isso só será conseguido através de uma vida com Deus.

Através do reflexo da Glória do Pai em nós, vidas serão acrescentadas ao aprisco do Senhor.

O que você tem refletido?

Litrazini

Graça e Paz






quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A Glória de Deus e a Benção Para o Homem

"Atribuam ao Senhor a glória que o seu nome merece; adorem o Senhor no esplendor do seu santuário." Salmos 29:2

Havia no meu quintal um abacateiro que produzia pouquíssimos frutos.

Por acreditar que uma árvore frutífera precisa ser produtiva, pedi a Deus que abençoasse aquele abacateiro permitindo-lhe frutificar bastante.


A florada aconteceu e o abacateiro se encheu de centenas de frutinhos.

Quando eles já estavam grandes, para surpresa minha, o galho central, com 69 abacates, quebrou.

Um outro galho também, por não suportar o peso, acabou caindo, levando tantos outros frutos.

Fiquei perplexo!

Deus havia permitido que o abacateiro ficasse recheado de frutos e logo depois quebrasse, sem que eu os aproveitasse.

Por quê?

A resposta veio logo.

Nem sempre temos estrutura para suportar o tamanho da bênção que pedimos a Deus.

Por isso, muitas vezes precisamos esperar algum tempo para recebê-la.

Ela só virá quando nossa vida estiver profundamente enraizada no terreno fértil da fé em Jesus Cristo, enrijecida pela leitura constante da Palavra de Deus, fortalecida pela seiva da oração e produzindo os frutos abundantes da presença de Deus em nós.

Assim, na certeza de que a glória não é nossa, mas do Senhor Jesus, não sucumbiremos ao volume da bênção.

Será que estamos preparados para receber a bênção que pedimos a Deus?

Autor Desconhecido

A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo,

Moacir Neto

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.