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quinta-feira, 17 de julho de 2014

A universalidade do pecado e da culpa

Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado. [Romanos 3.20]

Nada afasta mais as pessoas de Cristo que a incapacidade de enxergar o quanto elas necessitam dele, ou a má vontade em admitir essa necessidade.

É este princípio simples e impopular que está por trás de Romanos 1.18-3.20.

Paulo demonstra a universalidade do pecado e da culpa dividindo a humanidade em vários grupos e acusando cada um deles. Ele mostra que todos os grupos falharam em viver de acordo com o nível de conhecimento que cada um deles tinha.  Em vez disso, eles deliberadamente o suprimiram e até mesmo o negaram. Portanto, eles são culpados e indesculpáveis.

Ninguém pode alegar inocência, porque ninguém pode alegar ignorância.

Paulo retrata os seguintes grupos:

1. A corrupta sociedade gentílica com sua idolatria, imoralidade e comportamento antissocial (1.18-32).

2. Os moralistas críticos (gentios ou judeus) que defendiam padrões éticos elevados, aplicando-os a todos, exceto a si mesmos (2.1-16).

3. Os judeus arrogantes que se gloriavam de seu conhecimento da lei de Deus, mas não lhe obedeciam (2.17-3.8).

4. Por fim, Paulo inclui toda a raça humana e chega à conclusão que todos nós somos culpados e indesculpáveis diante de Deus (3.9-20).

A mensagem de Paulo conduz sempre ao mesmo ponto: “Que toda boca se cale” e que o mundo inteiro “esteja sob o juízo de Deus” (3.19).

Como podemos responder a esta terrível exposição do pecado humano feita por Paulo?

Não podemos simplesmente mudar de assunto e falar da necessidade de se desenvolver uma boa autoestima, ou culpar nossos genes, nossa educação ou nossa cultura pelo nosso comportamento.

Precisamos aceitar o diagnóstico divino sobre a nossa condição e aceitar também que somos responsáveis por ela. Só então estaremos prontos para entender a explicação de Paulo em Romanos 3.21 sobre a provisão de Deus através da cruz de Cristo para a nossa salvação.

Para saber mais: Romanos 3.9-31

 Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

DEUS E O HOMEM


O homem foi criado justo e bom, pois tudo o que Deus fez, Ele mesmo disse: “E viu Deus tudo o que tinha feito, e que era muito bom” (Gn.1.31). E Deus se relacionou com o homem, sua criatura, de diversas formas e etapas. Vejamos:

1º Inocência:
Inicialmente Deus se relacionava, se comunicava, amorosamente com o homem, diariamente. Em Gn. 3.8:“E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia...”O capítulo 2 de Gênesis fala desta relação amorosa, no jardim do Éden. Mas o homem desobedeceu uma ordem de Deus. “Ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mau. Dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente  morrerás” (Gênesis 2.16,17).

Deus avisou o homem. Deus não queria que isso acontecesse, mas Ele não criou robôs sem liberdade. ELE DEU LIBERDADE DE ESCOLHA, liberdade essa que temos até hoje.

2º Consciência:
A partir de Gênesis 3, a Bíblia mostra a “queda do homem”. Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.  (Gn. 3.1-70).
 
Nossos primeiros pais passaram a conhecer o bem e o mal, e sentiram vergonha da própria nudez, demonstrando a perda da inocência, com a qual Deus os criara. “Pelo que, como por um homem (Adão) entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte. Assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm. 5.12). Nós aprendemos que o pecado dos nossos primeiros pais, trouxe uma consequência universal. Deus expulsou nossos primeiros pais do jardim, isto é, da presença dele: Gn. 3.11-24.

3º A Lei:
Paulo ensina, em Romanos 5.13, que entre Adão e Moisés já existia o pecado no mundo. “Pois antes da Lei, estava o pecado no mundo. Mas não havendo lei, o pecado não é imputado.” Após a chamada de Israel, uma nova relação com Deus vai acontecer. Isto é – A LEI vai ser a forma de aliança de Deus com os homens. Toda a Lei pode ser resumida nos 10 mandamentos. E obedecendo a Lei o homem tinha comunhão com Deus. A desobediência seria quebra de comunhão.

4º A Graça:
O povo de Israel falhou. E a prova maior está na morte do próprio Filho de Deus – Jesus Cristo. Ele veio e cumpriu a Lei em sua própria vida, em nosso lugar. Em João 1.11: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” e você aprenderá que Jesus veio como Judeu, entre os Judeus, para salvar os Judeus. Mas João 1.12 completa dizendo: “Mas a todos os que o receberam, àqueles que creem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos  filhos de Deus”.

Portanto, agora, não é mais necessário Leis e Cerimônias para a comunhão com Deus, mas sim a Graça de Deus. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. (Rm 5.15-21). Este período também é chamado de “Era da Igreja, ou, do Espírito Santo”.

Por Litrazini

Graça e Paz



Reflexões Evangélicas

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