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terça-feira, 6 de junho de 2023

UM EVANGELHO ESCRITO PARA OS JUDEUS

O Evangelho de Mateus parece ter sido preparado particularmente para os judeus cristãos que viviam na Palestina ou proximidades.

Os membros da Igreja Primitiva na maioria eram judeus.

Havia, portanto, necessidade de tratar de questões e assuntos que resolvessem suas dúvidas, tais como se Jesus era verdadeiramente descendente de Davi;

Qual foi sua atitude para com a Lei, se Jesus era de fato o Messias, por que o Reino não havia chegado...

Por causa desse objetivo, Mateus é diferente de Lucas, por exemplo, que escreveu para evangelizar os gregos e pessoas dessa cultura.

Tal preocupação já pode ser vista na apresentação de sua origem.

Lucas traça a genealogia de Jesus até Adão, enquanto Mateus traça até Davi e até Abraão, 1: 1.

Mateus inicia seu Evangelho pela genealogia de Jesus, filho de Davi, filho de Abraão, passando pelos personagens mais proeminentes no judaísmo, entre eles Davi, o mais importante rei de Israel.

Não era fácil ser cristão nos primeiros tempos.

Por que Cristo fora rejeitado por Israel e como enfrentar a perseguição que eles estavam sofrendo por parte de seus próprios patrícios; 

O que Cristo tinha realizado e por que o Reino não tinha sido estabelecido ainda.

Como pensar e viver nesse período de espera.

Eles precisavam ter segurança concernente ao futuro e ao retorno de Cristo.

Jesus tinha dado todas as informações aos seus apóstolos e um deles necessitava colocar isto no papel.

Mateus foi guiado pelo Espírito de Deus para fazer isto.

Mateus revela grande interesse em relacionar Jesus com as profecias do Antigo Testamento.

Essa ênfase indica que Ele estava escrevendo a leitores para os quais o cumprimento de profecias era importante e significativo.

Queria mostrar que Jesus é o Messias e nele se cumpriram as profecias do AT.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

FALSOS MESSIAS JUDEUS


Jesus avisou que falsos messias viriam, e isso se cumpriu muitas vezes e se cumprirá ainda mais na 70.ª Semana de Daniel.

Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. Mt. 24: 5.

Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Mt 24:24.

Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis.  – Jo 5:43

Tendo rejeitado o verdadeiro Messias, a nação judaica foi deixada a vaguear pelos desertos, tanto físico quanto espiritual.

E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure. – Mt 13:14 -15

E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não criam nele; Para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure. Isaías disse isto quando viu a sua glória e falou dele. Jo 12: 37-41

E, como ficaram entre si discordes, despediram-se, dizendo Paulo esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, Dizendo: Vai a este povo, e dize: De ouvido ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; E, vendo vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Porquanto o coração deste povo está endurecido, E com os ouvidos ouviram pesadamente, E fecharam os olhos, Para que nunca com os olhos vejam, Nem com os ouvidos ouçam, Nem do coração entendam, E se convertam, E eu os cure.  At 28: 25-27

O Senhor advertiu que a nação judaica daquela geração seria como um homem que é despojado de um espírito imundo que retorna com outros sete espíritos malignos.

E, quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa, de onde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má. – M 12: 4t3-45

O Senhor Jesus disse que a cegueira espiritual continuaria até que a nação de Israel O recebesse durante a Grande Tribulação.

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor. Mt. 23: 37-39

Desde a destruição do segundo templo no ano 70 d.C, os judeus tem estado à procura de um Messias que reconstruirá o templo. Na tradição Judaica Talmúdica, a reconstrução do templo está associada com a vinda do Messias. De acordo com Maimônides (também chamado de Rambam), a mais alta autoridade rabínica, qualquer judeu que comece a reconstruir o templo é um potencial Messias.

Fonte: Maimônides: Os Treze Princípios da Fé Judaica. Revista Morashá. Edição 88 – Junho de 2015. 

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 31 de maio de 2018

JESUS NO EVANGELHO DE MATEUS


Mateus 17: 1-8
Abrindo o Novo Testamento, encontramos o preciosíssimo Evangelho de Mateus, embora na ordem cronológica não tenha sido o primeiro a ser escrito. Dirigido aos judeus, apresenta informações e ensinos por meio de tópicos, que se organizam em cinco seções, cada uma encerrando-se por uma afirmação sumária, como se pode ver em 7: 28; 11: 1; 13: 53; 19: 1 e 26: 1. É um precioso livro de ensinos sobre a vida de Jesus, o rei e Senhor, que veio implantar o reino de Deus entre os homens. Vale a pena conhecer mais detalhadamente este extraordinário livro.

I - UM EVANGELHO ESCRITO PARA OS JUDEUS
O Evangelho de Mateus parece ter sido preparado particularmente para os judeus cristãos que viviam na Palestina ou proximidades. Os membros da Igreja Primitiva na maioria eram judeus. Havia, portanto, necessidade de tratar de questões e assuntos que resolvessem suas dúvidas, tais como se Jesus era verdadeiramente descendente de Davi, qual foi sua atitude para com a Lei, se Jesus era de fato o Messias, por que o Reino não havia chegado, etc.

a) Características - Por causa desse objetivo, Mateus é diferente de Lucas, por exemplo, que escreveu para evangelizar os gregos e pessoas dessa cultura. Tal preocupação já pode ser vista na apresentação de sua origem: Lucas traça a genealogia de Jesus até Adão, enquanto Mateus traça até Davi e até  Abraão, 1: 1. Mateus inicia seu Evangelho pela genealogia de Jesus, filho de Davi, filho de Abraão, passando pelos personagens mais proeminentes no judaísmo, entre eles Davi, o mais importante rei de Israel.

b) Não era fácil ser cristão nos primeiros tempos. Os novos convertidos precisavam saber:
Por que Cristo fora rejeitado por Israel e como enfrentar a perseguição que eles estavam sofrendo por parte de seus próprios patrícios; 
O que Cristo tinha realizado e por que o Reino não tinha sido estabelecido ainda.
Como pensar e viver nesse período de espera. Eles precisavam ter segurança concernente ao futuro e ao retorno de Cristo. Jesus tinha dado todas as informações aos seus apóstolos e um deles necessitava colocar isto no papel. Mateus foi guiado pelo Espírito de Deus para fazer isto.

c) Ênfase ao cumprimento das profecias - Mateus revela  grande interesse em relacionar Jesus com as profecias do Antigo Testamento. Existem 129 referências ao AT. Essa ênfase indica que Ele estava escrevendo a leitores para os quais o cumprimento de profecias era importante e significativo. Queria mostrar que Jesus é o Messias e nele se cumpriram as profecias do AT.

II - A CRISE DA CRUZ
a) Nem tudo na vida e ministério de Jesus foi fácil. Os capítulos 13 a 19 falam sobre a rejeição pelos seus concidadãos, 13: 54-58, a ameaça de Herodes através da morte de João Batista, 14: 1-12, e até sobre a dificuldade que os discípulos estavam tendo para aceitar os ensinos de Jesus,  15: 12 e 16: 5-9. Esses fatos indicam tensões que levaram  Jesus a declarar a iminência da cruz, e a revelar-se a si  próprio, na transfiguração, 17: 1-13. A cruz aparece crescentemente diante de Jesus e torna-se o objetivo imediato de sua carreira terrena, 17: 22, 23.

b) A revelação do Messias gera conflitos  - Quando ocorre a declaração do propósito messiânico, os conflitos aumentam, surgindo freqüentes debates com os fariseus, 19: 3-12, com os herodianos e saduceus, 22:15-33. Por outro lado, Jesus passou a fazer duras denúncias contra os religiosos da época, cap. 23, bem como a anunciar a destruição do templo e a desolação de Jerusalém, presentes no sermão profético, no cap. 24.

c) Mateus acentua o caráter messiânico da morte de Jesus. Jesus cita o Antigo Testamento por quatro vezes, aplicando a si as profecias sobre a paixão, 26: 31, 54, 56 e  27:9. Há um destaque à relação entre o que os profetas disseram e o calvário, 27: 35. Ao responder à  pergunta de Caifás, aplicou a si mesmo o título de Filho do Homem, 26: 64, que em Daniel era aplicado a um ser celestial, conforme Dn. 7: 13, 14.

III - OS APELOS DE JESUS
O cap. 28 é um sumário de todo o Evangelho. Mateus firma seu ensino pela ilustração das atitudes para com Jesus: rejeição e incredulidade dos fariseus ou adoração e aceitação pelos discípulos.
Encerrando cada secção deste Eva
ngelho, há um apelo ou convite de Jesus aos discípulos e o autor destina este convite também a cada um de nós: 
No fim da seção didática, Jesus convidou os seus discípulos a darem o primeiro passo no caminho que conduz à vida, 7: 13-14;
Após provar-lhes o seu poder, comissionou-os e convidou-os a tomar a sua cruz e segui-lo, 10: 34-41.
Na seção em que explica seu programa, faz um duplo apelo:
(a) convite ao descanso, dirigido à multidão, 11: 28;
(b) convite à compreensão das suas palavras, 13: 51;
Após anunciar sua morte iminente, no grande momento decisivo de sua vida, ecoou uma chamada, para uma entrega confiante: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”, 16: 24.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 14 de setembro de 2014

ESTRELA DE DAVI - SÍMBOLO SAGRADO OU PROFANO?

A estrela de seis pontas já foi alvo de inúmeras idéias. Chamado por muitos neo pentecostais de símbolo ocultista, símbolo satânico, símbolo maçom, enfim, sempre atrelado ao conceito de profano ou demoníaco, como quase tudo na história que está relacionado com o povo judeu. Isso na verdade é uma espécie de anti-semitismo velado.

Para o judeu a estrela de Davi ou Magen David é um símbolo sagrado e está relacionado com o conceito de que as seis pontas representadas no desenho simbolizam o governo de Deus em todas as direções: Norte, Sul, Leste, Oeste, Céu (Acima), Terra (Embaixo).

Esse símbolo é visto na maioria das sinagogas, está representado na bandeira da nação, e em vermelho nas ambulâncias de Israel. Além de mezuzas, kipás, menorás, talit’s, e outros utensílios da cultura judaica.

Este símbolo apareceu primeiramente ligado aos judeus já na Era do Bronze - no século IV a.C. - num selo judaico achado na cidade de Sidon. Ele também aparece em muitas sinagogas antigas na terra de Israel datadas da época do Segundo Templo e até mesmo em algumas depois de sua destruição pelos romanos.

O rabino Henry Sobel dá uma definição muito interessante sobre o hexagrama de Davi, vejamos: “A Estrela de David consiste de dois triângulos superpostos em direções opostas. Os vértices do primeiro triângulo representam os três pilares da nossa fé: Deus, Homem e Povo. O segundo triângulo corresponde aos três grandes momentos da nossa história: Criação (passado), Revelação (passado que prossegue no presente) e Redenção (futuro). O primeiro triângulo simboliza a fé judaica; o segundo - a história judaica. Juntos constituem a essência dos nossos ideais.”

É verdade que a estrela de Davi foi um triste símbolo do holocausto, mas o fato de outras culturas, seitas e ocultistas terem se utilizado deste símbolo, não significa que devemos desqualifica-lo. Seria como desqualificar a língua portuguesa inteira porque ela é usada em invocações de demônios pelo sacerdote em um culto de magia negra.

Uma coisa não anula a outra, o fato de terem tomado para si a Magen David em outras culturas, não a desqualifica, não tira o seu significado e nem mesmo a sua característica na tradição judaica.

Existem inúmeras provas arqueológicas datadas dos primeiros séculos, que trazem consigo o que é chamado de “selo messiânico”. Muitos destes utensílios como vasos, jarras, etc, foram encontrados em grutas próximas do monte Sião, e este símbolo é composto de três partes: A menorá, a estrela de Davi, e o peixe. Isso resgata a judaicidade e tradição judaica dos primeiros cristãos para o desenvolvimento das primeiras igrejas.

Lembremos que os primeiros cristãos da história foram judeus, e estavam atrelados a cultura e a tradição judaica.

Infelizmente muitos evangélicos, a cada dia criam novas teorias para colocar outros cristãos em contramão com a judaicidade bíblica. Baseados em livros de pseudo-autoridades eclesiásticas, sem um estudo histórico profundo e sério, reproduzem falas ou textos, sem nenhuma análise exegética ou histórica. Estão buscando respaldo em livros oculistas para fazerem suas afirmações.

Porém na minha opinião, não creio que seja errado usar uma estrela de Davi. Seja como pingente, numa camiseta ou um adesivo no carro. O fato é que este símbolo representa para nós, cristãos, a história do povo judeu, e nada além disso. Ele não é místico em si e nem carrega qualquer “carga” espiritual.

Para muitos judeus este símbolo é sacrosanto, pois ele tem uma relação muito mais estreita com o Judaísmo do que com o Cristianismo, para os cristãos, a Cruz é o símbolo máximo da nossa fé.

Ao usar um estrela de Davi, uma menorá ou um crucifixo, não profano a minha fé nem me torno um idólatra, apenas reconheço que o mesmo Deus revelado no AT, de maneira simbólica, revelou-se no NT na pessoa de Jesus de Nazaré, um judeu, que nos ensinou que a verdadeira fé não está em “coisas”, mas na sua pessoa e no seu ato sacrificial por nós. A Ele toda a Glória!

Bruno dos Santos

Por Litrazini:

Graça e Paz


sexta-feira, 22 de março de 2013

NEM MÉRITO OU HONRA


O amor de Deus e a salvação nos são dados completamente sem merecimento. Deus não salva ou usa alguém por que merece. Deus não ama quem merece, ou é inteligente, ou tem poder, Deus ama a todos.

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos (Efésios 2:4-5).

Se Deus escolhesse alguém por causa das suas conquistas, teria escolhido os babilônicos; eles escravizaram os judeus e os mantiveram no exílio por setenta anos.

Caso Deus desse valor a inteligência, teria escolhido os gregos como seu povo. Os gregos são os pais da filosofia; pensadores eméritos, fizeram com que sua língua e princípios filosóficos fossem seguidos por todo o mundo antigo. até mesmo a ética do Novo Testamento foi influenciada e têm, em suas bases, princípios relacionais gregos.

Também não é o poder que Deus procura. Ou a salvação teria vindo dos romanos. O domínio romano se estendeu desde pela Europa, África, e Oriente Médio, de 27 a. C. até .476 d. C. Seus feitos foram notáveis, principalmente pelas construções feitas em Roma, que ainda hoje assombra a humanidade. Como o ápice a queda romana também foi estrondosa.

Deus escolheu os judeus como seu povo. Durante toda a história os judeus têm sido escravizados, marginalizados, perseguidos, discriminados, destruídos, e olhados como a escória do mundo. Viveram sem pátria, sofreram com guerras, o horror do holocausto, serviram como cobaias, vivendo em miséria, e dores atrozes. No entanto, o maior homem da história era judeu. Israel é apenas um ínfimo pedacinho de terra, encravado no meio de ódio; ainda assim, influencia o mundo, divide opiniões, e prospera plantado no caos.

Somente Deus pode escolher o fraco, o que nada é, o menosprezado que carrega vergonha atrelada às suas vestes.

Apenas Deus é capaz de amar a todos, escolher o improvável que ninguém dá valor. Tratar o homem não segundo a Sua misericórdia, não de acordo com os seus fracassos.

Um milagre sempre nasce da improbabilidade. De onde ninguém espera vem salvação, da morte nasce vida, da dor brota cura, e do sofrimento flui refrigério. Há em você uma grande dor?

Não existe mais solução viável para o seu problema? Tudo e todos afirmam que não tem jeito. Saiba que você se encontra exatamente no verge de um milagre. Quando tudo diz não, é aí que Deus diz sim.

“Não são chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolhe as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolhe as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; escolhe as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que nada são, para reduzir a nada as que são;” 1 Coríntios 1.26-28.

Autoria: Dr. Silmar Coelho

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 23 de outubro de 2010

Deus fala a todas as pessoas?

A Bíblia diz que Deus fala a todas as pessoas

O Antigo Testamento reconhece que Deus se revela tanto aos judeus como aos gentios: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes. Em toda a extensão da terra estende-se a sua voz e as suas palavras até o fim do mundo” (Sl. 19.1-4).

Jesus sempre se mostrou disposto a pregar aos gentios, aceitando-os por seguidores. Às vezes elogiava a fé dos gentios, comparando-a com a falta de fé dos líderes religiosos dos judeus (Lc. 7.1-10; Lc. 17.11-19). Quando Deus revelou ao apóstolo Paulo que a salvação era para todas as pessoas, apesar da relutância inicial a igreja aceitou com determinação os crentes gentios como cristãos - E viu o céu aberto, e que descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra.; E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou. - At.10.11;15

A Bíblia diz: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados” (2Co. 5.19). O que Deus fez pela humanidade foi terrível para o próprio Deus. Em Jesus ele se tornou humano e ofereceu a sua vida para expiar os pecados da humanidade. “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; pelas suas feridas fostes sarados” (1Pe. 2.24). “A vós também, que noutro tempo éreis estranho, e inimigos no entendimento pelas vossa obras más, agora, contudo, vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele nos apresentar santos e irrepreensíveis, e inculpáveis” (Cl. 1.21,22).

Deus proporcionou um único caminho, sem que nós merecêssemos, para que os homens fossem salvos do pecado. Ninguém o merece. Só o que podemos fazer é depositar a fé no que Cristo realizou, e convidamos outras pessoas a fazerem o mesmo.

A história de Cornélio, relatada em Atos capítulo 10, mostra como Deus age em relação às pessoas cujo conhecimento, sobre a Palavra, é incompleto, mas cujo coração tem fome do Deus verdadeiro, pois Deus dera visões tanto para Cornélio, que era piedoso e temente a Ele, quanto a Pedro que era apóstolo, possibilitando assim que Pedro compartilhasse o evangelho a Cornélio e sua família, que se tornarão cristãos. O encontro entre os dois foi preparado pelo Senhor.

Alguns cristãos são ousados, outros fazem de sua fé um clube exclusivo. Mas o perdão de Deus sempre se estende, tocando cada pessoa que reconhece a necessidade da misericórdia divina e que deposita nele a sua fé.

Examine o âmago da fé cristã. Não aceite apenas a versão de outra pessoa qualquer, só de ouvir dizer, mas analise você mesmo a Bíblia. O que ela ensina: O evangelho de João e o livro de Romanos podem ser boas opções para começar, ou para renovar e esclarecer a sua compreensão.

Todavia, por mais que alguém estude e reflita, há a necessidade de tomar uma decisão pessoal de crer em Jesus, dedicando sua vida a segui-lo como Único Senhor e Salvador.

Graça e Paz

Lidiomar T. Granatti

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.