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terça-feira, 2 de setembro de 2025

BÊNÇÃO E NÃO MALDIÇÃO

A maior e mais dura prova de amor que uma pessoa pode dar e receber é o tempo.

O tempo é a maior e mais dura prova, o maior e mais duro teste que o amor pode, passar e receber.

O nosso grande problema é que sempre queremos e esperamos que as outras pessoas ajam e reajam como nós agiríamos e reagiríamos.

É aí que começa o conflito.

Em Amós 3:3, a Bíblia pergunta se duas pessoas andam juntas se entre elas não houver acordo. Não exatamente concordância, mas acordo.

Nós podemos, muitas vezes, nos submeter a situações com as quais não concordamos.

Jesus Cristo deixou uma regra de ouro para o relacionamento

“Aquilo que vós quereis que os homens vos façam, façais vós também a vós outros (MT 7:12).

Façam aos outros o que quer que os outros lhe façam. Trate-os como quer ser tratado. Dê-lhes o que quer receber. Semeie o que deseja colher.

Os direitos que você tem são os mesmos que você concede, e as obrigações que você impõe são as mesmas que você deve observar.

Não temos o direito de exigir dos outros que façam ou sejam aquilo que nós próprios não fazemos ou não somos.

Nós criamos os nossos próprios infernos quando criamos o inferno das pessoas que estão conosco.

Seja uma benção na vida de teu irmão e não uma maldição, faça com que as pessoas se agradem de sua presença, e não que a detestem.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

terça-feira, 22 de abril de 2025

PADECER POR CRISTO

“Pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele" (Filip 1.29)

O cristão demonstra sua "real" maturidade exatamente no sofrimento.

Paulo fala do grande privilégio que temos de "crer" em Cristo.

Realmente, não é difícil nos regozijarmos por isto.

A Salvação recebida pela graça é, realmente, maravilhosa.

Mas, o "portar-se" digno do Evangelho inclui a capacidade de nos gloriarmos, também nos sofrimentos.

"Amados, não estranheis a ardente provação que vem sobre vós para vos experimentar, como se coisa estranha vos acontecesse; mas regozijai-vos por serdes participantes das aflições de Cristo..." (I Pe 4:12-14)

"E isto da parte de Deus"

Deus está no controle de todas as coisas, inclusive ao permitir estes sofrimentos.

Os inimigos interpretarão o sofrimento do povo de Deus como sinal de perdição ou de maldição.

Mas, o cristão sabe que Deus está no controle, e que todos este sofrimento redundara em bênçãos, já aqui na terra e, sobretudo, na eternidade.

"Pois tenho para mim que as aflinges deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nos há de ser revelada." (Rm 8:18)

"Não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

A MALDIÇÃO GERADA PELO PECADO

E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. (Gn 3:17)

A natureza sofre junto com a humanidade, compartilhando assim as consequências da queda.

As Escrituras descrevem esta maldição em três maneiras:

O SUSTENTO SERÁ OBTIDO COM FADIGA (Gn 3.17).

Assim como a mulher terá seus filhos com dor, o homem haverá de comer o fruto da Terra por meio de trabalho penoso.

Antes da queda, o trabalho de Adão no jardim era prazeroso e agradável, mas de agora em diante, seu trabalho, bem como o dos seus descendentes será seguido de cansaço e tribulação.

A TERRA PRODUZIRÁ CARDOS E ABROLHOS

Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo. (Gn 3.18). O cultivo da terra seria mais difícil do que antes.

Cardos e abrolhos aqui significam: plantas indesejáveis, desastres naturais, enchentes, insetos, secas e doenças.

A natureza foi subvertida com o pecado do homem. (Rm 8:20-21).

NO SUOR DO ROSTO COMERÁS

No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás. (Gn 3.19).

O trabalho árduo se tornaria a porção do homem. A vida não seria fácil.

Após o pecado, a morte alcança o homem. (v 19):

A palavra “morte” ocorre na Bíblia, com 3 sentidos diferentes, embora o conceito de separação seja comum aos três:

Morte Física: Ecl 12:7

Morte Espiritual: Rm 6:23; 5:12

Morte Eterna: Mt 25:46

Após o pecado, foram expulsos da presença de Deus. (Gn 3:22-24)

Estar fora do jardim era equivalente a estar fora da presença de Deus.

Era a ira de Deus se revelando aos nossos primeiros pais pela desobediência deles. (Judas 6)

Gildásio Reis

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

domingo, 19 de julho de 2020

ENTENDENDO A MALDIÇÃO EM JEREMIAS 10


Amados, o Senhor me acordou as 3h00 da madrugada e me deu esse texto de Jeremias, para que pudéssemos entender o que acontece no mundo espiritual por conta da falta de conhecimento do povo.

Leia o texto todo com muita atenção e peça o entendimento do Espírito Santo de Deus; tenho certeza que fatos que ocorrem no dia a dia serão explicados através dessa leitura.

1 Ouvi a palavra que o SENHOR vos fala a vós, ó casa de Israel. 2 Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações.

3 Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado; 4 Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.

5 São como a palmeira, obra torneada, porém não podem falar; certamente são levados, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, nem tampouco têm poder de fazer bem.

6 Ninguém há semelhante a ti, ó Senhor; tu és grande, e grande o teu nome em poder. 7 Quem não te temeria a ti, ó Rei das nações? Pois isto só a ti pertence; porquanto entre todos os sábios das nações, e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a ti.

8 Mas eles todos se embruteceram e tornaram-se loucos; ensino de vaidade é o madeiro.

9 Trazem prata batida de Társis e ouro de Ufaz, trabalho do artífice, e das mãos do fundidor; fazem suas roupas de azul e púrpura; obra de peritos são todos eles.

10 Mas o Senhor Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno; ao seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação.

11 Assim lhes direis: Os deuses que não fizeram os céus e a terra desaparecerão da terra e de debaixo deste céu.

12 Ele fez a terra com o seu poder; ele estabeleceu o mundo com a sua sabedoria, e com a sua inteligência estendeu os céus. 13 Fazendo ele soar a sua voz, logo há rumor de águas no céu, e faz subir os vapores da extremidade da terra; faz os relâmpagos para a chuva, e dos seus tesouros faz sair o vento.

14 Todo o homem é embrutecido no seu conhecimento; envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito. 15 Vaidade são, obra de enganos: no tempo da sua visitação virão a perecer.

16 Não é semelhante a estes aquele que é a porção de Jacó; porque ele é o que formou tudo, e Israel é a vara da sua herança: Senhor dos Exércitos é o seu nome. 17 Ajunta da terra a tua mercadoria, ó tu que habitas em lugar sitiado.

18 Porque assim diz o Senhor: Eis que desta vez arrojarei como se fora com uma funda aos moradores da terra, e os angustiarei, para que venham a achá-lo, dizendo: 19 Ai de mim por causa do meu quebrantamento! A minha chaga me causa grande dor; e eu havia dito: Certamente isto é enfermidade que eu poderei suportar.

20 A minha tenda está destruída, e todas as minhas cordas se romperam; os meus filhos foram-se de mim, e não existem; ninguém há mais que estenda a minha tenda, nem que levante as minhas cortinas,

24 Castiga-me, ó Senhor, porém com juízo, não na tua ira, para que não me reduzas a nada. 25 Derrama a tua indignação sobre os gentios que não te conhecem, e sobre as gerações que não invocam o teu nome; porque devoraram a Jacó, e devoraram-no e consumiram-no, e assolaram a sua morada.

Lidiomar Trazini Granatti / Litrazini
Graça e Paz

sábado, 21 de março de 2020

NÃO FALE PALAVRAS TORPES


“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” Efésios 5.29

É preferível falar errado, não ter uma conjugação verbal perfeita, não ser um erudito com as palavras, do que ser uma alguém que fala muito bem e usa a língua para ferir os outros.

Conheço pessoas que têm uma capacidade enorme de oratória e ao mesmo tempo usam a boca para ferir, para machucar.

Existem coisas que é preferível não falarmos para não ferirmos as pessoas. Precisamos entender que temos que usar a nossa boca para abençoar as pessoas.

A Bíblia diz para refrearmos a língua. Não podemos falar tudo que vem a nossa mente. 99% de problemas com casais estão intimamente ligados com a língua. “Ah, meu marido me chamou de fria” ou “ Minha esposa falou que não presto.”

Nossa vitória começará quando entendermos o valor das palavras. Um dos nomes de Jesus é “A Palavra” – todas as coisas que existem, o Senhor criou através da palavra.

Podemos nos tornar matadores des sonhos, quando usamos a nossa boca para depreciar a conquista dos outros.

Imagine uma situação em que você vai viajar com a família, faz uma oração, pede a proteção de Deus e vai embora. No meio do caminho, um amigo que foi com vocês na viagem, começa a mostrar os caminhos nos quais ele já tinha visto acidentes terríveis. Um clima de opressão tomaria conta do ambiente – porque aquela pessoa usa sua boca para derrubar.

Maldição é maldizer, é praguejar! “Filho não presta, casamento não está com nada…”

Que Provérbios 25.11 seja uma verdade na nossa vida: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.”

Quando alguém contar a você um problema, não é para você liberar palavras de desestímulo, de fraqueza, de derrota e sim para liberar palavras de edificação.

Tome cuidado com o que você diz em determinados ambientes. A palavra de bênção anula a palavra de maldição. Mas quem não conhece a Palavra de Deus morre. “Prega a Palavra a tempo e a fora de tempo.” “Examinai as escrituras porque ela é o poder de Deus.”

Davi conhecia a Deus e a Sua Palavra, o gigante Golias não conhecia nem um nem outro. Sempre leia a Palavra de Deus, ela o fortalecerá e o instruirá para proferir palavras de vida! Deus tem me dado a graça para discernir as maçãs servidas por Deus e as maçãs servidas por satanás.

Quando Golias veio contra Davi o chamou de verme e disse que o mataria, mas Davi respondeu que ele é quem o mataria e cortaria sua cabeça. Por quê Davi falou isso? Porque ele conhecia o Senhor! Ele tinha intimidade com Deus e conhecia a Sua Palavra.

Nem sempre todas as coisas que profetizo para minha vida acontecem, mas nem por isso Deus deixa de ser Deus! A Palavra de Deus diz: “Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação.” Habacuque 3:17-18

Estamos sujeitos a todo o tipo de mazelas – a chuva cai sobre justos e injustos, mas que da nossa boca satanás não ouça palavras de maldição! Se acontecer algum problema conosco, que não seja porque proferimos maldições, mas porque o Senhor permitiu!

Davi confiava em Deus! Ele sabia que a vitória dele não viria pela força de suas mãos, mas pelo poder do Senhor. O gigante tomou uma pedrada na testa, e ele caiu para frente – Deus derrubou o gigante!

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.”

Pr. Jorge Linhares

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

CONSEQÜÊNCIA DA IDOLATRIA


1 – PERDE A COMUNHÃO COM DEUS.“Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”: I Co 10.20,21;  Os que se entregam à idolatria vã, abandonam aquele que lhes é misericordioso”: Jonas 2.8. Ler  também II Co. 6.15 a 18.

2- TRAZ MALDIÇÃO.Porém a maldição, se não ouvirdes os mandamentos do Senhor, vosso Deus, e vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes”: Dt. 11.28; “Maldito o homem que fizer imagem de escultura ou de fundição, abominável ao Senhor”: Dt. 27.15. “Sejam confundidos todos os que servem imagens de escultura”: Sl. 97.7.

3- CORRUPÇÃO - “No dia em que o Senhor vosso Deus falou convosco em Horebe, do meio do fogo, não vistes figura nenhuma. Portanto, guardai com diligência as vossas almas, para que não vos corrompais, fazendo um ídolo, uma imagem de qualquer tipo, figura de homem ou de mulher”: Dt. 4.15,16.

4- PERDE A SALVAÇÃO E TRAZ A MORTE ETERNA - Ler Apocalipse  21.8; Gálatas  5.19 a 21
Gostaria ainda de lembrá-los que a idolatria diz respeito não só a imagens, mas a qualquer pessoa ou objeto que a pessoa coloca à frente de Deus em sua vida, podendo ser até seus pais, marido, mulher ou filhos e amigos. Dê a Deus o devido lugar: o primeiro em tudo. “Buscai , pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”: Mt.  6.33.

Se todas as Bíblias citam os versículos acima, porque as pessoas continuam praticando a idolatria sem conhecimento de que Deus a abomina a ponto de quebrar o relacionamento com ele; de amaldiçoar e condenar à morte as mesmas pessoas pelas quais Jesus morreu na cruz? Alguns poucos, creio, ser por relaxo, comodidade e até falta de compromisso. Mas, o fato da grande maioria não ter conhecimento, pode ser explicado em alguns versículos que veremos a seguir: “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”: 2Co. 4.4; “Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure”: João 12.40; “

Louvem a Deus por que vocês vêem e entendem, que isto coloque no coração de vocês um alerta vermelho e gere temor e tremor pelo Senhor e pela sua Palavra.

Não se esqueçam: “Há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”: I Timóteo 2.5. “Ninguém vem ao Pai se não for através de mim”: João 14.6. “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”: Mateus 4.10.

Lidiomar T. Granatti /  Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 25 de março de 2015

VIVENDO POR PRINCÍPIOS, NÃO POR REGRAS

“E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas” [Mateus 7:28-29].

No livro de Mateus, nos capítulos 5 à 7, vemos o famoso Sermão do Monte onde, em resumo, Jesus trata acerca da forma como a Lei, as ordenanças de Deus, devem ser aplicadas. Jesus não fala sobre legalismo, mas sim de como viver na prática as ordenanças de Deus. Ele não foca as bençãos e maldições consequentes de nossa posição quanto a isso, mas sim a necessidade de viver segundo os princípios das ordenanças, não simplesmente obedecer às regras.

Ao final desse discurso vemos, segundo o texto em destaque, que de fato os ensinamentos proferidos neste tão rico sermão são de um teor até então não observado. Jesus mencionou a lei, ordenou a obediência, mas ensinou a obedecê-la com sinceridade. Não pregou o legalismo, mas sim toda a profundidade do Reino de Deus.

Li recentemente mais um artigo discutindo a legalidade do dízimo. E como é de praxe foi seguido de uma calorosa discussão entre os leitores. Contudo, o que se vê, na maior parte dos comentários sérios é uma dualidade de ideias diametralmente opostas: de um lado, aqueles que afirmam que o dízimo é uma farsa apoiados em textos sobre a revogação da Lei em Cristo, de outro lado, aqueles que defendem o dízimo como uma obrigação apoiados por textos que sugerem que Cristo apoia (ou pelo menos não proibiu) o dízimo. Como vemos, a discussão ocorre em torno da questão da legalidade, da aceitação – ou não – da Lei.

Se lermos Gálatas 3:24 veremos que a Lei foi dada para cuidar do homem até a vinda de Cristo. Ou seja, a obediência a essas regras serviriam para manter o coração do homem preparado para receber a Cristo. Mas por quê então ela deveria ser revogada? Notamos, pelo Sermão do Monte, que, apesar da Bíblia nos garantir diversas vezes que não o homem não está mais sob o julgo, sob a maldição, da Lei, os princípios nos quais essas regras foram fundamentadas permanecem passíveis de observância, caso contrário, Jesus não teria citado-os.

Lembre-se: a Bíblia é um livro de princípios, não de regras. Um exemplo disso vemos em Mateus 5:21-22: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno”. Um assassinato nunca ocorre senão precedido de cólera; a abstenção da cólera certamente evitará o assassinato. Jesus não simplesmente pediu para seguirmos a regra “não matarás”, mas para vivermos o princípio do amor ao próximo, pois desta forma certamente a regra não será violada.

Por duas vezes (Mateus 9:13 e 12:7) Jesus afirmou: “Misericórdia quero, e não sacrifício”. Com isso ele diz que mais aceitável é o princípio da misericórdia do o sacrifício previsto na Lei. E isso não é algo novo. Veja Oséias 6:6: “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos”.

Já no antigo testamento Deus já desejava que os princípios de sua Lei, de seu Reino, estivesse nos corações dos homens. Por isso ele determinou a Lei, para que os corações estivessem familiarizados com os princípios. Mas infelizmente, como naqueles tempos, ainda muitos têm vivido sobre o julgo do legalismo. Há dois grupos de pessoas sob esse julgo:

Aqueles que obedecem a Lei por medo da maldição advinda pela desobediência; Aqueles que obedecem a Lei como uma forma de receber as bênçãos prometidas.

O primeiro grupo, se esquece que somos redimidos por Cristo (Romanos 3:24) e portanto não podemos esperar que a justiça venha da Lei, pois estaríamos dizendo que o sacrifício de Cristo foi em vão (Gálatas 2:21).

O segundo grupo se esquece que todos somos pecadores (Romanos 3:23; 1 João 1:8) e portanto não somos de forma alguma merecedores das bênçãos, mas a recebemos unicamente por conta do amor incondicional de Deus.

Diante de tudo isso, o que fazer? A Bíblia nos orienta que devemos buscar uma profunda transformação de nosso ser (Efésios 4:24; Romanos 12:2, João 4:23-24). Cristo não nos quer condicionados a regras que observamos inconscientemente, mas nos quer transformados, vivendo sobre Seus princípios, não sob regras. E com o nosso ser transformado, não somos “obrigados” a fazer algo, mas sentimos o desejo (ou até a necessidade) de fazê-lo por princípio, por amor. Isso deve ser espontâneo, nunca forçado.

Se verdadeiramente buscarmos o Reino de Deus e o que Ele representa, vivermos em comunhão com o Espírito Santo e humildemente aceitarmos Seu direcionamento, certamente estaremos obedecendo e vivendo por princípios, não por regras. Lembre-se: isso não é uma filosofia, mas é algo bem prático. Se não nos dedicarmos à oração, ao jejum e à leitura da Bíblia, tenha por certo que não atingiremos tal objetivo.

Neto Casaroli

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O Poder das Palavras


“Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha, e assim como não desejou a bênção, ela se afaste dele. Assim como se vestiu de maldição, como sua roupa, assim penetre ela nas suas entranhas, como água, e em seus ossos como azeite.  Seja para ele como a roupa que o cobre, e como cinto que o cinja sempre. Seja este o galardão dos meus contrários, da parte do SENHOR, e dos que falam mal contra a minha alma.” Salmos 109:17-20

“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo. Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.

Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.

Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.

Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.

A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.

Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.

Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.

De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.

Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?

Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.”  Tiago 3:1-12

Houve uma mudança na minha vida quando resolvi mudar as minhas palavras. O meu ministério mudou quando percebei que, muitas vezes, minha boca era uma fonte de maldições.

Maldição é falar mal do que é bom. Precisamos tomar cuidado com o que falamos, se Deus disse que o casamento é uma bênção, eu não posso dizer que é uma desgraça. Isso seria contradizer a Palavra de Deus.

Alguns têm muitos medos e complexos no presente, por causa de palavras malditas no passado.

Quando garoto, meus pais se separaram, por essa razão, repeti de ano, me chamaram de burro na escola. Até que uma professora, a dona Riza me ajudou e disse que eu seria sim, alguém na vida. Aquela palavra me levantou, me deu motivação. No meio de 150 alunos, tornei-me o melhor e fui homenageado diante de todos.

Ao pesquisar sobre bênção e maldição durante todos esses anos, constatei que apenas 5% das pessoas reage ao contrário ao ouvir uma palavra negativa, 95% a absorve negativamente. 

A bênção ocorre no mundo espiritual. A Palavra de Deus é bem superior às palavras dos homens. Ele abençoa!

É mais fácil falar mal, e quem não controla a própria língua, atrai maldição para si!

A palavra tem poder de abater e de levantar. Ela pode ser usada negativamente ou positivamente, é você que decide como usá-la.

Abençoe a sua família e tudo aquilo que você possui. Abençoe, não amaldiçoe!

Pr. Jorge Linhares

Por Litrazini
ttp://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Autoridade Espiritual


Toda autoridade que existe foi instituída pelo próprio Deus. Portanto, quando desonramos as autoridades, estamos desonrando a Deus. Quando pecamos contra uma autoridade, pecamos contra Deus, e quando isto ocorre consciente ou inconscientemente, a Bíblia diz: “Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação”.

As autoridades são instituídas por Deus:

Mundo: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus”: Rm13.1.

“Sujeitai-vos a toda autoridade humana por amor do Senhor, quer ao rei, como soberano, quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem”: I Pe.2.13,14.

Deus é a fonte de toda a autoridade no universo. Considerando que todas as autoridades governantes foram por ele instituídas, então toda a autoridade é delegada por ele e representa a sua autoridade. O próprio Deus estabeleceu este sistema de autoridade a fim de se manifestar.

Família: “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos”: Ef.5.22-24.

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra”: Ef.6.1 a 3.

Deus estabelece sua autoridade no lar, mas muitos dos seus filhos não prestam suficiente atenção a este setor da família. As epístolas de Efésios e colossenses mencionam a sujeição no lar, pois sem ela será difícil servir a Deus. As cartas de ITm. e Tito falam do problema familiar como algo que poderia afetar o trabalho. A 1ª carta de Pedro considera a rebeldia contra a autoridade familiar como rebeldia contra o reino. Quando os membros de uma família entendem a autoridade dificuldades no lar desaparecem.

Igreja: “Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós”: 1Ts.5.12,13).

“Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois, os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? De modo nenhum. Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque, como foi dito, os dois serão uma só carne”: I Co. 6.15,16.

Deus estabeleceu autoridades na igreja tais como os pastores que presidem bem e os que se afadigam na palavra e no ensino.

Todos aqueles que são insubordinados às autoridades indiretas de Deus não estão sujeitos à autoridade direta de Deus.

A quebra do princípio da obediência à autoridade atrai maldição sobre a pessoa.

“Porque a rebelião é como o pecado de adivinhação, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria. Porquanto rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou, a ti, para que não sejas rei”: 1Sm.15.23.

A obediência ao princípio da autoridade atrai a bênção sobre as pessoas

A medida da obediência

Quando a autoridade delegada (homens que representam a autoridade de Deus) e a autoridade direta (o próprio Deus) entram em conflito, a pessoa pode prestar submissão mas, não obediência à autoridade delegada como:

a)- A obediência está relacionada com a conduta: é relativa. A submissão relaciona-se com a atitude do coração: é absoluta.

b)- Só Deus recebe obediência irrestrita sem medida; qualquer pessoa abaixo de Deus só pode receber obediência restrita.

c)- Se a autoridade delegada emitir uma ordem claramente em contradição com a ordem de Deus, deverá receber submissão, mas não obediência. Temos que nos submeter à pessoa que recebeu autoridade delegada de Deus, mas devemos desobedecer a ordem que ofende a Deus.

Não existe ninguém apto a ser autoridade delegada por Deus se ele mesmo não aprender primeiro como sujeitar-se à autoridade. Ninguém pode saber como exercer autoridade até que sua própria rebeldia tenha sido resolvida.

Estar em posição de autoridade exige restrição; é preciso santificar-se. Outros podem, mas você não pode. Você tem de obedecer ao Espírito do Senhor conforme ele ensina dentro de você. Se não nos santificarmos como nosso Senhor, não estaremos qualificados para ficar em posição de autoridade.

A autoridade tem seus fundamentos na santificação. Sem santificação não pode haver autoridade. Quanto mais alta a autoridade maior a separação. Deus é a autoridade máxima. Vamos aprender a nos santificar de coisas impuras e comuns.

Baseado no livro Autoridade espiritual – editora vida

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz


domingo, 14 de agosto de 2011

A MALDIÇÃO DA FIGUEIRA: Injustiça de Jesus Cristo? - Parte 4


              Na verdade, a maldição que recaiu sobre a figueira-planta nada mais foi do que um ato profético de Cristo, prenunciando a maldição que a própria figueira-nação invocaria sobre si, pressionando Pilatos a mandar crucificá-lo: "E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue [o de Jesus Cristo] caia sobre nós e sobre os nossos filhos"(Mt 27.25).


              Foi prevendo as gravíssimas consequências disso, que Jesus chorou, profética e literalmente, clamando:"Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta" (id., ibid.,23:37).


               Cerca de quarenta anos após esse lamento do Salvador rejeitado, começou o processo de esvaziamento da "casa de Israel", com a invasão de Jerusalém pelo General Tito, em 70 d.C. A figueira que se amaldiçoara começava a secar-se. Veja-se que, entre o ato simbólico-profético da maldição (realizado por Jesus), seu proferimento real (feito pelos judeus) e sua efetivação (executada por Tito), transcorreu um tempo de condescendência, em que teve continuidade a insistência do livramento de Deus, por meio da Igreja nascente.


               Usados pelo Espírito Santo, o "vinhateiro", que buscava "escavar" e "estercar" a "figueira estéril", os apóstolos instaram com Israel, até ao ponto de exaurir-se a paciência do "Dono" da vinha. Foi então que Paulo declarou:"Era mister que a vós [judeus] se pregasse primeiro a palavra de Deus; mas visto que a rejeitais e não vos julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios" (At 13.46). E aí se cumpre certo pronunciamento de Cristo a Israel, enfeixando a parábola sobre os lavradores maus: "Portanto vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos" (Mt 21.43).


               Em suma: ao dirigir-se à figueira sem frutos (fato que Ele sobejamente conhecia), Jesus empreendia uma caminhada simbólica: dirigia-se a Israel, figueira metafórica que só tinha folhas, ou seja, só aparência de espiritualidade, mas não tinha os frutos de arrependimento que João Batista a havia exortado a produzir."Dizia ele [o Batista], pois, às multidões que saíam para serem batizadas: “Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos de arrependimento[...]. E também já esta posto o machado à raiz das árvores; toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo" (Lc 3.7-9).


                 Assim, Jesus Cristo, como os profetas da antiga dispensação, usou uma situação material, para sugerir, com a força da concretude, uma situação espiritual de seriíssimo relevo. Donde se entende: não era tempo de figos, ou seja, de frutos naturais da figueira como árvore, mas era Tempo de frutos da figueira como Nação. Coerentemente, Ele os vinha admoestando: "E dizia [Jesus] à multidão: Quando vedes a nuvem que vem do ocidente, logo dizeis: Lá vem chuva, e assim sucede. E quando assopra o sul, dizeis: Haverá calma; e assim sucede. Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu, como não sabeis discernir este tempo?" (Lc12.54-56).


             Observe-se como o Mestre insiste no uso da metáfora, para mostrar a superioridade do Tempo espiritual (tempo de se produzirem frutos de arrependimento pela aceitação da sua Mensagem, Verbo divino encarnado em seu Ser), sobre o tempo natural (tempo de não se produzirem figos): "Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa" (Jo 4:45).


             Conclusão: Jesus Cristo não cometeu a injustiça de amaldiçoar a figueira (percepção operada em nível anagógico, isto é, no elevado nível de significação depreensível do texto de Marcos, inserido no macrocontexto bíblico); pelo contrário, tendo feito tudo para salvá-la, sofreu a injustiça de ser rejeitado por ela que, para e por isso, se amaldiçoou a si mesma. E se extinguiu, por longo tempo, como nação.  Até que renasceu, "rebrotou", cumprindo-se outro vaticínio parabólico do mesmo Jesus, mensagem construída também com a imagem metafórica da figueira: "Aprendei, pois, a parábola da figueira:quando já seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas [aflições dos últimos dias]  acontecerem, sabei que ele [o Filho do homem, o próprio] está próximo às portas" (Mt 24.32-33).


             Com efeito, o renascimento da nação judaica aconteceu em 14 de maio de 1948, quando, em assembleia geral da ONU, presidida pelo então embaixador brasileiro Oswaldo Aranha, oficializou-se a existência do estado judeu, com o nome de Medinat Israel (Estado de Israel), cumprindo-se maravilhosamente uma predição do profeta Isaías (Is 66.8), com quase três mil anos de antecedência: "Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos".


               Amigos,entendei, pois, as parábolas da figueira!





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Maria Helena Garrido Saddi,
Professora e Doutora da Universidade Federal de Goiás,
Membro da Catedral Evangélica Hebrom.
hgsaddi@gmail.com


A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo,


Moacir Neto

sábado, 13 de agosto de 2011

A MALDIÇÃO DA FIGUEIRA: Injustiça de Jesus Cristo? - Parte 3


              A dificuldade em se perceber que o episódio da figueira seca é uma parábola viva, constituída de ações simbólicas de Cristo, deve-se, fortemente, ao fato de que o segundo momento dessa comunicação profética – o da verbalização, o da fala explicitadora – não se seguiu imediatamente à encenação real e não se fez em linguagem direta. MAS SE FEZ!


               Encontra-se, o referido momento, distanciado do primeiro e na forma de uma parábola verbalizada. Tal parábola é, essencialmente, a versão - assumida como parábola - do episódio da figueira amaldiçoada. Trata-se de um registro feito pelo evangelista S.Lucas (Lc 13.6-9). Ei-lo: "E [Jesus] dizia esta parábola:"Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando; e disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; e respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e esterque; e,se der fruto, ficará; e, se não, depois a mandarás cortar".


                Como se pode ver, a linha-mestra – tanto na sequência de ações, no episódio da figueira seca, quanto no enredo da figueira estéril – constrói-se com os mesmos elementos: um homem, uma figueira, uma expectativa frustrada, uma punição. Ora, tais elementos estruturais aparecem num oráculo do profeta Isaías, no Velho Testamento, com o título de "A parábola da vinha, e sua aplicação" (Is 5.1-7aproximadamente700 a.C.). É importante transcrevê-la, pois ela fornece a chave exegética para a interpretação da parábola da figueira estéril, registrada por Lucas, e, consequentemente, do episódio parabólico da figueira seca (ou amaldiçoada), registrado objetivamente por Marcos, em estilo de reportagem jornalística. Vejamo-la:


           "Agora cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha em um outeiro fértil. E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides.[...] E esperava que desse uvas, mas deu uvas bravas. Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre mim e a minha vinha. Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando que desse uvas, veio a produzir uvas  bravas? Agora, pois, vos farei saber o que hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derribarei a sua parede, para que seja pisada; [...] Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta de suas delícias; e esperou que exercessem juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor".


             Considere-se: a vinha, apontada pelo profeta como propriedade do Senhor dos Exércitos (Deus), é, por extensão, propriedade do Seu Amado, conforme o declarou o próprio Deus, intermediado por Isaías. Em duas passagens bíblicas (Mt 3.16-17; e 17.5; e Lc 20.13), a voz de Deus ecoa do céu, identificando Jesus como o Seu Amado.


              Ora, se o dono da vinha é Jesus Cristo, Ele é, igualmente, o dono da figueira estéril, já que vinha e figueira são símbolos teológicos de Israel. (Em certo momento da história do povo judeu, por exemplo, o Senhor deu a Jeremias a visão de dois cestos de figos, representando esse mesmo povo; na época, os exilados deJudá e o restante de Jerusalém - Jer 24).


              Partindo-se, então, desse ponto básico, desencadeia-se a interpretação da parábola da figueira estéril, registrada por Lucas, que temos apontado como a tradução em palavras do episódio da figueira seca, relatado por Marcos. Entendamos: o dono da vinha é Jesus Cristo; a vinha é a nação israelita; a figueira estéril é o povo judeu, dominado, conforme Tasker, pelo legalismo estéril, pelo cerimonialismo perfunctório de uma religiosidade morta, reduzida a ritos; a procura de três anos são os três anos do ministério de Cristo, empenhando-se em converter Israel à sua Mensagem; o vinhateiro é o Espírito Santo, como a própria Longanimidade de Deus, pedindo-lhe clemência. (O apóstolo Paulo fala da extraordinária ação intercessória do Espírito Santo - Rm 8.26);o ano de contemporização, aquele ano a mais, solicitado pelo vinhateiro, para escavar e estercar a vinha, é o ano-símbolo de um tempo real, transcorrido entre a rejeição do Cristo-Salvador, pelos judeus, e a destruição nacional deles.






             (Continuaremos este estudo em “A maldição da figueira” (IV)



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Maria Helena Garrido Saddi,
Professora Doutora da Universidade Federal de Goiás,
Membro da Catedral Evangélica Hebrom.
hgsaddi@gmail.com


A Graça e a Paz do nosso Senhor Jesus Cristo,


Moacir Neto

Reflexões Evangélicas

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