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sexta-feira, 9 de junho de 2017

A BÍBLIA CONTÉM ALEGORIA?

Uma alegoria é uma história em que os personagens e/ou eventos são símbolos que representam outros eventos, ideias ou pessoas. A alegoria tem sido um artifício literário comum em toda a história da literatura.

Alegorias foram usadas para expressar indiretamente ideias impopulares ou controversas, para criticar a política e para repreender aqueles no poder (por exemplo, A revolução dos Bichos de George Orwell e As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift).

Outras vezes, a alegoria é usada para expressar ideias abstratas ou verdades espirituais através de uma metáfora ampliada, tornando a verdade mais fácil de ser entendida (por exemplo, O Peregrino de John Bunyan e Pés como os da corça nos lugares altos de Hannah Hurnard).

A Bíblia contém muitos exemplos de alegoria usados para explicar verdades espirituais ou para prenunciar eventos posteriores. Os exemplos mais claros de alegoria na Escritura são as parábolas de Jesus. Nestas histórias, os personagens e os eventos representam uma verdade sobre o Reino de Deus ou da vida cristã. Por exemplo, na parábola do semeador em Mateus 13:3-9, a semente e diferentes tipos de solo ilustram a Palavra de Deus e várias respostas a ela (como Jesus explica nos versículos 18-23).

A história do filho pródigo também faz uso de alegoria. Nesta história (Lucas 15:11-32), o filho titular representa a pessoa comum: pecaminosa e propensa ao egoísmo. O pai rico representa Deus, e a vida dura do filho, caracterizada por hedonismo e, posteriormente, pela pobreza, representa o vazio do estilo de vida ímpio. Quando o filho volta para casa em genuína tristeza, temos uma ilustração de arrependimento. No pai, cheio de misericórdia e vontade de receber o seu filho de volta, vemos a alegria de Deus quando nos voltamos contra o pecado e buscamos o Seu perdão.

Nas parábolas, Jesus ensina abstratos conceitos espirituais (como as pessoas reagem ao evangelho, à misericórdia de Deus, etc.) sob a forma de metáforas relacionáveis. Ganhamos uma compreensão mais profunda da verdade de Deus através destas histórias.

Outros exemplos de alegoria bíblica como uma forma literária incluem a visão do dragão e da mulher em Apocalipse 12:1-6; a história das águias e da videira em Ezequiel 17; e muitos dos provérbios, especialmente aqueles escritos em paralelismo emblemático.

Algumas das tradições e cerimônias instituídas por Deus na Bíblia poderiam ser consideradas "alegorias não-literárias" porque simbolizam verdades espirituais. O ato de sacrifício de animais, por exemplo, representava que nossos pecados mereciam a morte, e cada substituto no altar prefigurava o eventual sacrifício de Cristo, que iria morrer por Seu povo.

A instituição do casamento, enquanto servia grandes efeitos práticos, é também um símbolo da relação entre Cristo e a Igreja (Efésios 5:31-32). Muitas das leis cerimoniais de Moisés (em relação ao vestuário, alimentos e objetos puros e impuros) representavam certas realidades espirituais, tais como a necessidade dos crentes serem diferentes dos descrentes em espírito e ação.

Embora estes exemplos não sejam considerados alegorias individualmente (uma vez que uma alegoria requer vários símbolos trabalhando em conjunto), o sistema religioso do Antigo Testamento (e partes do Novo) pode ser visto como uma ampla alegoria para o relacionamento do homem com Deus.

Curiosamente, eventos históricos, por vezes significativos, que parecem à primeira vista não conter nenhum significado mais profundo, são mais tarde interpretados alegoricamente para ensinar uma importante lição. Um exemplo disto é Gálatas 4, onde Paulo interpreta a história de Abraão, Agar e Sara como uma alegoria para a Antiga e Nova Aliança. Ele escreve: "Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava e outro da livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne; o da livre, mediante a promessa. Estas coisas são alegóricas; porque estas mulheres são duas alianças; uma, na verdade, se refere ao monte Sinai, que gera para escravidão; esta é Agar. Ora, Agar é o monte Sinai, na Arábia, e corresponde à Jerusalém atual, que está em escravidão com seus filhos. Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe" (Gálatas 4:22-26). Aqui, Paulo toma pessoas históricas e reais (Abraão, Agar e Sara) e as usa como símbolos para a Lei de Moisés (Antiga Aliança) e para a liberdade de Cristo (Nova Aliança). Através da lente alegórica de Paulo, vemos que nosso relacionamento com Deus é de liberdade (somos filhos da promessa divina, como Isaque foi para Sara), não da escravidão (não somos filhos da escravidão do homem, como Ismael foi para Agar). Paulo, por meio da inspiração do Espírito Santo, podia ver o significado simbólico deste evento histórico e o usou para ilustrar a nossa posição em Cristo.

A alegoria é uma maneira maravilhosamente artística de explicar assuntos espirituais em termos de fácil compreensão. Através das alegorias bíblicas, Deus nos ajuda a compreender conceitos difíceis através de um contexto mais relacionável. Ele também revela-se como o Grande Contador de Histórias, trabalhando através da história para prefigurar e realizar o Seu plano.

Podemos nos alegrar no fato de que temos um Deus que se dirige a nós de uma maneira que podemos entender e que nos deu símbolos e alegorias para nos lembrar de Si mesmo.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Medo? As histórias de Elias e Josafá

Vocês devem estar pensando, será que existe alguma ligação entre estes dois personagens bíblicos?

O que eles têm em comum é um sentimento que, muitas vezes, achamos que os grandes homens de Deus não têm – o Medo.

E navegando pelas histórias quero mostrar não só como cada um lidou com este sentimento, mas principalmente a postura de Deus em cada um dos episódios e que lições nós podemos tirar destas histórias para fortalecer nossa relação com Deus.

Primeiro contemos a história de Elias
Elias foi um dos profetas de Deus que vivenciou vários milagres na sua trajetória servindo ao Senhor:
- Através de sua oração não choveu em Israel por três anos e seis meses e pelas suas orações, após este período, as chuvas voltaram a cair (Tg 5.17-18)
- Foi alimentado por corvos (1 Re. 17.6)
- Enviado por Deus a Sarepta, vivencia o milagre da multiplicação da farinha e do azeite na casa da viúva (1Re 17.9-16)
- Através do seu clamor Deus ressuscitou o filho da viúva (1Re.17.17-24)
- Obtém retumbante vitória sobre os profetas de Baal, quando clamou ao Senhor e Deus mandou fogo do céu incendiando o holocausto preparado por ele (1Re.18-20-40)

Com esta intimidade com o Senhor, que resultou em tantos milagres, poderíamos concluir que Elias jamais sentiria medo diante de uma situação ameaçadora.

Não foi o que aconteceu. Ameaçado por Jezabel Elias teve medo 1Re.19.1-3).
Este Medo faz com que ele fuja para o deserto a fim de salvar sua vida, e a situação se torna tão desgostosa que Elias pede a Deus que tire sua vida. Porém não era este o plano do Senhor para Elias. Deus não só não atende ao pedido, como vai ao encontro de Elias para ajudá-lo e para fortalecê-lo (1Re.19.3-18).

Agora vamos à história de Josafá
Josafá sucede seu pai Asa, tornando-se rei de Judá. Ele fortificou todas as cidades que seu pai havia conquistado e teve o seu reino confirmado pelo Senhor, pois:
- Buscou a Deus, guardou seus mandamentos, rejeitou os ídolos de Baal e se recusou a praticar obras como fazia Israel, pois eram obras que desagradavam a Deus
- Sua coragem e fé levaram-no a destruir todos os postes ídolos (2Cr.17.1-13)
- Liderou a obra reformadora que induziu o povo a fé e a obediência ao Senhor (2Cr.19.4-11)

Além disto, tinha um exército de 1.160.000 homens preparados para serem chamados a guerrear quando necessário (2Cr.17.14-17). Com isto estava firme, portanto podemos concluir que jamais teria medo em uma situação ameaçadora.

Não foi o que aconteceu. “Sucedeu que, depois disto, os filhos de Moabe, e os filhos de Amom, e com eles outros dos amonitas, vieram à peleja contra Josafá. Então Josafá teve medo (2Cr. 20.1-3)”

Diferentemente de Elias, Josafá:
- Não foge, mas busca o Senhor, e apregoa jejum em todo Judá (2Cr. 20 3b-4)
- Confessa ao Senhor sua total dependência Dele para resolver o problema (2Cr. 20.12)
Neste caso, Deus atende ao pedido de Josafá e manda as seguintes palavras através de Jaaziel:
“Esta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco” (2Cr. 10,17-22)
Quando chegou ao alto e olhou para o local onde aconteceria a batalha “olharam para a multidão, e eis que eram corpos mortos, que jaziam em terra, e nenhum escapou” (2Cr. 20.14-30)

As histórias mostram atitudes diferentes frente ao medo e também ações diferentes de Deus para cada uma das situações.

O que estas histórias têm em comum? – a verdade que Deus nunca nos deixa sozinhos, sempre poderemos contar com Ele – sempre, afinal Ele, o Deus de Elias e de Josafá é também o nosso Deus.

Isto me remete para um trecho da música Caçador de Mim do Milton Nascimento que diz “Nada a temer senão o correr da luta, Nada a fazer senão esquecer o medo”, e para finalizar o que a Palavra de Deus nos fala sobre medo e coragem.
“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor” (1João 4.18)

Porque “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” (2Tm.1.7)

Portanto “Se Deus é por nós quem será contra nós?” (Rm.8.31)

José Augusto de Castro Junior

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 24 de setembro de 2013

VOCÊ PODERIA TER ESTADO NA BÍBLIA

Existem umas poucas histórias na Bíblia onde tudo sai bem. Esta é uma. Consta de três personagens.

A primeira é Felipe: um discípulo da igreja primitiva que tinha uma inclinação para os perdidos. Um dia Deus o instruiu para que fosse ao caminho de Jerusalém a Gaza. Era um caminho deserto. Quando chegou, encontrou com um funcionário da Etiópia.

Deve ter sido um tanto intimidante para Felipe. Se compararia um pouco a subir numa motocicleta e perseguir o secretário da tesouraria. Ao deter-te diante de um semáforo você vê que ele está lendo a Bíblia e lhe oferece seus serviços.
Isso foi o que Felipe fez.
— Compreendes o que lês?
— Como hei de entender se alguém não me explica?

De modo que Felipe assim o fez. Realizaram um estudo bíblico na carroça. O estudo produz tal convicção que o etíope se batiza esse mesmo dia. E depois se separam. Felipe vai por seu lado e o etíope por outro. A história tem um final feliz. Felipe ensina, o etíope obedece e o evangelho se envia à África.

Mas essa não é a história completa. Você viu o terceiro? Há mais um. Leia estes versículos e observe: "E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul (...) E levantou-se, e foi" (Atos 8:26,27, ACF). "E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe..." (Atos 8:29,30, ACF).

A terceira personagem? Deus! Deus enviou o anjo. O Espírito Santo instruiu Felipe. Deus orquestrou o momento em sua totalidade! Viu esse homem piedoso que vinha da Etiópia para adorar. Viu sua confusão. Assim que decidiu resolvê-la. Buscou em Jerusalém um homem a quem enviar. Encontrou a Felipe.

Nossa típica reação ao ler estes versículos é pensar que Felipe era um tipo especial. Tinha acesso à Oficina Oval. Levava um receptor de rádio-chamada do primeiro século que Deus já não entrega. Mas não se precipites demais. Numa carta a cristãos como nós, Paulo escreveu: "Andai em Espírito..." (Gálatas 5:16, ACF). "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus" (Romanos 8:14, ACF).

De ouvir-nos falar a muitos, se pensaria que não acreditamos no que dizem estes versículos. Pensar-se-ia que não acreditamos na Trindade. Falamos acerca do Pai e estudamos acerca do Filho... mas quando se trata do Espírito Santo, no melhor dos casos estamos confundidos, e no pior, atemorizados. Confundidos porque nunca nos ensinaram. Atemorizados porque nos foi ensinado que temamos.

Posso simplificar um pouco as coisas? O Espírito Santo é a presença de Deus em nossas vidas, que leva a cabo a obra de Jesus.

O Espírito Santo nos ajuda em três sentidos: para dentro (ao conceder-nos os frutos do Espírito, Gálatas 5:22-24), para cima (ao interceder por nós, Romanos 8:26), e para fora (ao derramar o amor de Deus em nossos corações, Romanos 5:5).

Na evangelização o Espírito Santo ocupa o centro do cenário. Se um discípulo ensina, é porque o Espírito ensina ao discípulo (Lucas 12:12). Se o ouvinte é convencido, é porque o Espírito tem penetrado (João 16:10). Se o ouvinte se converte, é pelo poder transformador do Espírito (Romanos 8:11). Se o novo crente amadurece, é porque o Espírito faz com que seja competente (2 Coríntios 3:6).

Em você opera o mesmo Espírito que operou em Felipe. Alguns não acreditam em mim. Continuam sendo cautelosos. Posso ouvir como murmuram entre dentes ao lerem: "Felipe tinha algo que eu não tenho. Nunca ouvi a voz de um anjo". Ao qual respondo: "Como você sabe que Felipe sim?".

Achamos que assim aconteceu. Não nos é ensinado que tenha sido assim. As figuras do flanelógrafo dizem que aconteceu sim. Um anjo coloca sua trombeta na orelha de Felipe, brama o anúncio e a Felipe não resta alternativa. Luzes cintilantes e bater de asas não são coisas às que alguém possa negar. Era necessário que o diácono fosse. Mas, poderia estar errada a nossa suposição? É possível que a voz do anjo tenha sido tão miraculosa como a que ouvimos você e eu?
O quê?

Você ouviu a voz que sussurra teu nome, não é verdade? Tem percebido o toque que te mexe e te impele a falar. Acaso não tem acontecido?

Se a Bíblia fosse escrita hoje, poderia ser seu nome o que figurasse no capítulo 8 de Atos.

Extraído do Livro QUANDO DEUS SUSSURRA O SEU NOME de autoria de Max Lucado

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.