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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

E depois, senhor?

Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento, trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e lhe perguntou quanto tempo levara para pescá-los.
- "Pouco tempo", respondeu o mexicano.

Em seguida, o americano perguntou por que ele não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante. O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender as necessidades imediatas de sua família. O americano voltou à carga:

- "Mas o que é que você faz com o resto de seu tempo”?

O mexicano respondeu:

- "Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a sesta com minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco violão com meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada, senhor".

O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:

- "Eu sou formado em Administração de empresas em Harvard, e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos pesqueiros. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente à uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria sua empresa em expansão".

- "Mas senhor, quanto tempo isso levaria?" - perguntou o pescador.

- "15 ou 20 anos" - respondeu o americano.
- "E depois, senhor?"

O americano riu, e disse que essa seria a melhor parte.

- "Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital de sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões".
- "Milhões, senhor? E depois?"
“Iria à aldeia todas as noites, onde poderia tomar vinho e tocar violão com os amigos...”

(Autor desconhecido)

[A ansiedade pela riqueza subtrai as coisas boas da vida. O pior: tira a paz com Deus. Jesus disse: Não andeis ansiosos por coisa alguma. Não se trata de um estímulo à ociosidade, mas à fé no Criador. )

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Felicidade, seria uma busca inútil?

Após ter velejado por algum tempo, o pescador desembarca na praia. Sua pele bronzeada tem a cor do sol. Enquanto salta agilmente do barco, ele assovia uma canção própria dos velhos lobos do mar. A cabeça protegida por um chapéu de palha, cuja aba lhe assombreia o rosto, torma a cor de sua pele ainda mais escura. Os braços, torneados pela força das águas, puxam a pequena embarcação para terra seca, amarrando-a em uma árvore de que dorme preguiçosa, esparamando-se em galhos também preguiçosos. Depois de esticar a rede, o pescador caminha lentamente carregando meia dúzia de peixes.

O ricaço, de pele avermelhada e andar grã fino, veste uma camisa estampada. Tanto a pele quanto a camisa deixam clara  sua condição de turista; Ele observa tudo atentamente. Analisa a lida incessante do pescador e ao contar com os olhos a pequena quantidade de peixes conduzida por suas calejadas mãos, fica curioso. De imediato, ele procura conversa saudando o pescador, que responde com um sorriso, exibindo os dentes ainda brancos e perfeitos.

Como o pescador pára numa bica d’agua próxima, o ricaço pergunta:
- A pesca estava fraca hoje?
- Não, responde o homem.
Sem entender, o ricaço tenta mais uma vez:
- Como não, você só pescou seis peixes.
- Pesquei o necessário, seis são suficientes para alimentar minha família.

Despedindo-se, o pescador segue sua jornada até uma pequena casa no lugar mais alto da praia. A casinha branca rodeada por palmeiras e cercada por um pequeno mas bem cuidado jardim transmite paz e tranqüilidade.

Um menino vem correndo alegremente seguido por outro menor; com dedicação eles tiram os peixes da mão do pai, carregando-os com orgulho. Eles são recebidos por um cão vira-lata que abana o rabo feliz, fazendo piruetas em volta do dono. Sem pressa, eles caminham aparentando ter todo o tempo do mundo. Um andar satisfeito, em total ausência de preocupação ou sinal de que precisem ir a algum lugar específico.

No dia seguinte a mesma cena de pesca se repete. Agora quem toma a iniciativa de cumprimentar o turista é o pescador:
- Bom dia!
Bom dia – responde o ricaço, ainda curioso e intrigado.
- Só pescou seis peixes outra vez?
- É.
- Por que você não pesca mais?
- Pra quê?
- Para vender e ganhar dinheiro
- Pra que?
- Para comprar um barco maior.
- Pra que?
- Para pescar muitos peixes e comercializá-los.
- Pra que? Para ter muitos empregados.
- Pra que?
- Para ganhar mais dinheiro, dar mais conforto a sua família e ter um futuro garantido e feliz.
- Pra que?
- Para poder se aposentar, descansar, parar de trabalhar, viver sem preocupações e desfrutar a vida.
Olhando o turista com seus olhos negros e penetrantes, o pescador responde pela primeira vez com mais de duas palavras.
- Pra que vou ter toda essa trabalheira, moço, apenas para conseguir tudo aquilo eu já tenho agora?

Quantos de nós lutam a vida toda para obter felicidade, esquecendo que a possuímos quando não tínhamos nada daquilo pelo qual tanto batalhamos. Já fomos felizes com pequenas coisas. (A D)

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.