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quarta-feira, 10 de julho de 2024

CORAÇÃO QUEBRANTADO

A Bíblia diz que Deus não despreza o coração quebrantado (Sl 51:17) mas também diz que Ele resiste, se opõe, frustra e derrota o coração soberbo (I Pe 5:5b).

A primeira coisa que Deus mais aborrece está no livro de Provérbios 6:16-17, “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina: OLHOS ALTIVOS (orgulho)...”.

O orgulhoso é o soberbo, o insolente, arrogante, desdenhoso, presunçoso, presumido e auto suficiente.

Deus não recebe adoração de um coração orgulhoso!

Mas o que vai realmente impressioná-lo é quando Ele encontra em nós um coração quebrantado!

Basta Ele ver este coração e logo se aproxima de nós (Is 57:15; 66:2).

Ter um coração quebrantado significa ter um coração arrependido, um coração humilde, submisso e dependente do Senhor.

“Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes concede graça”.

Quando houver coração quebrantado haverá favor do Senhor, graça e benção!

O que Deus precisa moldar e trabalhar é o que está dentro da cada um de nós, nossa vida, nossos pensamentos, nossas motivações, nosso coração!

Ele sempre trata conosco na raiz do problema e não no externo, no aparente.

Ser quebrantado e humilde não significa ter um semblante triste, melancólico, abatido; nunca sorrir e só chorar.

O quebrantamento não é um sentimento mas é uma decisão; não é uma experiência única, mas é um processo, um contínuo modo de viver.

O quebrantamento é a destruição da nossa vontade, a fim de que a vida e o Espírito do Senhor operem em nós e através de nós.

Se desejamos ser verdadeiros adoradores precisamos ter coração quebrantado.

Adoração não tem a ver com estilo de música, mas tem a ver com estilo de vida!

Tem a ver com um coração quebrantado e entregue totalmente nas mãos do Senhor!

Que Ele receba adoração através das nossas palavras, atitudes e pensamentos.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

QUAL É A ADORAÇÃO QUE DEUS RECEBE?


“Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é Jerusalém o lugar onde se deve adorar” – Jo 4:20

Observamos a preocupação da mulher samaritana com a correta localização da adoração: Samaria ou Jerusalém? Parece que existe muita semelhança com as questões atuais em relação ao estilo da nossa adoração congregacional: Deve ser com bateria ou sem bateria? Com ritmo americano ou brasileiro? Com palmas ou sem palmas? Em Jerusalém ou Samaria?

Depois Jesus ensina em João 4:24, dizendo: “Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. A palavra “importa” neste texto significa que “é necessário”, ou seja, a adoração é necessária! O formato ou estilo de nossa adoração congregacional pode ser diferente, como também a nossa forma de expressá-la; entretanto, é essencial que adoremos a Deus em espírito e em verdade. Ele está em todos os lugares, por isso precisamos adorá-lo aonde estivermos com um coração quebrantado e sincero.

O QUE IMPRESSIONA A DEUS NA ADORAÇÃO?

“Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor olha para o coração” – I Sm 16:7

Deus não está preocupado com o formato, Ele está olhando a atitude do coração. Não podemos impressionar a Deus com nossas performances, nossas músicas, nossos dons e talentos, porque foi Ele mesmo quem nos concedeu. Ele é o criador de todas as coisas. Creio que o que mais preocupa o Senhor são as nossas atitudes, nossas motivações, nosso estilo de vida. Ele vê o coração! Ele não está preocupado com o formato, mas sim com o conteúdo.

As pessoas são julgadas pelo aparente, por seus usos e costumes, pela roupa que usa, pelo brinco, cor ou tamanho do cabelo, pelas palavras, atitudes, etc... É bem verdade que muitas vezes o nosso exterior reflete o nosso interior, mas precisamos entender que acima de toda aparência Deus julga o coração! Ele está olhando para a real motivação do coração. Por isso muitos são rejeitados, por sua aparência, pois certos religiosos acham que adorador precisa ter “cara” (formato) de adorador, quando na verdade o adorador não tem que ter “cara”, tem que ter vida e vida de Deus! Adorador não tem que “parecer”, tem que “ser”!

Outro dia ouvi uma frase aparentemente medíocre, mas que na verdade expressa o que muitos de nós “adoradores” temos sido: “por fora bela viola, mas por dentro pão bolorento”, ou seja, por fora há boa aparência, parece que tudo está bem, mas na verdade por dentro não há vida, há podridão, há pecado, há presunção e há orgulho. O ser humano está mais preocupado com o aparente, com a sua imagem e reputação sempre mostrando uma atitude hipócrita e orgulhosa diante das pessoas, e acaba julgando os outros por aquilo que eles mesmos são. "A vida de pecado dos ímpios se vê no olhar orgulhoso e no coração arrogante" (Pv 21:4).

A Bíblia diz que Deus não despreza o coração quebrantado (Sl 51:17) mas também diz que Ele resiste, se opõe, frustra e derrota o coração soberbo (I Pe 5:5b). A primeira coisa que Deus mais aborrece está no livro de provébios 6:16-17, “Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima sua alma abomina: OLHOS ALTIVOS (orgulho), .....”.

Mas quem é o orgulhoso? É o soberbo, o insolente, arrogante, desdenhoso, presunçoso, presumido e auto suficiente. Deus não recebe adoração de um coração orgulhoso! Mas o que vai realmente impressioná-lo é quando Ele encontra em nós um coração quebrantado! Basta Ele ver este coração e logo se aproxima de nós (Is 57:15; 66:2). Ter um coração quebrantado significa ter um coração arrependido, um coração humilde, submisso e dependente do Senhor.

No mesmo capítulo que lemos de I Pedro e no mesmo versículo 5b, diz que “Deus resiste aos soberbos, mas aos humildes concede graça”. Quando houver coração quebrantado haverá favor do Senhor, graça e benção!

Para sermos pessoas quebrantadas a mudança externa não será a mais importante, mas sim a interna, a que vem de dentro, que vem do coração. O que Deus precisa moldar e trabalhar é o que está dentro da cada um de nós, nossa vida, nossos pensamentos, nossas motivações, nosso coração! Ele sempre trata conosco na raiz do problema e não no externo, no aparente.

Ser quebrantado e humilde não significa ter um semblante triste, melancólico, abatido; nunca sorrir e só chorar. O quebrantamento não é um sentimento mas é uma decisão; não é uma experiência única, mas é um processo, um contínuo modo de viver. O quebrantamento é a destruição da nossa vontade, a fim de que a vida e o Espírito do Senhor operem em nós e através de nós.

Se desejamos ser verdadeiros adoradores precisamos ter coração quebrantado. Adoração não tem a ver com estilo de música, estilo de brinco, de cabelo ou de roupa, mas tem a ver com estilo de vida! Não tem a ver com performance, modismos ou novas doutrinas, mas tem a ver com um coração quebrantado e entregue totalmente nas mãos do Senhor!

Que Ele receba adoração através das nossas palavras, atitudes e pensamentos. Lembre-se, não há nada que podemos esconder de Deus, Ele sonda e conhece o nosso coração (Sl 139). Que o Senhor nos dê a cada dia um coração humilde e quebrantado, totalmente submisso a Sua Vontade!

Ronaldo Bezerra

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Suspiros de Oração


As provações da alma e as aflições do coração ganham expressão nos suspiros e soluços, nas queixas e gemidos, mas de uma forma que nunca são produzidos simplesmente pela natureza humana.

A palavra “suspiro” tem uma força bem maior em seu uso bíblico que em nossas conversas normais, ou devemos dizer, no linguajar mais moderno; pois há trezentos anos, o termo significava um lamento, ao invés de um sinal de petulância. “Os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão”(Êxodo 2.23), o significado disto é explicado no verso seguinte “E ouviu Deus o seu gemido” (v.24). “O seu gemido” expressa a dor e a tristeza dos israelitas sob a opressão de seus senhores egípcios.

Também assim, lemos que o penosamente afligido Jó declarou: “Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água.” (Jó 3.24). Assim, pelos suspiros de oração intentamos aquelas perturbações e aspirações da alma que virtualmente são sinônimos de gemidos.

Um “suspiro” é uma declaração inarticulada, e um clamor indistinto para o resgate. Às vezes, os santos são atacados e perturbados, e não podem falar numa linguagem comum a suas emoções: onde as palavras lhes faltam, os pensamentos e sentimentos de seus corações se expressam nos suspiros e clamores.

Os labores do coração de um cristão debaixo da pressão do pecado que habita nele, as tentações de Satanás, a oposição dos ímpios, a carga de uma sociedade desagradável, a impiedade do mundo, a vida de submissão à causa de Cristo na Terra, são descritos de forma variada nas Escrituras. Às vezes, fala-se de estar “contristado” (1 Pedro 1.6), de clamar “das profundezas” (Salmo 130.1), de “rugir” (Salmo 38.8), de “desmaiar” (Salmo 61.2), de estar “perturbado” (Salmo 88.15).

As inquietações e angústia de sua alma são descritas como “gemidos” (Romanos 8.23). Os gemidos do crente não somente são expressões de tristeza, como também de esperança, da intensidade de seus desejos espirituais, de sua busca por Deus, e seu desejo ardente pela bem-aventurança que eles esperam do alto – “E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu… Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (2 Coríntios 5.2,4). Provações da alma deste tipo são peculiares para os regenerados, e, através delas, o cristão pode identificar-se a si mesmo.

Se o leitor agora é tomado por tristeza e suspiros, como um estrangeiro em sua própria terra, então pode-se assegurar que você já não está morto em pecado. Se você se encontra gemendo devido à infecção de seu coração e àquelas obras da corrupção interior que atrapalham o amor perfeito e o serviço sem interrupção a Deus, como você deseja fazê-lo, isto é prova de que um princípio de santidade já foi comunicado à sua alma. Se você geme devido às concupiscências de sua carne contra este começo de santidade, então você deve estar vivo para Deus.

O mundano gemeria por sofrimentos comuns da vida, como perda financeira, dor no corpo, a morte de um querido, mas esta é apenas a voz da natureza humana. O mundano nunca chora em segredo sobre o esfriamento de seu coração ou atos de incredulidade.

Os “gemidos” ou os “suspiros” são a prova da vida espiritual, o caminhar atrás da santidade, a fome e sede de justiça. Eles são, como Sr. Winslow expressou “os sons guiados para o céu”. Eles são a garantia do resgate (2 Coríntios 5.4). Eles são as marcas da união do cristão com Aquele que é o “varão de dores” (Isaías 53.3).

Antes de Jesus curar o surdo, lemos que “levantando os olhos ao céu, suspirou” (Marcos 7.34), o que expressa Sua simpatia com o sofredor, como alguém que “possa compadecer-se das nossas fraquezas” sendo “como nós, em tudo tentado” (Hebreus 4.15). E, outra vez, quando os fariseus vieram a ele “para o tentar”, pedindo um sinal dos céus, vemos Cristo “suspirando profundamente em seu espírito” (Marcos 8.11,12), o que denota Sua santa indignação ao pecado deles, uma tristeza piedosa por suas pessoas, e um pesar dentro de Sua própria alma; porque “ele mesmo, sendo tentado, padeceu” (Hebreus 2.18). Sua santidade sentiu o contato com a maldade. “Quanto mais alguém está próximo do céu, mais ele deseja estar ali. Porque Cristo está ali. Porque quanto mais frequentes e firmes são nossas visões dEle pela fé, mas anelamos e gememos pela remoção de todas as obstruções e impedimentos.

O gemer é um desejo veemente, mesclado com tristeza, pela falta daquilo que se deseja” (John Owen).

Por outro lado, os gemidos e suspiros espirituais do cristão são interpretados por Deus como orações! Aqueles sacrifícios que são aceitáveis a Ele são o “coração contrito e quebrantado” (Salmo 51.17). Os soluços da alma são de grande valor diante dEle.

Os gemidos do crente são uma linguagem inteligível ao céu: “porque o SENHOR já ouviu a voz do meu pranto” (Salmo 6.8): aquele “pranto” pode ser uma súplica a Deus que a eloquência da oração professional não tem. “Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto” (Salmo 38.9).

Nossas lágrimas contam a Ele da tristeza piedosa, nossos gemidos são as aspirações de um espírito contrito. “O SENHOR contemplou a terra, para ouvir o gemido dos presos” (Salmo 102.19,20). Aqui, então, está a consolação – Deus ouve nossos suspiros secretos; Cristo está em contato com eles (Hebreus 4.15); eles sobem ao céu como petições, e são a segurança do resgate.

Arthur W. Pink - Tradução Josaías Jr. | iPródigo

Por Litrazini

Graça e Paz


Reflexões Evangélicas

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