sábado, 19 de janeiro de 2019

O QUE É EXATAMENTE O AMOR?


Em geral, os dicionários definem o amor como um sentimento de ternura, afeição, amizade, dedicação, afeto, paixão etc. Biologicamente, o amor é definido como um sentimento de adesão a pessoas de sexo igual ou diferente, tendo como base a simples atração sexual. Na concepção filosófica de Platão, o amor é o desejo de se atingir ao belo, no sentido de perfeição.

Para tentarmos responder a esta enigmática e corriqueira questão, faz-se mister saber – primeiramente – o que não é amor. Vejamos:

O AMOR NÃO É UM DOM
É muito comum ouvirmos as pessoas definirem o amor como um dom: "o dom supremo", "o dom perfeito", "o dom maior", "o dom por excelência", "o dom do amor" etc. Todavia, será que encontramos tais definições nas Escrituras? A resposta é um contundente NÃO! Em toda a Bíblia não há sequer uma referência que defina o amor dessa forma. No sentido de carisma, o amor jamais pode ser considerado um dom.

Dons (do grego charismaton) são as aptidões ou capacidades distribuídas aos cristãos mediante a ação poderosa do Espírito Santo, cuja finalidade é a edificação e o aperfeiçoamento do corpo de Cristo, a igreja. Os dons são repartidos aos salvos de modo diferenciado: "E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores" (Ef. 4:11). / "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil" (1 Co. 12:7). Portanto, nem todos os cristãos têm os mesmos dons; entretanto, todos, sem exceção, devem – obrigatoriamente – ter o amor.

Se o amor fosse um dom, ele poderia ser distribuído de forma diferenciada para a igreja. Contudo, a Bíblia afirma que "aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor" (1 Jo. 4:8). Assim, eu poderia ter o dom de cura; a irmã "Maria", o dom de línguas; o irmão "José", o dom de profecia; a irmã "Josefa", o dom de interpretação; o irmão "João", o dom de sabedoria etc. Ao contrário dos dons, porém, o amor é uma exigência imprescindível para todos os que dizem amar a Cristo. Em outras palavras, podemos ser cristãos sem termos todos os dons; no entanto, é praticamente impossível sermos cristãos sem termos e vivermos o amor.

O AMOR NÃO É UM MERO SENTIMENTO
Comumente sentimos compaixão das pessoas carentes ou ficamos comovidos com o sofrimento alheio; todavia, somos incapazes de realizar algo concreto em prol dessas mesmas pessoas. Colocamos a culpa no governo, murmuramos contra a injustiça social, maldizemos o capitalismo selvagem ou mesmo nos conformamos crendo tratar-se da vontade de Deus, como se a sociedade fosse composta de castas. Sobre isso, observe o que diz a Palavra de Deus: "E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?" (Tg. 2:15, 16).

O AMOR É MAIS DO QUE FAZER CARIDADE
A Bíblia afirma que: "E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria" (1 Co. 13:3). Muitas pessoas fazem caridade por um simples dever religioso, crendo que agindo dessa forma serão agraciadas por Deus ou que serão iluminadas numa suposta "reencarnação". Porém, ao contrário do verdadeiro amor, isto faz sobressair o egoísmo humano, que em tudo ver uma oportunidade de lucrar.

O AMOR NÃO SÃO APENAS PALAVRAS
Quantas lindas palavras, soberbos adjetivos, já foram ditos ou escritos sobre o amor! Nos poemas e na literatura de um modo geral, o amor é exaltado a ponto de ser considerado uma entidade viva, uma espécie de deus ou semideus. E não é para menos. Entre os antigos gregos e latinos, o amor (Eros e Cupido) eram deuses que atormentavam ou tornavam cativos os corações. Mas o amor não significa palavras. Absolutamente.

O SIGNIFICADO DO VERDADEIRO AMOR
Em seu livro, "A Psicologia da Felicidade", o Dr. Narramora conta o caso de uma jovem que se considerava uma exímia poetisa, a qual tinha por objetivo publicar um livro de poesias sobre o amor. Durante um bom tempo ela peregrinou em busca de uma editora que se interessasse em publicar seu "maravilhoso livro". Depois de muito procurar, ela conseguiu – finalmente – entrar em contato com um editor. E, tão logo começou a entrevista, este perguntou-lhe: - De que trata propriamente seu trabalho?
A moça, com grande euforia, respondeu que se tratavam de composições poéticas, e que gostaria muitos de vê-las publicadas. O editor então insistiu: - Mas, poesia sobre o quê?
Ao que ela, mais eufórica ainda, respondeu: - Tudo acerca do amor!
O editor, um tanto desconfiado, indagou-lhe: - Diga-me, jovem, que é amor?
Parecia o momento de fechar o negócio. Ela então elevou os olhos e, numa atitude de profunda exaltação, suspirando, respondeu: - "O amor é inundar a alma com os encantos da noite, quando os raios do luar beijam os lírios fragrantes a desabrochar na sua beleza...".
Chega, chega!!! – exclamou o editor. E continuando: - A senhorita está completamente equivocada, redondamente enganada. Vou dizer-lhe o que realmente é amor: é levantar-se bem-humorada, da cama, no meio da noite, para fazer bolsa d’água quente para crianças doentes. Isso é que é o verdadeiro amor". E finalizando: - Lamento, mas não será possível publicar seus poemas.

Eis aqui a melhor definição para o amor: TUDO QUE FAZEMOS PARA O BEM DO PRÓXIMO É AMOR, NÃO IMPORTA O QUE SEJA.

Jaime Nunes Mendes

Por Litrazini
Graça e Paz

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