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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A INTERCESSÃO DO ESPÍRITO SANTO

Partes de um sermão de Charles Haddon Spurgeon, traduzidas e adaptadas pelo Pr Silvio Dutra.
“Também o Espírito ajuda as nossas fraquezas: porque não sabemos o que devemos e o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque é ele intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.” (Romanos 8.26,27)

O apóstolo Paulo estava escrevendo para um povo em provação e aflição, e um de seus objetivos era o de lembrá-los dos rios de conforto que estavam fluindo próximos deles. Ele, antes de tudo despertou suas mentes puras por meio da lembrança quanto à sua filiação, “pois” diz ele “os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”

Estavam, portanto, sendo incentivados a participar de Cristo, o irmão mais velho, com quem tinham /se tornado co-herdeiros, e eles foram exortados a sofrer com ele, para que pudessem ser glorificados com ele.

Tudo o que eles suportaram veio da mão do Pai, e isso deveria consolá-los. Mil fontes de alegria são abertas nessa abençoada adoção. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual temos sido gerados na família da graça.

Quando Paulo tinha aludido a esse assunto consolador ele se virou para a próxima base de conforto, pela qual somos sustentados sob as presentes provações com esperança. Há uma glória maravilhosa reservada para nós, e embora ainda não possamos entrar nela, senão em harmonia com toda a criação, devemos continuar a gemer, mas a própria esperança ministrará força para nós, e nos permitirá suportar com paciência “essas aflições leves, que são, apenas por um momento.

“Isso também é uma verdade cheia de refrigério sagrado: a esperança vê uma coroa reservada, mansões que Jesus preparou para nós, e com a visão arrebatadora ela sustenta a alma sob as tristezas da hora. A esperança é a grande âncora por cujo meio enfrentamos a presente tempestade.

O apóstolo, em seguida, apresenta uma terceira fonte de conforto, ou seja, a permanência do Espírito Santo com o povo do Senhor. Ele usa a palavra “também” para insinuar que, do mesmo modo como a esperança sustenta a alma, igualmente o Espírito Santo nos fortalece sob a provação.

Esperança operada espiritualmente em nossas faculdades espirituais, e assim o Espírito Santo, de alguma maneira misteriosa, opera divinamente sobre as faculdades recém-nascidas do crente, para que ele se mantenha firme sob suas fraquezas e enfermidades. Em sua luz veremos a luz: Peço, portanto, que possamos ser ajudados pelo Espírito enquanto nós consideramos suas operações misteriosas.

O Espírito Santo nos ajuda a suportar a enfermidade do nosso corpo e da nossa mente, ele nos ajuda a carregar a nossa cruz, seja dor física, ou depressão mental, ou conflito espiritual, ou difamação, ou pobreza, ou a perseguição. Ele ajuda a nossa fraqueza, e com um ajudante tão divinamente forte não precisamos temer o resultado. A graça de Deus é suficiente para nós, sua força será aperfeiçoada na fraqueza.

Penso, queridos amigos, vocês todos admitirão, que se um homem pode orar, seu problema é ao mesmo tempo aliviado. Quando sentimos que temos o poder de Deus e podemos obter qualquer coisa que peçamos de suas mãos, então, nossas dificuldades deixam de nos oprimir.

Lançamos nosso fardo sobre o nosso Pai celestial e somos tomados de uma confiança infantil, e ficamos muito contentes em suportar o que quer que sua santa vontade possa fixar sobre nós. A oração é uma grande saída para o sofrimento. Banhamos nossa ferida no unguento da oração, e a dor é abrandada e a febre é removida.

Podemos ser levados a tal perturbação de mente, e perplexida e de coração, que não sabemos como orar. Vemos o propiciatório, e percebemos que Deus nos ouve: não temos nenhuma dúvida sobre isso, pois sabemos que somos seus filhos prediletos, e ainda assim mal sabemos o que pedir.

Caímos em tal peso de espírito, e emaranhamento de pensamento, que o remédio da oração, que temos sempre para ser infalível, parece ser tirado de nós. Aqui, então, em cima da hora, como um socorro bem presente na hora da angústia, vem o Espírito Santo. Ele se aproxima para nos ensinar a orar, e desta forma ele ajuda a nossa fraqueza, alivia o nosso sofrimento, e nos permite suportar o pesado fardo sem desmaiar sob a carga.

Se o crente pode fazer qualquer coisa e tudo para Deus, então ele aprende a se gloriar na fraqueza, e alegrar-se na tribulação, mas às vezes estamos em tal confusão de espírito que não sabemos o que havemos de pedir como convém. Em certa medida, através da nossa ignorância, nós nunca sabemos o que havemos de pedir até que sejamos instruídos pelo Espírito de Deus.

Vindo em nosso auxílio em nosso espanto ele nos instrui. Esta é uma de suas operações frequentes sobre a mente do crente: “ele vos ensinará todas as coisas.” Ele nos instrui quanto à nossa necessidade, e quais são as promessas de Deus, que se referem a essa necessidade. Ele nos mostra onde estão nossas deficiências, o que os nossos pecados são, e quais são as nossas necessidades, ele lança uma luz sobre a nossa condição, e nos faz sentir profundamente nossa impotência, pecaminosidade, e extrema pobreza, e, em seguida, ele lança a mesma luz sobre as promessas da Palavra.

Sob essa luz ele faz brilhar a promessa em toda a sua veracidade, certeza, doçura e adequação, para que nós, pobres filhos trêmulos dos homens, ousemos tomar a palavra em nossa boca, que veio pela primeira vez da boca de Deus, e depois vem com ele como um argumento, para pleitearmos perante o trono da graça celestial. Nossa vitória na oração encontra-se na reivindicação: “Senhor, faze como disseste.”

Pr. Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O ÚNICO E VERDADEIRO TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO

”Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” – I Coríntios 6.19-20.

Recorda-te do que está escrito aqui! “Fostes comprados por bom preço”, pelo santo e precioso sangue de Jesus Cristo. “Não sois de vós mesmos”. Não podemos fazer o que bem nos parecer com nossos corpos, mente e coração. Porque cremos em Cristo, agora nossos corpos são templos do Espírito Santo.

Por impossível que nos pareça que o Espírito Santo possa viver em nós, isso é tão certo quanto Deus existe. “Não sabeis que sois templo de Deus, e que o Espírito Santo habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, o qual sois vós, é santo”.

Quando recebemos o perdão por muitas vezes, e caímos novamente, parece-nos impossível voltar a crer. Pensamos: “Agora sim, estou perdido. Deus tem que me desprezar e me abandonar em meu pecado”. Mas não é assim não.

Não é impossível voltar à fé e a uma boa relação com Deus. Os que são atacados pelo pecado têm que aprender a grande arte de crer, crer e crer, e que têm o perdão e a salvação em Cristo.

Depois de haver provado todas as regras e disciplinas, e depois de todos os esforços e lutas, você aprenderá que nenhuma regra, disciplina, luta e esforço pode te ajudar. Somente a fé pode te ajudar. E às vezes uma fé extraordinária faz falta; aquela que em meio à tentação e rodeado de pecados pode fazer com que você alce os olhos a Deus que se ofendeu e se refugie em sua misericórdia, invocando o sangue derramado na cruz para a propiciação e perdão.

Para quebrar as correntes com as quais o diabo quer nos aprisionar, temos que crer que, apesar de nossos abundantes e graves pecados, temos o perdão de Deus, porque Jesus Cristo carregou e expiou todos eles. Os pecados já não estão sobre nós, porque foram postos sobre o Cordeiro de Deus. Ele foi castigado com a morte de cruz por eles, e assim os quitou.

C.O.Rosenius (1816-1868) Nuevo Dia – Trad. Sóstenes Ferreira da Silva

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Capacitação para o Ministério

“... E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (II Co. 3.4-6)

Toda a capacitação de qualquer cristão para o cumprimento do seu ministério espiritual vem da parte de Deus.

Porque é Ele quem habilita seus ministros a serem capazes para a obra do ministério do Novo Testamento, que não é uma mera exposição da letra das Escrituras, ou mera transmissão de palavras, como ocorria no Velho Testamento, mas a ministração do Espírito aos espíritos, porque somente a letra sem o Espírito, produz morte, porque não pode gerar a vida de Cristo nos corações.

Os sacerdotes do Antigo Testamento não foram capacitados e chamados a cumprir um tal ministério em todas as nações, mas é exatamente este o ministério desde que Cristo inaugurou um Novo Testamento (aliança), no Seu sangue.

Não foi Paulo que inventou a doutrina de que é o espírito que vivifica, mas isto foi uma revelação de nosso Senhor Jesus Cristo em seu ministério terreno:

“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (Jo 6.63)

Quando Jesus disse que as palavras que ele havia dito eram espírito e vida, isto significa que Suas palavras foram inspiradas e proferidas pelo Espírito, pois tudo quanto fazia e ensinava era mediante o Espírito Santo.

É fácil observarmos isto quando lemos os discursos que Ele proferiu e que foram registrados nos evangelhos. Nós logo vemos que há espírito e vida, por exemplo, nas palavras do Sermão do Monte, nos discursos do evangelho de João e em tudo mais que o Senhor fez e ensinou, não somente porque se trata da verdade, mas também porque foram proferidas pelo espírito e não pela carne.

Esta é a razão de muitos lerem a Bíblia no culto público, ou pregarem a verdade, e não transmitirem vida aos seus ouvintes, porque o fazem na carne, e não no espírito.

O que podemos entender então é que sempre que as palavras que são proferidas forem procedentes de um espírito liberado em comunhão com o Espírito Santo, o resultado será que a palavra transmitirá vida espiritual àqueles que as lerem ou ouvirem.

Por exemplo, os sermões de Spurgeon ainda falam com vida porque Ele andava no Espírito e pregava no Espírito, e ainda hoje nós podemos sentir o espírito e a vida que há nos seus sermões, porque foram pregados com palavras ensinadas pelo Espírito e com a unção do Espírito.

O mesmo pode ser dito dos escritos da quase totalidade dos puritanos, especialmente de John Owen, Richard Sibbes, Richard Baxter, Thomas Manton, Thomas Watson, dentre outros.

Não há nada de influência ressecante nestes escritos, ao contrário, eles transmitem vida espiritual porque foram produzidos em espírito, pela inspiração do Espírito Santo, em pessoas cujos espíritos estavam santificados.

Então é um excelente critério para nortearmos a seleção dos louvores e dos sermões que ouvimos, dos livros e das mensagens que lemos, procurar identificar se é a carne ou o espírito que os produziram. Se foi a carne, gerará o que é carnal, natural, desta criação, porque o que é nascido da carne é carne. Mas se foi o espírito, gerará vida espiritual.

Por isso se diz que o ministério da Igreja é o ministério do espírito (veja que é usado espírito com inicial minúscula no texto de II Cor 3.6,8):

“o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (II Cor 3.6).

Como não será de maior glória o ministério do espírito?” (II Cor 3.8).

Devemos ter o cuidado de não cometer o mesmo pecado dos escribas e fariseus que não reconheceram o ministério do Messias e O rejeitaram, porque é possível estar totalmente alheio ao fato de que há um ministério do Espírito Santo acontecendo desde o Pentecostes ocorrido em Jerusalém, neste período que chamamos de dispensação da graça, que podemos também chamar de dispensação do Espírito Santo.

Havia e ainda há um véu no Antigo Testamento, que impedia que se visse claramente o significado das realidades espirituais relativas ao evangelho de Cristo, que está revelado no Velho Testamento em sombra, mas claramente revelado no Novo Testamento.

É somente quando o Espírito Santo remove este véu que podemos entender o mistério de Deus para o homem, que é Cristo, pela conversão de suas almas a Ele.

Autor: Silvio Dutra

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.