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sábado, 16 de março de 2024

A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO

Quando falamos que cremos em Deus estamos afirmando que cremos no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Deus é a Trindade. A Trindade é Deus.

Por todo o Novo Testamento as três Pessoas da Trindade são mencionadas.

“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverá com a Sua sombra; por isso o Ente Santo que há de nascer será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35).

“Ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus e, estando Ele a orar, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o Meu Filho amado, em Ti Me comprazo” (Lc 3: 21-22).

O Filho é batizado, o Pai testemunha dEle desde o céu e o Espírito Santo desce.

“Quando porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador... segundo Sua misericórdia Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que Ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tt 2: 4-6).

Na passagem de João capítulo 3, um dos textos mais usados para anunciar o Evangelho, percebe-se claramente a participação do Deus trino na obra a favor do pecador. Vemos que:

O Espírito REGENERA (vs. 3-12)

O Filho REDIME (vs. 13-15)

O Pai REVELA Seu amor (v. 16)

“Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador... mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em Meu nome” (Jo 14: 16, 26).

“Quando, porém, vier o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai... Convém-vos que Eu vá porque, se Eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém Eu for, Eu vo-lO enviarei” (Jo 15:26; 16: 7).

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome (não nos nomes) do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28:19).

Concluímos que as Escrituras verdadeiramente ensinam a doutrina da Trindade, ainda que não empregue esse termo.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

domingo, 2 de janeiro de 2022

A CONSUMAÇÃO DA SALVAÇÃO

Através de sua morte, Jesus Cristo proveu uma base justa para que Deus nos perdoasse os pecados e nos declarasse justos perante ele (Rm. 3:25-26; 1Jo 1:7, 9).

Nossa justificação perante Deus é um dom inteiramente gratuito; ela não pode ser, de nenhum modo, conquistada, alcançada ou merecida por nós (Rm. 3:24; Ef. 2:8-9; Tt. 3:4-7).

Também não podemos mantê-la através de boas obras; ao contrário, as boas obras são o fruto da salvação e só ocorrem no contexto de um relacionamento com Deus mantido somente pela sua graça (Ef. 2:10; Tt. 3:8).

Deus salva indivíduos simplesmente ao levá-los ao arrependimento de seus pecados e à fé em Jesus Cristo (Jo 1:12; 3:16-18; At. 2:38; 17:30-31; Rm. 3:19-28; 4:1-8; 5:1-2; Gl. 2:20).

Da mesma forma, o progresso numa vida de obediência a Deus, a santificação, é resultado da operação dele, pela sua graça, na fé de seus filhos (Rm. 1:17; Gl. 5:6).

O chamado de Deus à salvação é ao mesmo tempo um chamado para que nos tornemos membros do corpo de Cristo, a Igreja.

O batismo é requerido de todos os crentes (Mt. 28:19; At. 2:38; 1Co. 12:13).

A salvação de Deus afeta todas as instituições humanas, principalmente a família (1Co. 7:14; Ef 5:22-6:4), quando seus participantes buscam obedecer a Cristo em suas atividades (Mt. 28:19-20; Cl. 3:17).

Ainda que a base da salvação tenha sido cumprida pela obra de Cristo, em sua morte e ressurreição dentre os mortos, a consumação completa ocorrerá no futuro.

Pela graça de Deus, os cristãos vão perseverar até o fim de suas vidas na fé e por sua fé, eventualmente receberão a consumação de sua salvação (1Pe 1:3-9).

As dimensões coletivas da salvação, ainda que não estejam completamente ausentes no presente, não serão inteiramente cumpridas até o fim da história (Ap. 21-22).

A necessidade da humanidade de salvação, e sua provisão por Deus, são as razões mais fundamentais para a doutrina cristã.

O aspecto mais importante da doutrina é proteger a integridade e fidelidade à verdade da obra de redenção que Deus opera através de Cristo

Não podemos pregar fielmente o evangelho da salvação se não formos ao mesmo tempo fiéis à totalidade das doutrinas cristãs, encontradas na Bíblia, sobre Deus, Cristo, a Igreja e o futuro.

Transcrito Por Litrazini

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Graça e Paz 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

VERDADEIRO E ABSOLUTO DEUS

Ele é não só nosso Criador, mas também nosso Redentor (Is. 43:11; 45:21-22; 1 Tm. 4:10) e o Juiz da humanidade (Gn. 18:25; Hb. 12:23; Tg. 4:12).

Quando Jesus veio ao mundo (Jo. 1:14-18), bem como quando o Espírito Santo veio para habitar e dar poder à Igreja (Jo. 14-16), Deus se revelou como existindo em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt. 28:19; Rm. 8:9-11; 1 Co. 12:4-6; 2 Co. 13:14; Ef. 2:18; 4:4-6; 1 Pe. 1:2).

O Pai é Deus (Jo 17:3; 1 Co 8:6; 2 Co 1:3);

O Filho, Jesus Cristo, é Deus (Is. 9:6; Jo 1:1; 20:28; Tt. 2:13; Hb. 1:8; 2 Pe. 1:1; 1 Jo. 5:20);

O Espírito Santo é Deus (At. 5:3-4; 2 Co. 3:17-18).

Os três, ao mesmo tempo em que são o único Deus, são pessoalmente distintos um do outro (Mt. 11:27; 28:19; Jo. 3:16-17; 5:31-32; 8:16-18; 14:15-16; 15:26; 16:7, 13-14; 17:23-26; Rm. 8:26-27; 2 Jo. 3).

Mais uma vez, a interligação de toda doutrina cristã pode ser vista quando nos concentramos na doutrina de Deus.

O coração e a essência da doutrina cristã é o que ela diz sobre Deus – o que ela diz sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Se o nosso Deus for pequeno – se o entendermos como sendo algo menos que absolutamente perfeito, ou como sendo deficiente de algum modo em sua sabedoria, conhecimento, poder, presença, ou excelência moral – então não poderemos ter confiança absoluta nele.

Se entendermos Cristo ou o Espírito Santo como sendo algo menos do que Deus, certamente fracassaremos em a honrá-los da maneira devida – como sendo verdadeiramente e absolutamente Deus.

Transcrito Por Litrazini

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Graça e Paz 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

O PLANO DA SALVAÇÃO

Os teólogos chamam a obra de Deus de Plano da Salvação. Assim, eles dividem essa obra em alguns pontos, a fim de facilitar a compreensão de cada detalhe tão importante nela apresentado.

Quando Deus nos dá o sei Filho, como está descrito em João 3.16, para que creiamos nele, ele nos dá sem cobrar nada. Ele envia Cristo ao mundo sem se importar se alguém o aceitará ou não.

É evidente que em sua onisciência ele sabe que milhares crerão. Mas como ele é Deus, quer propor essa possibilidade ao homem, independente de o homem aceitar ou não.

Deus nos ama, e isso atende às suas próprias exigências do seu amor; não importa se nós o amamos também. Ele nos ama, e por isso nos dá gratuitamente seu Filho Jesus.

Isso é o que chamamos 'graça'. Ele dá sem nada cobrar; é de graça.

Em outras palavras, graça é o favor de Deus, é o favor que não merecemos, pois pecamos. Graça é favor imerecido.

Somos salvos pela graça (Ef. 2.8). O favor de Deus é que gera a nossa salvação. Mas em seguida ao favor de Deus existe a participação humana, a nossa resposta positiva ou negativa ao que Deus fez.

Podemos recusar o que Deus fez, rejeitando o chamado, o convite à salvação. Mas também podemos aceitar que a morte de Cristo tem como objetivo salvar minha alma de estar afastada eternamente de Deus. 

Assim, a nossa participação já não é chamada de graça. Graça é o que Deus faz. Nós participamos da salvação através da 'fé': 'Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus'. (Ef 2.8)

O apóstolo afirma aqui que a salvação vem de Deus (pela graça sois salvos), e tem a participação humana (por meio da fé). Primeiramente Deus prepara o dom, o favor, depois nos apropriamos dele por intermédio da fé, ou seja, usamos a nossa fé para ter acesso ao que Deus quer nos dar.

Observe ainda que novamente Paulo afirma que a salvação é um presente (um dom) de Deus para o homem.

Quando um ensinamento bíblico é apresentado de forma exaustiva e convincente, chamamos esse ensino de doutrina. Doutrina bíblica é o conjunto de textos sagrados, não isolados em seu sentido, que formam o fundamento ou a base de um ensino geral sobre determinado assunto.

Transcrito Por Litrazini

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Graça e Paz

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

QUEM É DEUS

Há apenas um único Deus, e ele se revela no Antigo Testamento pelo nome Iavé, ou Jeová (Dt. 6:4; Is. 43:10; 45:5-7; 1 Co. 8:4-6; 1 Tm. 2:5; Tg. 2:19). Ele é um ser absolutamente único – nada, nem ninguém é completamente igual a ele (1 Rs 8:23; Is. 40:18, 25; Jr. 10:6-7). Assim sendo, ele está além da nossa absoluta e total compreensão, ainda que o possamos conhecer através de sua auto-revelação (Mt. 11:25-27; Jo. 1:18; 1 Co. 8:2-3).

Deus é um espírito auto-subsistente, totalmente distinto de toda a criação (Is. 40:22; 43:10; Jo. 4:24; At. 17:24). Ao mesmo tempo, ele está presente em toda parte, e está profundamente envolvido com sua criação (Sl. 139:7-10; Jr. 23:23-24; At. 17:27-28).

Ele é eterno e imutável (Sl. 90:2, 4; 102:26-27; Mal. 3:6; Ef. 3:21; Tg. 1:17; 2 Pe. 3:8). Deus é todo-poderoso – nada é muito difícil para ele (Gn. 18:14; Jr. 32:17, 27; Mt. 3:9), e todas as coisas são possíveis para ele (Jó 42:2; Sl. 115:3; Mt. 19:26; Lc. 1:37; Ef. 1:11).

Ele sabe todas as coisas (1 Sm. 16:7; 1 Cron. 28:9, 17; Jó 37:16; Sl. 139:1-4; Is. 41:22-23; 42:9). Ele é uma Pessoa, e não um ser impessoal (Ex. 3:14; Hb. 1:1-2).

Deus é moralmente perfeito; Ele é inteiramente bom (Gn. 1:31; Dt. 8:16; Sl. 107:8; 118:1; Mc. 10:18; Rm. 8:28), Santo (Lv. 19:2; Pss. 5:4-6; 99:5; Is. 6:3; Hc. 1:12-13; 1 Pe. 1:14-19), Justo (Is. 45:21; Sf. 3:5; Rm. 8:26) e Verdadeiro (Jo. 17:17; Tt. 1:2; Hb. 6:18).

Ele é o amor perfeito (Dt. 7:7-8; Jr. 31:3; Jo. 3:16; Hb. 12:6; 1 Jo. 4:7-8). Ao mesmo tempo, ele é justo ao executar julgamento contra aqueles que o rejeitam (Sl. 103:8-9; Rm. 2:5; 11:22; Hb. 10:31).

Foi justamente esse Deus incomparável e incompreensível (na sua totalidade) que criou o mundo e a nós (Gn. 1:1; Sl. 33:6; 102:25; Is. 44:24; Jo. 1:3; Rm. 11:36; Hb. 1:2; 11:3). Ele é não só nosso Criador, mas também nosso Redentor (Is. 43:11; 45:21-22; 1 Tm. 4:10) e o Juiz da humanidade (Gn. 18:25; Hb. 12:23; Tg. 4:12).

Quando Jesus veio ao mundo (Jo. 1:14-18), bem como quando o Espírito Santo veio para habitar e dar poder à Igreja (Jo. 14-16), Deus se revelou como existindo em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Mt. 28:19; Rm. 8:9-11; 1 Co. 12:4-6; 2 Co. 13:14; Ef. 2:18; 4:4-6; 1 Pe. 1:2).

O Pai é Deus (Jo. 17:3; 1 Co. 8:6; 2 Co. 1:3); o Filho, Jesus Cristo, é Deus (Is. 9:6; Jo. 1:1; 20:28; Tt. 2:13; Hb. 1:8; 2 Pe. 1:1; 1 Jo. 5:20); o Espírito Santo é Deus (At. 5:3-4; 2 Co. 3:17-18). Os três, ao mesmo tempo em que são o único Deus, são pessoalmente distintos um do outro (Mt. 11:27; 28:19; Jo. 3:16-17; 5:31-32; 8:16-18; 14:15-16; 15:26; 16:7, 13-14; 17:23-26; Rm. 8:26-27; 2 Jo. 3).

Mais uma vez, a interligação de toda doutrina cristã pode ser vista quando nos concentramos na doutrina de Deus. O que acreditamos sobre ele está obviamente ligado com o que pensamos sobre as Escrituras, sobre Cristo, e sobre o Espírito.

Além disso, já vimos que nosso entendimento da criação, da salvação, da Igreja, e do julgamento final estão ligados com nosso entendimento de Deus.

O coração e a essência da doutrina cristã é o que ela diz sobre Deus – o que ela diz sobre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Se o nosso Deus for pequeno – se o entendermos como sendo algo menos que absolutamente perfeito, ou como sendo deficiente de algum modo em sua sabedoria, conhecimento, poder, presença, ou excelência moral – então não poderemos ter confiança absoluta nele. Se entendermos Cristo ou o Espírito Santo como sendo algo menos do que Deus, certamente fracassaremos em honrá-los da maneira devida – como sendo verdadeiramente e absolutamente Deus. Nada é mais importante do que nosso entendimento de Deus.

Rob Bowman / Por Litrazini           

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Graça e Paz 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A DOUTRINA DA LIBERDADE


(Gálatas 3 – 4) Paulo repreende os gálatas por terem-se afastado da verdade da justificação pela fé e diz-lhes que a experiência espiritual deles não tinha nenhuma conexão com a sua observação da Lei (3.1-5). Ele apresenta então o argumento de que a justificação é pela fé, sem as obras da Lei (3.6 – 4.7). Os seus pontos principais são os seguintes: 

1. MESMO ABRAÃO, O AMIGO DE DEUS, NÃO FOI JUSTIFICADO POR SUAS OBRAS, MAS, SIM, PELA FÉ (v.6), de sorte que, quem observa a Lei de Moisés, não é filho de Abraão (compare com Mateus 3.9), mas, aquele que é justificado pela fé (v.7) 

2. O PACTO QUE DEUS FEZ COM ABRAÃO FOI UM PACTO DE FÉ (vv.8,9). Isto não tem nada com o pacto de Moisés, que era um pacto de obras (v.10).
O pacto de Abraão foi feito primeiro, mas a Lei, com a sua maldição, foi acrescentada depois, e assim, vedou o caminho pelo qual a bênção de Abraão viria ao mundo. Mas Cristo, por sua morte, removeu a maldição da Lei (v.3), para que a bênção de Abraão viesse sobre os gentios bem como sobre os judeus (v. 14). 

3. PAULO EXPLICA EM SEGUIDA A RELAÇÃO ENTRE OS PACTOS DE ABRAÃO E DE MOISÉS (3.15-18).
Se a bênção de Abraão tivesse de vir pelas obras da Lei [cumprimento das exigências da Lei], então a recepção dessa bênção seria condicional à guarda da Lei, mas o pacto com Abraão é incondicional (v. 18). A inferência do versículo 18 é que, se a bênção de Abraão tiver de vir ao mundo pela observância da Lei, esta bênção nunca virá, porque ninguém poderá ser justificado pela Lei. 

4. PAULO AGORA EXPLICA TAMBÉM O PROPÓSITO DA LEI E A SUA RELAÇÃO COM O CRENTE (3.19 – 4.7).
Os argumentos anteriores de Paulo causam a seguinte pergunta aos judeus: se a Lei não pode salvar, por que foi dada ao homem? (v.19). O pacto com Abraão prometia a salvação pela fé sem as obras da Lei. Mas como podia Deus ensinar ao homem que a salvação viria unicamente pela fé, sem qualquer esforço da sua parte? Somente por colocá-lo sob a Lei e mostrar-lhe que a sua natureza pecaminosa não podia guardar perfeitamente os seus preceitos, fazendo-o desta maneira recorrer à fé como meio de salvação (v. 19).

A Lei não está em oposição ao pacto de Abraão, porque nunca teve por finalidade salvar o homem (v. 21); foi dada para mostrar ao homem a sua necessidade da salvação pela fé (vv. 22, 23). Paulo roga-lhes que voltem para a plena liberdade do evangelho (4.8-31). 

A Vida de Liberdade (caps. 5 e 6)

Podemos resumir esta seção com as seguintes exortações:
1. Permanecei firmes na liberdade da graça, porque a Lei não vos pode salvar (5.1-6). 
2. Afastai-vos dos falsos mestres que perverteram o evangelho e vos fizeram escravos do legalismo (5.7-12). 
3. Embora estejais livres da Lei de Moisés, não estais livres para pecar. Andai no amor e assim cumprireis a Lei (5.13, 14). 
4. Sereis tentados, contudo, pela natureza carnal, mas obedecei aos impulsos do Espírito e sereis vitoriosos (5.16-26).
5. Levai as cargas uns dos outros e sede pacientes com os que cometem faltas (6.1-5).
6. Ajudai aos vossos pastores e assim recebereis a bênção divina (6.6-10).
7. Conclusão (6.11-18). Cuidado com os judaizantes. Sei muito bem que desejam ganhar-vos simplesmente para obter uma reputação de zelo. Gloriai-vos somente na cruz, na qual unicamente há salvação. 

(Do Livro “Através da Bíblia, Livro por Livro”, de Myer Pearlman, Vida, 1977. Tradução de Lawrence Olson, páginas 271/272). 

Transcrito por: Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 12 de julho de 2019

DEVO ACREDITAR NA DOUTRINA DE MINHA IGREJA?


SIM, se estiver conforme a Bíblia. Não meditar na Palavra para tirar suas próprias conclusões é um grande erro (Sl 1). Por este motivo, há muitos cegos guiando uma multidão de cegos.

O melhor mesmo é seguir o exemplo dos bereanos. Eles examinavam nas Escrituras se o que Paulo e Silas ensinavam estava de acordo (Atos 17.10-11). Até mesmo estas minhas palavras devem ser examinadas e estudadas.

O importante é que o próprio crente tenha convicções próprias. Mas cuidado: não seja precipitado nos julgamentos. 

Quer dizer que devo examinar cada palavra do pastor?

Você deverá ter conhecimento da doutrina de sua igreja; o que ela prega sobre Pecado, Salvação, Trindade, Divindade de Cristo, Últimas Coisas, etc. O novo convertido poderá passar um tempo comendo pela mão dos outros, mas não todo o tempo. Depois deverá ganhar asas e voar para a liberdade de estudar a Bíblia e entendê-la. A rápida comunicação da internet tem facilitado o estudo bíblico, mas está muito longe de alcançar a maioria da população.

Mas como fazer, se sou novo convertido?
Não resta dúvida de que nessa situação você facilmente poderá ser manipulado para receber como verdadeira qualquer doutrina. E depois de alguns meses de contínuo discipulado, você terá poucas chances de discordar daquilo que aprendeu. Se as coisas não mudarem, são grandes as probabilidades de você virar um fanático.

O melhor é ser um persistente pesquisador. Ler e meditar com o auxílio de um bom livro de comentários bíblicos é uma boa opção. Não dispense a ajuda do Espírito Santo. Não é muito difícil detectar certas anomalias. Mas há certos desvios doutrinários que são sutilmente introduzidos, difíceis de serem detectados.

Há muitas coisas estranhas rolando por aí. É preciso muito cuidado porque estamos lidando com a nossa própria salvação. Os pequenos desvios doutrinários podem ser a ponta de um grande iceberg, pois onde entra um boi, entra uma boiada. 

Mas, se sou abençoado na igreja que estou?

Se você é realmente filho de Deus (Jo 1.12), você será abençoado ainda que more num deserto.

Quer dizer que não preciso frequentar qualquer igreja?

Havendo condições, seja membro de uma igreja (Hb 10.25). Na igreja você ouve a Palavra, e a sua fé aumenta (Rm 10.17).

Na igreja, você participa dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor. Todavia, a sua salvação não é garantida porque você é membro dessa ou daquela igreja. É pela graça, mediante a fé em Cristo Jesus (Jo 3.18; Rm 10.9; Ef 2.8-9). 

Quais os desvios mais facilmente identificados

Uma das características das seitas é negar a divindade de Jesus. Mas há desvios dignos de nossa atenção. Se o pastor de sua igreja passa quarenta minutos falando sobre dízimos e ofertas, e nos quinze minutos da pregação continua batendo na mesma tecla, então você está diante de um fato estranho ao Cristianismo. Bolsa de Valores, empresas comerciais, bancos, casas de câmbio e Casa da Moeda são locais em que se fala muito em dinheiro, porque o dinheiro é o objeto de suas atividades; exemplo também dos agiotas. 

O lucro é a meta. Não é (não deve ser) o caso das igrejas, lugar de transformação de pessoas para terem uma nova vida em Cristo. 

E se eu não concordar com a doutrina da igreja, que farei?

Martinho Lutero, da ordem dos eremitas agostinianos, intentava propor mudanças na sua igreja. Não conseguindo, afastou-se e fez um protesto público.

Quando os desvios são pequenos, entendo ser possível a um simples membro propor mudanças. 

Pr. Airton evangelista da Costa

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 14 de agosto de 2016

A DOUTRINA DO DISCERNIMENTO

O termo “discernir”, do hebraico nākar e do grego diakrinō, quer dizer “distinção”, “separação”, “julgar”; isto é, “fazer distinção”, “fazer separação”. O termo hebraico aparece pela  primeira vez em Gênesis 27.23, no contexto em que Isaque é enganado por Rebeca e Jacó. O  vocábulo é traduzido por “não o conheceu” (ARC) ou “não o reconheceu” (ARA).

Na passagem em apreço, o termo significa literalmente “discernir algo por alto”. Contudo, outros vocábulos hebraicos traduzem o sentido considerado: sāpat (Êx 18.16); shama (2 Sm 14.17); yada (2 Sm 19.35); nakar (Ed 3.13), entre outros. Todos com o sentido que diz respeito à percepção, compreensão e julgamento (cf. Jó 6.30; Sl 19.12; Ez 44.23; Jn 4.11).

No grego do Novo Testamento, a palavra diakrinō aparece dezoito vezes com o sentido de “julgar”, “discernir”, “fazer distinção”, “separar”. O termo descreve tanto o discernimento das coisas naturais quanto das espirituais.

Nas páginas de o Novo Testamento o termo, ao que parece, é citado pela primeira vez em Mateus 16.3 (ARC) aludindo ao “discernimento” dos tempos e estações naturais. Todavia, o termo não se restringe apenas a essa observação, mas prolonga-se no versículo, pois a supressão do vocábulo na parte seguinte pressupõe o seu uso: “…sabeis diferençar a face do céu e não conheceis os sinais dos tempos?”. Portanto, há o uso combinado de ginōskete diakrinein, isto é, “sabeis discernir”, nas duas sentenças: “sabeis discernir a face do céus”; “não sabeis discernir os sinais dos tempos”. Confira, por exemplo, o texto da ARA “Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?”.

No texto de 1 Coríntios 11.31, o vocábulo é usado em relação ao autojulgamento do crente: “Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos [heautous diekrinomen], não seríamos julgados”. Trata-se, na verdade, da auto-análise que o crente faz de si mesmo e, mediante a qual, participa conscienciosamente da Ceia do Senhor. Porém há outros que assentam-se à mesa do Senhor sem discerni-lhe o corpo: “Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo [diakrinōn to sōma] do Senhor”.

O discernimento pode manifestar-se também como um conhecimento sobrenatural que o Espírito Santo concede a determinados membros do corpo de Cristo para julgar ou discernir os espíritos: “…e a outro, o dom de discernir os espíritos [diakriseis pneumatōn]…”. O discernimento de espíritos, aludido no presente texto, é um dos extraordinários dons que concede ao crente a capacidade de discernir os espíritos, julgar as profecias e as motivações cristãs, entre outras espetaculares manifestações.

Embora, certos membros do Corpo de Cristo possuam este dom, todos os crentes são desafiados a “provar se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1Jo 4.1). O termo joanino para “provar”, não é diakrinō, mas dokimadzō, isto é, “colocar em prova”, “testar” ou “examinar”. Não somos escusados de frisar, que este último procede da raiz dok, cujo sentido é “perceber”, “pensar”, “pressupor”, “crer”.

Traz a ideia de estar convencido de que isto ou aquilo está errado ou certo. Também pressupõe, chegar a certeza das coisas mediante repetidos testes. Portanto, somos advertidos e orientados pela Palavra de Deus a julgar a procedência das motivações humanas, das profecias, dos movimentos de caráter messiânico entre outros.

O discernimento é uma capacidade do crente maduro de acordo com Hebreus 5.14: “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”. O crente maduro, no original teleiōn, é aquele que tem as suas faculdades cognitivas exercitadas na piedade e doutrina cristã. Este, é capaz de separar, julgar, testar, distinguir ou discernir tanto o bem como o mal [diakrisin kalou te kai kakou].

O termo kalōs, traduzido neste texto por “bem”, trata-se da capacidade para discernir a qualidade das ações morais humanas que lhes confere um caráter moral correto, bom ou útil. Já, o vocábulo kakōs, significa literalmente “erradamente”, “impiamente”, “mal”, ou seja, tudo o que se opõe à virtude, à probidade, à honra. Neste âmbito o crente é desafiado a discernir a cultura, a mídia, a política, a educação, a religião, comparando e confrontando-os com os postulados das Sagradas Escrituras.

O contexto religioso atual exige que o crente exerça mais do que nunca, o discernimento, não apenas como percepção racional mas como dom espiritual. Visto que o crente santo e fervoroso, aspira por uma experiência que o eleve acima da mediocridade espiritual tão comum em tempos pós-modernos, é ele, e não os indolentes, quem mais necessita do discernimento espiritual.

Esdras Costa Bentho, Mestre em Teologia PUC RJ

Por Litrazini
Graça e Paz


quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Capacitação para o Ministério

“... E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.” (II Co. 3.4-6)

Toda a capacitação de qualquer cristão para o cumprimento do seu ministério espiritual vem da parte de Deus.

Porque é Ele quem habilita seus ministros a serem capazes para a obra do ministério do Novo Testamento, que não é uma mera exposição da letra das Escrituras, ou mera transmissão de palavras, como ocorria no Velho Testamento, mas a ministração do Espírito aos espíritos, porque somente a letra sem o Espírito, produz morte, porque não pode gerar a vida de Cristo nos corações.

Os sacerdotes do Antigo Testamento não foram capacitados e chamados a cumprir um tal ministério em todas as nações, mas é exatamente este o ministério desde que Cristo inaugurou um Novo Testamento (aliança), no Seu sangue.

Não foi Paulo que inventou a doutrina de que é o espírito que vivifica, mas isto foi uma revelação de nosso Senhor Jesus Cristo em seu ministério terreno:

“O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida.” (Jo 6.63)

Quando Jesus disse que as palavras que ele havia dito eram espírito e vida, isto significa que Suas palavras foram inspiradas e proferidas pelo Espírito, pois tudo quanto fazia e ensinava era mediante o Espírito Santo.

É fácil observarmos isto quando lemos os discursos que Ele proferiu e que foram registrados nos evangelhos. Nós logo vemos que há espírito e vida, por exemplo, nas palavras do Sermão do Monte, nos discursos do evangelho de João e em tudo mais que o Senhor fez e ensinou, não somente porque se trata da verdade, mas também porque foram proferidas pelo espírito e não pela carne.

Esta é a razão de muitos lerem a Bíblia no culto público, ou pregarem a verdade, e não transmitirem vida aos seus ouvintes, porque o fazem na carne, e não no espírito.

O que podemos entender então é que sempre que as palavras que são proferidas forem procedentes de um espírito liberado em comunhão com o Espírito Santo, o resultado será que a palavra transmitirá vida espiritual àqueles que as lerem ou ouvirem.

Por exemplo, os sermões de Spurgeon ainda falam com vida porque Ele andava no Espírito e pregava no Espírito, e ainda hoje nós podemos sentir o espírito e a vida que há nos seus sermões, porque foram pregados com palavras ensinadas pelo Espírito e com a unção do Espírito.

O mesmo pode ser dito dos escritos da quase totalidade dos puritanos, especialmente de John Owen, Richard Sibbes, Richard Baxter, Thomas Manton, Thomas Watson, dentre outros.

Não há nada de influência ressecante nestes escritos, ao contrário, eles transmitem vida espiritual porque foram produzidos em espírito, pela inspiração do Espírito Santo, em pessoas cujos espíritos estavam santificados.

Então é um excelente critério para nortearmos a seleção dos louvores e dos sermões que ouvimos, dos livros e das mensagens que lemos, procurar identificar se é a carne ou o espírito que os produziram. Se foi a carne, gerará o que é carnal, natural, desta criação, porque o que é nascido da carne é carne. Mas se foi o espírito, gerará vida espiritual.

Por isso se diz que o ministério da Igreja é o ministério do espírito (veja que é usado espírito com inicial minúscula no texto de II Cor 3.6,8):

“o qual também nos capacitou para sermos ministros dum novo pacto, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica.” (II Cor 3.6).

Como não será de maior glória o ministério do espírito?” (II Cor 3.8).

Devemos ter o cuidado de não cometer o mesmo pecado dos escribas e fariseus que não reconheceram o ministério do Messias e O rejeitaram, porque é possível estar totalmente alheio ao fato de que há um ministério do Espírito Santo acontecendo desde o Pentecostes ocorrido em Jerusalém, neste período que chamamos de dispensação da graça, que podemos também chamar de dispensação do Espírito Santo.

Havia e ainda há um véu no Antigo Testamento, que impedia que se visse claramente o significado das realidades espirituais relativas ao evangelho de Cristo, que está revelado no Velho Testamento em sombra, mas claramente revelado no Novo Testamento.

É somente quando o Espírito Santo remove este véu que podemos entender o mistério de Deus para o homem, que é Cristo, pela conversão de suas almas a Ele.

Autor: Silvio Dutra

Por Litrazini
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Graça e Paz


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Proteja sua igreja em um simples passo

Há uma triste progressão que começa com as pessoas se tornando envergonhadas da verdade. Não mais disponíveis e desejosas de suportar a sã doutrina, elas se livram de quem diz a verdade e acumulam para si mesmas mestres que são compatíveis com suas próprias paixões. Inevitavelmente, elas logo param de ouvir a verdade e vagueiam em direção à mitos.

Tudo isso é demonstrado no capítulo 4 da segunda carta a Timóteo. À face desse tipo de problema, Paulo justapõe a mais simples solução: a pregação. É tão simples quanto esse único passo, esse único compromisso.

A igreja que permanece fiel a Deus é a igreja que permanece fiel à Palavra de Deus. A igreja saudável é a igreja que prega. Aqui, como vejo em 2 Timóteo 4.2, estão as instruções específicas de Paulo para o tipo de pregação que glorifica a Deus e protege a igreja.

Pregue Expositivamente
“Prega a palavra”. Não basta simplesmente pregar; precisamos pregar a Palavra. Uma pregação só é poderosa na medida em que é fiel à Bíblia. Não há nenhum poder inato na forma de pregação; o poder da pregação vem da fonte da pregação.

Acredito que a forma mais fiel de se pregar a Palavra é pregar expositivamente, para se ter certeza de que o ponto do texto é o ponto do sermão. Mais do que qualquer forma de pregação, essa restringe o pastor à Palavra de Deus. A pregação expositiva depende de um pregador e de uma congregação com as bíblias abertas.

Pregue Persistentemente
“Quer seja oportuno, quer não”. Há um chamado à persistência aqui. A pregação vai e vem na igreja. Há tempos em que a pregação é amada e tempos em que é odiada. A pregação expositiva vai e vem também e não estamos distantes dos ditos experts que nos dirão que essa forma de pregação levará a igreja ao colapso. “As pessoas não querem saber o que Filipenses diz, elas querem saber como solucionar os problemas da vida!”. Mas esse tipo de pregação fiel e baseada na Palavra precisa ser feita quer seja oportuno ou não, quando é popular e quando é, lamentavelmente, impopular.

Pregue Praticamente
“Corrige, repreende, exorta”.  A pregação  deve ter uma dimensão prática. Embora a pregação ensine sobre Deus, ela faz mais do que isso. Ela também nos ensina como honrar a Deus e como viver para a Sua glória. Saber sobre Deus é bom, mas insuficiente. A pregação deve salvar almas, transformar vidas e nos estimular em direção à santidade. Nossa pregação deve corrigir, confrontar e reprovar a falsa doutrina; deve repreender, confrontar e corrigir nossas formas pecaminosas de viver; deve exortar, treinar e encorajar as coisas que honram a Deus. Pregar não é apenas arremessar granadas santas no colo dos ouvintes, mas encorajá-los e se importar com eles.

Pregue Pacientemente
“Com toda a longanimidade…” Deve haver um elemento de paciência para a pregação e na pregação. O pastor deve ser paciente com a forma da pregação, nunca se cansar dela e nunca perder sua confiança na bondade e eficácia dela. E, enquanto isso, ele deve pregar com grande longanimidade para com sua congregação. Os melhores mestres são aqueles gentis e pacientes. A melhor pregação anda junto dos cristãos, os lidera e os encoraja ao crescimento, semana após semana e ano após ano. A melhor pregação é um molde da paciência que Deus tem para conosco ao crescermos passo a passo em conhecimento e santidade.

Pregue Doutrinariamente
“… e doutrina”. Nossa pregação deve ser cheia da verdade cristã. Paulo insiste que as pessoas que se afastarem de Deus não suportarão a sã pregação ou a sã doutrina, exatamente o que Paulo recomenda aqui. A melhor pregação é consistente com a sã doutrina e a prega. Esse tipo de pregação não é um sermãozinho para cristãozinhos, mas o completo conselho de Deus extraído da Palavra de Deus.

Olhando para um futuro onde as pessoas não tolerarão a verdade, Paulo diz a Timóteo para continuar fiel ao seu chamado central: liderar a igreja com e através da Palavra de Deus. Foi o dever de Paulo para Timóteo 2000 anos atrás e, hoje, o mesmo dever chega a você e a mim. Como povo de Deus vivendo na era dos ouvidos com coceira, devemos permanecer confiantes e comprometidos com nada mais do que a fiel pregação semana após semana da Palavra preciosa de Deus.

TIM CHALLIES  / Traduzido por Kimberly Anastacio | Reforma21.org

Por Litrazini
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Graça e Paz

sábado, 28 de janeiro de 2012

Devo Acreditar na Doutrina de Minha Igreja?


SIM, se estiver conforme a Bíblia. Não meditar na Palavra para tirar suas próprias conclusões é um grande erro (Sl 1). Por este motivo, há muitos cegos guiando uma multidão de cegos.

O melhor mesmo é seguir o exemplo dos bereanos. Eles examinavam nas Escrituras se o que Paulo e Silas ensinavam estava de acordo (Atos 17.10-11). Até mesmo estas minhas palavras devem ser examinadas e estudadas.

O importante é que o próprio crente tenha convicções próprias. Mas cuidado: não seja precipitado nos julgamentos. 

Quer dizer que devo examinar cada palavra do pastor?

Você deverá ter conhecimento da doutrina de sua igreja; o que ela prega sobre Pecado, Salvação, Trindade, Divindade de Cristo, Últimas Coisas, etc. O novo convertido poderá passar um tempo comendo pela mão dos outros, mas não todo o tempo. Depois deverá ganhar asas e voar para a liberdade de estudar a Bíblia e entendê-la. A rápida comunicação da internet tem facilitado o estudo bíblico, mas está muito longe de alcançar a maioria da população.

Mas como fazer, se sou novo convertido?

Não resta dúvida de que nessa situação você facilmente poderá ser manipulado para receber como verdadeira qualquer doutrina. E depois de alguns meses de contínuo discipulado, você terá poucas chances de discordar daquilo que aprendeu. Se as coisas não mudarem, são grandes as probabilidades de você virar um fanático.

O melhor é ser um persistente pesquisador. Ler e meditar com o auxílio de um bom livro de comentários bíblicos é uma boa opção. Não dispense a ajuda do Espírito Santo. Não é muito difícil detectar certas anomalias. Mas há certos desvios doutrinários que são sutilmente introduzidos, difíceis de serem detectados.

Há muitas coisas estranhas rolando por aí. É preciso muito cuidado porque estamos lidando com a nossa própria salvação. Os pequenos desvios doutrinários podem ser a ponta de um grande iceberg, pois onde entra um boi, entra uma boiada. 

Mas, se sou abençoado na igreja que estou?

Se você é realmente filho de Deus (Jo 1.12), você será abençoado ainda que more num deserto.

Quer dizer que não preciso freqüentar qualquer igreja?

Havendo condições, seja membro de uma igreja (Hb 10.25). Na igreja você ouve a Palavra, e a sua fé aumenta (Rm 10.17).

Na igreja, você participa dos sacramentos do batismo e da ceia do Senhor. Todavia, a sua salvação não é garantida porque você é membro dessa ou daquela igreja. É pela graça, mediante a fé em Cristo Jesus (Jo 3.18; Rm 10.9; Ef 2.8-9). 

Quais os desvios mais facilmente identificados?

Uma das características das seitas é negar a divindade de Jesus. Mas há desvios dignos de nossa atenção. Se o pastor de sua igreja passa quarenta minutos falando sobre dízimos e ofertas, e nos quinze minutos da pregação continua batendo na mesma tecla, então você está diante de um fato estranho ao Cristianismo. Bolsa de Valores, empresas comerciais, bancos, casas de câmbio e Casa da Moeda são locais em que se fala muito em dinheiro, porque o dinheiro é o objeto de suas atividades; exemplo também dos agiotas. 

O lucro é a meta. Não é (não deve ser) o caso das igrejas, lugar de transformação de pessoas para terem uma nova vida em Cristo. 


E se eu não concordar com a doutrina da igreja, que farei?

Martinho Lutero, da ordem dos eremitas agostinianos, intentava propor mudanças na sua igreja. Não conseguindo, afastou-se e fez um protesto público.

Quando os desvios são pequenos, entendo ser possível a um simples membro propor mudanças. 

Autor: Pr. Airton evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz


Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.