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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O que fazer em assuntos em que há liberdade?

"Devemos fazer para o Senhor"

A primeira pergunta é: estou convencido de que é certo?
Paulo diz (Rm 14.5,14,23) que para qualquer coisa que fizermos nessas áreas, devemos estar convencidos de que é aceitável diante de Deus. Se não estamos convencidos, duvidamos ao invés de crer que podemos fazer isto e continuar aceitáveis diante de Deus. Se há dúvida, Paulo diz, há pecado (v.23).

Portanto, se há alguma dúvida, a despeito do motivo da dúvida, devemos voltar atrás. No futuro, talvez a dúvida seja removida, e então estaremos livres; porém, enquanto há dúvida, devemos nos deter.

Segundo, podemos fazer para o Senhor?
O que fizermos, Paulo diz, devemos fazer para o Senhor (Rm 14.6-8). Fazer alguma coisa para o Senhor é fazê-la como se estivéssemos lhe servindo. Se não se pode servir ao Senhor (por qualquer razão) na realização desta atividade, devemos nos deter.

Terceiro, posso fazer sem me tornar uma pedra de tropeço para meu irmão ou irmã em Cristo?
Muito de Romanos 14 (v.13,15,20,21) trata do cuidado a respeito do relacionamento de outro irmão(a) com o Senhor. Podemos ser livres para certa questão, mas ele (a) pode não ter fé para ver que a atividade é moralmente indiferente. Se ele (a) ela souber o que estamos fazendo, pode se ofender.

Na medida do possível, devemos evitar ofensa nessas áreas. Isso, entretanto, não significa que devemos sempre nos deter. O conselho de Paulo em 14.22 é útil. Para aquele que crê ser livre, sua fé está correta, mas que ele a tenha diante de Deus. Em outras palavras, não precisamos ostentar nossa liberdade para os outros. É suficiente para ele e para o Senhor saber que ele pode praticar essas coisas.

Resumindo, se essa pessoa realmente se importa com a caminhada de seu irmão(a), algumas vezes, ela se deterá, e outras vezes, exercerá sua liberdade em particular.

Quarto, traz paz?
Em Romanos 14.17,18, Paulo diz que o Reino de Deus não é sobre as coisas que comemos ou bebemos. Pelo contrário, é sobre justiça, paz, e alegria no Espírito Santo. Portanto, os crentes deveriam lidar com esses assuntos de maneira que servisse a Cristo.

Como alguém faz isso? Paulo nos instrui (v.19) a fazer o que traz paz. Certas práticas podem ser aceitáveis para alguns, mas se outros souberem dela, talvez haja um conflito. Assim, deve-se fazer o que traz a paz.

Quinto, edifica meu irmão?
O mandamento para fazer o que edifica está no mesmo verso do comando para fazer o que traz paz (14.19).Fazendo uma justaposição dessas duas exigências, Paulo nos traz um ponto importante. Algumas atividades podem não criar um conflito com outro cristão, mas podem não edificá-lo também. Devem ser escolhidas atividades que tragam paz e que edifiquem.

Sexto, é conveniente?
Em 1 Coríntios 6.12, Paulo trata da questão da liberdade cristã, e ele lembra os crentes que práticas moralmente indiferentes são todas permitidas, mas elas podem não ser convenientes. Elas podem ser inconvenientes para nós ou para nossos irmãos.

Por exemplo, nenhuma lei proíbe o consumo moderado de álcool ou dançar socialmente, mas, se minha liberdade em uma dessas atividades leva um irmão a cair, é inconveniente que eu me permita. Se o ato é inconveniente, devo me recusar a fazê-lo.

Sétimo, me escravizará?
(1 Co 6.12). Muitas atividades, valiosas e saudáveis em si mesmas, tornam-se inconvenientes se elas me dominam mais que Cristo. Como João adverte, os cristãos não devem amar o mundo, mas devem a amar a Deus (1 João 2.15s).

Não é que tudo no mundo é mau e fútil. Pelo contrário, nossa devoção e afeições que devem estar focadas, em primeiro lugar e antes de tudo, em Deus. Se é para sermos escravos de algo ou alguém, que seja de Cristo.

Um teste final é isso traz glória a Deus?
Paulo discute a liberdade cristã em 1 Coríntios 10 e, no verso 31, ele resume sua discussão ao dizer que qualquer coisa que façamos nessas áreas deve trazer glória a Deus.

Como alguém sabe se seus atos trazem glória a Deus? Podemos dizer que se respondemos negativamente a alguma dessas outras sete questões, podemos ter certeza que isso não trará glória a Deus se for realizado. Ao mesmo tempo, se a atividade é aceitável nessas outras bases, deve ser aceitável nessa base também.

Resumindo, a Escritura faz distinção entre ações cobertas com absolutos morais e aquelas que não são. Os crentes devem preparar suas próprias mentes (sob a liderança do Espírito Santo) quanto ao que fazer em assuntos de liberdade cristã.

Preferências pessoais não devem ser impostas sobre os outros. Ao decidir o que fazer, devemos usar esses oito testes ensinados por Paulo. Cada um deve responder a essas perguntas honestamente diante de Deus. Se a decisão surge deste processo de questionamento, devemos ter a integridade para obedecer.

Fonte: Iprodigo

Graça e Paz

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A Unidade da Igreja – Texto de Jabes de Alenc

Na pós-modernidade a palavra de ordem é “globalização”. Segundo o dicionário, globalização significa, entre outras coisas, “a associação de diferentes em torno de uma idéia, um projeto ou um assunto específico”. O significado é pertinente se o relacionarmos ao que poderíamos chamar de “globalização eclesiástica”. Este é um tremendo projeto de Deus.

Estamos assistindo este mover de unidade no seio da igreja, especialmente na Igreja Brasileira. Sou filho de um dos pioneiros da Assembléia de Deus no Brasil. Cresci no meio eclesiástico e sempre me inquietou o fato de ver a divisão ou desunião do povo de Deus. Um questionamento aparentemente infantil me colocava diante de uma situação intrigante. Me perguntava: se todos pertencemos a um só Senhor e vamos para o mesmo e único céu, porque somos tão desunidos?

Graças a Deus que com o tempo muita coisa mudou. Com alegria podemos ver que a coisa está andando. Hoje já temos pastores e membros de diferentes denominações com o mesmo propósito, realizando muitos projetos juntos. Isso tem realmente glorificado o nome de Jesus. Esta Unidade pode ser aferida nos mais variados eventos em todo o Brasil, especialmente aqueles promovidos por Conselhos e Associações de Pastores.

Participando de alguns desses eventos, acabei por concluir que a hora da unidade é chegada. Não há mais tempo de perder tempo. A luta pela unidade não pode ser algo isolado, de apenas um ou outro pastor. Deve ser mesmo uma luta “globalizada”. E não pode ser, também, uma unidade superficial, “de cima do muro”. Tem que ser algo prático.

A princípio, devemos entender que a unidade da Igreja não é um projeto de homens, mas sim, um projeto de Deus. A própria trindade pode ser um paradigma de unidade: três pessoas distintas formam um único Deus.

Em segundo lugar, precisamos ter consciência de que a unidade da Igreja não é apenas um projeto de Deus, mas sim a vontade de Deus para a Igreja. Esta vontade foi objetivamente expressada pelo Senhor Jesus na sua oração sacerdotal registrada por João no capítulo 17 de seu evangelho: “Pai eu quero que eles sejam um...”.

Em terceiro lugar, precisamos compreender que a unidade da Igreja é uma realidade. Foi conquistada por nós na cruz e, portanto, não precisamos lutar para promover a unidade. Antes, devemos celebrá-la, pois já foi estabelecida na cruz do calvário, através do sangue de Jesus!

Portanto, precisamos considerar e valorizar esta unidade. A palavra de Deus, no Salmo 133, nos diz que através da unidade, quando os irmãos estão em união, o Senhor ordena a Benção e a vida para sempre. Assim, podemos afirmar que a bênção e a vida são resultados da prática da unidade. Lamentavelmente, muitas desculpas e dificuldades são apresentadas para justificar a falta de unidade. No entanto, estamos convictos de que não há nada que possa nos separar; não há dificuldade ou divergência que não possa ser superada. Devemos rejeitar qualquer espírito de divisão, pois sabemos que o maior inimigo da unidade da Igreja é o próprio Diabo – que veio para matar, roubar e destruir os projetos de Deus.

Não há fórmula mágica para a unidade, mas creio que há pelo menos quatro pontos imprescindíveis a considerar e que precisamos pôr em prática:

1º) Respeito às Diferenças. Unidade não se estabelece quando eu passo a ser como o outro é, ou exigir que o outro mude e passe e ser como eu sou. Antes, Unidade se estabelece quando eu aceito meu irmão e o respeito, sem relevar as diferenças. Uma vez que a graça de Deus é multiforme, devemos compreender que Deus não se limita às formas que nos separam.

2º) Ninguém tem o monopólio ou a exclusividade da fé. Pensar que um grupo é detentor da fé perfeita, que Deus privilegiou alguma comunidade com uma “graça” sobrenatural em detrimento da “desgraça” de outras é assumir publicamente que o senhor desse grupo é inimigo de Deus. A fé se manifesta de formas diferentes, entretanto com a mesma finalidade e eficácia.

3º) Vivemos para nos completar a não para competir. Somos incompletos em nós mesmos. É uma ilusão alguém pensar que se pode conduzir uma igreja de forma isolada. Uma casa se constrói com materiais de construção organizados. Um amontoado de materiais não pode ser chamado de casa, ainda que ali se encontrem todos os elementos para a construção. É necessário organizar, um completar o outro.

4º) O que nos une é muito maior do que o que nos separa. A Cruz de Cristo nos une. Os conceitos religiosos nos separam. Nos separam os costumes, a forma de cultuar, os relativos... Devemos nos unir com os absolutos: nosso credo, nossa convicção de que Cristo nos fez um só povo.

Se vivermos na dimensão espiritual, certamente que nossos olhos não se atentarão para questões bobas, pequenas, que só causam constrangimento e nunca a comunhão. O pendor para a carne provoca confusão. A vida no espírito promove comunhão.

Celebremos, portanto, a unidade da Igreja, e vivamos a plenitude do projeto estabelecido por Deus.

A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo.

Moacir Neto

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Prova Está Na Sua Paciência - Texto de Max Lucado

Este material foi cedido por Max do jornal “Crossings” (Cruzadas) da igreja onde ele prega, Oak Hills Church, em San Antonio, Texas. Material parecido e mais elaborado pode ser encontrado no livro de Max “Um Amor Que Vale A Pena”, publicado pela CPAD.]

Jesus uma vez contou uma parábola sobre um rei que decidiu acertar as contas com seus devedores. Seu contador encontrou um senhor que devia não milhares, ou centenas de milhares, mas, milhões de dólares. O rei sumariamente declara que o homem e a esposa e crianças dele serão vendidos para pagar a dívida. Por causa da sua incapacidade de pagar, o homem está prestes a perder tudo e todo mundo querido a ele. Não é de se admirar que “Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor." - O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora.” (Mat. 18:26-27 BLH ênfase minha)

A palavra paciência aparece de forma inesperada aqui. O devedor não pede clemência ou perdão; ele roga por paciência. Igualmente curioso é este aparecimento singular da palavra. Jesus usa esta palavra duas vezes nesta história e nunca mais. Ela não aparece em nenhuma outra parte nos Evangelhos. Talvez o uso escasso serviu no primeiro-século como um marcador de texto. Jesus reserva a palavra para uma ocasião para fazer um ponto. Paciência é mais que uma virtude para filas longas e garçons lentos. Paciência é o tapete vermelho no qual a graça de Deus nos chega.

Não houvesse nenhuma paciência, não teria havido nenhuma clemência. Mas o rei foi paciente, e o homem com a dívida multimilionária foi perdoado.

Mas, aí a história dobra para a esquerda. O recém perdoado traça uma linha reta do tribunal para os subúrbios. Lá ele procura um sujeito que deve a ele algum dinheiro.

“O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!" - Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo." Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. (Mt 19:28-30 BLH ênfase minha)

O rei fica atordoado. Como o homem poderia ser tão impaciente? Como ousa o homem ser tão impaciente! A tinta do carimbo CANCELADO ainda está úmida nas contas do homem. Você não esperaria uma pouco de Madre Teresa dele? Você pensaria que uma pessoa tão perdoada amaria muito. Mas ele não o fez. E a falta de amor dele o conduziu a um equívoco caro.

O homem que não consegue perdoar é chamado de volta ao castelo.

“ ‘Empregado miserável!’[disse o patrão, ou seja, Deus] ‘Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. - Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida. (Mat. 18:32-34 BLH)

A paciência do rei não fez nenhuma diferença na vida do homem. Ao criado, a clemência do trono nada mais era que um teste cancelado, uma bala evitada, um passe para sair da prisão. Ele não ficou impressionado pela graça real; ele ficou aliviado de não ter sido castigado. A ele foi dada muita paciência, mas ele não deu nenhuma, o que nos deixa curiosos para saber se ele na verdade entendeu o presente que recebeu.

Se você achar paciência difícil de dar, você poderia fazer a mesma pergunta. Quão repleto você está com a paciência de Deus? Você ouviu falar. Leu sobre ela. Talvez você já grifou passagens de Bíblia sobre ela. Mas você a recebeu? A prova está na sua paciência. Paciência profundamente recebida produz paciência livremente oferecida.

Mas paciência nunca recebida leva a uma abundância de problemas, entre os quais um dos maiores é a prisão. Lembra-se onde o rei enviou o criado que não perdoava? “O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.” (Mat. 18:34 BLH)

Pôxa! Nós suspiramos. Estou contente que aquela história é uma parábola. Que bom que Deus não prende o impaciente na vida real. Não esteja tão seguro que ele não o faz. Egoísmo e ingratidão criam paredes grossas e prisões solitárias.

Impaciência ainda prende a alma. Por essa razão, nosso Deus é rápido para nos ajudar a evitá-la. Ele faz mais que exigir paciência de nós; ele nos oferece. Paciência é um fruto do Espírito dele. Ela pendura da árvore de Gálatas 5:22: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,”. Você pediu para Deus lhe dar um pouco de fruto? Bem eu fiz uma vez, mas. . . Mas o que? Você ficou impaciente? Peça a ele de novo, e de novo e novamente. Ele não ficará impaciente com seu pedir, e você receberá paciência ao orar.

E enquanto você estiver orando, peça entendimento. A pessoa paciente “dá prova de grande entendimento,” (Prov. 14:29 NVI). Será que sua impaciência é o resultado de uma falta de entendimento? Aconteceu comigo.

Algum tempo atrás membros dos ministérios da nossa igreja participaram numa conferência de liderança. Especialmente interessado em uma aula, eu cheguei cedo e consegui uma cadeira na primeira fileira. Quando o palestrante começou, porém, eu fiquei distraído por duas vozes nos fundos da sala. Dois homens estavam cochichando um ao outro. Eu estava pensando seriamente em atirar um olhar bravo para trás, quando o palestrante ofereceu uma explicação. “Perdoe-me”, ele disse. “Eu esqueci de explicar por que os dois companheiros nos fundos da sala estão conversando. Um deles é um presbítero numa igreja nova na Romênia. Ele viajou para cá para aprender sobre liderança de igreja. Mas ele não fala inglês, por isso a mensagem está sendo traduzida.”

De repente tudo mudou. Paciência substituiu impaciência. Por quê? Porque a paciência sempre pega carona com entendimento. O homem sábio diz, “O que tem entendimento refreia a língua” dele (Prov. 11:12 NVI). Ele também diz, “quem tem entendimento é de espírito sereno” (Prov. 17:27 NVI). Não perca a ligação entre entendimento e paciência. Antes de você explodir, escute. Antes de você golpear, se ligue. “Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida” (Prov. 24:3 NVI).

Antes de qualquer outra coisa, amor é paciente.

Graça e Paz.

Moacir Neto

Para mais meditações de Max Lucado visite o site

www.maxlucado.com

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.