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segunda-feira, 12 de março de 2018

JOSÉ E A PROVIDÊNCIA DE DEUS


José, porém, lhes disse: […] Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem. (Gênesis 50.19-20)

Algumas vezes, o Antigo Testamento extrai várias lições de uma única situação. A história de José é um bom exemplo.

Primeiro temos uma lição de história. Deus usou o confronto entre os impérios (história secular) para preparar a história de seu povo (“história da salvação”).

O Deus de Abraão, Isaque e Jacó reafirmou sua aliança a cada geração. Porém, quando Jacó ficou velho, o propósito de Deus foi ameaçado pela fome. Jacó então enviou seus filhos ao Egito para comprar grãos. E como José diria mais tarde, “Deus me enviou à frente de vocês para lhes preservar um remanescente nesta terra e para salvar-lhes a vida com grande livramento” (45.7).

A segunda lição se refere à providência de Deus. José foi vítima de uma série de injustiças. Ele foi capturado, escravizado, falsamente acusado, preso injustamente e esquecido por seus colegas de prisão, que haviam prometido interceder em seu favor.

No entanto, em meio a toda essa maldade, Deus estava atuando de modo a promover o seu bem. Como José disse a seus irmãos: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos” (50.20).

Por último, temos uma lição de perdão. José poderia ter reagido de forma diferente em relação a seus irmãos, vingando-se deles ou deixando-os envergonhados. Mas, em vez disso, ele preferiu colocar à prova seu aparente arrependimento. Para isso, ele exigiu que seu irmão mais novo, Benjamim, ficasse no Egito, como refém.

Foi um momento dramático. Os irmãos já haviam sacrificado José; teriam agora coragem de sacrificar Benjamim?
Não! Judá adiantou-se, implorando pela libertação do rapaz e oferecendo-se para ficar como escravo no lugar dele.

Como os irmãos de José estavam mudados! O arrependimento deles era evidente. José ficou satisfeito, e então se revelou a eles, demonstrando seu perdão ao abraçá-los. Veja Gênesis 50.15-21 

Retirado de A Biblia Toda, o Ano Todo. [John Stott]. Editora Ultimato.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz


domingo, 11 de maio de 2014

Fatores bíblicos para o desenvolvimento do reino: José

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo. [...] E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher [...] E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher; e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS.” (Mateus 1.18-25).

José representa todas aquelas pessoas que nem sempre tem o talento que o reino precisa, mas tem disposição de abrigar, cuidar e sustentar aqueles outros servos de Deus a quem já foi confiado um ministério, dom ou missão.

José foi o principal mantenedor de Jesus. Ele trabalhou arduamente na sua carpintaria para que Jesus tivesse o que comer ou vestir. Ele se doou para sustentar a Jesus, um filho que não era seu, uma causa que não era sua.

A missão de José consistia não em falar da salvação de Deus, ele não foi um grande pregador, operador de milagres ou referencial de liderança, mas entregou tudo o que tinha para que os planos de Deus que iriam se concretizar no Filho de Deus se cumprisse com excelência. Ele sustentou, educou e protegeu Àquele que seria o Salvador. Ao contrário do que a religião romana diz, José fez tudo o que soube e o que pode para promover a Jesus.

Talvez o leitor não tenha recebido o chamado de Deus para fazer missões no exterior, mas será que Deus não lhe tem abençoado financeiramente de modo que hoje você possa custear os missionários transculturais?

Talvez você não seja um grande pregador, mas será que você não poderia ser a pessoa que transporta os pregadores para lugares longínquos a fim de que eles preguem o evangelho da graça de Deus?

Talvez você não tenha o chamado pastoral, mas você pode evangelizar as pessoas que serão pastoreadas por outro. A mulher de Samaria ainda não conhecia o bastante para evangelizar sua vizinhança, mas trouxe toda a cidade para ouvir a pregação de Jesus. Paulo disse que lançou o fundamento para que outro construísse sobre ele.

A igreja é uma missão com muitas missões. No reino de Deus há lugar para todos os servos. Um problema comum é que todos querem fazer a mesma coisa. No reino de Deus todas as pessoas são necessárias e todas as ações são importantes.

A democratização da ideia de que todos têm um chamado, introduziu na mente da maioria dos crentes a impressão de que todos foram chamados para exercer alguma das funções ministeriais, o que não é verdade. Tecnicamente todos têm um chamado, mas esse chamado não diz respeito a uma função ministerial e sim uma função avulsa no Corpo de Cristo que é a sua igreja.

Para ser útil no reino de Deus não é obrigado ser um pastor ou evangelista. Há muitas áreas onde a igreja carece de pessoas para auxiliar, mas a visão de que todos têm uma unção ministerial tem feito com que muitos ignorem as demais ações que também são necessárias na igreja de Deus.

O fator José vem justamente para nos mostrar a nobreza que há em tudo o que é feito para a promoção da obra divina. Muitos crentes ficam deprimidos quando veem outros irmãos que tem o mesmo tempo ou menos de conversão que eles estão exercendo as funções pastorais ou qualquer outra de impacto semelhante enquanto eles ainda não sentem que poderiam fazer as mesmas coisas. Esse sentimento não é saudável. Pois quem chama é Deus e “cada um tem de Deus o seu próprio dom, uns de um jeito, outros de outro” Por essa razão sentimentos de inveja ou complexos de inferioridade não devem ocupar a mente dos cristãos. O que cada um precisa é se posicionar frente ao serviço e trabalhar na seara e na vinha do Senhor. Se cada um tomasse a iniciativa de agir mais e falar menos veríamos o fator José se manifestando ricamente em nossos dias.

O fator José ocorre quando os irmãos ajudam aos líderes, quando todos trabalham para promover os projetos e quando os crentes não ficam disputando espaço na igreja. Quando todo mundo se ajuda. Em outras palavras o fator José fala de um ministério de apoio, de suporte. Como já falei antes José aceitou trabalhar arduamente na execução de um projeto que não era dele, ele se arriscou e foi à luta até as ultimas consequências. O fator José é um antídoto contra o egoísmo e contra a prepotência. Esse fator promove o amor incondicional. O fator José leva os crentes a se esforçarem em áreas que são as suas.

Muitas vezes é preciso fazer coisas no reino que talvez você não concorde, mas se é bíblico e se alguém está fazendo é seu dever agir e ajudar. Você pode não gostar da cor da tinta que vão pintar a igreja, mas mesmo assim você deve ajudar na pintura. Você pode não gostar de trabalhar com o ministério infantil, mas você deve dá uma mãozinha quando vir que ninguém se dispôs. O fator José nos ensina que devemos fazer não apenas o que gostamos, mas o que sabemos que não pode deixar de ser feito.

No desenrolar do plano de salvação do mundo, o fator José foi de fundamental importância. Sem ele Maria teria de enfrentar os obstáculos que se ergueram sem qualquer ajuda ou proteção (a não ser a ajuda e proteção do alto). José teve um papel de suma importância sendo hoje um fator digno de ser imitado. O reino de Deus ainda precisa do fator José para continuar se desenvolvendo. A Igreja ainda precisa de pessoas capazes de fazer não o que querem ou o que gostam, mas o que é certo, o que deve ser feito.

Que os pastores e líderes se dediquem na tarefa de ensinar os crentes a serem servos e não apenas consumidores ou clientes dos serviços da igreja. Todos precisam se ver como parte deste grande povo que é o povo de Deus. Quando os crentes se veem como clientes e veem os ministros como garçons, além da identidade da igreja ser distorcida, as pessoas não crescem, não amadurecem e não se tornam participante do Corpo, mas apenas frequentadores da igreja e usuários dos serviços que lá são oferecidos. Não é correto e nem saudável quando as pessoas veem a igreja como uma empresa ou um projeto social. A igreja é um povo e o serviço é uma marca inegociável desse povo.

A Bíblia chama os crentes de servos de Deus, o que é um servo sem serviço? Jesus mesmo confrontou o conceito de servo sem serviço quando disse: “E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? ”. Se a igreja é a comunidade dos servos de Deus, o fator José é presente e atuante.

Missionário Rosivaldo

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

sábado, 23 de março de 2013

JOSÉ – FIGURA DE CRISTO


“Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa” (Gn 37.2)

De todas as histórias do Antigo Testamento, nenhuma apresenta uma figura de Cristo mais detalhada e rica que a comovente história de José. Outras biografias podem nos dar minúcias de experiências pessoais e de fracassos humanos, nos ensinando lições preciosas. No entanto, à medida que a vida de José se desenrola, sentimos que o Espírito de Deus mantém em foco a glória de Cristo.

SEU SERVIÇO.
A história começa com José, um rapaz de dezessete anos, alimentando o rebanho e “andando” com seus irmãos, ou seja, trabalhando juntamente com os mais velhos. Aquele que era o escolhido para ser o soberano do Egito (cap. 41:38-44) primeiramente tinha de ser servo. O lugar de soberania é alcançado apenas pela vereda do serviço. Nisso o Senhor é o exemplo máximo de Seus próprios ensinamentos, pois Ele declarou: “Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lucas 22:27). E porque Ele tomou a “forma de servo… sendo obediente até a morte, e morte de cruz… Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Filipenses 2:7-9). Mais uma vez nesta história vemos Aquele que é maior que José.

SEU PASTOREIO.
Há ainda outros aspectos nos quais o início da história de José transparece Cristo. José liderava ovelhas antes de liderar homens. Por quarenta anos Moisés teve de se contentar em liderar ovelhas no deserto antes de liderar pessoas através do deserto. E também lemos que o Senhor “elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas… para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança” (Salmo 78:70-71). Tanto o serviço e, principalmente, a maneira como esses santos executavam o serviço prefiguravam o Grande Pastor das ovelhas.

“José trazia más notícias deles a seu pai. E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores” (Gn.37.2-3)

SUA SEPARAÇÃO.
Serviço entre os irmãos não implica cumplicidade com o mal. Como servo obediente, José estava sempre perto deles; como homem de integridade, José se afastava por completo das obras deles. Seu serviço o trazia para junto da companhia de outros; seu caráter o levava para longe do que faziam, pois somente sua presença expunha a impiedade dos irmãos. Portanto, José nada tinha a dizer senão “más notícias” sobre eles.

Da mesma maneira, a graça de Cristo, o perfeito Salvador, O trouxe para junto de nós e de nossas necessidades, mas Sua santidade O manteve inteiramente afastava de nosso pecado. A necessidade desesperada que tínhamos e Sua infinita graça O tornaram Servo entre as multidões; nosso pecado e Sua santidade O tornaram Estrangeiro neste mundo. Como Servo perfeito Ele estava acessível a todos; como o Santo de Deus Ele estava separado de todos. Seu serviço O levou a muitos lares necessitados; Sua santidade O deixou sem lar.

SUA SUPERIORIDADE
Se, contudo, o caráter de José o manteve afastado de seus irmãos, o amor de seu pai lhe deu um lugar destacado entre eles. Além disso, Israel dava testemunho desse lugar de distinção ao ter vestido José com uma túnica colorida – uma declaração pública do prazer que ele tinha em seu filho.

Nossos pensamentos viajam de José para Cristo e do lugar único que Ele ocupava no coração do pai. O mesmo capítulo que diz que “Deus amou o mundo” também diz que o “Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos” (João 3).

Deus nos ama com uma medida de amor insondável, porém não há padrão de medida que seja capaz de abranger o amor do Pai pelo Filho.

“Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente” (Gn. 37.4)

SEUS SOFRIMENTOS. O Espírito de Deus se deleita em exaltar Cristo ao apresentar Sua supremacia universal por meio da história de José, embora tal supremacia tenha sido alcançada mediante o caminho do sofrimento. Existem características e aprimoramento de caráter que somente o sofrimento traz à tona.

Se José ocupava um lugar distinto e especial no coração de Israel, seu pai, e se nos planos de Deus ele estava destinado à posição de supremacia, durante um período José teve de enfrentar a ira de seus irmãos. Em uma medida menor, a história dele exemplifica o ódio tremendo pela qual Cristo passou nas mãos dos homens. O Homem a quem Deus destinou o lugar de domínio universal é o mesmo Homem que iria ser odiado por Suas criaturas.

Por que o coração humano odeia tanto a Cristo? Será que havia algo de errado nEle? Certamente que não, pois em Cristo não havia qualquer traço de crueldade, violência, ironia, orgulho, arrogância, ou outra coisa que provocasse o ódio das pessoas.

Em Cristo só havia amor. Enquanto outros faziam o mal, Ele apenas fazia o bem. Enquanto outros amaldiçoavam e escarneciam, de Sua boca saíam palavras graciosas. Até os guardas que foram enviados para O prender testemunharam: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (João 7:46).

E apesar de todos os atos de amor, das palavras de graça, das curas e milagres, o povo o recompensou com mal e ódio (Salmo 109:5). De fato Ele podia exclamar: “Odiaram-me sem causa” (João 15:25).

Extraído Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.