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sábado, 27 de setembro de 2025

RESGATE DE RELAÇÕES EM CONFLITO

Nenhuma família, por mais que nela exista amor, está livre de discórdias, tensões e conflitos.

Os conflitos são inerentes à existência humana.

Onde encontrarmos dois indivíduos, encontraremos, também, problemas de relacionamento.

As pessoas são diferentes ente si, por isso é absolutamente normal que tenham suas diferenças.

Quanto mais íntimo e franco for o relacionamento, maiores serão as possibilidades de divergências.

Os conflitos fazem parte da vida.

A maturidade de uma pessoa mostra-se na sua qualidade de superar as divergências lúcida e construtivamente.

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele...” (Mt. 18.15).

A maneira certa de agir para solucionarmos um problema de relacionamento é procurar resolvê-los, é enfrentá-los.

Abordar os conflitos de maneira adequada melhora e redireciona as nossas relações.

Não há dificuldade que não possa ser superada com diálogo e boa vontade.

Se enfrentarmos os conflitos com coragem, tratando as pessoas com cortesia e sinceridade, evitando as generalizações, as acusações e as projeções, procurando enxergar o ponto de vista alheio;

Poderemos superar os desentendimentos e, resgatar relações estremecidas.

Transcrito por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


terça-feira, 28 de maio de 2024

CONSEQUÊNCIA DA SALVAÇÃO

"Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10).

Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras.

As boas obras não são a causa da salvação, mas sua consequência.

Não fazemos boas obras com o propósito de sermos salvos; fazemo-las porque já fomos salvos pela graça, mediante a fé.

É importante destacar que se as boas obras não encontram lugar como causa meritória ou instrumental da salvação, elas precisam ser vistas como a evidência da salvação.

A fé e as boas obras não estão em conflito.

A fé sem as obras é morta; as obras sem a fé não são boas.

A fé produz obras e as obras provam a fé.

A salvação é só pela fé independente das obras, mas a fé salvadora nunca vem só.

Vem acompanhada das obras que glorificam a Deus e abençoam os homens.

Essas obras foram preparadas de antemão para que andássemos nelas.

Tudo provém de Deus, pois é ele quem opera em nós, tanto o querer como o realizar.

Rev Hernandes Dias Lopes

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

CONFLITO DE VONTADES

A sensação que temos é de que o autor da Epístola aos Hebreus exagera a humanidade de Jesus.

Principalmente quando afirma que, “Embora sendo filho, Ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu” (Hb 5.8).

A obediência supõe um perigoso conflito entre a vontade certa e a vontade errada, entre a vontade contínua e a vontade passageira, entre a vontade soberana e a vontade circunstancial, entre a vontade de Deus e a vontade própria.

De fato, Jesus enfrentou esse conflito de vontades opostas.

Ele teve vontade de comer, mas não realizou o espetáculo de transformar pedras em pães, como o tentador lhe sugerira (Mt 4.2-4).

No início de sua última semana de vida, já em Jerusalém, Ele chegou a considerar a possibilidade de pedir ao Pai que o dispensasse da cruz, mas nem sequer fez a oração desejada, porque, disse, “eu vim exatamente para isto, para esta hora” (Jo 12.27).

No penúltimo dia daquela semana, na sexta-feira de madrugada, na hora H, ali no Getsêmani, “numa tristeza mortal”, Jesus prostrou-se com o rosto em terra e fez a oração mais dramática de todos os tempos:

“Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres” (Mt 26.39).

Essa mesma oração foi feita outras duas vezes (Mt 26.42-43), sempre com absoluta submissão.

Como não era possível deixar de beber o cálice, Jesus esvaziou prontamente o seu conteúdo.

É por isso que Paulo faz o seu comentário: Jesus “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.8).

A obediência rara de Jesus deve ser praticada por nós.

Não é uma obediência fácil.

Muitas vezes custa um preço muito alto, mas deve ser imitada por seus servos

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

CONFLITO ESPIRITUAL

A Bíblia está repleta de relatos de batalhas, guerras, confrontos e todo tipo de coisas que denotam conflitos.  Só para termos uma idéia de como este assunto é tratado em grande escala nas Escrituras, a palavra “batalha”, assim como foi traduzida, encontra-se em cinquenta trechos das Escrituras.

A palavra sinônima “guerra”, encontra-se em duzentos e oito versículos. São referências que descrevem a luta entre nações, pessoas individuais, Deus e o homem, o homem cristão e a sua velha natureza, a Igreja e o mundo, a Igreja e o diabo.

Em Ap 12:4, encontramos a referência à primeira batalha espiritual que foi travada: “arrasta a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra”. Esta é uma referência de João a Satanás que rebelou-se contra Deus e arrastou consigo a terça parte dos anjos.

Desde então, nós vemos, através da Bíblia, Satanás fazendo guerra contra Deus e o Seu povo: “Então ele me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do Senhor, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor”. (Zc. 3:1).

Encontramos, também, citações da batalha que se deve fazer contra Satanás: “...não deis lugar ao diabo”. (Ef. 4:7); Revesti-vos de toda armadura de Deus para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo”. (Ef. 6:11).

Em Tg 4:7, está escrito: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”.  Esta palavra “resisti”, a qual Tiago refere-se, no grego é “anqi(sthte”, ela é derivada de ”anqi)sthmi”, que traduzido é “colocar-se contra, opor-se, permanecer firme”. 

Esta palavra é aplicada da mesma forma, o combate que o crente deve fazer ao diabo em, pelo menos, mais duas formas no Novo Testamento: Ef 6:13 e 1 Pe 5:8,9.

Isso denota, de forma direta, uma luta espiritual que está se travando.  Sobre isso, Paulo Romeiro comenta de forma plausível: “A Bíblia fala muitas vezes sobre tal conflito. Sim, existe uma contínua e intensa batalha entre a luz e as trevas, entre Cristo e Satanás, entre a Igreja e o inferno”.

Nelson Leite Galvão

Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

quarta-feira, 4 de julho de 2018

A BATALHA INTERNA


Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito , o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. (Gálatas 5.17)

Não se desespere quando sentir que a natureza pecaminosa luta continuamente contra o Espírito ou quando não puder forçar a natureza pecaminosa a se sujeitar imediatamente ao Espírito.

Não se surpreenda nem se assuste ao se tornar ciente deste conflito entre a natureza pecaminosa e o Espírito em seu corpo.

Pelo contrário, anime-se quando Paulo diz que os desejos da natureza pecaminosa são contrários ao Espírito. “Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam.” Com essas palavras, ele conforta aqueles que estão sendo provados.

É como se Paulo dissesse: “É impossível seguir o Espírito em todas as situações sem que a natureza pecaminosa interfira. Ela será um obstáculo para que você não faça o que realmente quer. Neste ponto, resistir à natureza pecaminosa é suficiente para que você não gratifique os seus desejos.

Siga o Espírito, não a natureza pecaminosa, que rapidamente se torna impotente porque é muito impaciente. Ela duvida, reclama, procura vingança, odeia a Deus, luta contra ele e se desespera”.

Se você estiver ciente dessa batalha, não se desespere, mas resista no Espírito e diga: “Eu sou um pecador e me sinto pecador, pois ainda estou neste corpo. Enquanto eu viver o pecado se atracará a este corpo. Mas eu obedecerei ao Espírito, e não à natureza pecaminosa. Eu me agarrarei a Cristo por meio da fé e da esperança nele e encontrarei conforto em sua Palavra”.

Você não agradará aos seus maus desejos quando for fortalecido assim.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 6 de julho de 2016

AS DIMENSÕES DA PAZ

“Tu, Senhor, conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme; porque ele confia em ti” (Is 26.3).

O homem é um ser em conflito: conflito com Deus, com o próximo e consigo mesmo. O homem é uma guerra civil ambulante. O pecado arruinou seu corpo, sua mente e sua alma. O mundo é um barril de pólvora porque o homem não está em paz. Ele precisa de paz. Mas, que paz?

EM PRIMEIRO LUGAR, PAZ COM DEUS. “Justificados, pois, mediante a fé temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). O pecado é o maior mal, pois nos priva do maior bem. O pecado faz separação entre o homem e Deus. O pecado separa o homem de Deus agora e para sempre. O homem não pode limpar-se de seus pecados. Nenhuma religião tem poder para perdoar pecados. Portanto, o Deus ofendido procurou o homem ofensor.

Deus mesmo tomou a iniciativa de nos reconciliar consigo mesmo por meio de Cristo. O Filho de Deus veio ao mundo como nosso substituto. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele carregou sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados. Ele pagou a nossa dívida e morreu a nossa morte.

Agora, os que estão em Cristo estão quites com as exigências da lei e com as demandas da justiça. Fomos justiçados. Estamos reconciliados. Não pesa mais sobre nós, que cremos em Cristo, nenhuma condenação. Temos paz com Deus!

EM SEGUNDO LUGAR, PAZ COM O PRÓXIMO. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Ao desfrutarmos da paz com Deus, precisamos ser agentes da paz com o próximo. Aqueles que foram reconciliados com Deus precisam se reconciliar com os seus irmãos.

Em vez de cavarmos abismos de mágoa, devemos construir pontes de reconciliação. Em vez de criarmos divisões, devemos ser aliviadores de tensões. Em vez de jogarmos uma pessoa contra a outra, devemos ser pacificadores. Em vez de sermos o estopim dos conflitos, devemos trabalhar pela preservação da unidade e pela promoção da paz. Em vez de guardar ressentimento, devemos exercitar o perdão. Em vez de sermos os iniciadores de conflitos devemos ter paz com todos os homens.

EM TERCEIRO LUGAR, PAZ COM NÓS MESMOS. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.7). Aqueles que têm paz com Deus desfrutam da paz de Deus. Paz com Deus não é um sentimento, mas um relacionamento certo com Deus. Aqueles que foram reconciliados com Deus experimentam a paz de Deus. Essa paz interior, entretanto, não é apenas uma emoção, mas, sobretudo, uma pessoa.

Nossa paz é Jesus. Aqueles que conhecem a Jesus, podem cantar nas noites mais escuras da alma. Aqueles que são salvos por Jesus e vivem em paz com os irmãos, experimentam uma paz que excede todo o entendimento. Essa paz não é simplesmente presença de coisas boas nem apenas ausência de coisas ruins. Essa paz é o governo de Cristo em nosso coração. Essa paz coexiste com a dor. Está presente nas tempestades da vida. Sustenta-nos nos vales mais escuros. Consola-nos na hora do choro mais amargo.

Você já tem paz com Deus? Seus pecados já foram perdoados? Você tem a alegria de ter seu nome escrito no livro da vida? Você está em paz com todos os homens? Há ainda alguma mágoa em seu coração?
Hoje é o tempo oportuno para você fazer uma assepsia em sua alma e lancetar os abcessos do seu coração. Agora é a hora de perdoar e pedir perdão e ter paz com o seu próximo.

Você está desfrutando da paz de Deus? Tem recebido o consolo do Altíssimo? Tem experimentado o conforto do Espírito no meio das lutas?
É tempo de você tomar posse de todas as dimensões da paz: paz com Deus, paz com o próximo e paz com você mesmo!

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

IRA - FERRAMENTA PERIGOSA

IRA - FERRAMENTA PERIGOSA

Vivemos tempos difíceis e incertos. A economia mundial é imprevisível, por vezes parecendo flertar com a calamidade global. O terrorismo – expressão de um ódio sem precedentes – produziu não apenas medo, mas também intensa ira. Até mesmo dias normais de trabalho, podem nos levar à ira, na medida em que temos de lidar com prazos fatais ou mudanças em excesso. Num filme popular, um dos personagens gritava: “Estou furioso... e não vou mais agüentar isto!” Você já se sentiu assim?

Embora sentir ira seja compreensível, as palavras e ações provenientes dela podem ser mais prejudiciais que os eventos que originaram nossas emoções. A ira pode resultar em danos físicos e emocionais para outras pessoas. Ela pode nos levar a agir irracionalmente e influenciar decisivamente a forma pela qual os outros nos vêem.

A IRA GERA A INDIFERENÇA.
Você já investiu para “se vingar” de algo que alguém fez ou disse, que o deixou furioso? A maioria de nós já agiu assim uma vez ou outra. Mas uma reação impulsiva e descuidada pode tornar uma situação ruim ainda pior. “O sábio é cauteloso e evita o mal, mas o tolo é impetuoso e irresponsável.” (Provérbios 14:16).

A IRA É UM CONVITE AO CONFLITO.
Quando alguém irado expressa seus sentimentos, as pessoas presentes não podem evitar responder de alguma maneira. Embora algumas conseguem permanecer calmas, outras são incitadas a se irarem igualmente. “O homem irado provoca brigas e o de gênio violento comete muitos pecados.” (Provérbios 29:22).

A IRA PODE SER CONTROLADA.
Após o acesso de ira, depois que o estrago já foi feito, não é incomum ouvir-se alguém dizer: “Sinto muito, mas mas deu para evitar.” A verdade é que ele poderia ter “evitado”, mas escolheu não faze-lo. Emoções, tanto positivas quanto negativas, podem ser controladas e expressas de maneira apropriada. “É uma honra dar fim a contendas, mas todos os insensatos envolvem-se nelas.” (Provérbios 20:3).

A IRA PODE SER CONTAGIOSA.
Se você tem problema com a ira, ou quer se assegurar de não desenvolver tal problema, evite passar muito tempo com pessoas iradas. A ira tem um modo especial de infectar pessoas, como uma gota de veneno num copo com água. “Não se associe com quem vive de mau humor, nem ande em companhia de quem facilmente se ira; do contrário você acabará imitando essa conduta e cairá em armadilha mortal.” (Provérbios 22:24-25).

A IRA NÃO É UMA QUALIDADE DE CARÁTER APRECIÁVEL.
O que você procura num líder que quer seguir: alguém que é controlado por suas emoções ou alguém que mantem suas emoções sob controle? A ira pode motivar as pessoas a reagirem de forma desejada, mas a longo prazo, ou cria o medo, ou destrói a confiança. “Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mas vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade.” (Provérbios 16:32).                                                                                               
Fonte: tele-fe

Por Litrazini


Graça e Paz

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DIMENSÕES SOBRENATURAIS DO EVANGELISMO

Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. [2 Coríntios 4.6]


Os capítulos 3 e 4 da Segunda Carta aos Coríntios constituem uma passagem clássica sobre o ministério pastoral. Paulo introduz aqui as dimensões sobrenaturais do evangelismo.

“O deus desta era [o diabo]”, ele nos diz, “cegou o entendimento dos descrentes” (4.4). Somos impotentes diante de tal cegueira, pois não nos é dado abrir os olhos aos cegos. Um véu espesso paira sobre suas mentes para que não vejam a luz do evangelho de Cristo.

Somente Deus, o Criador, pode abrir os olhos que o diabo cegou. Assim, Paulo nos conduz de volta ao começo de tudo, ao Gênesis, e nos recorda que a voz de Deus ecoou em meio às trevas, dizendo: “Haja luz”.

Assim como na criação a luz resplandeceu das trevas, na nova criação Deus mesmo resplandece em nossos corações. A regeneração é um ato criador divino tanto quanto a ordem original de Deus na criação.

Vemos aqui de um lado, o “deus desta era” (v. 4), e do outro, “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1.3). O texto é claro em relação à atitude característica de cada um. O diabo cega a mente dos descrentes, enquanto Deus resplandece nos corações obscurecidos (v. 6).

Diante desse conflito sobrenatural, nós nos perguntamos se poderíamos contribuir de alguma maneira. Se o diabo cega e Deus resplandece, não seria mais prudente nos retirarmos do campo de batalha.  

De fato, muitos cristãos pensam assim, mas não Paulo. Leia o versículo 5, que eu deliberadamente omiti até aqui. Se colocarmos os três versículos juntos, descobriremos que o diabo cega (v. 4), Deus resplandece (v. 6) e nós pregamos Cristo Jesus como Senhor (v. 5).

Ou seja, o evangelismo (a proclamação do evangelho de Cristo), longe de ser supérfluo, é na verdade indispensável.

Se a luz por meio da qual Deus resgata as pessoas da escuridão é o evangelho, temos mais é que pregá-lo! Através da pregação fiel do evangelho o príncipe das trevas é derrotado e Deus resplandece sua luz nos corações humanos.

Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.


Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.

Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. (2 Coríntios 4.1-6)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Uma Guerra de Muitas Batalhas

O Espírito Santo nos liberta da escravidão ao pecado, mas a carne sempre tenta nos chamar de volta à sua servidão. Por isso importa que se ande sempre no Espírito para que não sejamos vencidos pela carne. Todavia, antes que atinjamos a plena libertação da carne na glória do céu, sempre estaremos em luta com este inimigo: a nossa natureza terrena sujeita à ação do pecado.

Como é esta a realidade para qualquer cristão, então nenhum deles deve se desanimar com o fato de ser lenta e gradual a mortificação do pecado, de forma que a nova criatura fique cada vez mais forte, e o velho homem cada vez mais fraco.

Foi implantado em cada cristão este princípio ou lei do Espírito da vida em Cristo Jesus, Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. (Rm.8.2), de maneira que sempre terão esta permanente capacitação recebida do Espírito Santo para poderem combater e vencer as paixões e concupiscências da carne, (Gl.5.24).

A carne é fraca, ou seja a nossa natureza terrena corrompida pelo pecado, para cumprir o propósito de Deus em nosso viver, mas o espírito está pronto, quando vivificado pelo Espírito Santo, ou seja, ele é forte para nos levar a superar a fraqueza da carne, de maneira que em vez de seguirmos o pendor (inclinação) da natureza terrena que nos arrasta para o pecado e à morte espiritual, sigamos o do Espírito que conduz à vida e à paz, (Rm. 8.6-13)
.
O pecado sempre nos assediará tenazmente, enquanto vivermos aqui embaixo, mas ele não reinará em nós, porque foi destronado por Cristo, e agora quem reina é a sua graça, Rm. 5.21, de modo que o Espírito Santo sempre manterá um combate permanente contra o pecado.

Deus poderia subjugar o pecado de uma vez por todas no momento mesmo da nossa conversão a Cristo, assim como ele o fará quando formos para a glória do céu. Mas, para provar a nossa obediência a ele, e para nos exercitar aperfeiçoando a nossa fé e maturidade espiritual, permite que participemos em cooperação com o Espírito Santo, na luta contra o pecado, enquanto estivermos deste outro lado do céu.

E por este conflito permanente contra o pecado, nas vitórias sucessivas que temos sobre ele, ou até mesmo pelas derrotas que podemos sofrer em algumas batalhas – que ocorrem quando descuidamos da vigilância, da oração e do andar no Espírito, – somos ensinados por Deus quanto à nossa completa dependência da Sua graça para que possamos viver de modo agradável a ele.

Silvio Dutra

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

As Obras das Carne


“PORQUE AS OBRAS DA CARNE são: prostituição, impurezas, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias... os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus” (Gl 5.19-23). 

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que Gálatas 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crente, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito. 


OBRAS DA CARNE

“Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8, 13; Gl 5.17, 21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (Gl 5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14).

As obras da carne incluem: 
(1) Prostituição (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt. 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1 Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição. 

(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5). 

(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2 Co 12.21).

(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática de feitiçarias (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizades extremas. 

(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1 Co 1.11; 3.3).

(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1 Co 3.3).

(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8);

(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2 Co 12.20; Fp 1.16,17).

(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1 Co 11.19).

(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).


(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos. 



(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas. 


(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das atividades físicas e mentais por meio de bebida embriagante. 


(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.


As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do Reino de Deus, i.e., não terá salvação (Gl 5.21). 

Estudo da Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Litrazini

Graça e Paz



terça-feira, 17 de maio de 2011

Paz, uma dádiva do céu

O mundo está em conflito. Enquanto erguemos monumentos À paz, investimos mais na guerra.

Enquanto falamos da necessidade de paz, armamo-nos até aos dentes, preparando-nos para os mais encardidos combates.

As tensões se agigantam entre as nações, dentro das famílias e até mesmo no sacrário da nossa alma. Somos uma guerra civil ambulante.

O homem está em conflito com Deus, com seu próximo e consigo mesmo. A paz será sempre um sonho utópico até que reine o Príncipe da paz.

As Escrituras nos falam de paz com Deus e paz de Deus. A primeira é um estado, a segunda um sentimento.

A paz de Deus nos fala de um relacionamento certo com Deus, fruto da reconciliação com ele, por meio de Cristo.

A paz de Deus é fruto da paz com Deus e tem a ver com um sentimento de gozo inefável, que inunda a nossa alma, mesmo em meio aos vendavais da vida.

Não há paz de Deus sem que primeiro se estabeleça a paz com Deus.

A paz com Deus é a raiz, a paz de Deus é o fruto. A paz com Deus é a fonte e a paz de Deus é o fluxo que corre dessa fonte.

Mas, o que de fato é a paz com Deus?

Ela é fruto da justificação, e justificação é um ato jurídico de Deus, declarando-nos inocentes e inculpáveis diante do seu tribunal, em virtude do sacrifício substitutivo de Cristo, em nosso favor e em nosso lugar.

Mediante a justificação, ficamos quites com a lei de Deus e com a justiça divina, não pesando mais sobre nós nenhuma condenação. Nossos pecados não são imputados a nós, pois foram lançados sobre Jesus na cruz e toda a justiça de Cristo é transferida para o nossa conta, de tal maneira que somos justificados no tribunal de Deus.

A justificação é um ato e não um processo; é feito no tribunal de Deus e não no nosso coração. Ela não tem graus, uma vez que todos os salvos são de igual forma justificados com base nos méritos de Cristo Jesus. Por isso, a paz com Deus é a mesma para todos os remidos. Nenhum salvo tem mais paz com Deus do que outro. Todos estão de igual forma reconciliados com Deus por meio de Cristo Jesus.

Já a paz de Deus difere de crente para crente. Nem todos os salvos a experimentam com a mesma intensidade. Ela não é um estado, mas um sentimento, fruto do nosso estreito relacionamento com Deus. Paulo diz que a falta dessa paz deixa o coração e a mente vulneráveis à ansiedade.

A ansiedade é uma espécie de estrangulamento da alma, quando somos sufocados pelas tensões que chegam das circunstâncias, dos relacionamentos estremecidos e da preocupação com as coisas materiais.

Quando buscamos a Deus em oração e o adoramos, dando graças por sua bondade, a ansiedade precisa bater em retirada e, a paz de Deus, como uma sentinela divina, passa a guardar nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus.

A paz de Deus é uma fortaleza ao redor da nossa mente e do nosso coração, da nossa razão e dos nossos sentimentos.

A paz de Deus é aquele descanso interior, em saber que Deus está no controle, que nossa vida está em suas mãos, mesmo quando as circunstâncias ao nosso redor estão tempestuosas. Não precisamos ser prisioneiros da ansiedade.

Se já fomos reconciliados com Deus, já temos a paz com Deus, e agora, podemos experimentar a paz de Deus!

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

Por Lidiomar

Graça e Paz

sábado, 4 de dezembro de 2010

Administrando conflitos

Ao criar o ser humano, Deus o fez com o propósito de que o homem, a mulher e seus descendentes vivessem em harmonia e equilíbrio espiritual, emocional, físico e material, e desfrutassem de amor, alegria, paz, saúde e segurança. Porém, o primeiro casal, Adão e Eva, desobedeceu às orientações que Deus lhe havia transmitido quanto a se alimentar do fruto de determinada árvore que havia no jardim do Éden:

E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn 2.16-17).

O pecado, consequência de ambos terem errado o alvo, ou de terem se desviado do objetivo que Deus havia programado para a humanidade, deu origem ao conflito, que se tornou inerente à famílias, casais, empresas, igrejas e outros grupos sociais.

Ninguém pode negar a existência de conflitos. Eles são reais em todos os segmentos da vida.

A partir da queda, o primeiro casal desenvolveu emoções como o medo, a vergonha, a culpa, a raiva, o ódio e a rejeição. Ao serem questionados por sua postura equivocada, Adão e Eva não assumiram os seus erros. O homem acusou a mulher. Esta, por sua vez, acusou a serpente. Surgiu entre ambos o espírito de acusação, que originou os conflitos.

Segundo a definição de Max Weber, intelectual alemão considerado um dos fundadores da Sociologia e autor do livro Sociologia do conflito, a relação social é um comportamento recíproco de vários indivíduos. Estes podem expressar-se sob a forma de entendimento e amor, ou, ao contrário, de desacordo e ódio. Toda relação social carrega um duplo potencial de amor e ódio.

Portanto, considerar o conflito uma relação social que faz parte das relações humanas determina nossa atitude diante dele. O conflito provém do fato de que o indivíduo não pode ter direito a tudo ao mesmo tempo. Essa seleção social, afirma Weber, “é eterna”.

Enfim, nenhuma sociedade é perfeitamente homogênea, exceto nas utopias. Nossa existência é feita de múltiplas relações. Com determinadas pessoas nossa relação é o próprio “paraíso” na terra. Com outras, é o verdadeiro “inferno”, em termos de agonia e desentendimentos.

Temos necessidade de sermos aceitos pelos outros, mas, inevitavelmente, surgem desacordos, pois somos todos diferentes uns dos outros. Cada um tem suas histórias, valores, crenças e hábitos peculiares.

Assim, ao longo de toda a vida, colidiremos com aqueles aos quais estamos ligados de maneira íntima na família, no trabalho, no círculo de amizades ou na igreja. O conflito, normal e inevitável, manifesta-se no tempo e no espaço. Sempre houve e haverá motivos para conflitos em todas as áreas de nossa vida.

Dra. Elizete Malafaia

Por Lidiomar

Graça e Paz



Reflexões Evangélicas

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