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segunda-feira, 6 de abril de 2020

RELACIONAMENTO DO CRENTE COM O MUNDO


“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1 Jo 2.15,16).

A palavra “mundo” (gr. Kosmos) frequentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação.

Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1 Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1 Jo 2.15-16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18-19; 17.14).

Por exemplo, Satanás usa a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura, para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.

Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas.

(1) Satanás (ver Mt 4.10) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2 Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13).

(2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (Jo 7.7; 15.17-19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7).

(3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo.

(4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1 Pe 2.11).
(a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (Rm 12.2), não amar o mundo (1 Jo 2.15), vencer o mundo (1 Jo 2.4), odiar a iniqüidade do mundo (Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.4) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4).
(b) Amar o mundo corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele. Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc.

(5) De acordo com 1 Jo 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a Deus:
(a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1 Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
(b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Ex 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28).
(c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16).

(6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (Mt 9.11; 2 Co 6.14); deve reprovar abertamente o pecado deles m(Jo 7.7; Ef 5.11), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13, 14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15; Jd 22,23).

(7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1 Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (2 Co 11.3; 1 Pe 5.8).

(8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44); 2 Ts 1.7-10; 1 Co 7.31; 2 Pe 3.10; Ap 18.2).

Estudo da Bíblia de Estudo Pentecostal / Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 21 de julho de 2019

AS TRIBULAÇÕES DO CRENTE


“Porque por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14.22).

AQUELES QUE SE DEDICAM a Cristo, como Senhor, e que um dia entrarão no reino do céu, hão de sofrer “muitas tribulações” ao longo do seu caminho. Por viverem em meio a um mundo hostil, têm que se engajar na guerra espiritual contra o pecado e o poder de Satanás (Ef 6.12; cf. Rm 8.17; 2 Ts 1.4-7; 2. Tm 2.12).

Por outro lado, a vida verdadeiramente cristã é uma contínua batalha contra os poderes do mal.

(1) Os que são fiéis a Cristo, à sua Palavra e aos caminhos da justiça, terão problemas e aflições neste mundo (Jo 16.33). Somente o “crente” morno ou de meio termo viverá em paz com este mundo (cf. Ap 3.14-7).

(2) O presente mundo ímpio, bem como os falsos crentes, continuarão como adversários do evangelho de Cristo até quando o Senhor derrubar o sistema maligno deste mundo, na sua vida (Ap 19.20). Entrementes, a esperança do crente “está reservada nos céus” (Cl 1.5) e está “já prestes para se revelar no último tempo” (1 Pe 1.5).

Sua esperança não consiste nesta vida, nem neste mundo, mas no aparecimento do seu Salvador para levá-lo para si (Jo 14.1-3. 1 Jo 3.2,3)” (Comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal). 

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança” (Rm 5.3-4). 

“Paulo alista “tribulações” como uma das bênçãos da salvação em Cristo.

(1) A palavra “tribulação” refere-se a todos os tipos de provações que podem nos afligir. Isto inclui coisas como necessidades financeiras ou materiais, circunstâncias difíceis, tristeza, enfermidade, perseguição, maus tratos ou solidão.

(2) Em meio a estas aflições, a graça de Deus nos capacita a buscar mais diligentemente a sua face e produz em nós um espírito e caráter perseverantes, que vencem as provações e as aflições da vida. A tribulação, ao invés de nos levar ao desespero e à desesperança, produz a paciência (v.3), a paciência produz a experiência (v.4), e a experiência resulta numa esperança madura que não decepciona (v. 5).

(3) A graça de Deus nos capacita a olhar além dos nossos problemas presentes, nossa ardente esperança em Deus e a certeza garantida da volta do nosso Senhor para estabelecer a justiça e a piedade no novo céu e nova terra (1 Ts 4.13; Ap 19 – 22).

Entrementes, enquanto estivermos na terra, temos o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, a fim de nos consolar em nossas provações e trazer até nós a presença de Cristo (Jo 14.16-23)” 

Comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal / Transcrição: Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

PAIXÕES DE UM CRENTE CHEIO DO ESPÍRITO SANTO


E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, Efésios 5.18

I. A PAIXÃO POR UMA VIDA SANTA
1. Quando vivemos em santidade, nos afastamos do Inferno
No Inferno jamais existirá santidade
O caminho da santidade é contrário ao caminho do Inferno
2. Quando vivemos em santidade, estamos mais perto de Deus
Viver em santidade atrai anjos; Viver em santidade aproxima de Deus por atração.
3. Quando vivemos em santidade, nos parecemos com Jesus
Ele é absolutamente santo; Sua santidade é repartida com Seus seguidores
4. Quando vivemos em santidade, somos desejados no Céu
O anjo disse a Daniel: Daniel, homem mui desejado!; Estêvão foi recebido por Cristo, de pé!

II. A PAIXÃO POR CONHECER A VONTADE DE DEUS
1. Pecadores não se interessam pela vontade de Deus
Os pecadores não possuem a revelação da Pessoa de Deus; O pecado dos pecadores os deixa ignorantes dessa vontade
2. O Espirito Santo e a Bíblia nos revelam a Vontade de Deus
A Bíblia é perfeita revelação da plena vontade de Deus; O Espírito Santo nos guia a fim de realizarmos essa vontade
3. A vontade de Deus é claramente definida nas Escrituras
Ela é boa; ela é agradável; ela é perfeita
4. Vontade geral, circunstancial e individual
Vontade geral: a salvação de cada criatura
Vontade circunstancial: Paulo sendo chamado para a Macedônia
4.3 A chamada de Jonas para pregar em Nínive

III. A PAIXAO PELA EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO
1. Deus enviou Seu Filho para morrer pelo Mundo
Deus não tem outro plano de salvação para o Mundo; Cristo será sempre o Único Salvador dos homens
2. A Igreja existe para evangelizar o Mundo
Deus não tem outras pessoas para evangelizar o Mundo; Anjos, Governo, sociedades, ninguém pode realizar tal obra.
3. Temos sido batizados com o Espírito Santo para isso
O Batismo nos dá poder para testificar; Tire proveito de seu batismo, evangelizando!
4. A Evangelização do Mundo, último sinal p/ a volta de CRISTO
Verifique cuidadosamente: os demais sinais estão cumpridos; Quanto tempo levaremos para alcançar todo o Mundo?

IV.A PAIXÃO PELA VOLTA DE JESUS
1. Este mundo está cada vez mais indigno de ser nossa morada
“Dos quais o mundo não era digno”, Hb 11.38; O grande desejo de Cristo é que estejamos com Ele, Jo 14.2
2. Os sinais da volta de Cristo estão cada vez mais fortes
Examine o que está acontecendo em Israel; Faça uma pesquisa e veja a Internet como um sinal!
3. Deixe o ESPÍRITO por uma paixão por essa Volta Triunfal
O Espírito Santo habita dentro de cada um de nós; Ele reacende cada dia o fogo de nossa esperança
4. Se Cristo voltasse hoje, você subiria com Ele?
Se você vive cheio do Espírito Santo, mantenha-se preparado! Jesus está voltando! Vigie! O Arrebatamento está às portas!

Pr. Geziel Nunes Gomes

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

CRENTE SIGNIFICA O QUE CRÊ


O QUE REALMENTE IMPORTA?

POUCO IMPORTA SE VOCÊ DIZ QUE É CRISTÃO
Durante séculos muito sangue foi derramado injustamente por um número incalculável daqueles que se diziam cristãos. Ao capturarem Jerusalém, em 1099, os cruzados, ou como diziam, "os defensores de Cristo", fizeram jorrar sangue de seus habitantes. Entre os anos de 1095 e 1269, judeus, muçulmanos e mesmo cristãos foram massacrados pelas turbas armadas em seu caminho a Terra Santa. Que diremos da Inquisição, que mandou para fogueira milhares de inocentes?

POUCO IMPORTA SE VOCÊ DIZ QUE É CRENTE
Crente significa o que crê ou aquele que tem fé. Ao pé da letra, portanto, todas as pessoas que têm fé, independentemente da razão dessa fé, podem ser chamadas de crentes, inclusive o próprio Diabo: "Tu crês que há um só Deus: fazes bem: também os demônios o crêem, e estremecem" (Tg. 2:19).

POUCO IMPORTA SE VOCÊ DIZ QUE É PROTESTANTE
 A Reforma Protestante, que aconteceu na Alemanha, em 1529, não trouxe à tona apenas uma nova fé. Muitas injustiças foram praticadas por aqueles que seguiam esta nova fé. Mesmo Martinho Lutero, o ícone do protestantismo, manifestou, em muitas ocasiões, sua aversão contra os judeus.

Foi na própria Alemanha protestante que se deu a grande carnificina praticada por Hitler. Que diremos dos protestantes da Irlanda do Norte, os quais vivem constantemente em pé de guerra contra seus conterrâneos católicos? E o que se pode dizer dos Estados Unidos, país estatisticamente protestante, que ufanado em seu poderio militar, tem aniquilado um considerável número de civis inocentes?

POUCO IMPORTA SE VOCÊ DIZ QUE É EVANGÉLICO
Em nossos dias, o fato de alguém ser evangélico não significa – necessariamente – que tal pessoa assumiu um compromisso com o genuíno Evangelho de Cristo. Para muitos, evangélico é uma espécie de "grife espiritual", da qual muitos fazem uso para se promover financeiramente.

É bem comum, por exemplo, a artistas que fracassaram em suas carreiras profissionais, após se tornarem evangélicos, voltarem a ser estrelas, brilhando nos palcos "gospels" pelo mundo afora.

O QUE REALMENTE IMPORTA?
O que dizemos que somos, de nada valerá se não demonstramos isto na prática. Em outras palavras, de nada adianta você dizer que é cristão, crente, protestante ou evangélico, se no seu dia-a-dia, no seu viver cotidiano, você é capaz de odiar, magoar ou humilhar uma pessoa.

Se você não me amar como a si mesmo, pouco importa o que sai da sua boca.

Jaime Nunes Mendes

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O CRENTE E O GALARDÃO

Não podemos desenvolver a nossa salvação desvinculada de um atitude cristã autêntica. Um dia todos nós (os salvos) prestaremos contas de nossas obras ao nosso Senhor e receberemos os nossos galardões de acordo com as nossas motivações mais íntimas

Geralmente as pessoas nas igrejas compreendem que galardão é uma recompensa por serviços prestados. Uma espécie de compensação, prêmio, um reconhecimento pelo trabalho realizado. Alguns até consideram o galardão como uma espécie de honraria, condecoração, uma homenagem que atribui ao galardoado uma distinção dos demais.

Muitos porém fazem confusão com o conceito do galardão e há bem poucos estudos sérios de interpretação sobre o tema. Vejamos o que podemos extrair da Bíblia sobre galardão?

Existem inúmeros textos bíblicos que sustentam a doutrina do galardão e o apoio escriturístico é suficiente, tanto no Antigo Testamento (2 Cr 15:7; Is 40:10; Is 62:11), quanto no Novo Testamento (Mt 16:27; 1 Co 3:8,14; Ef 6:8; Ap 2:23; 11:18; 22:12).

Existem duas palavras gregas para galardão, uma é misthós , e o seu significado é salário (Rm.4:4) ou recompensa (Mt.5:46), e a outra é antapódosis cujo sentido é de retribuição (Cl 3:24; Lc 14:12). Podemos portanto compreender que galardão está relacionado com as recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Co 5:10). Tanto no sentido positivo, como no sentido negativo. (Rm 11:9).

Obviamente precisamos esclarecer que o galardão difere da salvação em nossa relação com Deus. A salvação é uma dádiva, um presente de Deus pra nós, fruto da Graça divina, dom gratuito, recebido pela fé, imerecidamente. O galardão é um reconhecimento, uma recompensa. Isto é, a minha salvação depende totalmente da fidelidade de Cristo na cruz, enquanto que o meu galardão depende da minha fidelidade para Cristo na vida.

Não podemos desenvolver a nossa salvação desvinculada de um atitude cristã autêntica. Um dia todos nós (os salvos) prestaremos contas de nossas obras ao nosso Senhor e receberemos os nossos galardões de acordo com as nossas motivações mais íntimas.

Nas citações de Rm 14:10 e 2Co 5:10 Paulo mostra o que acontecerá quando Cristo reunir todos o redimidos em torno de Si; diante do seu tribunal. Ali haverá uma avaliação do que fizemos, e não fizemos, não no sentido quantitativo, mas qualitativo. Ali serão avaliadas as obras e não o obreiro. Haverá ganhos e perdas de recompensa, não de salvação. Todo o trabalho será avaliado perante a justiça Divina. Jesus Cristo irá julgar os seus.

O apóstolo Paulo também deixa claro que podemos fazer obras individuais de caráter espiritual de grande valor, como “ouro, prata e pedras preciosas”. Mas também podemos executar obras de caráter promocional e pessoal, isto é, que não glorifiquem a Deus, e que são frágeis como “madeira, feno e palha” (1Co 3:12-15).

Porém, Wayne Grudem salienta em sua Teologia Sistemática o seguinte: “É importante perceber que esse julgamento dos crentes será para avaliar e conceder níveis de recompensa" (página 977). Estes níveis de galardão para os crentes não promoverá problemas de inveja, ciúmes e competição porque o pecado não mais existirá no corpo glorificado.

Pontuando que Deus é mais importante do que o galardão. Ele é o "galardoador". A motivação não é o prêmio, mas Aquele que irá premiar.

As Escrituras ensinam que a vida eterna é alcançada pela graça por meio da fé. Porém, o galardão vem como conseqüência das obras realizadas depois da fé. O galardão está relacionado com o comportamento do crente como salvo desenvolvendo o caráter de Deus em si.

Por isso é importante compreender que mesmo o galardão, é consequência e fruto da ação da Graça de Deus em nós, sem o qual, jamais seríamos considerados merecedores de qualquer coisa no céu.

Autoria: Bruno dos Santos


Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

É possível um crente perder o Espírito Santo?

A maioria dos teólogos tende a descrer da possibilidade de um crente perder Espírito Santo, entretanto, se não é possível o crente perder o Espírito, porque Sansão o perdeu?
“E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Tendo ele despertado do seu sono, disse consigo mesmo: sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei; porque ele não sabia ainda que já o Senhor se tinha retirado dele. (Juízes 16:20).

Se não é possível um crente perder o Espírito Santo então porque quando Davi pecou contra Deus ele orou pedindo para que o Espírito Santo não se retirasse dele?
“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito.” (salmo 51.10,11).

Se o Espírito de Deus não pode se retirar de um crente, porque a Bíblia diz que Saul o perdeu?
“E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do Senhor.” (I Samuel 16.14).

Se Saul perdeu o Espírito de Deus por ter sido rebelde a voz do Senhor, os crentes rebeldes que enchem as igrejas desses dias também podem perder!

Se o Espírito deixou Sansão por ele ter brincado demais com o pecado, não há razão para os crentes destes dias que vivem brincando com o pecado e cultivando uma vida mundana hostil à vontade divina não serem também desabitados pelo Espírito de Deus!


Olhando a igreja cristã atual, especialmente aqui no Brasil, temos a triste impressão de que o Espírito de Deus não está nela; pelo menos, não na proporção que já esteve em outros tempos. Tal argumento fundamenta-se no fato de que temos visto inumeráveis adesões todos os dias em muitas congregações, mas não temos assistido mudanças significativas ou palpáveis nas vidas dessas mesmas pessoas que têm ido à frente respondendo aos convites evangelísticos que são feitos.

Adesão por uma igreja denominada cristã está cada vez mais comum; entretanto, conversão está cada dia mais raro. Jesus disse que quando o Espírito viesse convenceria o mundo da justiça, do pecado e do juízo. Da justiça, para mostrar que há um padrão que o homem morto em sua vida vil jamais conseguirá atingir; do pecado, para fazer o pecador ver o quão merecedor ele é da ira divina com todo o seu rigor; do juízo, para mostrar que o homem tem diante de si um iminente julgamento que poderá condená-lo aos castigos eternos. Essa obra do Espírito tem o poder de gerar temor no coração do pecador, temor que o leva a cair de joelhos diante do Salvador e suplicar: pequei Senhor, misericórdia!

Observa-se uma ausência contínua de consciência de pecado e normalmente é assim que muitos supostos crentes vivem. Pecam como se não houvesse pecado. Não há temor de Deus nos homens. A degradação moral mistura-se a banalização de tudo o que é espiritual e nessa ruptura do cristianismo autêntico banalizam-se tudo o que é divino.

Precisamos urgentemente de um autêntico avivamento que renove dentro das igrejas o temor a Deus e os valores morais cristocêntricos e esse avivamento não virá como consequência de campanhas, congressos ou seminários, mas virá como resultado do retorno do Espírito de Deus aos púlpitos que se esfriaram e aos corações que se desviaram! Por isso suplicamos: Espírito Santo, volta pra tua igreja!

Autor: José Rosivaldo

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Igreja rumo à maturidade

Warren Wiersbe, insigne comentarista bíblico, diz que o apóstolo Paulo oferece-nos três retratos da igreja em sua Primeira Carta aos Coríntios, capítulo três: a igreja é uma família cujo alvo é a maturidade; a igreja é um campo cujo propósito é a quantidade; e, a igreja é um edifício, cuja finalidade é a qualidade. Vamos considerar essas três figuras.

1. A igreja é uma família, cujo alvo é a maturidade (1Co 3.1-5).

Na igreja de Corinto o processo de maturidade espiritual estava atrasado. Os crentes ainda eram crianças em Cristo, imaturos e, estavam bebendo leite, quando deveriam ser pessoas adultas e maduras na fé.

Por serem crianças espirituais estavam andando segundo o homem e criando partidos dentro da igreja, promovendo o culto à personalidade. Na igreja de Corinto havia quatro partidos: o partido de Paulo, de Cefas, de Apolo e de Cristo. Não que esses líderes contribuíssem para essa atitude carnal; ao contrário, combatiam-na com tenacidade.

Um crente imaturo tem sempre a tendência de seguir um líder e tornar-se dependente dele, em vez de ter um relacionamento pessoal com Jesus. Um crente carnal sente-se mais seguro sob a sombra de alguém do que caminhar resoluto com os olhos fitos em Deus.

Um crente carnal é um crente a reboque como Ló; se a corda que o prende a seu líder se romper, ele fica à deriva. Paulo diz que a igreja é uma família, onde essas crianças espirituais precisam crescer rumo à maturidade.

2. A igreja é um campo, cujo propósito é a quantidade (1Co 3.6-9a).

Paulo muda a metáfora da família para o campo e passa da linguagem doméstica para a faina da agricultura. Se o alvo da família é a maturidade, o alvo do campo é a quantidade.

Num contexto de disputas e invejas dentro da igreja, Paulo afirma que um planta, o outro rega, mas o crescimento vem de Deus. Quem deve receber a glória pelos resultados da colheita não é o que planta nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Quem planta ou quem rega, ambos devem ter o mesmo propósito. Eles visam o mesmo resultado.

Por isso, vão receber sua recompensa. Porém, precisamos entender que somos apenas cooperadores de Deus e lavoura de Deus. Ao mesmo tempo em que somos cooperadores de Deus, ou seja, semeadores que cuidam da semente para que ela brote, cresça e tenha condições de frutificar, também, somos a própria lavoura de Deus que deve produzir muito fruto, a fim de que Deus seja glorificado.

3. A igreja é um edifício, cuja finalidade é a qualidade (1Co 3.9b-17).

Ao tratar da igreja, mais uma vez Paulo muda a metáfora. Agora faz uma transição do campo para o edifício, da quantidade para a qualidade. A igreja é um edifício. Esse edifício tem um fundamento, que é Cristo.

Ninguém pode lançar outro fundamento. Edificar nossa vida espiritual sobre outra base é consumada insensatez. É como construir sobre a areia. É construir para o desastre. Sobre o fundamento que é Cristo precisamos construir com materiais nobres e duradouros como ouro, prata e pedras preciosas.

O uso de materiais perecíveis como madeira, palha e feno não suportaria a prova de fogo e o resultado é que essa obra pereceria irremediavelmente. Esse edifício precisa ter qualidade. A vida cristã é uma vida de excelência e não de incúria e descuido espiritual.

Paulo usa esta figura para mostrar que esse edifício é o próprio santuário de Deus, e esse santuário não é um monumento morto, mas um edifício vivo, pois nós somos o santuário de Deus e ele habita em nós. Porque Deus habita em nós, esse santuário é sagrado e não pode ser destruído.

Esse santuário é o nosso corpo e devemos glorificar a Deus nele, sabendo que se nos dedicarmos a uma construção com qualidade receberemos de Deus o galardão.

Pr Hernandes Dias Lopes

Por Lidiomar

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.