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domingo, 15 de dezembro de 2024

PADRÃO DE VIDA ESPIRITUAL

"Combate o bom combate da fé..." (1Tm 6.12)

Em ambos os casos, o sentido é de trabalhar fervorosamente, ou esforçar-se, como um atleta que irá participar de um evento esportivo.

Bons atletas têm que treinar com vigor para atender às exigências do seu esporte.

Da mesma forma, um cristão dedicado deve condicionar-se espiritualmente para atender à exortação de Paulo:

"Exercita-te pessoalmente na piedade" (1Tm 4.7).

Paulo usou frequentemente a correlação entre os esforços dos atletas e o andar dos cristãos para mostrar que a vida de um crente renascido não tem por objetivo a passividade.

Ela requer treinamento espiritual, que inclui muitas das qualidades demonstradas por um atleta superior:

Diligência, dedicação, auto disciplina, disposição de aprender...

Entretanto, do mesmo modo como no cenário esportivo dos nossos dias, muitos de nós se dedicam a ser espectadores, não necessariamente "inativos", mas definitivamente não jogadores.

Batalhar pela fé deveria ser o padrão de vida espiritual de todo cristão

Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1Pe 3.15).

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo desmascara e reprova a incredulidade e o pecado, a fim de despertar a consciência da culpa e da necessidade de perdão.

Isto, constantemente, leva o pecador ao arrependimento genuíno e à conversão a Jesus como Salvador e Senhor (At 2.37,38).

A convicção não somente desmascara o pecado, como também torna claro quais serão os resultados pavorosos se os culpados persistirem na prática do mal.

Uma vez convicto, necessário é que o pecador faça sua escolha.

O Espírito Santo convence os homens de que Jesus é o santo Filho de Deus que os torna conscientes do padrão divino da justiça em Cristo.

Esse padrão divino da justiça é confrontado contra o pecado e a pessoa recebe poder para vencer o mundo (At 3.12-16; 7.51-60; 17.31; 1Pe 3.18).

Trata-se da obra do Espírito ao convencer os homens da derrota de Satanás na cruz (12.31; 16.11),

Do juízo atual do mundo por Deus (Rm 1.18-32),

Do juízo futuro de todos os homens (Mt 16.27; At 17.31; 24.25; Rm 14.10; 6.2; 2 Co 5.10; Jd 14).

Cristo, cheio do Espírito (Lc 4.1), testificou ao mundo “que as suas obras são más” e chamava os homens ao arrependimento do pecado (Mt 4.17).

João Batista, “cheio do Espírito Santo” desde seu nascimento expunha os pecados do povo judaico

Pedro, “cheio do Espírito Santo” (At 2.4), convencia os corações de 3.000 pecadores, ao pregar o arrependimento e o perdão dos pecados (At 2.37-41).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sábado, 9 de junho de 2018

O PADRÃO DA TENTAÇÃO


Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também(Gênesis 3.6)

Todas as tentações de Satanás seguem o mesmo padrão. Primeiro, Satanás testa a fé das pessoas e as seduz, distanciando-as da Palavra de Deus. Isso as leva a pecarem contra outras pessoas.

Nós podemos ver na nossa própria experiência que Satanás sempre trabalha assim.

Quando um pensamento nos atinge pela primeira vez, não achamos que estamos prestes a fazer algo errado. Se pensássemos assim, poderíamos mudar de ideia e considerar resultados potenciais, prevendo o dano e a miséria que causaríamos.

Poderíamos até mudar a maneira de pensar e de agir. Contudo, tais pensamentos normalmente são escondidos e nós vamos em frente com a nossa atitude pecaminosa, a ponto de abandonarmos nossa fé.

Eva apanhou o fruto na árvore. Ela estava convencida de que não morreria, mesmo Deus tendo dito o contrário. Ela creu nas palavras de Satanás.

Pensou que seus olhos seriam abertos e que ganharia sabedoria. Depois que as palavras envenenadas do Maligno entraram em seus ouvidos, Eva estendeu sua mão e pegou o fruto proibido, saboreando-o com sua boca. Portanto, ela pecou com todas as partes de seu corpo e sua alma.

Mesmo assim, ela ainda não estava ciente do terrível pecado que havia cometido.

Comeu o fruto alegremente e trouxe um pouco para o seu marido, que também comeu.

Lascívia, ira e cobiça trabalham ao mesmo tempo. Enquanto o pecado está trabalhando, nós não o sentimos. Ele não nos assusta. Não ferroa. Pelo contrário, parece amigável, bondoso e contente

Frequentemente não sentimos culpa enquanto estamos pecando. Entretanto, mais tarde, quando a lei de Deus expõe o pecado, as consequências nos esmagam.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 21 de dezembro de 2013

A tentação de ser normal

Muitos anos já se passaram desde o dia em que ele fora chamado por Deus. Na época ele era apenas um menino que servia a um sacerdote. Depois disso, Samuel se tornara um profeta e um juiz do povo de Israel. Contudo, os seus dias de juiz já haviam passado. Sentindo o peso dos anos, ele havia passado a tarefa para seus filhos. Já estava na hora de se aposentar.Esse, contudo, não é um daqueles dias pacatos da vida de aposentado. Samuel ouve um barulho e, quando vai à janela, vê uma comitiva chegando. Todos os líderes da nação de Israel estão vindo bater à porta de Samuel. “Será que eles não sabem que eu me aposentei?” – pensou Samuel – “Bem, acho que um profeta nunca se aposenta de verdade…”

Depois de se cumprimentarem, Samuel lhes pergunta o porquê da visita. Os líderes vão direto ao ponto: “Eis que já estás velho, e teus filhos não andam nos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei para nos julgar, como o têm todas as nações” (1 Sm 8.5 – Grifo meu) Talvez a cena não tenha se desenrolado exatamente do jeito que descrevi, mas os líderes usaram exatamente essas palavras acima. Se você continuar lendo o texto verá que nem Samuel nem Deus gostaram muito daquilo que os líderes disseram.

Samuel, de fato, estava velho e seus filhos não seguiam seu exemplo. Até aí tudo certo. A segunda parte da fala é que foi problemática. Primeiro porque eles não vieram pedir o direcionamento de Deus. Eles já haviam tomado a decisão de pedir um rei sem sequer pedir a opinião divina. Um profeta deveria ser consultado pelo povo, não ordenado por ele. Essa postura, porém, é apenas um reflexo da decisão que os líderes de Israel haviam tomado. Eles queriam um rei. Não queriam mais que Deus os governasse. Eles desejavam agora receber ordens de um rei, um jovem e chefe militar, cercado de toda a pompa, não mais de um profeta velho.

Por quê? Por que eles se recusaram a receber as direções de Deus e decidiram tirar a posição de Rei de Israel do Todo-Poderoso para dá-la a um humano qualquer? A própria fala deles revela a razão. Eles queriam um rei como todas as nações. Em outras palavras, eles estavam cansados de ser diferentes.

A mesma tentação à qual os israelitas sucumbiram, continua presente na vida dos cristãos até hoje. Às vezes é ruim ser o único dos seus colegas que não vai para o barzinho depois do expediente. O único que não fica olhando para o corpo da mulher do outro. A única que não fala mal do marido. O único casal de namorados da turma que não tem relações sexuais. Talvez você não seja o único, porque existem outros cristãos que convivem com você, mas, mesmo assim, em muitos contextos ainda somos minoria. Não é fácil se manter firme fazendo parte da minoria. Somos seres sociáveis, queremos nos entrosar, queremos ser aceitos no grupo. Isso é particularmente desafiador na juventude. O impulso de seguir o grupo faz com que muitos se desviem nessa fase da vida.

Porém, a tentação de ser normal não se resume a isso. Também queremos, dentro da igreja, ser igual aos demais. Queremos ter as mesmas opiniões, as mesmas posturas e as mesmas práticas que todos os outros. Muitas vezes seguimos, sem questionar, o padrão deixado pelos nossos pastores e líderes. Não me entenda mal. Devemos seguir os bons exemplos que temos ao nosso redor. Porém, ainda que o seu pastor pregue muito bem, você precisa pregar exatamente como ele? Será que Deus precisa de duas pessoas que preguem do mesmo jeito? Só porque os outros estão fazendo a vontade de Deus, não quer dizer que precisamos copiá-los. Deus tem um plano exclusivo para você. Deus nos chama a sermos diferentes.

O Senhor está procurando pessoas que estejam dispostas a pensar fora da caixa. A fazer o que ninguém mais está fazendo. Questionar o que outros não questionam. Ir aonde outros não vão. Ao invés de seguir o modelo dos outros, devemos seguir a direção particular de Deus a nós. Somente assim nossa vida haverá de fazer a diferença nesse mundo. Afinal, fazer o que todos fazem pode até não ser errado, mas certamente é irrelevante.

Nossa oração não deve ser como a dos líderes de Israel que falaram com Samuel. Deve ser como a de Moisés: “Então Moisés lhe respondeu: Se não fores com teu povo, não nos faças sair deste lugar. Como é que os outros povos poderão saber que estás contente com o teu povo e comigo, se não fores conosco? A tua presença é que mostrará que somos diferentes dos outros povos da terra” (Ex 33.15-16 NTLH- Grifo meu)

Deus estava com o povo de Israel na época de Samuel, mas eles não queriam mais as direções de Deus, só as suas bênçãos. No caso de Moisés foi o contrário. Deus disse que iria embora, porém os abençoaria com a posse da terra prometida. Moisés orou dizendo que só a benção de Deus não era o bastante. Ele queria a companhia e a direção de Deus.Quem você deseja imitar: os líderes de Israel ou Moisés? Você deseja ser como todos os demais ou diferente?

Bráulio Brandão / Lagoinha.com

Por Litrazini
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Graça e Paz

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A Cruz é uma coisa radical

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome sua cruz e siga-me.Mt 16.24

A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens.

Depois que Cristo ressurgiu dos mortos, os apóstolos saíram a pregar a sua mensagem, e o que pregaram foi a cruz. E por onde quer que fossem pelo mundo levavam a cruz, e o mesmo poder revolucionário ia com eles. A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de perseguidor dos cristãos em um terno crente e um apóstolo da fé. Seu poder mudou homens maus em bons. Sacudiu a longa escravidão do paganismo e alterou completamente toda a perspectiva moral e mental do mundo ocidental.

Fez tudo isso, e continuou a fazê-lo enquanto se lhe permitiu permanecer como fora originalmente, uma cruz. Seu poder se foi quando foi mudado de uma coisa de morte para uma coisa de beleza. Quando os homens fizeram dela um símbolo, penduraram-na nos seus pescoços como ornamento ou fizeram o seu contorno diante dos seus rostos como um sinal mágico para protegê-los do mal, então ela veio a ser, na melhor expressão, um fraco emblema, e na pior, um inegável feitiço. Como tal é hoje reverenciada por milhões que não sabem absolutamente nada do seu poder.

A cruz atinge os seus fins destruindo o modelo estabelecido, o da vítima, e criando outro modelo, o seu próprio. Assim, ela tem sempre o seu método. Vence derrotando o seu oponente e lhe impondo a sua vontade. Domina sempre. Nunca se compromete, nunca faz barganhas, nunca faz concessão, nunca cede um ponto por amor da paz. Não se preocupa com a paz; preocupa-se em dar fim à sua oposição tão depressa quanto possível.

Com perfeito conhecimento disso tudo, Cristo disse: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome sua cruz e siga-me. Assim a cruz não só põe fim à vida de Cristo, como termina também a primeira vida, a velha vida, de cada um dos Seus seguidores verdadeiros. Ela destrói o velho modelo, o modelo de Adão, na vida do crente, e lhe dá fim. Então o Deus que levantou a Cristo dos mortos levanta o crente, e uma nova vida começa.

Isso, e nada menos que isso, é o cristianismo verdadeiro, embora não possamos senão reconhecer a aguda divergência que há entre esta concepção e a sustentada pelo tipo comum de cristãos conservadores hoje. Mas não ousamos qualificar a nossa posição.

A cruz ergue-se muito acima das opiniões dos homens e a essa cruz terão que vir afinal para julgamento. Uma liderança superficial e mundana gostaria de modificar a cruz para agradar os religiosos maníacos por entretenimento que querem divertir-se até mesmo dentro do santuário; fazê-lo, porém, é cortejar a tragédia espiritual e arriscar-se à ira do Cordeiro feito Leão.

Temos que fazer alguma coisa quanto à cruz, e só podemos fazer uma destas duas: fugir ou morrer nela. E se formos tão temerários que fujamos, com este ato estaremos pondo fora a fé vivida por nossos pais e faremos do cristianismo uma coisa diferente do que é. Neste caso, teremos deixado somente o vazio linguajar da salvação; o poder se irá juntamente com a nossa partida para longe da verdadeira cruz.

Se somos sábios, faremos o que Jesus fez: suportaremos a cruz e desprezaremos a sua vergonha pela alegria que está posta diante de nós. Fazer isso é submeter todo o esquema da nossa vida para ser destruído e reconstruído no poder de uma vida que não se acabará mais. E veremos que é mais que poesia, mais que doce hinologia e elevado sentimento. A cruz cortará fundo as nossas vidas onde fere mais, não nos poupando nem a nós mesmos nem as nossas reputações cultivadas. Ela nos derrotará e porá fim às nossas vidas egoístas. Só então poderemos elevar-nos em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida totalmente novo, livre e cheio de boas obras.

A modificada atitude para com a cruz que vemos na ortodoxia moderna prova, não que Deus mudou, nem que Cristo afrouxou a Sua exigência de que levemos a cruz; em vez disto, significa que o cristianismo corrente desviou-se dos padrões do Novo Testamento. Para tão longe nos desviamos que nada menos que uma nova reforma restabelecerá a cruz em seu lugar certo na teologia e na vida da igreja.

Fonte: O Melhor de A W. Tozer, Editora Mundo Cristão, 1997

Por Litrazini
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Graça e Paz

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Perfeccionismo não é excelência

Muitas pessoas sentem orgulho em dizer que são perfeccionistas. Elas acham que esta é uma extraordinária qualidade. Batem no peito e assumem abertamente que são e que fazem questão de ser assim. É como se elas trouxessem ao pescoço uma placa com os dizeres: “Siga-me a faça como eu: é o único jeito de tornar o mundo melhor”. Vivem como se fossem o suprassumo da humanidade, o protótipo do ser humano ideal. São aqueles que se julgam os pais perfeitos, os pastores ideais, os crentes nota dez, os modelos de família mais desejáveis, os exemplos marcantes que farão a diferença na história.

Quando encontramos com estas pessoas, achamos que elas são mesmo tudo isso. Por um tempo chegamos a ficar em dúvida e até a admirar, senão mesmo invejar, seu alto nível de compromisso com as virtudes mais escolhidas da raça humana.

Acontece que o perfeccionismo é uma falácia. Simplesmente porque ele se baseia em pressupostos sem alicerces sustentáveis.

Primeiro, porque trata-se de uma mania. É uma coisa quase patológica. Praticamente uma síndrome. Achar que temos condições de fazer qualquer coisa sem falhas, que não erramos nunca, que não temos defeitos é o limiar da loucura absoluta. Não é possível viver assim a vida toda. E o que acaba acontecendo é que em algum momento a falha vai chegar, dando à luz uma vida de hipocrisia farisaica. Quem tem mania de perfeição não consegue conviver com suas próprias faltas. Para ele, isso é a fim. Ele não conseguirá conviver com a realidade, não terá estrutura para enfrentar a verdade. Então, acaba criando um mundo só seu, onde o que importa é a opinião das pessoas, é manter sua imagem perante os outros.

Por esta razão, o perfeccionismo é o embrião da falsidade e do farisaísmo.

Segundo, porque o padrão ideal seguido por quem sofre deste mal é criado por ele mesmo. Este modelo é fundido no fundo do seu próprio quintal, no tacho das idiossincrasias, isto é, naquilo que diz respeito ao temperamento, valores e conceitos de cada um.

Nem sempre, porém, este padrão é efetivamente o melhor. Para os cristãos, por exemplo, o padrão perfeito e absoluto é Jesus. Imita-lo, tentar ser como ele, deveria ser a maior ambição de um discípulo. Mas vai daí que o perfeccionista passa criar o “Jesus” que mais lhe interessa, como se isso fosse possível.

À semelhança de uma facção da igreja dos coríntios, esse pessoal cria um partido e diz que “são de Cristo”, como se o Senhor tivesse lá do seu trono mandado a ficha de filiação para dar seu aval àquele grupelho. Colocam na boca de Cristo palavras que ele nunca sonhou em proferir. Cobram coisas que ele nunca cobrou.

Não bastasse isso, ainda querem impor a todo mundo o mesmo padrão. Veja, ele mesmo criou o seu e agora quem não faz exatamente como ele imagina, não serve. Este é o maior estrago causado pelo perfeccionismo: julgar que somente aquilo que fazemos é que tem valor. Só o nosso padrão é bom. Quem não reza pela nossa cartilha, não tem qualidade. Não é “espiritual”, não tem “consagração”. Quem não gosta daquilo que eu gosto, não tem bom gosto.

Agora, não confunda perfeccionismo com a busca pela excelência.

A diferença é sutil, mas existe. Muitos perfeccionistas tentam se justificar dizendo-se caçadores de excelência.

Excelência é fazer as coisas com o máximo de qualidade que nossos recursos permitem.

Perfeccionismo é determinar pelo nosso padrão pessoal qual é esse máximo e exigir que todos o alcancem. Tentar fazer o melhor sempre, dar o máximo em cada coisa que fazemos, caprichar, esmerar-se é bem diferente de traçar um padrão pessoal de perfeição absoluta e gastar sua vida toda perseguindo esta utopia.

A excelência é uma virtude admirável. Ela atrai e influencia as pessoas ao redor. Quem trabalha com excelência não vai ficar às voltas com quem mata o serviço.

O perfeccionismo, por sua vez, é um defeito asqueroso. Ele isola e torna solitários seus adeptos. O destino do perfeccionista é uma perene frustração. E ninguém gosta de se espelhar em frustrados.

É verdade que muita gente isola também o excelente, porque não é todo mundo que está interessado em ir um passo além e sair da mediocridade. A gente se acostuma a um padrão meia-boca e às vezes não há quem nos faça desistir dele. Mas aí já é um outro problema. Neste caso, a responsabilidade da escolha não recai sobre você, mas sobre aqueles que preferem a estagnação e a falta de qualidade. Problema deles. É o outro extremo.

Quanto a mim e a você, que não queremos errar nem pela falta nem pelo excesso, nos cabe clamar a graça de Deus sobre nossas vidas para que vivamos da melhor forma possível, com sabedoria e discernimento, conscientes de nossas limitações e fraquezas, mas procurando dar o melhor sempre, em todas as circunstâncias.
E se um dia a gente se tornar referência para o que quer que seja, que seja unicamente para glorificar o Servo Perfeito que andou entre nós e que “deixou-nos exemplo para seguirmos os seus passos” (1Pe.1.22)

Autor: Marcos Soares

Por Lidiomar

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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