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terça-feira, 10 de julho de 2018

A PARÁBOLA DA SEMENTE


O Reino de Deus é semelhante a um homem que lança a semente sobre a terra. Noite e dia, estando ele dormindo ou acordado, a semente germina e cresce… por si própria. (Marcos 4.26-28)

Se seguirmos a cronologia do Evangelho de Marcos, a parábola da semente que germina e cresce foi uma das primeiras.

Naquele tempo o reino era extremamente pequeno e consistia apenas de algumas poucas pessoas que tinham ouvido Jesus pregar o evangelho e respondido à sua convocação.

Essa parábola, portanto, tinha como objetivo tranquilizar seus seguidores e trazer-lhes encorajamento quando a disseminação do reino parecesse lenta.

Em alguns aspectos importantes, o reino cresce como crescem as plantas. Um agricultor espalha a semente e, no tempo devido, quando o grão amadurece, ele maneja sua foice e faz a sua colheita.

Entre o tempo da semeadura e o da ceifa, no entanto, ele não faz praticamente nada. Se ele dormir ou se ficar acordado, não faz nenhuma diferença, pois, de uma forma ou de outra, a semente brota e cresce.

Como é na natureza, assim é no reino de Deus. O reino tem crescido através dos anos em proporções enormes, mas o seu princípio de crescimento permanece o mesmo.

Primeiro, o reino cresce irreprimivelmente. Ninguém pode deter seu desenvolvimento, pois uma força oculta está em atividade, fazendo “primeiro o talo, depois a espiga e, então, o grão cheio na espiga” (v. 28).

Segundo, o reino cresce imperceptivelmente. Não podemos observá-lo acontecendo. E ele continua crescendo a despeito de nossa observação.

Terceiro, o reino cresce espontaneamente. Não podemos contribuir para o seu processo oculto de crescimento. A terra produz os grãos “por si própria” (v. 28). A palavra grega é automaté. Não, é claro, que o processo seja literalmente automático, pois é por meio da operação secreta do Espírito Santo que o reino cresce. A obra é dele, não nossa.

E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra. E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa. Marcos 4.26-29

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo  [John Stott]. Editora Ultimato.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 28 de fevereiro de 2015

PROFECIAS DADAS POR JESUS SOBRE A SUA VOLTA

A profecia mais clara sobre o fim dos tempos é esta, porém poucos entendem o seu significado.

“Aprendam com a parábola da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas. (Mateus 24:32-33)

Nosso Rabi nos orientou a aprender com a parábola da figueira, pois ela nos mostraria quando o tempo do fim estaria próximo. Mas o que nos fala de tão importante assim esta parábola? vejamos:

“E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás.” (Lucas 13:6-9)

Note que o homem que procurava fruto na figueira, já o fazia há TRÊS ANOS, ou seja, o tempo que durou o ministério de Jesus, e a figueira é Israel, que é o local onde o ungido veio para resgatar seu povo pra Deus. Inicialmente ele não foi aceito pelo povo de Deus (Pela maioria, pois muitos judeus creram nele como vemos nos textos), por isso o próprio Deus, arrancaria fora a figueira, porém, no final, este o viticultor convence o homem a esperar que após a terra fosse devidamente adubada(a palavra pregada), e se desse fruto no futuro, bem, se não, a cortaria.

Perceba que Jesus fala que quando os ramos da figueira (Israel) se renovarem, e suas folhas novamente brotarem, saberemos que o fim estaria próximo, e que o filho do homem estaria ás portas.

Para entendermos vejamos esta profecia do próprio Messias:
“Quando virem Jerusalém rodeada de exércitos, vocês saberão que a sua devastação está próxima. Então os que estiverem na Judéia fujam para os montes, os que estiverem na cidade saiam, e os que estiverem no campo não entrem na cidade. Pois esses são os dias da vingança, em cumprimento de tudo o que foi escrito. Como serão terríveis aqueles dias para as grávidas e para as que estiverem amamentando! Haverá grande aflição na terra e ira contra este povo. Cairão pela espada e serão levados como prisioneiros para todas as nações. Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos deles se cumpram. (Lucas 21:20-24)

Note agora como estão mais claras as ligações com a figueira, a profecia acima citada se cumpriu no ano 70dc, quando o exército romano destruiu jerusalém e matou milhões de judeus por se rebelarem contra o império, após isso o povo judeu foi espalhado pra diversas partes do mundo, sendo massacrados na Alemanha por Hitler e em outros países.

Em 1948, foi declarado o Estado de Israel, e desde então os Judeus puderam voltar a sua terra, a um país naturalmente judaico. Assim sendo, tem aumentado o seguimento judaico chamado de “messiânico” e outros semelhantes seguimentos judaicos em Israel e no mundo, que acreditam que Yeshua é o verdadeiro messias de Israel, assim sendo a figueira está florescendo, e seus ramos dando frutos, e o próprio messias disse que viria quando isso acontecesse em outra profecia:

“Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram. Eis que a casa de vocês ficará deserta. Pois eu lhes digo que vocês não me verão desde agora, até que digam: ‘Bendito é o que vem em nome do Senhor’” (Baruk raba beshen Adonai). (Mateus 23:37-39)

A figueira floresceu!! Israel é o relógio da humanidade! e o filho do homem está às portas!!!

” Aprendam com a parábola da figueira!”

Raimundo Padilha
           
Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

domingo, 14 de dezembro de 2014

QUAL O SIGNIFICADO DA MENSAGEM DA DRACMA PERDIDA?

A parábola da Dracma Perdida (Lc 15,8-10) para ser melhor compreendida precisa ser lida à luz das outras duas  a da  Ovelha perdida (Lc15,3-7) e a denominada do Filho pródigo (Lc 15,11-32), uma vez que ela está no meio destas duas. Ela é relatada unicamente em Lucas. Há uma intenção do redator em apresentar o relato desta forma em que o amor misericordioso de Deus é apresentado de forma progressiva.

Vejamos na primeira parábola da Ovelha perdida Jesus a propõe com a intenção de mostrar que Deus se preocupa com qualquer ovelha que se perde do seu rebanho, em que ele vai a procura até encontrá-la. Deus não desiste dos que dele se afastam. Veja bem como termina no v. 7: haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

E na última parábola proposta por Jesus  do filho pródigo, o pai fica ansioso e feliz pela volta do seu filho mais novo que pediu os bens a que tinha direito, gastou tudo que volta arrependido querendo apenas ser como um empregado do pai. Nesta parábola Deus é apresentado como um pai amoroso e que se alegra com a volta dos filhos que dele se afastam e por isso se rejubila e faz festa. A volta para Deus precisa ser muito bem comemorada. Veja como termina no v. 32: “era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado”.

Na parábola da Dracma perdida é a menor moeda que se perde. Deus é comparado com a mulher que se preocupa em procurar o que se perdeu não importando o seu valor. Ela tinha 9 moedas e se empenha ainda em procurar a outra. Acende a lâmpada, varre a casa, e a procura diligentemente faz uma verdadeira faxina, não deixa um só canto sem ser revistado em busca da pequena moeda que se perdeu. Quando a encontra reúne as amigas e pede que se alegrem com ela. No v. 10 Jesus afirma: “de igual modo há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”.

Quando alguém peca se afasta de Deus, é como se escondesse de Deus, por isso essa afirmação de Jesus. A respeito de se esconder de Deus, veja o que fizeram Adão e Eva quando desobedeceram a Deus em Gn 3,8. Veja também como Deus vai novamente conquistar seu povo que dele se tinha afastado Os 2,14, em que Deus atrai seu povo para si, o leva ao deserto e lhe fala ao coração.

Percebemos uma graduação e especificação na busca de Deus pelos que dele se afastam. Se na da Ovelha perdida é a alegria de Deus por encontrar uma ovelha que se perdeu (qualquer um/uma do rebanho), na da Dracma perdida é a alegria pela menor das moedas que é encontrada (pelo ser humano considerado como menor ou mais pequeno = pecador) e na do filho pródigo a alegria e a festa por um filho (alguém que é da sua família), que se arrepende e retorna.

Que Deus nos ajude para que saibamos nos deixar iluminar por sua Palavra e por sua Luz e que quando for necessário também ir à procura daqueles que estão afastados dele, do seu caminho, da justiça, da paz, da fraternidade e do amor que unem e são  a expressão da verdadeira vida cristã.

Extraído do site abiblia.org.

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

segunda-feira, 24 de março de 2014

Dicas de interpretação da Bíblia

1. Nunca use um texto sem o seu devido contexto, são os versículos que vem antes e depois daquele que estamos estudando. No contexto achamos versículos ou exemplos que nos esclarecem ou definem o significado de uma palavra obscura.

2. Entenda que na Bíblia existem figuras de retórica: são várias figuras de linguagem que a Bíblia emprega, e todas são necessárias para ilustrar verdades divinas e profundas.

São palavras que não podem ser tomadas ao pé da letra, pois são figuras de retóricas (metáfora, parábola, sinédroque, hipérbole, etc.) I Co 11.26 “todas as vezes que beberdes o cálice..” não quer dizer que vamos beber o recipiente onde se coloca o vinho,mas sim o conteúdo dele. (sinédroque). Nm 13.33 “vimos ali gigantes e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos... as cidades são grandes e fortificadas até o céu. (hipérbole)

Entendendo as parábolas:

Esta é a figura de linguagem preferida de Jesus. Nos evangelhos vamos encontra-la o tempo todo.

Para entender bem uma parábola, é necessário buscar seu objetivo, que normalmente se encontra no início ou no final da parábola.

Agora cuidado: devemos nos prender nos traços principais das parábolas e não nos detalhes que complementam a narrativa. 

Exemplo: Jesus nos ensina a orar com insistência, só que não podemos dizer que “Deus” esteja dormindo, e que a porta está fechada, pois isso vai contra as Escrituras. (Sl 33.18; 121.4; Pv 15.3; Is 59.1)

A necessidade de interpretar a Bíblia:

1. Para um correto entendimento: At 8.31 O eunuco, lia as Escrituras, mas não a entendia. O evangelista Felipe, aproximando-se começou a orienta-lo. Quando não há o verdadeiro ensino surgem as heresias (Pv 29.18 Os 4.6).

2. Para não perdemos nossa identidade: Dt 1.15 Moises grande legislador de Israel, tem a preocupação de ensinar corretamente a lei ao povo. O tempo acaba nos fazendo esquecer a lei. 

Em Juízes 2.10 lemos que havia uma nova geração que não conhecia o Senhor nem os seus poderosos fatos. O ensino da Palavra vem para corrigir isso.

3. Para não sermos guiados por ventos de doutrina: Ef 4.13-14. Paulo, aos Efésios os exorta a conhecer a Deus e estar alerta às doutrinas enganosas dos homens.  Quem está firmado na Palavra não sai abraçando qualquer doutrina.

Atitudes para uma boa interpretação da Bíblia:
1. Respeito: I Ts 2.13 O zombador nunca encontrará verdades na Bíblia, assim como um cego estará desorientado numa montanha.

2. Amor a verdade: Jo 3.19-20 Quem manuseia o livra da verdade, deve ser amante dela, ou então estará debaixo da condenação.

3. Prudência: Há aqueles que querem conhecer todos os mistérios de Deus de uma vez só. Quem corre atrás de mistérios desenfreadamente corre riscos (Pv 18.12; Mt 24.23-26; II co 12.7). 

Suba um degrau de cada vez na escada do conhecimento. 

O ensino é um processo, um fruto que leva tempo até amadurecer.

Conclusão:
Esforce-se e descubra os grandes segredos da Bíblia. Ela é uma pérola de grande valor, pela qual vale a pena todo nosso esforço Mt 13.16

“Eu vejo Deus sentado no seu trono e dirigindo tudo muito bem “ João Wesley

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A Videira Verdadeira


“Eu sou a videira verdadeira, vós, os ramos; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer” (João 15.1-16).

Nesta parábola ou alegoria, Jesus se descreve como “a videira verdadeira” e aqueles que se tornaram seus discípulos, como “os ramos”. Ao permanecerem ligados nEle como a fonte da vida, frutificam: Deus é o lavrador que cuida dos ramos, para que deem fruto (vv.2, 8). Deus espera que todo crente dê fruto.

Jesus fala de duas categorias de ramos: infrutíferas e frutíferas.

(1) As varas que cessam de dá fruto são as que já não têm em si a vida que provém da fé perseverante em Cristo e do amor a Ele. A essas varas o Pai tira, i.e., ele as separa da união vital com Cristo (cf. Mt 3.10). Quando cessam de permanecer em Cristo, Deus passa a julgá-las e a rejeitá-las (v. 6).

(2) As varas que dão fruto são as que tem vida em si por causa da sua perseverante fé e amor para com Cristo. A essas varas o Pai limpa, poda, a fim de ficarem mais frutíferas. Isso quer dizer que ele remove de suas vidas qualquer coisa que desvia ou impede o fluxo vital de Cristo. O fruto é o caráter cristão, como qualidades, que no crente glorifica a Deus, mediante sua vida e seu testemunho (ver Mt 3.8; 7.20; Rm 6.22; Gl 5.22,23; ef 5.9; Fp 1.11).

(3) Quando uma pessoa crê em Cristo e recebe o seu perdão, recebe a vida eterna e o poder de estar ou permanecer nEle. Tendo esse poder, o crente precisa aceitar sua responsabilidade quanto à salvação e permanecer em Cristo. Assim como o ramo só tem vida enquanto a vida da videira flui no ramo, o crente tem a vida de Cristo somente enquanto esta vida flui nele pela sua permanência em Cristo. A palavra grega aqui é meno, que significa “continuar”, “permanecer”, “ficar”, “habitar”.

As condições mediante as quais permanecemos em Cristo são:
(a) conservar a Palavra de Deus continuamente em nosso coração e mente, tendo-a como guia das nossas ações (v. 7);
(b) cultivar o hábito da comunhão constante e profunda com Cristo, a fim de obtermos dEle forças e graça (v.7);

(c) obedecer aos seus mandamentos e permanecer no seu amor (v.10) e amar uns aos outros (vv. 12, 17);
(d) conservar nossa vida limpa, mediante a Palavra, resistindo a todo pecado, ao mesmo tempo submetendo-nos à orientação do Espírito Santo (v. 3; 17; Rm 8.14; Gl 5.16-18; Ef 5.26; 1 Pe 1.22). 

(4) A alegoria da videira e das varas deixa plenamente claro que Cristo não admitia que “uma vez na videira, sempre na videira”. Pelo contrário, Jesus nessa alegoria faz aos seus discípulos uma advertência séria, porém amorosa, mostrando que é possível um verdadeiro crente abandonar a fé, deixar Jesus, não permanecer mais nEle e por fim ser lançado no fogo eterno do inferno (v. 6).

Temos aqui o princípio fundamental que rege o relacionamento salvífico entre Cristo e o crente, a saber: que nunca é um relacionamento estático, baseado exclusivamente numa decisão ou experiência passada. Trata-se, ao contrário de um relacionamento progressivo, à medida que Cristo habita no crente e comunica-lhe sua vida divina (Cl 3.4; 1 Jo 5.11-13).

Três verdades importantes são ensinadas nesta passagem.
(a) A responsabilidade de permanecer em Cristo recai sobre o discípulo. É esta a nossa maneira de corresponder ao dom da vida e ao poder divinos concedidos no momento da conversão.
(b) Permanecer em Cristo resulta em Jesus continuar a habitar nós (v. 4a); frutificação do discípulo (v.5); sucesso na oração (v. 7); plenitude de alegria (v.11);
(c) As consequências de o crente deixar de permanecer em Cristo são a ausência de fruto (vv. 4,5), a separação de Cristo e a perdição (vv. 2a, 6).

“Pedirdes o que quiserdes” - O segredo de resposta à nossa oração é permanecer em Cristo. O princípio que Cristo ensina aqui é que, quanto mais perto o homem vive de Cristo, pela meditação, estudo das Escrituras e comunhão com ele, tanto mais suas orações estarão em harmonia com a sua natureza e as suas palavras e, portanto, mais eficazes serão essas orações.


“Permanecei no meu amor” O crente deve viver na atmosfera do amor de Cristo. Jesus, a seguir declara que isso se dá quando guardamos seus mandamentos.

“Para que vades e deis fruto” – Todos os cristãos são escolhidos “do mundo” (v.19) para “dar fruto” para Deus (vv. 2,4,5,8).

Essa frutificação se refere

(1) às virtudes espirituais como as mencionadas em Gl 5.22,23 – amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (cf. Ef 5.9; Cl 1.10: Hb 12.11; Tg 3.18); e

(2) à conversão a Cristo, doutras pessoas (Jo 4.36; 12.24).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Litrazini:

Graça e Paz


sábado, 25 de setembro de 2010

A parábola dos homens sanduíche - Texto de Max Lucado

Eu sou a voz do que clama no deserto: “Endireitai o caminho do Senhor”. João 1:23

Os rostos dos três homens estavam sérios quando o prefeito os informou sobre a catástrofe: “As chuvas destruíram a ponte. Durante a noite muitos carros foram para o precipício e caíram no rio”.
“O que nós podemos fazer?” um deles perguntou.

“Vocês precisam ficar ao lado da estrada e avisar aos motoristas para não virarem à esquerda. Digam a eles para pegarem a estrada estreita que segue ao lado do rio”.

“Mas eles dirigem muito rápido! Como podemos avisá-los?”

“Vestindo esses cartazes sanduíches”, o prefeito explicou, pegando três cartazes duplos de madeira unidos de forma a ficarem pendurados nos ombros de uma pessoa. “Fiquem nos cruzamentos para que os motoristas possam ver estes cartazes até que eu consiga alguém para consertar a ponte”.

E então os homens foram rapidamente para a curva perigosa e colocaram os cartazes apoiados em seus ombros.“Os motoristas deveriam ver a mim primeiro”, falou um deles. Os outros concordaram. O cartaz dele avisava “Ponte Quebrada!” Ele caminhou vários metros antes de virar e ficar em seu posto.

“Talvez eu devesse ser o segundo, para que os motoristas diminuam a velocidade,” falou o homem cujo cartaz dizia “Diminuam a Velocidade”. “Boa idéia,” concordou o terceiro.

“Eu ficarei aqui na curva para que as pessoas saiam da estrada larga e entrem na estreita”. Em seu cartaz estava apenas “Peguem a Estrada Certa” e tinha um dedo apontando na direção da estrada segura.

E então os três homens ficaram com seus três cartazes prontos para alertarem os viajantes sobre a ponte quebrada. Conforme os carros se aproximavam, o primeiro homem ficava em pé de modo que os motoristas pudessem ler: “Ponte Quebrada”.

Então o próximo sinalizava para seu cartaz, avisando os carros “Diminuam a Velocidade”. E conforme os motoristas obedeciam, eles então veriam o terceiro cartaz, “Peguem a Estrada Certa”. E, apesar da estrada ser estreita, os carros obedeciam e ficavam seguros. Centenas de vidas foram salvas pelos três homens-sanduíches. Por eles terem feito seus trabalhos, muitas pessoas foram mantidas fora de perigo.

Mas depois de poucas horas eles relaxaram em suas tarefas. O primeiro homem dormiu. “Ficarei sentado onde as pessoas possam ver meu cartaz enquanto eu durmo”, ele decidiu. Então ele tirou seu cartaz de seus ombros e o apoiou contra uma pedra. Ele se inclinou no cartaz e dormiu. Enquanto ele dormia, seu braço escorregou sobre o cartaz bloqueando uma das duas palavras. Então ao invés de se ler “Ponte Quebrada”, seu cartaz apenas dizia “Ponte”.

O segundo não ficou cansado, mas ficou orgulhoso. Quanto mais avisava as pessoas, mais importante se sentia. Alguns até paravam no acostamento para agradecê-lo pelo trabalho bem feito. “Nós poderíamos ter morrido se você não nos tivesse dito para diminuirmos a velocidade”, eles aplaudiam. “Você está muito certo”, ele pensava consigo mesmo. “Quantas pessoas estariam perdidas se não fosse por mim?”. Agora ele chegou a pensar que ele era tão importante quanto seu cartaz. Então tirou o cartaz, colocou no chão, e ficou ao lado dele. Quando fez isso, não percebeu que ele, também, estava bloqueando uma palavra de seu aviso. Ele estava na frente da palavra “Velocidade”. Tudo que os motoristas conseguiam ler era a palavra “Diminuam”. Muitos pensaram que ele estava fazendo propaganda de um plano de dieta.

O terceiro homem não estava cansado como o primeiro nem orgulhoso como o segundo. Mas ele estava preocupado com a mensagem de seu cartaz. “Peguem a Estrada Certa”, dizia. Ele ficou inquieto por sua mensagem ser tão inflexível, tão rígida. “Deveria ser dada uma opção para as pessoas. Quem sou eu para dizer a elas qual é a estrada certa e qual é a estrada errada?”. Então ele decidiu mudar a frase do cartaz. Ele fez um traço na palavra “Peguem” e alterou para “Prefiram”. “Humm”, ele pensou, “ainda está muito estridente. É melhor não moralizar. Então ele fez um traço na palavra “Prefiram” e escreveu “Sugiro”. Ainda não parecia certo, “Pode ser que ofenda as pessoas se elas pensarem que eu esteja sugerindo que sei algo que elas não sabem”. Então ele pensou e pensou e finalmente fez um traço na palavra “Sugiro” e a trocou por uma frase mais neutra.“Ahh, agora está certo”, ele disse a si mesmo enquanto se afastava e lia as palavras:“Estrada Certa – Uma de Duas Alternativas Igualmente Válidas”.E então, enquanto o primeiro homem dormia, o segundo ficava parado e o terceiro alterava a mensagem, um carro após o outro mergulhava no rio.

Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida.
Texto original extraído do site http://www.maxlucado.com/

Para reflexão dos ministros da Palavra de Deus.

A Graça e a Paz de Cristo Jesus

Moacir Neto

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.