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domingo, 9 de dezembro de 2012

O Cuspe dos Soldados

O açoitamento foi a primeira ação dos soldados.

A crucificação foi a terceira. (Não, eu não pulei a segunda. Nós chegaremos nela em um instante).

Apesar de suas costas estarem marcadas pelas feridas, os soldados colocaram a viga da cruz nos ombros de Jesus, o escoltaram ao Lugar da Caveira e o executaram.

Nós não culpamos os soldados por estas duas ações. Afinal, eles estavam apenas cumprindo ordens. Mas o que é difícil de entender é o que eles fizeram entre elas. Aqui está a narração de Mateus:

"Então Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado. Então, os soldados do governador levaram Jesus ao Pretório e reuniram toda a tropa ao seu redor. Tiraram-lhe as vestes e puseram nele um manto vermelho; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se diante dele, zombavam: “Salve, rei dos judeus!” Cuspiram nele e, tirando-lhe a vara, batiam-lhe com ela na cabeça. Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e vestiram-lhe suas próprias roupas. Então o levaram para crucificá-lo" (Mateus 27.26-31).

A tarefa dos soldados era simples: levar o Nazareno ao monte e matá-lo. Mas eles tiveram outra ideia. Eles quiseram um pouco de diversão primeiro. Soldados fortes, descansados e armados cercaram um carpinteiro Galileu exausto e quase morto e bateram nele. O açoite foi ordenado. A crucificação foi determinada. Mas quem teria prazer em cuspir em um homem quase morto?

O cuspe não tem a intenção de machucar o corpo - ele não pode. O cuspe tem a intenção de degradar a alma, e ele o faz. O que os soldados estavam fazendo? Eles não estavam exaltando a si mesmos à custa de outro? Eles se sentiam grandes fazendo Cristo parecer pequeno.

Permita que o cuspe dos soldados simbolize a sujeira nos nossos corações. E então observe o que Jesus faz com a nossa sujeira. Ele a carrega para a cruz.

Através do profeta ele disse, “Não escondi a face da zombaria e dos cuspes” (Isaias 50.6). Misturada com o seu sangue e com o seu suor estava a essência do nosso pecado.

Deus poderia ter resolvido de outra maneira. No plano de Deus, foi oferecido vinagre para a garganta de Jesus, então por que não uma toalha para o seu rosto? Simão carregou a cruz de Jesus, mas ele não limpou o rosto de Jesus. Os anjos estavam a uma oração de distância. Eles não poderiam ter evitado o cuspe?

Eles poderiam, mas Jesus nunca ordenou que eles o fizessem. Por alguma razão, Aquele que escolheu os cravos também escolheu a saliva. Junto com a lança e com a esponja do homem, ele tolerou o cuspe do homem.

Aquele sem pecado assumiu o semblante de um pecador para que nós pecadores pudéssemos assumir o semblante de um santo.

Autor: Max Lucado / Tradução: Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida.

A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo,

Moacir Neto

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Um Texto de Max Lucado

Era uma vez um homem que ousou falar com Deus:

- Deus, queima a sarça como queimaste para Moisés, e eu obedecerei;

- Deus, derruba os muros como derrubaste para Josué, e eu lutarei;

- Acalma as ondas como fizeste na Galiléia, e eu ouvirei.

Então o homem sentou-se perto da sarça, ao lado do muro, junto ao mar e esperou Deus falar.

E Deus ouviu o homem, portanto respondeu:

- Deus enviou o fogo, não para a sarça, mas para a Igreja. Deus derrubou um muro, não de tijolos, mas de pecados. Deus acalmou uma tempestade, não no mar, mas na alma.

E Deus esperou a resposta do homem.

E esperou... E esperou... E esperou...

Mas o homem via sarças, não corações; via tijolos e não vidas; via mares e não almas, então entendeu que Deus nada fizera. Por fim, olhou para Deus, e perguntou:

- Perdeste o poder???

E Deus olhou para ele e disse:

- Perdeste a audição???

Max Lucado.

A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto

sábado, 25 de dezembro de 2010

Jesus Entende - Texto de Max Lucado

Dia 15 de fevereiro de 1921, em Nova York, numa sala de cirurgia do Hospital Kane Summit, um médico estava executando uma apendicectomia.

Muitas vezes, os eventos que levam a uma cirurgia são rotineiros; o paciente reclama de dores abdominais agudas, o diagnóstico mostra claramente uma inflamação no apêndice. O médico Evan O'Neill Kane estava liderando essa cirurgia. Em sua distinta carreira médica de 37 anos, já tinha realizado quase 4 mil apendicectomias; por conseguinte, essa cirurgia seria mais uma rotineira, exceto por dois motivos.

A primeira novidade dessa operação? O uso de anestesia local na cirurgia principal. O doutor Kane era um combatente dos riscos da anestesia geral. Ele argumentava que uma aplicação local era mais segura. Muitos dos seus colegas concordavam com ele, a princípio, mas para concordarem na prática, teriam de ver a teoria sendo aplicada.

Dr. Kane estava a procura de um voluntário, um paciente que queria se submeter a uma cirurgia sob os efeitos de anestesia local. Não foi fácil encontrar um voluntário; muitas pessoas tremiam só de pensar que estariam conscientes durante a cirurgia. Outras tinham medo de que o efeito da anestesia terminasse logo.

Finalmente, apesar de tudo, Dr. Kane encontrou um candidato. Na terça-feira de manhã, 15 de fevereiro, a histórica operação aconteceu.

O paciente fora preparado e já colocado na sala de operações. Uma anestesia local fora aplicada. Do mesmo modo como já tinha feito milhares de vezes, Dr. Kane cortou os tecidos superficiais e localizou o apêndice, habilidosamente removeu o apêndice e concluiu a cirurgia. Durante o procedimento, o paciente reclamou apenas de desconfortos mínimos.

O voluntário foi levado para o pós-operatório e colocado sob cuidado hospitalar. Ele se recuperou rapidamente e foi dispensado dois dias depois.

Dr. Kane provou sua teoria. Graças à disposição de um voluntário corajoso, Kane demonstrou que a anestesia local era uma alternativa viável e até preferível.

No entanto, eu disse que havia dois fatos que diferenciaram essa cirurgia. Disse que a primeira foi o uso da anestesia local. A segunda foi o paciente: o candidato corajoso para a cirurgia do Dr. Kane foi o próprio Dr. Kane.

Para provar que estava certo, Dr. Kane operou a si mesmo![2]

Sábia decisão. O médico se tornou o paciente de modo a convencer outros pacientes a acreditarem no médico.

Compartilhei essa história com vários profissionais da saúde. Cada um me deu uma resposta: sobrancelhas altas, sorrisos suspeitos e palavras duvidosas: "Não dá para acreditar!"

Talvez não dê mesmo. Mas a história do médico que se tornou seu próprio paciente é poucas vezes comparada com a história do Deus que se tornou humano. Mas Jesus assim o fez para que acreditássemos que o Médico dos médicos sabe dos nossos sofrimentos; ele voluntariamente se tornou um de nós. Ele se colocou em nosso lugar e sofreu nossas dores e medos.

Rejeição? Ele a sentiu. Tentação? Também sabe do que se trata. Solidão? Ele também a experimentou. Morte? Provou dela.

E pressão? Poderia escrever um livro de sucesso sobre o assunto.

Por que fez isso? Por uma única razão: para que quando você sofresse, fosse até ele, seu pai e seu médico, e ele o curasse.

[1] Max Lucado, Deus chegou mais perto (Editora Vida Cristã, São Paulo, 1992), 24.

[2] More of Paul Harvey’s the Rest of the Story, ed. Paul Aurandt (New York: Bantam Books, 1980), 79, 80.

A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto

sábado, 25 de setembro de 2010

A parábola dos homens sanduíche - Texto de Max Lucado

Eu sou a voz do que clama no deserto: “Endireitai o caminho do Senhor”. João 1:23

Os rostos dos três homens estavam sérios quando o prefeito os informou sobre a catástrofe: “As chuvas destruíram a ponte. Durante a noite muitos carros foram para o precipício e caíram no rio”.
“O que nós podemos fazer?” um deles perguntou.

“Vocês precisam ficar ao lado da estrada e avisar aos motoristas para não virarem à esquerda. Digam a eles para pegarem a estrada estreita que segue ao lado do rio”.

“Mas eles dirigem muito rápido! Como podemos avisá-los?”

“Vestindo esses cartazes sanduíches”, o prefeito explicou, pegando três cartazes duplos de madeira unidos de forma a ficarem pendurados nos ombros de uma pessoa. “Fiquem nos cruzamentos para que os motoristas possam ver estes cartazes até que eu consiga alguém para consertar a ponte”.

E então os homens foram rapidamente para a curva perigosa e colocaram os cartazes apoiados em seus ombros.“Os motoristas deveriam ver a mim primeiro”, falou um deles. Os outros concordaram. O cartaz dele avisava “Ponte Quebrada!” Ele caminhou vários metros antes de virar e ficar em seu posto.

“Talvez eu devesse ser o segundo, para que os motoristas diminuam a velocidade,” falou o homem cujo cartaz dizia “Diminuam a Velocidade”. “Boa idéia,” concordou o terceiro.

“Eu ficarei aqui na curva para que as pessoas saiam da estrada larga e entrem na estreita”. Em seu cartaz estava apenas “Peguem a Estrada Certa” e tinha um dedo apontando na direção da estrada segura.

E então os três homens ficaram com seus três cartazes prontos para alertarem os viajantes sobre a ponte quebrada. Conforme os carros se aproximavam, o primeiro homem ficava em pé de modo que os motoristas pudessem ler: “Ponte Quebrada”.

Então o próximo sinalizava para seu cartaz, avisando os carros “Diminuam a Velocidade”. E conforme os motoristas obedeciam, eles então veriam o terceiro cartaz, “Peguem a Estrada Certa”. E, apesar da estrada ser estreita, os carros obedeciam e ficavam seguros. Centenas de vidas foram salvas pelos três homens-sanduíches. Por eles terem feito seus trabalhos, muitas pessoas foram mantidas fora de perigo.

Mas depois de poucas horas eles relaxaram em suas tarefas. O primeiro homem dormiu. “Ficarei sentado onde as pessoas possam ver meu cartaz enquanto eu durmo”, ele decidiu. Então ele tirou seu cartaz de seus ombros e o apoiou contra uma pedra. Ele se inclinou no cartaz e dormiu. Enquanto ele dormia, seu braço escorregou sobre o cartaz bloqueando uma das duas palavras. Então ao invés de se ler “Ponte Quebrada”, seu cartaz apenas dizia “Ponte”.

O segundo não ficou cansado, mas ficou orgulhoso. Quanto mais avisava as pessoas, mais importante se sentia. Alguns até paravam no acostamento para agradecê-lo pelo trabalho bem feito. “Nós poderíamos ter morrido se você não nos tivesse dito para diminuirmos a velocidade”, eles aplaudiam. “Você está muito certo”, ele pensava consigo mesmo. “Quantas pessoas estariam perdidas se não fosse por mim?”. Agora ele chegou a pensar que ele era tão importante quanto seu cartaz. Então tirou o cartaz, colocou no chão, e ficou ao lado dele. Quando fez isso, não percebeu que ele, também, estava bloqueando uma palavra de seu aviso. Ele estava na frente da palavra “Velocidade”. Tudo que os motoristas conseguiam ler era a palavra “Diminuam”. Muitos pensaram que ele estava fazendo propaganda de um plano de dieta.

O terceiro homem não estava cansado como o primeiro nem orgulhoso como o segundo. Mas ele estava preocupado com a mensagem de seu cartaz. “Peguem a Estrada Certa”, dizia. Ele ficou inquieto por sua mensagem ser tão inflexível, tão rígida. “Deveria ser dada uma opção para as pessoas. Quem sou eu para dizer a elas qual é a estrada certa e qual é a estrada errada?”. Então ele decidiu mudar a frase do cartaz. Ele fez um traço na palavra “Peguem” e alterou para “Prefiram”. “Humm”, ele pensou, “ainda está muito estridente. É melhor não moralizar. Então ele fez um traço na palavra “Prefiram” e escreveu “Sugiro”. Ainda não parecia certo, “Pode ser que ofenda as pessoas se elas pensarem que eu esteja sugerindo que sei algo que elas não sabem”. Então ele pensou e pensou e finalmente fez um traço na palavra “Sugiro” e a trocou por uma frase mais neutra.“Ahh, agora está certo”, ele disse a si mesmo enquanto se afastava e lia as palavras:“Estrada Certa – Uma de Duas Alternativas Igualmente Válidas”.E então, enquanto o primeiro homem dormia, o segundo ficava parado e o terceiro alterava a mensagem, um carro após o outro mergulhava no rio.

Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida.
Texto original extraído do site http://www.maxlucado.com/

Para reflexão dos ministros da Palavra de Deus.

A Graça e a Paz de Cristo Jesus

Moacir Neto

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Todo dia é um dia especial – Texto de Max Lucado (Parte 2)

Epa, mais uma palavra que gostaríamos de corrigir: neste. Talvez possamos trocar por após? Nós nos exultaremos após este dia. Ou fim. Nós nos exultaremos se conseguirmos chegar ao fim deste dia. Por que não? Mas exultar neste dia? Isso é o que Deus nos convida a fazer. Como Paulo exultou na prisão; Davi escreveu salmos no deserto; Jonas orou na barriga do peixe; Paulo e Silas cantaram na prisão; Sadraque, Mesaque e Abede-Nego permaneceram firmes na fornalha ardente; João viu o paraíso no seu exílio; e Jesus orou em seu martírio... Será que nós poderíamos exultar bem durante este dia? Imagine a diferença se nós pudéssemos.

Suponha que, “atolado até o pescoço no pior dos dias”, você resolve dar uma chance a este dia. Você escolhe não beber, nem trabalhar, nem se preocupar, mas dar a ele uma oportunidade justa. Você confia mais. Se estressa menos. Aumenta sua gratidão. Silencia os resmungos. E o que acontece? Logo o dia acaba, e o mais surpreendente, de modo tranqüilo. Tão tranqüilo, na verdade, que você resolve dar a mesma chance ao dia seguinte. Ele chega com seus tropeços, torpedos de pombos, manchas na camisa, mas, em geral, caramba, dar uma chance ao dia funciona! Você faz a mesma coisa no dia seguinte. E no seguinte. E os dias viram uma semana. As semanas, meses. Os meses, anos de bons dias. É disso que são feitas as vidas felizes. Um bom dia de cada vez. Uma hora é muito pouco, um ano é demais. Os dias são porções perfeitas de vida, uma espécie de módulos de organização projetados por Deus.

Oitenta e quatro mil batidas do coração.

Mil quatrocentos e quarenta minutos.

Uma rotação da Terra.

Uma volta completa no relógio de sol.

Vinte e quatro viradas da ampulheta.

Um nascer e um pôr-do-sol.

Um dia novinho em folha.

A dádiva de vinte e quatro horas não vividas, inexploradas.

E, se você puder acumular um bom dia após o outro, conseguirá juntar os pedaços de uma boa vida.

Mas aqui vai o que você precisa ter sempre em mente. O ontem não existe mais para você. Ele desapareceu enquanto você dormia. Já era. Será mais fácil agarrar uma nuvem de fumaça. Você não pode mudá-lo nem melhorá-lo. Sinto muito, segundas chances não são permitidas. A areia da ampulheta não volta para cima. O ponteiro dos segundos do relógio se recusa a andar para trás. O calendário mensal se lê da esquerda para a direita, e não ao contrário. O ontem não existe mais para você.

O amanhã ainda não existe. A não ser que você acelere a órbita da Terra ou convença o Sol a nascer duas vezes antes de se pôr, você não pode viver o amanhã hoje. Você não pode gastar
o dinheiro de amanhã, celebrar as conquistas de amanhã, nem resolver os problemas de amanhã. Você só tem o hoje. Este é o dia em que o Senhor agiu. Viva nele. Você tem de estar presente para ganhar. Não sobrecarregue o hoje com os arrependimentos de ontem nem o estrague
com os problemas de amanhã.

Mas não é o que fazemos? Fazemos com o nosso dia o que eu fiz com um passeio de bicicleta. Um amigo e eu participamos de um passeio ciclístico em uma região serrana. Em apenas alguns minutos, comecei a ficar cansado. Meia hora depois, minhas coxas doíam, e meus pulmões arfavam como se eu fosse uma baleia encalhada. Mal podia pedalar. Tudo bem que não sou nenhum ciclista profissional, mas também não sou nenhum principiante, e estava me sentindo um novato nesse passeio. Depois de quarenta e cinco minutos, precisei descer da bicicleta para retomar o ar. Foi aí que meu amigo descobriu qual era o problema. Os freios traseiros estavam prendendo o pneu de trás! Garras de borracha dificultavam cada pedalada. O passeio estava fadado a ser difícil.

Não fazemos o mesmo? A culpa aperta de um lado. O medo arrasta do outro. Não é de admirar que fiquemos tão cansados. Sabotamos nosso dia, levando-o ao desastre, carregando os problemas do ontem, antecipando os problemas do amanhã. Remorso pelo passado, ansiedade pelo futuro. Não estamos dando uma chance ao dia. Como podemos? O que podemos fazer? Aqui vai minha proposta: consultar Jesus. O Ancião dos Dias tem algo a dizer sobre nossos dias. Ele não usa a palavra dia muitas vezes nas Escrituras. Mas as poucas vezes em que a usa servem para dar uma deliciosa fórmula para elevar cada um dos nossos dias à posição de campeão.

Preencha seu dia com a graça dele.

Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso.” (Lucas 23:43)

Confie seu dia aos cuidados dele. “Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano.” (Lucas 11:3)

Aceite as orientações dele. “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me.” (Lucas 9:23)

Direção. E graça. Único. Soberano.

D-E-U-S

Preencha seu dia com Deus. Dê uma chance ao dia. E, enquanto isso, fique de olho naquela gaivota com um sorriso engraçadinho.



A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto

Comente nossos posts, divulgue nosso blog, pois nossa intenção é levar o Reino de Deus até os confins da terra, e você pode ser instrumento de Deus para isso.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Todo dia é um dia especial – Texto de Max Lucado (Parte 1)

Areia macia sob os pés, a brisa fresca na face. Um lenço azul turquesa com uma barra mais azul ainda. Ondas batem e quebram. Pássaros cantam e arrulham. Ilhas aparecem no horizonte. Palmeiras dançam.

Enquanto escrevia este livro, saboreava a manhã. Refleti: existe jeito mais fácil de dar uma chance ao dia que começá-lo bem aqui? Recostei-me em uma cadeira de praia, entrelacei meus dedos por trás da cabeça e fechei os olhos.

Foi aí que um pássaro escolheu meu peito para praticar tiro ao alvo. Nenhum aviso. Nenhuma sirene. Nenhum grito de “bomba!” Apenas ploft.

Olhei para cima bem a tempo de ver uma gaivota comemorando com seus amigos de bando. Que nojo! Joguei água na camisa três vezes. Mudei para uma cadeira longe das árvores. Fiz tudo que pude para recuperar a magia da manhã, mas não conseguia parar de pensar no ataque aéreo do pássaro.

Tinha tudo para ser fácil. As ondas ainda quebravam. As nuvens ainda flutuavam. O mar continuava azul, e a areia, branca. As ilhas ainda estavam lá, e o vento ainda sussurrava. Mas nada me tirava da cabeça o torpedo da gaivota.

Pássaro idiota.

Os pássaros têm o poder de estragar tudo, não têm? Pode apostar: deu problema, lá estão eles. O trânsito ficará congestionado. Aeroportos fecharão. Amigos nos esquecerão. Casais discutirão. E as filas. Caramba, as filas. Prazos, filas enormes, cabelos caindo, companhias aéreas que perdem malas, cantadas ridículas, linhas de expressão no rosto, fila do seguro-desemprego, e os benditos ultimatos.

E aqueles dias recheados de problemas? Aqueles dias em que toda esperança vai pelos ares por causa de uma crise? Você nunca sai do leito do hospital ou da cadeira de rodas. Você acorda e se dá conta de que está na mesma cela ou na mesma guerra. O enterro
daquela pessoa querida mal acabou, a carta de demissão ainda está dobrada no seu bolso, o outro lado da cama continua vazio... quem consegue ter um dia bom em dias como esses? A maioria das pessoas não consegue... mas será que não poderíamos tentar? Dias como esses trazem uma boa oportunidade. Uma chance. Um teste. Uma virada de mesa. Então? Será que todo dia não merece uma chance e, assim, passar a ser um bom dia?

Afinal de contas: “Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia” (Salmo 118:24). A primeira palavra nos deixa curiosos. “Este é o dia em que o Senhor agiu”? Talvez os feriados sejam os dias em que o Senhor agiu. Domingos de Páscoa... sábados de liquidações... dias de férias... os primeiros dias das temporadas de caça — esses são os dias em que o Senhor agiu. Mas “este é o dia”? “Este é o dia” inclui todos os dias. Dias de divórcio, dias de provas finais, dias de cirurgias, dias de pagar os impostos, dias de mandar seu filho mais velho para a universidade em outra cidade.

Esse dia, por exemplo, derrubou-me. Surpreendentemente. Fizemos as malas de Jenna, botamos tudo no carro dela e deixamos dezoito anos de nossa vida para trás. Uma página foi virada. Menos um prato sobre a mesa, menos uma voz na casa, menos uma filha sob nosso teto. Aquele dia foi necessário. Planejado. Mas, ainda assim, acabou comigo. Fiquei arrasado. Arranquei com o carro na saída do posto de gasolina com a mangueira ainda no tanque, arrancando-a à força da bomba. Perdi-me em uma cidade de apenas um cruzamento. No caminho para a faculdade, eu fiquei remoendo esse problema. Enquanto desfazíamos as malas, eu engolia em seco. Arrumamos o quarto do dormitório dela e eu, enquanto isso, planejava seqüestrar minha própria filha de volta para casa, de onde ela nunca deveria ter saído. Parecia que meu peito fora congelado.

Foi quando eu vi o versículo que algum anjo colocara no mural do dormitório. Este é o dia em que o Senhor agiu; alegremo-nos e exultemos neste dia. Parei, olhei e permiti que as palavras penetrassem meu ser. Deus agiu neste dia, ordenou este momento difícil, criou os detalhes deste momento de sofrimento. Ele não está de férias. Ele ainda segura a alavanca do maquinista do trem, senta na cabine do piloto e ocupa o único trono do universo. Cada dia vem do departamento de criação de Deus. Incluindo este. Assim, decidi dar uma chance a este dia, mudar minha perspectiva e imitar a solução do salmista: “Vou me alegrar e exultar neste dia.”



A Graça e a Paz de Cristo Jesus.


Moacir Neto


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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Prova Está Na Sua Paciência - Texto de Max Lucado

Este material foi cedido por Max do jornal “Crossings” (Cruzadas) da igreja onde ele prega, Oak Hills Church, em San Antonio, Texas. Material parecido e mais elaborado pode ser encontrado no livro de Max “Um Amor Que Vale A Pena”, publicado pela CPAD.]

Jesus uma vez contou uma parábola sobre um rei que decidiu acertar as contas com seus devedores. Seu contador encontrou um senhor que devia não milhares, ou centenas de milhares, mas, milhões de dólares. O rei sumariamente declara que o homem e a esposa e crianças dele serão vendidos para pagar a dívida. Por causa da sua incapacidade de pagar, o homem está prestes a perder tudo e todo mundo querido a ele. Não é de se admirar que “Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor." - O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora.” (Mat. 18:26-27 BLH ênfase minha)

A palavra paciência aparece de forma inesperada aqui. O devedor não pede clemência ou perdão; ele roga por paciência. Igualmente curioso é este aparecimento singular da palavra. Jesus usa esta palavra duas vezes nesta história e nunca mais. Ela não aparece em nenhuma outra parte nos Evangelhos. Talvez o uso escasso serviu no primeiro-século como um marcador de texto. Jesus reserva a palavra para uma ocasião para fazer um ponto. Paciência é mais que uma virtude para filas longas e garçons lentos. Paciência é o tapete vermelho no qual a graça de Deus nos chega.

Não houvesse nenhuma paciência, não teria havido nenhuma clemência. Mas o rei foi paciente, e o homem com a dívida multimilionária foi perdoado.

Mas, aí a história dobra para a esquerda. O recém perdoado traça uma linha reta do tribunal para os subúrbios. Lá ele procura um sujeito que deve a ele algum dinheiro.

“O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: "Pague o que me deve!" - Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo." Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. (Mt 19:28-30 BLH ênfase minha)

O rei fica atordoado. Como o homem poderia ser tão impaciente? Como ousa o homem ser tão impaciente! A tinta do carimbo CANCELADO ainda está úmida nas contas do homem. Você não esperaria uma pouco de Madre Teresa dele? Você pensaria que uma pessoa tão perdoada amaria muito. Mas ele não o fez. E a falta de amor dele o conduziu a um equívoco caro.

O homem que não consegue perdoar é chamado de volta ao castelo.

“ ‘Empregado miserável!’[disse o patrão, ou seja, Deus] ‘Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. - Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você."- O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida. (Mat. 18:32-34 BLH)

A paciência do rei não fez nenhuma diferença na vida do homem. Ao criado, a clemência do trono nada mais era que um teste cancelado, uma bala evitada, um passe para sair da prisão. Ele não ficou impressionado pela graça real; ele ficou aliviado de não ter sido castigado. A ele foi dada muita paciência, mas ele não deu nenhuma, o que nos deixa curiosos para saber se ele na verdade entendeu o presente que recebeu.

Se você achar paciência difícil de dar, você poderia fazer a mesma pergunta. Quão repleto você está com a paciência de Deus? Você ouviu falar. Leu sobre ela. Talvez você já grifou passagens de Bíblia sobre ela. Mas você a recebeu? A prova está na sua paciência. Paciência profundamente recebida produz paciência livremente oferecida.

Mas paciência nunca recebida leva a uma abundância de problemas, entre os quais um dos maiores é a prisão. Lembra-se onde o rei enviou o criado que não perdoava? “O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.” (Mat. 18:34 BLH)

Pôxa! Nós suspiramos. Estou contente que aquela história é uma parábola. Que bom que Deus não prende o impaciente na vida real. Não esteja tão seguro que ele não o faz. Egoísmo e ingratidão criam paredes grossas e prisões solitárias.

Impaciência ainda prende a alma. Por essa razão, nosso Deus é rápido para nos ajudar a evitá-la. Ele faz mais que exigir paciência de nós; ele nos oferece. Paciência é um fruto do Espírito dele. Ela pendura da árvore de Gálatas 5:22: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,”. Você pediu para Deus lhe dar um pouco de fruto? Bem eu fiz uma vez, mas. . . Mas o que? Você ficou impaciente? Peça a ele de novo, e de novo e novamente. Ele não ficará impaciente com seu pedir, e você receberá paciência ao orar.

E enquanto você estiver orando, peça entendimento. A pessoa paciente “dá prova de grande entendimento,” (Prov. 14:29 NVI). Será que sua impaciência é o resultado de uma falta de entendimento? Aconteceu comigo.

Algum tempo atrás membros dos ministérios da nossa igreja participaram numa conferência de liderança. Especialmente interessado em uma aula, eu cheguei cedo e consegui uma cadeira na primeira fileira. Quando o palestrante começou, porém, eu fiquei distraído por duas vozes nos fundos da sala. Dois homens estavam cochichando um ao outro. Eu estava pensando seriamente em atirar um olhar bravo para trás, quando o palestrante ofereceu uma explicação. “Perdoe-me”, ele disse. “Eu esqueci de explicar por que os dois companheiros nos fundos da sala estão conversando. Um deles é um presbítero numa igreja nova na Romênia. Ele viajou para cá para aprender sobre liderança de igreja. Mas ele não fala inglês, por isso a mensagem está sendo traduzida.”

De repente tudo mudou. Paciência substituiu impaciência. Por quê? Porque a paciência sempre pega carona com entendimento. O homem sábio diz, “O que tem entendimento refreia a língua” dele (Prov. 11:12 NVI). Ele também diz, “quem tem entendimento é de espírito sereno” (Prov. 17:27 NVI). Não perca a ligação entre entendimento e paciência. Antes de você explodir, escute. Antes de você golpear, se ligue. “Com sabedoria se constrói a casa, e com discernimento se consolida” (Prov. 24:3 NVI).

Antes de qualquer outra coisa, amor é paciente.

Graça e Paz.

Moacir Neto

Para mais meditações de Max Lucado visite o site

www.maxlucado.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Cristo No Seu Lugar - Texto de Max Lucado


"Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados." 1 Pedro 2:24 (NVI)

Posso falar sobre pecado? Eu poderia lembrar a você e a mim mesmo que o nosso passado é recheado de explosões de raiva, manchado com noites de paixão ilícita, e pintado de cobiça sem limites?

Que tal se o seu passado se tornou público? Imagine ficar em pé num palco enquanto um filme com cada segundo secreto e egoísta da sua vida é projetado numa tela por trás de você?

Você tentaria se esconder debaixo do tapete? Você gritaria para que os céus tivessem misericórdia? Será que você sentiria uma fração… Somente uma fração daquilo que Cristo sentiu na cruz? O desgosto gelado de um Deus que odeia pecado?

Você vê Cristo na cruz? Aquilo é um fofoqueiro pendurado lá. Vês Jesus? Sonegador. Mentiroso. Racista. Vê o carpinteiro crucificado? Ele bate na mulher. Viciado em pornografia e assassino. Está vendo o menino de Belém? Chame-o pelos seus outros nomes – Adolf Hitler, Osama bin Laden, e Jeffery Dahmer.

Mas, espere aí, Max. Você não pode juntar Cristo com estes pecadores. Não jogue o nome dele na mesma frase com aqueles!

Eu não o fiz. Foi Ele que fez. De fato Ele fez muito mais. Mais do que colocar o nome dEle na mesma frase, Ele se colocou no mesmo lugar. E no seu.

Com as mãos cravadas abertas, Ele convidou Deus, "Trate-me como os trataria!" E Deus o fez. Num ato que quebrou o coração do Pai, e ao mesmo tempo honrou a santidade do céu, o julgamento que lavou todo pecado foi derramado sobre o filho inocente de Deus.

E o céu deu à terra seu melhor presente. O cordeiro de Deus que levou o pecado do mundo.

"Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?"

Por que Cristo clamou aquelas palavras?

Para que você nunca precise fazê-lo.


A Graça e a Paz de Cristo Jesus,


Moacir Neto


Texto de Max Lucado

domingo, 18 de julho de 2010

Vivo! - Texto de Max Lucado


Estrada. Escuridão. Estrelas. Sombras. Quatro. Sandálias. Mantos. Silêncio. Suspense. Bosque. Árvores. Sozinho. Perguntas. Angústia. "Pai!" Suor. Deus. Homem. Deus-Homem. Prostrado. Sangue. "NÃO!" "Sim." Anjos. Consolo.

Passos. Tochas. Vozes. Romanos. Surpresa. Espadas. Beijo. Confusão. Traição. Temor. Corra! Prisão. Punhos. Marcha.

Pátio. Sacerdotes. Lampadas. Sinédrio. Caifás. Zombaria. Seda. Arrogancia. Barba. Conspiração. Pés descalços. Corda. Calma. Empurrões. Pontapés. Anás. Indignação. Messias? Julgamento. Nazareno. Confiante. Pergunta. Resposta. Soco!

Pedro. "Eu?" Galo. Três vezes. Culpa.

Procedimentos. Corte. Rejeição. Processo. Cansado. Pálido. Testemunhas. Mentirosos. Inconsistentes. Silêncio. Olhares. "Blasfemador!" Ira. Espera. Ferido. Sujo. Fatigado. Guardas. Cuspidas. Venda nos olhos. Escárnio. Golpes. Fogo. Escurecer.

Nascer do sol. Dourado. Jerusalém. Templo. Páscoa. Cordeiros. Cordeiro. Adoradores. Sacerdotes. Messias. Ouvir. Fraude. Prisioneiro. Espera. Ficar de pé. Mudança. Estratégia. "Pilatos!" Armadilha. Murmúrios. Saída.

Agitação. Parada. Multidão. Aumento. Romanos. Pilatos. Toga. Aborrecido. Nervoso. Oficiais. Túnicas. Espadas. Silêncio. "Acusação?" "Blasfêmia." Indiferença. Ignora. (Mulher. Sonho.) Preocupação. Entrevista. Lábios. Dor. Determinado. "Rei?" "Céu."'Verdade." "Verdade?" Sarcasmo. (Temor.) "Inocente!" Barulho. Vozes. "Galileu!" "Galileu?" "Herodes!"

9 da manhã. Pés em marcha. Palácio. Herodes. Raposa. Intrigante. Barrigudo. Coroa. Manto. Cetro. Saguão. Elegancia. Silêncio. Manipular. Inútil. Vexado. Insulto. Provocação. "Rei?' Manto. Teatral. Cínico. Odioso. "Pilatos!"

Marcha. Vozerio. Prisioneiro. Silêncio. Pilatos. "Inocente!" Tumulto. "Barrabás!" Rebelião. Desespero. Cristo. Desnudar. Anéis. Parede. Costas. Chicote. Açoite. Castigo. Lágrima. Osso. Gemido. Carne. Ritmo. Silêncio. Chicote. Silêncio. Chicote. Silêncio. Chicote! Espinhos. Agudos. Cegueira. Riso. Motejo. Cetro. Bofetada. Governador. Perturbado (Quase). Olhos. Jesus. Decisão. Poder. Liberdade? Ameaças. Olhares. Gritos. Fraco. Bacia. Agua. Influenciados. Acordo. Sangue. Culpa.

Soldados. Ladrões. Trave da cruz. Ombro. Pesada. Trave. Pesada. Sol. Cambalear. Declive. Casas. Lojas. Faces. Lamentadores. Murmúrios. Peregrinos. Tropeção. Pavimentação de pedras. Exausto. Sem fôlego. Simão. Patético. Gólgota.

Mas ele veio. Mesmo sabendo da angústia, ele veio. Mesmo conhecendo a dor, a vergonha, a humilhação, a falta de amor das pessoas, ele veio.

Caveira. Calvário. Cruzes. Execução. Morte. Meio-dia. Lágrimas. Observadores. Gemidos. Vinho. Nu. Ferido. Inchado. Viga mestra. Sinal. Chão. Pregos. Batidas. Batidas. Batidas. Traspassado. Contorcido. Sede. Terrível. Graça. Debater-se. Levantado. Montado. Pendurado. Suspenso. Espasmos. Suspiros. Sarcasmo. Esponja. Lágrimas. Provocações. Perdão. Dados. Jogo. Escuridão.

Absurdo.
Morte. Vida.
Dor. Paz.
Condenação. Promessa.
Nenhum lugar. Algum lugar.
Ele. Nós.

"Pai!" Ladrões. Paraíso. Lamentos. Choro. Atônito. "Mãe." Compaixão. Escuridão. "Deus meu!" Medo. Bode expiatório. Deserto. Vinagre. "Pai." Silêncio. Suspiro. Morte. Alívio.

Terremoto. Cemitério. Túmulos. Corpos. Mistério. Cortina. Lança. Sangue. Água. Linho. Tumba. Medo. Espera. Desespero. Pedra. Maria. Correr. Talvez? Pedro. João. Crença. Elucidação. Verdade. Humanidade. Vivo. Vivo. Vivo!

A Graça e a Paz de Cristo Jesus

Moacir Neto

Texto de Max Lucado
www.maxlucado.com

Copyright © 2010 Editora Vida Cristã. Todos os direitos reservados.
Texto extraído do livro: Lucado, Max - Seu Nome É Salvador - Ed.
Vida Cristã

O Nevoeiro do Coração Partido - Texto de Max Lucado



O nevoeiro do coração partido. É um nevoeiro escuro que aprisiona furtivamente a alma e se recusa a ir embora. É uma neblina silenciosa que esconde o sol e chama as trevas. É uma nuvem pesada que não honra qualquer hora nem respeita quem quer que seja. Depressão, desânimo, desapontamento, dúvida... Todos são companheiros desta presença temida.

O nevoeiro do coração partido desorienta a nossa vida. Ele torna difícil ver o caminho. Abaixe as suas luzes. Limpe o pára-brisa. Ande mais devagar. Faça o que quiser, nada ajuda. Quando este nevoeiro nos rodeia, nossa visão fica bloqueada e o amanhã está para sempre distante. Quando esta escuridão ondulada nos envolve, as palavras mais sinceras de ajuda e esperança não passam de frases vazias. Se você já foi traído por um amigo, sabe o que estou dizendo. Se já foi abandonado por um cônjuge ou um pai, já viu esse nevoeiro. Se já colocou uma pá de terra sobre o caixão de um ente querido ou ficou vigiando junto ao leito de alguém que ama, você reconhece também esta nuvem.

Se já esteve neste nevoeiro, ou está nele agora, pode estar certo de uma coisa — não se encontra sozinho. Até o mais esperto dos capitães da marinha já perdeu o rumo ao aparecer essa nuvem indesejada. Como disse certo comediante: "Se os corações partidos fossem anúncios, todos apareceríamos na televisão."

Faça um retrospecto dos últimos dois ou três meses. Quantos corações partidos encontrou? Quantos espíritos feridos teve ocasião de observar? Quantas histórias de tragédias chegou a ler? Minha própria reflexão é cautelosa:

- A mulher que perdeu o marido e o filho num terrível acidente automobilístico.

- A atraente mãe de três crianças que foi abandonada pelo cônjuge.

- O garoto atropelado e morto por um caminhão de lixo, quando saía do ônibus da escola. A mãe, que o esperava, testemunhou a tragédia.

- Os pais que encontraram o filho adolescente morto na floresta atrás de sua casa. Ele se enforcara com o próprio cinto numa árvore.

A lista continua indefinidamente. Tragédias nebulosas. Como cegam nossa visão e destroem os nossos sonhos. Esqueça todas as grandes esperanças de alcançar o mundo. Esqueça todos os planos de mudar a sociedade. Esqueça todas as aspirações de mover montanhas. Esqueça tudo isso. Só me ajude a atravessar a noite.O sofrimento do coração partido...

Venha comigo assistir aquela que foi talvez a noite mais enevoada da história. A cena é muito simples, você vai reconhecê-la rapidamente. Um bosque de oliveiras retorcidas. O chão coberto de pedras grandes. Um muro baixo de pedras. Uma noite escura, muito escura.

Veja agora o quadro. Olhe atentamente através da folhagem sombria. Vê aquela pessoa? Vê aquela figura solitária? O que ele está fazendo? Deitado no chão. O rosto manchado de terra e lágrimas. Os punhos batendo no solo. Os olhos arregalados com o estupor do medo. O cabelo emaranhado por causa do suor salgado. Será aquilo sangue em sua testa?

Esse é Jesus. Jesus no Jardim do Getsêmani. Você talvez tenha visto o retrato clássico de Cristo no jardim. Ajoelhado junto a uma grande rocha. Um alvo manto. Mãos pacificamente unidas em oração. Um olhar sereno em seu rosto. Um halo sobre a sua cabeça. Um raio de luz do céu, iluminando seu cabelo castanho dourado. Eu não sou artista, mas posso dizer-lhe algo. O homem que pintou esse quadro não usou o evangelho de Marcos como modelo. Veja o que Marcos escreveu sobre aquela noite penosa:

Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos seus discípulos: "Sentem-se aqui enquanto vou orar". Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a ficar aflito e angustiado. E lhes disse: "A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem". Indo um pouco mais adiante, prostrou-se e orava para que, se possível, fosse afastada dele aquela hora. E dizia: "Aba, Pai, tudo te é possível. Afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres". Então, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. "Simão", disse ele a Pedro, "você está dormindo? Não pôde vigiar nem por uma hora? Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." Mais uma vez ele se afastou e orou, repetindo as mesmas palavras. Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Eles não sabiam o que lhe dizer. Voltando pela terceira vez, ele lhes disse: "Vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores. Levantem-se e vamos! Aí vem aquele que me trai!"

Observe estas frases: "começou a ficar aflito e angustiado.", "A minha alma está profundamente triste" e "Indo um pouco mais adiante, prostrou-se". Este parece um quadro de um Jesus santo, repousando na palma de Deus? De modo algum.

Marcos usou tinta preta para descrever esta cena. Vemos um Jesus agonizante, lutando e se esforçando. Vemos um "homem de tristeza" Is.53.3. Vemos um homem enfrentando o medo, em luta com os compromissos e ansiando por alívio. Vemos Jesus no nevoeiro de um coração partido. O escritor de Hebreus iria dizer mais tarde, "Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte," Hb 5.7. Que descrição! Jesus sofrendo. Jesus às portas do medo. Jesus não está revestido de santidade, mas de humanidade.

Da próxima vez que o nevoeiro o envolver, você faria bem em lembrar-se de Jesus no jardim. Da próxima vez em que pensar que ninguém compreende, releia o capítulo 14 de Marcos. Da próxima vez que a autopiedade o convencer de que ninguém se importa, vá visitar o Getsêmani. E da próxima vez em que ficar imaginando se Deus realmente percebe a dor que prevalece neste poeirento planeta, ouça-o suplicando entre as árvores retorcidas. Este é o meu ponto. Ver Deus desse modo faz maravilhas em relação ao nosso próprio sofrimento. Deus jamais foi tão humano quanto nessa hora. Deus jamais esteve mais próximo de nós do que quando sofreu. A Encarnação jamais foi tão cumprida quanto no jardim. Como resultado, o tempo passado no nevoeiro da dor poderia ser o maior dom de Deus. Poderia ser a hora em que finalmente vemos nosso Criador. E verdade que, no sofrimento Deus se assemelha mais ao homem; talvez em nosso sofrimento possamos ver a Deus como nunca antes.

Da próxima vez em que você for chamado para sofrer, observe. Talvez esse seja o ponto mais próximo em que vai estar de Deus. Preste muita atenção. Pode muito bem ser que a mão que se estende para guiá-lo para fora do nevoeiro, esteja traspassada.

A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto

Texto de Max Lucado

sábado, 3 de julho de 2010

O DEUS QUE RECLAMA O SAGRADO – AS LIÇÕES DO JARDIM

Texto de MAX LUCADO.

Texto Base: João 18.1-9

Desde cedo recebemos daqueles que nos educam orientações sobre os jardins. Desde um simples “NÃO PISE” até “É PROIBIDO BRINCAR NO JARDIM”. Aprendemos que devemos “DEIXÁ-LO EM PAZ”.

Às vezes cultivamos nos jardins coisas que não precisamos, pois podemos comprar em alguns lugares o que nele é produzido. Mas por que então algumas pessoas querem manter um Jardim?

POR CAUSA DA VIDA! JARDIM É UM LUGAR DE VIDA!

É um lugar em que podemos perceber coisas valiosas, pois é um lugar digno de AMOR e PROTEÇÃO. As flores são frágeis! As plantas são preciosas!

MAS, como tudo que requer amor e proteção, o jardim precisa de nossa dedicação.

1. ARRANCAR MATO,

2. SEPARAR ERVA DANINHA,
3. LEVANTAR ESTACAS,

4. PLANTAR CERCA VIVA, ETC.

Resumindo – Você pode brincar e bagunçar o que quiser, menos o Jardim.

Então, deixa eu te dizer uma coisa ODIOSA, nós temos algo em comum com Satanás. Ele aprendeu a mesma lição que nós a respeito de NÃO BAGUNÇAR OS JARDINS QUE PERTENCEM AO PAI!

Talvez a pergunta que você esteja se fazendo agora seja:


- Porque você está falando de Jardins???

A Bíblia é a história de 2 Jardins, Éden e Getsêmani.







Satanás nunca foi convidado para o Jardim do Éden, ele não fazia parte e nem muito menos era desejado. Ele se intrometeu no Jardim como uma serpente e conseguiu infectar os filhos de Deus.

E é tudo o que tem feito desde então. Vamos ver alguns “jardins sagrados” que ele tem entrado:

1. Casamento – o chamado “Santo Matrimônio”. A palavra “ALTAR” IMPLICA NA PRESENÇA DE DEUS.
- O casamento foi idéia de Deus;
- O primeiro casamento ocorreu no primeiro jardim, mas não isso não fez diferença para o Diabo que se insinua para dentro dos lares.
- Prestamos votos sagrados... Alegria e na Tristeza... Nisso tudo o Diabo fala: - VAMOS VER...


2. Intimidade Sexual – É um presente de Deus.
- Virgindade é uma Rosa colhida do jardim, dada por Deus para ser partilhada com quem será seu companheiro para sempre.
- Deboche de Satanás, zomba da fidelidade e o deboche do mundo;
- Satanás é pai do incesto e do abuso, autor da imoralidade e o rufião (aquele que faz prostituir) do jardim.

3. Criança – Jesus nunca se desviou de uma criança.
- Delas é o Reino de Deus;
- Satanás sempre teve prazer na morte de Crianças. Ex. Moisés e Jesus.
- Satanás foi homicida desde o princípio. (Jo 8.44)

4. Governo;


5. Igreja;

6. Pureza;

7.Promessas.

E NÓS??? Nós fomos chamados para ser SANTOS. Fomos feitos para ser SANTOS. Separados para a boa obra.

- Mas existe alguém que não tenha sentido o pé do intruso?
- Não tenha sido ferido pela sua espada?

O QUE SATANÁS FEZ NO ÉDEN, FAZ TAMBÉM HOJE!!!

Por esta razão precisamos saber que: O QUE JESUS FEZ NO GETSÊMANE, FAZ TAMBÉM HOJE... ELE RECLAMA O SAGRADO.

Jesus não ficará muito tempo em silêncio, enquanto Satanás escava o sagrado. No momento certo ele se levanta e fala, e Satanás sucumbe e silencia.

Vamos para o Getsêmani.

Vs. 3 – Satanás arquitetou um plano fabuloso. Recrutou a força de cada poder significativo do drama – OS ROMANOS, OS JUDEUS E OS APÓSTOLOS.


1. Romanos - Speira – Três significados possíveis: 1. Corte Romana de 300 homens. 2. Cavalaria e Infantaria totalizando 1900 soldados e / ou 3. Destacamento conhecido por Maniple que continha mais de 200 homens.

2. Judeus – Guardas que faziam o policiamento do templo. DESTACADOS PARA GUARDAR O LUGAR MAIS SAGRADO DURANTE A FESTA MAIS AGITADA DA ÉPOCA. Deveriam ser os melhores homens de Israel.

3. Judas – do círculo mais íntimo de Jesus.

Notem a perfeição do plano, o inferno devia estar em festa. Não havia escapatória para Jesus. Satanás fechara todas as saídas. Seus representantes haviam previsto todos os movimentos, exceto um.

Vs. 4 – Jesus não tinha o desejo de fugir ou de escapar. Ele não estava no jardim se escondendo. Numa postura de vencedor, Jesus se adianta a eles.

Vs. 5 – Impressionante, eles estavam a poucos passos do seu rosto e não puderam reconhecê-lo. Nem Judas percebe quem está diante de si. ALELUIA!!!! VER JESUS É MAIS QUE UMA QUESTÃO DE VISÃO, É UMA QUESTÃO DE CORAÇÃO.

Vs. 6 – Ele se revela: “SOU EU”. Sua voz derruba os soldados que estavam a sua frente. Pense nisso 200 homens caídos, se não fosse tão solene o momento, seria cômico. DIANTE DA PALAVRA LIBERADA DA BOCA DE CRISTO TODOS OS INIMIGOS QUE VIERAM CONTRA VOCÊ, CAÍRAM POR TERRA!!!!

NÃO IMPORTA A FORÇA DELES OU A POSIÇÃO QUE OCUPAM, DIANTE DA PALAVRA DO NOSSO SENHOR ELES SE DERRETEM COMO CERA!!!!

Vs. 7 – O inimigo permanece em silêncio enquanto Jesus faz sua proclamação. Note que nenhuma vez o inimigo falou sem que Jesus permitisse. DIANTE DE CRISTO, SATANÁS NÃO TEM NADA A DIZER!!!!

Vs. 8 – O que é isso? Jesus dando ordens? Um judeu instruindo os Romanos? Um renegado dirigindo a guarda do templo? (Exemplo da ROTAM). JESUS NÃO SÓ DÁ AS ORDENS COMO TAMBÉM É OBEDECIDO. LEMBRE-SE SEMPRE, EM TODOS OS MOMENTOS DA SUA VIDA, DEUS ESTÁ NO COMANDO!!!!

Vs. 9 – Quando Jesus diz que o manterá a salvo, Ele fala sério. Ele é capaz de protegê-lo. QUANDO JESUS PROMETE QUE ELE NÃO TE PERDERÁ, CERTAMENTE ELE O FARÁ!!!!

Muitos elementos aparecem no Getsêmani:

1. Judas e sua traição;

2. Pedro e sua espada;
3. Os discípulos e seu medo;

4. Os soldados e as armas.

Embora todos elementos sejam cruciais, não são os focos. O FOCO É O CONFRONTO ENTRE DEUS E SATANÁS!!!

Satanás ousa entrar em outro Jardim, mas Deus se levanta e Satanás não tem chance. (1 João 3.8 – 2ª parte – “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo.”).

– Qual o jardim da sua vida Satanás invadiu e profanou? Então deixe que Jesus reclame de volta. Hoje e agora.

Pai precioso, eu louvo o teu nome. Tu tens reconquistado tantas partes da minha vida. Eu estava perdido, tu me encontraste. Eu estava confuso, tu me guiaste. Eu não tinha nada a oferecer, mas ainda me amaste. Confesso que ainda preciso de ajuda. Existe uma parte da minha vida que precisa de um toque teu. Satanás está batalhando por um jardim no meu coração. Não o deixes vencer. Coloca-o para fora. Ele é mentiroso e é mentiroso desde o princípio. Por favor, derrota-o. Eu te glorificarei. Pai esta é a área que preciso do teu poder____________________________.


Extraído do Livro: Ouvindo Deus na Tormenta - Max Lucado

Lucado, Max - A Gentle Thunder - Word Publishing, 1995

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O QUE AS TRAGÉDIAS DA NATUREZA PODEM NOS ENSINAR


Por Max Lucado

Quem teria imaginado que ouviríamos esta frase falada numa reportagem no rádio nos Estados Unidos: "Hoje, foram removidos aproximadamente 25,000 refugiados do Superdome em Nova Orleans para o Astrodome em Houston."

Há dias, nós assistimos os desdobramentos da tragédia em Mississippi e Louisiana e, se você for como eu, você lutou com sentimentos de choque e descrença … sentimentos que, ao longo dos últimos cinco anos, se tornaram familiares demais.

Mal entramos no novo milênio quando vimos torres desabando em Nova Iorque e aviões que colidiram com o Pentágono e os campos da Pennsylvania.

Nós vimos bombas cair em Bagdá e testemunhamos a terra antiga de Abraão se tornar uma zona de guerra para seus descendentes. Você pensaria que testemunhamos o bastante, entretanto veio o tsunami – uma onda devastadora que sugou a vida e inocência mar adentro.

E agora os frutos de Katrina. Uma cidade assentada em sete metros de água. Cidadãos se arrastando para os telhados e helicópteros pairando sobre os bairros. Equipes de resgate otimistas, saqueadores oportunistas, pessoas gratas, pessoas ressentidas, vimos de tudo.

E muitos viram isto de perto. Katrina chegou a San Antonio na forma de 12,500 desabrigados. Muitos de você estão conhecendo-os, alimentando-os, dando cheques, e trabalhando como voluntários. E você, como qualquer outro, tem razão em querer saber … O que está acontecendo aqui? 11 de Setembro, Iraque, tsunami, Katrina. E eu não mencionei nem pretendo minimizar os furacões Dennis e Ivan e Emily.

Jesus criticou os líderes da época dele por observar o tempo e ignorar os sinais: “Olhando o céu, vocês sabem como vai ser o tempo. E como é que não sabem explicar o que querem dizer os sinais da época?” Mateus 16:2-3 (NTLH).

O que devemos aprender de tudo isso? Será que Deus está nos enviando uma mensagem? Eu entendo que sim. E, eu penso que seria sábio de nossa parte prestarmos atenção. Há algumas lições espirituais que eu penso que Deus gostaria que nós aprendêssemos através desta tragédia. A primeira lição que nós vemos é…

I. A Natureza dos Bens: Temporário

Enquanto você escutou os desabrigados e sobreviventes, você prestou atenção nas palavras deles? Ninguém lamenta a perda de uma televisão com telão ou carrão submergido. Ninguém corre pelas ruas gritando, “Minha furadeira sem fio está perdida!” ou “Meus tacos de golfe foram levados pela correnteza.” Se eles lamentam, é por pessoas perdidas. Se eles se alegrarem, é por pessoas achadas.

Será que Jesus está nos lembrando que pessoas são mais importantes que posses? Numa nação onde nós temos mais shoppings que escolas secundárias, mais dívida que crédito, mais roupas para se vestir do que nós podemos de fato usar, estaria o Cristo dizendo:

“Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.” (Lucas 12:15)?

Vemos um cassino navio inteiro puxado três quarteirões e colocado em cima de uma casa. Você vê carros de R$100,000 destruídos, que nunca mais serão dirigidos, escondidos nos escombros. E no fundo de nossas mentes nós ouvimos os ecos quietos de Jesus dizendo, “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” (Mateus 16:26).

Furacões furiosos e barragens quebradas têm um jeito de alavancar nosso dedos das coisas materiais que nós amamos. O que antes era precioso agora significa pouco; o que nós antes ignoramos agora é de significado eterno.

Um amigo e eu participamos de um culto de adoração na Igreja Batista Antioch domingo à noite passado. Vários líderes afro-Americanos tinham organizado uma reunião para orar pelos desabrigados que chegaram em San Antonio. Muitos deles sentaram nas filas dianteiras… vestidos com toda a roupa que eles possuíam: camisetas, calças jeans. Os rostos deles estavam cansados daquela semana. Mas quando a música iniciou e a adoração começou, eles ficaram de pé e cantaram com lágrimas nos olhos.

Eles eram ricos. Você é rico assim? Se todas as suas posses fossem levadas pela enchente, você poderia ainda adorar? Você ainda adoraria? Se não, você está segurando as coisas demais.

“Aos que têm riquezas neste mundo ordene que não sejam orgulhosos e que não ponham a sua esperança nessas riquezas, pois elas não dão segurança nenhuma. Que eles ponham a sua esperança em Deus, que nos dá todas as coisas em grande quantidade, para o nosso prazer! Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que sejam generosos e estejam prontos para repartir com os outros aquilo que eles têm. Desse modo eles juntarão para si mesmos um tesouro que será uma base firme para o futuro. E assim conseguirão receber a vida, a verdadeira vida.” (1 Timóteo 6:17-19 NTLH).

Através de Katrina, Cristo nos fala: bens não importam; o importante são pessoas. Entenda a natureza dos bens materiais. Esteja igualmente ciente sobre:

II. A Natureza das Pessoas: Pecadores e Santos

Nós vemos os servos mais incríveis e histórias de abnegação e sacrifício. Nós vemos as pessoas dos conjuntos habitacionais salvando seus vizinhos, nós vemos funcionários públicos arriscando suas vidas por pessoas que nunca viram antes. Eu e minha esposa Denalyn visitamos um abrigo supervisionado por um de nossos vizinhos aqui em San Antonio. Conhecemos uma família de uns vinte primos e irmãos. Uma menina de seis ano contou para Denalyn sobre o homem de helicóptero que a salvou de uma varanda do terceiro andar e a levou para um lugar seguro.

Aquela criança nunca saberá quem é aquele homem. Ele nunca buscará qualquer aplauso. Ele salvou a vida dela… tudo no trabalho diário dele. Nós vimos a humanidade no seu auge. E nós vimos a humanidade no seu pior. Pilhando. Brigando. Ouvimos histórias de estupros e roubos. Alguém disse, “Os céus declaram a glória de Deus mas as ruas declaram a pecaminosidade do homem. ”As reportagens de Nova Orleans confirmaram a veracidade daquele ditado. Você pode imaginar não conseguindo dormir no abrigo do Superdome por temer que alguém poderia tentar estuprar sua filha se ela fosse para o sanitário no meio da noite?

Somos pessoas tanto de dignidade como de depravação. O furacão tirou mais que telhados; tirou a máscara da natureza humana. O problema principal no mundo não é a Mãe Natureza, mas, a natureza humana. Tire as barricadas policiais, abaixe as cercas, e o verdadeiro eu é revelado. No íntimo, somos selvagens.

Nós nascemos com uma única mentalidade “eu primeiro”. Você não tem que ensinar para seus filhos a discutirem. Eles não têm que ser treinados para exigir seus direitos. Você não tem que mostrar para eles como se espernearem ou fazer bico, é a natureza deles… de fato, é a natureza de todos nós agir assim.

“Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho” (Isaías 53:6 NTLH).

A palavra escolhida por Deus para nossa condição caída é pecado. O pecado celebra o “Eu”. À mercê dos nossos próprios desejos, enveredamos por uma vida descontrolada de “… fazendo o que o nosso corpo e a nossa mente queriam” (Efésios 2:3 NTLH).

Você não tem que ir para o Nova Orleans para ver o caos. Por causa de pecado, o marido ignora a esposa dele, os homens adultos seduzem os jovens. Os jovens tiram vantagem dos idosos. Quando você faz o que você quer e eu faço o que eu quero, a humanidade e civilidade implodem.

E quando os Katrinas da vida chegam, nossa verdadeira natureza é revelada e nossa necessidade mais profunda é desvelada: uma necessidade mais profunda que comida, mais permanente que diques firmes. Nós precisamos não de um sistema novo, mas de uma natureza nova. Nós precisamos ser mudados de dentro para fora. O qual nos leva à terceira mensagem de Katrina:

III. A Natureza da Graça de Deus: De Dentro Para Fora

Muito debate revolve em torno do futuro de Nova Orleans. A cidade será restabelecida? Consertada? Quanto tempo levará? Quem pagará por isto? Uma coisa é certa: alguém tem que limpá-la.

Ninguém está sugerindo o contrário. Todo mundo sabe, alguém tem que entrar e limpar a sujeira. Isso é o que Deus oferece fazer conosco. Ele entra em vidas inundadas pelo pecado e lava o que não serve mais. Paulo refletiu sobre a conversão dele mesmo e escreveu: “ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tito 3:5 ARA). Nossos pecados não têm nenhuma chance contra as mangueiras de incêndio da graça de Deus.

Mas ele faz mais que nos limpar; ele nos reconstrói. Na forma do seu Espírito Santo, Deus se instala e começa um projeto de renovação completa. “E agora, que a glória seja dada a Deus, o qual, por meio do seu poder que age em nós, pode fazer muito mais do que nós pedimos ou até pensamos!” (Efésios 3:20 NTLH).

E o que nós só podemos sonhar em fazer em Nova Orleans, Deus já fez com alma após alma, e ele fará assim com você, se você deixar.

As histórias mais perturbadoras da última semana são daqueles que recusaram salvamento. Aqueles que passaram suas horas finais acuados em sótãos e quartos lamentando a escolha que fizeram. Eles poderiam ter sido salvos. Eles poderiam ter saído… mas eles escolheram ficar. Muitos pagaram um preço permanente.

Você não tem que pagar aquele preço. O que resgatadores fizeram por pessoas na costa do Golfo do México, Deus fará para você. Ele entrou em seu mundo. Ele lançou uma corda em sua vida submergida em pecado. Ele salvará. Você simplesmente precisa fazer o que aquela menina fez: deixe Ele tirar você.

Eu mencionei minha visita à Igreja Batista Antioch na noite de domingo passado. O pregador local, pastor L. A. Williams deu uma mensagem no seguinte versículo: “Porém Noé achou graça diante do SENHOR.” (Gen. 6:8).

O pastor nos ajudou a ver todas as coisas que Noé não pôde achar por causa do dilúvio. Ele não pôde achar o bairro dele. Ele não pôde achar a casa dele. Ele não pôde achar os confortos de casa ou as pessoas da rua dele – Muita coisa ele não pôde achar. Mas o que ele poderia achar fez toda a diferença. Noé achou graça aos olhos de Deus.

Noé achou graça aos olhos de Deus. Se você tiver tudo, e nada de graça, você tem nada. Se você tiver nada, mas tiver a graça, você tem tudo.

Você encontrou a graça? Se não, eu quero lhe convencer a fazer o que aquela menina nos contou que ela fez. Quando o resgatador apareceu na varanda dela, ela o agarrou, fechou seus olhos, e segurou. É só isso que você precisa fazer. E se você nunca fez, mas gostaria de fazer, eu quero lhe persuadir a buscar a mão do seu resgatador, Jesus Cristo.

Seu Redentor vive, também. Este furacão foi o instrumento dele para conseguir sua atenção. Confie nEle enquanto você ainda pode.

Mensagem especial pregada em 10 de novembro de 2005, na Igreja de Oak Hills em San Antonio (Texas, USA). Título original: "O que o Katrina pode nos ensinar". Site oficial de Max Lucado: https://maxlucado.com/

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.