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quarta-feira, 1 de março de 2017

QUARESMA: QUEM PODE PERDOAR PECADOS?

No início do período chamado “quaresma” ocorre um fato importante. Nos dias que precedem esse período há uma festa chamada Carnaval. Nela as pessoas se embriagam, usam máscaras e praticam todos os tipos de imoralidades. Terminado o carnaval, na “quarta-feira de cinzas, vão a Igreja e o padre coloca um pouco de cinza na testa de cada um, declarando perdoados os pecados prazerosamente cometidos. Isso é bíblico?

Não. Não é bíblico. Primeiro porque a Bíblia declara que homem algum pode perdoar pecados. Esse é um atributo exclusivo de Deus. “E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta te, e toma o teu leito, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados, disse ao paralítico: a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa” (Marcos 2.5-11).

Nem o apóstolo Pedro podia perdoar pecados, embora seja tido como o primeiro papa. “E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro. Tu não tens parte nem sorte nesta palavra, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois, dessa tua iniquidade, e ora a Deus, para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração, pois vejo que estás em fel de amargura, e em laço de iniquidade” (Atos 8.18-23).

Como vemos, Pedro aconselhou Simão a rogar a Deus para que seu pecado fosse perdoado. É o que ensina a Bíblia: “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado“ (Salmo 32.4).

Em segundo lugar, porque essa ato de penitência, colocando cinzas na testa, não revela realmente um arrependimento sincero, dado que cada ano se repetem os mesmos pecados cometidos durante o carnaval. Jesus falou acerca de pessoas que servem a Deus apenas na aparência, mas cujos corações estão afastados dele. “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15.8-9).

É verdade que a Bíblia fala do uso de cinzas quando se cometia pecado contra Deus, mas havia abandono do pecado. Um exemplo é o povo de Nínive, a quem o profeta Jonas foi pregar (Jonas 3.2-10).

Pr. Natanael Rinaldi 

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 15 de outubro de 2013

COMO CONSEGUIR A SALVAÇÃO

Do mesmo modo que o pacto do casamento é protegido por lei civil, assim também o amor entre Cristo e nós é garantido pelo amor divino (Rm. 8:1-4). “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. (Rm. 10.9).

Recebemos a graça salvadora de Deus fazendo duas coisas: confessando com nossa boca o senhorio de Jesus Cristo, e crendo em sua ressurreição. Deus é imutável e imutáveis são as suas alianças. Ele não depende da emoção humana para confirmar suas verdades eternas. A salvação é muito mais do que agitação profunda da alma – ela é graça garantida., “Todo aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas todo aquele que rejeita o Filho não verá a vida, pois sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo. 3:36).

Descobrir a Deus é meramente abrir o coração e admitir que Ele, a quem temos buscado, esta muito perto de nós. Ser salvo é estar num barco salva-vidas a caminho de um porto seguro. Todavia, a salvação é uma viagem, e isto significa que ainda não chegamos ao porto.

Muitos cristãos não são felizes porque há um conflito interior que os arrasa, ou seja  a briga entre a velha natureza e a nova. Quando aceitamos a Jesus Cristo assumimos uma nova natureza, mas conservamos uma parte da antiga. E essas duas naturezas disputam a supremacia no campo de batalha de nossas mentes “...quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.22-24).

O próprio Paulo experimentou esta estranha neurose espiritual,(ler Romanos 7.15-17). Este tipo de conflito espiritual inevitavelmente produz frustração e desespero bem como certa dúvida a respeito do valor de nossa nova vida em Cristo.

Será esta espécie de neurose uma incerteza inescapável?
Não. A mente de Cristo, uma parte do novo homem, supre-nos com vitória. “Assim, vocês podem ver como isto é: minha nova vida manda-me fazer o que é correto, porém a velha natureza que ainda está dentro de mim gosta de pecar. Que situação terrível esta em que estou! Quem me livrará da minha escravidão a esta mortífera natureza inferior? Mas graças a Deus! Isto foi feito por Jesus Cristo, nosso Senhor. Ele me libertou” (Rm. 7.24-25).

Nós neuróticos espirituais, somos libertos pela presidência exclusiva de Jesus Cristo, pelo controle singular da mente de Cristo.

Solte-se, deixe Deus agir! Os dias mais conturbados e dilacerantes de nossas vidas são aqueles quando o velho homem e o novo lutam. Os mais felizes são aqueles quando nos soltamos e deixamos que a vontade singular de Deus ocupe nossas mentes. “Portanto, agora já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8.1)

Mesmo depois de nos tornarmos cristãos, parece que desejamos problemas. Em vez de aproximar-nos de Deus, retiramo-nos como Jonas, do que sabemos ser a sua vontade. Queremos amar o nosso mundo, mesmo conscientes de que este amor pelas coisas do mundo  significa inimizade com Deus. Então veem os dias terríveis, nossa confiança escoa-se na incerteza.

Todavia, quando fomos redimidos, o Espírito de Deus que mora em nosso interior convence-nos de que o seu amor está em nós mediante a presença de Cristo., e Ele não nos abandonará. Apesar do amor de Deus ter custado caro, pois Ele foi à cruz para declará-lo, ele é grátis. É dádiva de Deus. Não pode ser comprado.

Só Jesus salva! Nada há que possamos acrescentar a graça. Se houvesse, nos tornaríamos parcialmente responsáveis por nossa redenção. Seremos mais felizes se não tentarmos pagar pelos nossos próprios pecados.

Quando nos apegamos ao sentimento de culpa, baseados em não nos sentirmos perdoados, estamos pecando contra a integridade de Deus. Deixar de perdoar-nos a nós mesmos o que Ele já nos perdoou é exibicionismo espiritual, é negar o que está escrito em 1 João 1.9 “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel  e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça.”.

Deus quer que confiemos toda nossa carga em seu amor. Aceitar seu grande perdão é a melhor evidência da nossa rendição completa à Ele. Não podemos convencer a outros de que Deus é confiável, enquanto não houvermos entregues a Ele todos os nossos pecados, e aprendido a nunca mais trazermos à tona as sombras do passado.

Litrazini:


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.