quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CRISE, TERRENO FÉRTIL PARA O MILAGRE

“... Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite. 3 Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. 4 Então entra, e fecha a porta sobre ti, e sobre teus filhos, e deita o azeite em todas aquelas vasilhas, e põe à parte a que estiver cheia. ...” 2 Reis 4:1-7

PROBLEMAS PODEM SER O METODO QUE DEUS USA PARA NOS FAZAR CRESCER (1 Reis 4:1; Rm. 5:3-4)
É na crise que a gente cresce, amadurece e se torna mais úitl para o Reino de Deus. Muitas vezes Deus permite que passemos por determinadas situações para nos ensinar lições que, de uma forma, não aprenderíamos. É na hora difícil que se aprende a nadar para não morrer.

O MILAGRE DEPENDE DO QUE EU TENHO
Para Deus fazer um milagre ele não depende de muita coisa, pode ser uma botija com um pouco de azeite. O pouco na mão do Senhor pode se tornar muito (Veja o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes (Jo.6).

O MILAGRE PODE NÃO ACONTECER QUANDO HÁ PROBLEMA DE RELACIONAMENTO COM A VIZINHANÇA. (v.3)
Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
Pede vasilhas emprestadas para os teus vizinhos. Relacionamentos quebrados impedem que Deus faça milagres em nossas vidas. Nós quebramos e reconstruímos nossos relacionamentos.

O TAMANHO DO MILAGRE É PROPORCIONAL AO TAMANHO DA MINHA FÉ (v.3).
Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas.
Fé é um processo de gravidez e parto. Muitas vasilhas, muito azeite, poucas vasilhas, pouco azeite, depende de você. Se Deus disse que vai abrir a torneira aproveite e prepare bastante vasilhas.

A FONTE DO MILAGRE É INESGOTÁVEL (v.6).
E sucedeu que, cheias que foram as vasilhas, disse a seu filho: Traze-me ainda uma vasilha. Porém ele lhe disse: Não há mais vasilha alguma. Então o azeite parou.
O azeite parou.(não-acabou). Enquanto houver vasilhas o milagre continua acontecendo.

NO MILAGRE HOUVE A PARTE HUMANA
Deus age por nós quando fazemos a nossa parte. Fé genuína tem que desembocar em obediência e trabalho. O que você pode fazer, Deus não faz por você.

Em tempo de crise, bata na porta certa e fale com a pessoa certa. Ainda que seu problema tenha o tamanho do Mar Vermelho ou da muralha de Jericó, creia em milagre.

Nunca aceite perder aquilo que é herança do Senhor. Por maior que seja a crise, não faça negócio com o diabo.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

DEVEMOS ADORAR O ESPÍRITO SANTO?

Sabemos que só Deus deve ser adorado. Só Deus exige adoração, e só Deus merece adoração. A questão de se devemos adorar o Espírito Santo só pode ser respondida ao se determinar se o Espírito é Deus.

Ao contrário das ideias de algumas seitas, o Espírito Santo não é apenas uma "força", mas uma personalidade. Ele é referido em termos pessoais (João 15:26; 16:7-8, 13-14). Ele age como um Ser com personalidade atuaria - Ele fala (1 Timóteo 4:1), Ele ama (Romanos 15:30), Ele ensina (João 14:26), Ele intercede (Romanos 8:26) e assim por diante.

O ESPÍRITO SANTO POSSUI A NATUREZA DA DIVINDADE
Ele compartilha os atributos de Deus. Ele não é nem angélico nem humano na sua essência. Ele é eterno (Hebreus 9:14). Ele é onipresente (Salmo 139:7-10). O Espírito é onisciente, isto é, Ele sabe de "todas as coisas, até mesmo as coisas mais profundas de Deus" (1 Coríntios 2:10-11). Ele ensinou aos apóstolos "todas as coisas" (João 14:26).

Ele estava envolvido no processo de criação (Gênesis 1:2). O Espírito Santo é mencionado em associação íntima com o Pai e o Filho (Mateus 28:19, João 14:16). Como pessoa, pode-se mentir ao Espírito (Atos 5:3-4) e entristecê-lo (Efésios 4:30). Além disso, algumas passagens do Antigo Testamento que são atribuídas a Deus são aplicadas ao Espírito no Novo Testamento (ver Isaías 6:8 com Atos 28:25 e Êxodo 16:7 com Hebreus 3:7-9).

UMA PESSOA DIVINA É DIGNA DE ADORAÇÃO.
Deus é "digno de louvor" (Salmo 18:3). Deus é Grande e "digno de todo louvor" (Salmo 48:1). Somos ordenados a adorar a Deus (Mateus 4:10, Apocalipse 19:10; 22:9). Se, então, o Espírito é divindade, a terceira pessoa do nosso trino Deus, Ele é digno de adoração. Filipenses 3:3 nos diz que os verdadeiros crentes, aqueles cujos corações foram circuncidados, adoram a Deus pelo Espírito e se gloriam e alegram em Cristo. Aqui está uma bela imagem de adoração de todos os três membros da Trindade.

COMO DEVEMOS ADORAR O ESPÍRITO SANTO?

Da mesma forma que adoramos o Pai e o Filho. O louvor cristão é espiritual, decorrente do trabalho interior do Espírito Santo ao qual respondemos quando oferecemos nossas vidas a Ele (Romanos 12:1). Adoramos o Espírito através de obediência aos Seus mandamentos.

Referindo-se a Cristo, o apóstolo João explica que "Os que obedecem aos seus mandamentos permanecem nele, e ele neles. Deste modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu" (1 João 3:24). Vemos aqui a ligação entre obedecer a Cristo e o Espírito Santo que habita em nós, convencendo-nos de todas as coisas -- especialmente a nossa necessidade de adoração através de obediência -- e a nossa capacitação para a adoração.

A adoração é em si uma função do Espírito. Jesus diz que devemos adorar "em espírito e em verdade" (João 4:24). Os verdadeiramente espirituais são aqueles habitados pelo Espírito que testifica a nós que pertencemos a Ele (Romanos 8:16). Sua presença em nossos corações nos permite retornar adoração a Ele no Espírito.

Estamos nEle assim como Ele está em nós, assim como Cristo está no Pai e o Pai está em nós através do Espírito (João 14:20, 17:21).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 29 de agosto de 2017

O NOME DE DEUS

Restaura-nos, ó Deus! (Sl 80.3.)

Três vezes o salmista clama ao Senhor por restauração no Salmo 80. A súplica é sempre a mesma, mas ele vai tornando cada vez mais cumprido o nome de Deus, quem sabe para mostrar a sua dependência da misericórdia divina.

Na primeira vez, o salmista diz: “Restaura-nos, ó Deus” (v. 3). Na segunda: “Restaura-nos, ó Deus dos exércitos” (v. 7). E na terceira: “Restaura nos, ó Senhor, Deus dos exércitos” (v. 19).

O pedido não é egoísta, não é isolado. É para Deus restaurar Israel, a nação toda, o povo todo. Se não é exageradamente egoísta (porque não pede restauração só para ele) também não é exageradamente altruísta (porque não pede restauração só para os outros).

Essa é a oração desejável, esse é o equilíbrio que agrada a Deus.

O salmista está suplicando a intervenção do Senhor na vida dele e na vida do povo. Ele quer que Deus recolha os cacos que estão pelo chão e refaça o vaso quebrado dando-lhe a forma e a beleza anteriores, como aconteceu com aquele vaso de barro que se estragou nas mãos do oleiro (Jr. 18.1-4).

Porque o fiel não permanece fiel o tempo todo, porque nem sempre consegue passar por uma crise sem se machucar, porque pode cair numa emboscada e enlamear-se mais uma vez, porque o primeiro amor perde sua intensidade com o tempo, porque por algum momento está sujeito a ceder à pressa da carne e dos demônios — não há quem não precise de vez em quando de fazer a famosa oração: “Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos exércitos!”.

Davi foi restaurado, a nação eleita muitas vezes foi restaurada, Pedro foi restaurado, a igreja tem sido restaurada, reformada e reavivada.

Ninguém é obrigado a permanecer como cacos esparramados pelo chão. Nem como ossos sequíssimos espalhados uns dos outros, enchendo um vale inteiro.

Deus pode colocar outra vez o seu Espírito nesse cemitério de ossos e nos pôr de pé!

Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

ESPÍRITO, ALMA, E CORPO

O homem foi criado por Deus como um ser tripartido. Nossa constituição é esta: espírito, alma e corpo. As Escrituras, ao mencionarem estas três partes distintas, referem-se a elas como se tratando do nosso ser inteiro, da nossa plenitude.

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23)

Atente para o termo “completamente”. Para o escritor a santificação completa é a conservação irrepreensível das três partes. Mas as Escrituras fazem clara distinção entre espírito e alma; de fato, ambos compõem aquilo que chamamos de “homem interior” (2 Co 4.16), mas são distintos entre si; há um versículo que traz mais luz acerca desta diferença, e convém observá-lo:


“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. (Hb 4.12)

Nosso texto diz que a Palavra penetra até a DIVISÃO de alma e espírito; logo, há divisão entre um e outro; não são a mesma coisa. Contudo, apesar desta divisão, parece-nos que os dois estão bem próximos, juntos. Tanto, que só a Palavra de Deus, como espada afiada que é, pode separa-los. Na prática diária da vida cristã, a maioria dos crentes sabe muito bem quão difícil é separar o que é alma do que é espírito, mas que são distintos, são! Isto é inegável.

Lemos na Bíblia que o novo-nascimento é o nascer do espírito (Jo 3.6). Isto é algo que se dá instantaneamente. Contudo, escrevendo à pessoas que já haviam experimentado a salvação de Deus em seu espírito (Tg 1.18 e 1 Pe 1.3), Tiago e Pedro falaram da “salvação da alma” como algo que acontece posteriormente ao novo-nascimento do espírito (Tg 1.21 e 1 Pe 1.19).

Portanto, assim como a salvação da alma acontece como um processo de restauração pela Palavra de Deus, a regeneração do espírito acontece instantaneamente na ocasião do novo-nascimento. Se o espírito e a alma fossem uma coisa só, certamente não haveria esta distinção na forma como a redenção de Cristo alcança cada um.

Luciano Subirá

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 27 de agosto de 2017

MANEIRAS DE VENCER CILADAS DO DIABO ATRAVÉS DA MEMORIZAÇÃO DA BÍBLIA

A jornada cristã é feita de muitas batalhas. A luta se faz contra nossas próprias concupiscências, mas também contra o diabo, que se vale de nossas fraquezas para nos impor tropeços. Diante disso, a melhor maneira de vencer o diabo é memorizar a mensagem da Bíblia.

Memorizar as Escrituras torna a meditação possível. Nas vezes em que você não pode ler a Bíblia, a meditação é o caminho para uma compreensão mais profunda, se você vai meditar sobre a lei do Senhor dia e noite, você precisa ter algo em sua cabeça.

Nos Salmos 119:11, o autor diz: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”. manter na memória as palavras das Escrituras transforma nossa visão sobre o mundo.

Quando medito sempre nas Escrituras, isso muda minha mente de acordo com o ponto de vista de Deus em relação a tudo, Memorizar as Escrituras torna a Palavra de Deus mais fácil de alcançar para vencer a tentação do pecado. Porque as advertências e as promessas de Deus são a maneira como obtemos conquistas sobre as enganosas mentiras do diabo.

É o ato de “memorizar as Escrituras” que “permite vencer o Diabo, batendo em sua cara com uma força na qual ele não pode resistir,

Com o que você está batendo nele? Ele é milhões de vezes mais forte que você. Ele odeia você, seu casamento e sua família, a Igreja e Deus. Como alguém atravessa este mundo governado pelo diabo sem uma espada nas mãos?.

Manter as Escrituras em mente é uma maneira de fortalecer a fé, pois a Bíblia ensina – a respeito da fé – que a capacidade de crer vem pelo ouvir a Palavra de Deus e essa prática ajuda a encontrar e vencer as falhas pessoais.

John Piper

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 26 de agosto de 2017

A VINDA E A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

QUEM É O ESPÍRITO SANTO?
O Espírito Santo é uma pessoa e, juntamente com o Pai e com o Filho, faz parte da Trindade Divina. É considerado uma pessoa porque exerce atributos de personalidade.

POSSUI SENTIMENTOS – entristece-se, chora, geme, sente ciúmes (Romanos 8.28; Efésios 4.30);

TEM VONTADE PRÓPRIA – dispensa os dons espirituais (1 Coríntios 12.11);

São atribuídas a ele atividades pessoais: revela, ensina, clama, intercede, fala, ordena, testifica (2 Pedro 1.21; João 14.26; 15.26).

ALGUNS NOMES DADOS AO ESPÍRITO SANTO
Espírito de Deus.
Espírito de Cristo
Consolador
Espírito Santo da Promessa
Espírito da Verdade.
Espírito da Graça
Espírito de Adoção

PRINCIPAIS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO
FOGO – Significa limpeza, purificação. O fogo aquece e também Ilumina (Mateus 3.11; Atos 2.3).
VENTO – Simboliza a obra regeneradora e sua misteriosa atuação (João 3.8).
ÁGUA – É a fonte de água viva que lava, limpa, refresca, sacia a sede espiritual e faz frutificar (João 7.38,39).
SELO – O Espírito Santo é como um selo, isto é, uma marca posta no crente para o dia da redenção. Essa marca é que assegura e garante o direito de posse da herança celestial (2 Timóteo 2.19).
AZEITE – É o símbolo da unção – torna o crente útil, operando vida, beleza e transformação.
POMBA – Significa brandura, paz, amabilidade. É isso que o Espírito Santo transmite ao pecador quando se chega a Jesus. Ele se apresenta para confirmar a presença de Jesus em nossa vida (Mateus 3.16).

A Igreja Cristã começa efetivamente com as descida do Espírito Santo. Isso aconteceu no Dia de Pentecostes (50 dias após a Páscoa). Isso está registrado em...

Atos 2.1-13 – Chegando o dia de pentecostes, estavam todos reunidos num só lugar. 2 De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na qual estavam assentados. 3 E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava...12 Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: “ Que significa isso?”. 13 Alguns, todavia, zombavam deles e diziam: “Eles beberam vinho demais”.

PARA SER CHEIO DO ESPÍRITO SANTO
OBEDEÇA
Jesus ordenou que todos permanecessem em Jerusalém (Atos 1). Muitos querem o poder do Espírito, mas não querem as mudanças e sacrifícios que esse poder impõe.

CONGREGUE
Estavam todos juntos, congregados como igreja. A descida do Espírito acabou com a separação que aconteceu em Babel.

CREIA
A manifestação do Espírito é sobrenatural. Sem unção podemos fazer muita coisa religiosa, mas não produziremos frutos espirituais. Frutos espirituais dependem de unção, ou seja, da presença sobrenatural do Espírito.

COOPERE
Cerca de 16 nações estavam representadas ali. Deus mostrava a sua multiforme graça. Deus deseja unidade na diversidade. Precisamos vencer barreiras étnicas, raciais, culturais, econômicas, linguísticas, etc. Nenhuma igreja alcança uma cidade sozinha. Precisamos unir o povo de Deus.

RESISTA
Mesmo diante daquele mover de Deus, muitos não creram. Alguns até mesmo criticaram e acusaram.

Charles Swindoll escreveu: “Uma coisa é tornar-se cristão. Outra é tornar-se um cristão cheio do Espírito. A tragédia é que muitos são os convertidos, mas poucos são os cheios do Espírito. Quando isso acontece, a pessoa perde o melhor que Deus tem para oferecer na terra”.

Receba esta promessa de Jesus: “Eu rogarei ao Pai; e Ele vos dará outro Consolador para que fique convosco para sempre. Jo 14.16

Ricardo Aurino

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

SANTUÁRIO DE DEUS

Somos santuário de Deus, como diz o Novo Testamento: “Não sabeis vós que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3.16)

No passado, Deus ordenou que lhe construíssem um santuário com detalhes que Ele mesmo havia dado, e sob a direção de Moisés, o povo de Israel o fez. Mais tarde, Salomão construiu um magnífico templo em lugar da tenda do tabernáculo. Mas quando o povo israelita foi levado em cativeiro para a Babilônia, o templo foi demolido e queimado, e somente depois de regresso da nação nos dias de Esdras e Neemias é que foi reconstruído.

Nas três vezes, seguiu-se a direção inicial que o Senhor havia dado a Moisés, e a Casa do Senhor sempre teve três ambientes distintos onde os sacerdotes serviam: o Santo dos Santos, o Lugar Santo, e o Átrio Exterior. Logo, podemos dizer que o santuário sempre foi tripartido.

No Novo Testamento vemos uma nova ênfase quanto ao santuário de Deus, e ela já não tem mais nada a ver com os templos construídos. Na sua última pregação, Estevão declarou: “Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens…” (At 7.48), e antes de tornar-se o primeiro mártir da Igreja, depositou esta mensagem no coração de seu perseguidor, que mais tarde viria a escrever que o santuário de Deus somos nós!

A Igreja em seu início compreendia isto. Quando Jesus bradou na cruz “está consumado!”, o véu do templo se rasgou de alto a baixo. A partir deste momento a presença de Deus deixou de estar restrita ao templo e o Pai veio fazer morada em nós, os nascidos de novo.

E como santuário de Deus, também somos tripartidos, à semelhança dos santuários do Velho Testamento que eram figura do santuário da Nova Aliança em Jesus. Cada uma das três partes do santuário corresponde às nossas três partes: espírito, alma e corpo.

Olhando o tabernáculo pelo lado de fora, via-se apenas dois ambientes: a parte coberta e a parte descoberta, sendo que a parte coberta era a tenda da revelação e a parte descoberta o átrio exterior. Mas ao entrar na tenda, percebia-se que havia ali dentro dois ambientes totalmente distintos e separados por um véu: o Santo Lugar e o Santo dos Santos (Hb 9.1-3).

Ou seja, olhando apenas de modo superficial, parecia um só ambiente, mas num exame cuidadoso apareciam claramente os dois ambientes. De forma semelhante, ao observar superficialmente o santuário de Deus hoje (que somos nós), reconhecemos apenas duas partes: o homem interior e o homem exterior. Mas um exame das Escrituras (e no nosso próprio íntimo) revelará que a “tenda” do homem interior se subdivide em outras duas partes, separadas apenas por um véu. O homem interior é composto de espírito e alma!

O espírito corresponde ao Santo dos Santos, o lugar mais íntimo, onde se encontrava a presença de Deus e também onde Ele falava. A alma corresponde ao Lugar Santo, e o corpo ao Pátio, ou Átrio Exterior.

A importância de examinarmos estas figuras é compreender que assim como o Santo dos Santos era o lugar mais importante do tabernáculo, assim também o nosso espírito é hoje o lugar “mais importante” do santuário que somos nós!

Precisamos tomar consciência do valor do nosso espírito na vida cristã.

Luciano Subirá

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A CENTRALIDADE DA CRUZ

Porque, quando estive com vocês, resolvi esquecer tudo, a não ser Jesus Cristo e principalmente a sua morte na cruz(1 Coríntios 2.2, NTLH)

Qualquer pessoa que estude o cristianismo pela primeira vez logo ficará impressionada com sua ênfase na morte de Jesus e, como já vimos, particularmente com o espaço desproporcional que os evangelistas dedicam à sua última semana de vida. Os autores dos Evangelhos haviam aprendido essa ênfase com o próprio Jesus.

Em três ocasiões distintas e solenes Jesus predisse sua morte dizendo: “Era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas… e… fosse morto” (Mc 8.31). Era necessário que isso acontecesse — ele insistiu — porque havia sido predito nas Escrituras do Antigo Testamento.

Jesus também se referiu à sua morte como a sua “hora”, a hora para a qual ele viera ao mundo. No começo, ele repetiu que ela ainda “não havia chegado”, mas finalmente pôde dizer que “sua hora chegara”.

Talvez o mais impressionante de tudo isso seja o fato de Jesus ter determinado, de modo deliberado, como gostaria de ser lembrado.

Ele instruiu seus discípulos a tomar, partir e comer o pão em memória de seu corpo, que seria partido por eles, e a tomar, derramar e beber o vinho em memória de seu sangue, que seria derramado em favor deles. A morte era representada por ambos os elementos. Nenhum simbolismo poderia ser mais claro.

COMO ELE QUERIA SER LEMBRADO?

Não por seu exemplo ou seu ensino, não por suas palavras ou obras, nem mesmo por seu corpo vivo ou pelo sangue que corria em suas veias, mas por seu corpo entregue e seu sangue derramado no sacrifício da cruz.

Assim, a igreja acertou na escolha do símbolo do cristianismo. Ela poderia ter escolhido qualquer outra entre muitas opções — por exemplo, a manjedoura, simbolizando a encarnação; a carpintaria, que comunica a dignidade do trabalho manual; ou a toalha, símbolo do serviço humilde. No entanto esses símbolos foram ignorados em favor da cruz.

A escolha da cruz como o símbolo supremo do cristianismo foi totalmente extraordinária porque na cultura greco-romana a cruz era objeto de vergonha.

Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. 1 Coríntios 1.17-25 
Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo  [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O QUE FAZ UMA FAMÍLIA SER SAUDÁVEL?

APRECIAÇÃO MÚTUA.
Famílias estáveis e saudáveis cultivam a apreciação entre os seus membros. Então, o segredo para cultivar uma saúde familiar é elogiar sempre. Nunca perder uma oportunidade para elogiar e enaltecer o cônjuge, os filhos, irmãos e pais. “O princípio mais profundo natureza humana é o anelo de ser apreciado”, escreveu William James.

CAPACIDADE PARA RESOLVEREM JUNTOS OS CONFLITOS.
Os conflitos, em qualquer relação humana, são inevitáveis. A grande questão é saber identificar e resolvê-los de uma maneira em que todos saiam vencedores. Muitas vezes, famílias se tornam frágeis e problemáticas porque na resolução de um conflito, há perdedores e vencedores.

COMUNICAÇÃO ABERTA.
Numa família saudável a comunicação é valorizada. Os assuntos são conversados sem tabus, os sentimentos são externados sem rancor. Não há acusações ou críticas. Os cônjuges sentem liberdades para exporem suas idéias e sentimentos. Pais conversam com os filhos sobre temas importantes.

COMPROMISSO MÚTUO.
Numa família saudável, há um forte sentimento de compromisso entre os seus membros. Os cônjuges sentem-se compromissados pelo bem-estar e crescimento um do outro. Os pais sentem-se compromissados com crescimento integral dos filhos e assim por diante.

DEDICAÇÃO DE TEMPO.
Famílias saudáveis e competentes investem tempo e energia na construção e manutenção de um relacionamento construtivo. Os cônjuges conversam mais entre si, os pais brincam mais com os filhos, há mais caminhadas de mãos dadas. Há quantidade e qualidade de dedicação de tempo.

COMPARTILHAMENTO DE TRADIÇÕES.
Famílias saudáveis valorizam os almoços à mesa, as férias são momentos inesquecíveis, os aniversários, mesmo com simplicidade, são comemorados, os dias festivos são lembrados e vividos intensamente, a participação nos cultos torna-se importante. “Essas tradições, pequenas e grandes, são o que estreita os nossos laços, nos renova e nos dá uma identidade enquanto família”, diz Stephen R. Covey.

COMPARTILHAM A FÉ COMUM.
Sabemos que quando Deus se torna o fundamento de uma família, esta passa a ter totais condições de ser feliz e saudável. “A família foi constituída pelo próprio Deus e deve tê-lo como fator central”, afirma o Dr. Merval Rosa.

Que cada um de nós sejamos responsáveis pelo cultivo dessas atitudes em nossas famílias. Fazendo isso, estaremos construindo, no novo milênio, famílias que sejam esteio e colunas da sociedade.

Gilson Bifano

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O ESPÍRITO SANTO EM RELAÇÃO AOS CRISTÃOS

O ESPÍRITO SANTO REGENERA
E a minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder;(1Co.2.4) Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. (1Co.3.6). Assim como Jesus foi gerado pelo Espírito Santo, semelhantemente todo homem, para que se torne filho de Deus, precisa ser gerado pelo Espírito Santo. Jo 3 : 3 – 6/ Tt 3 : 5/ Jo 6 : 63/ I Pd 1 : 23/ Ef 5 : 25,26.

ELE BATIZA NO CORPO DE CRISTO
E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus. (Jo 1 : 32 – 34)  I Cort 12.12 – 13/ At 1.5

O batismo do Espírito Santo é aquele ato que tem lugar por ocasião da conversão(Jo 3.5-7/ Rm 8.9), mediante o qual a pessoa se torna membro do corpo de Cristo (II Cor 5.17/ Ef 1.13-14).

Essa obra tem sido realizado na vida de cada cristão, embora nem sempre seja reconhecida. O batismo do Espírito Santo não é algo a ser conquistado pelo cristão após a regeneração; antes, já foi obtido por ocasião da regeneração( I Cor 3.16). O batismo do Espíorito Santo teve início no dia de Pentecoste (At 2.1-3), mas se estende através dos séculos e prosseguirá até que o último membro tenha sido acrescentado à igreja.(Ef 4.4)

ELE HABITA NO CRISTÃ0
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.(Rm.8.9); I Cor 6.15-19/ 3.16

ELE SELA
Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. (Ef 1.13,14/ 4.30)

ELE PROPORCIONA SEGURANÇA
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.(Rm. 8.14,16) I Co.1.22

ELE FORTALECE
Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior. (Ef 3.16)

ELE ENCHE O CRISTÃO
E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito; Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo (Ef 5.18-20) At.4.8,31 / 2.4/ 6:3/ 7.54-5 5/ 9.17,20 / 13.9-10,52 / Lc 1.15,41,67-68 / 4.1/ Jo 7.38-39

ELE LIBERTA/ GUIA/ ORIENTA EM SEGURANÇA
E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração, Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías.E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro.(At 8.27-29)

ELE EQUIPA PARA O TRABALHO (Ilumina/Instrui/Capacita)
Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. (I Co.2.12 –14) Sl 36.9 / Jo 16.13-14 / I Co.12.11 / I tm 1.5

ELE PRODUZ FRUTO DA GRAÇA CRISTÃ
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei.(Gl 5.22-23) Rm 14.17/ 15.13 / 5.5 / Gl 2.20

ELE POSSIBILITA TODAS AS FORMAS DE COMUNHÃO COM DEUS (Oração/Adoração e louvor/Agradecimentos)
Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo (Judas 20) Ef 6.18 / Rm 8.26-27/ Fl 3.3 / At 2.11 / Ef 5.18-20

ELE VIVIFICA O CORPO DO CRENTE
E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. (Rm 8.11,13)

Lidiomar T. Granatti

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

OLHANDO PARA JESUS

Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Hebreus 12:1-2

Nós precisamos manter nossos olhos no Senhor Jesus. A comunhão com os santos é proveitosa e deve ser buscada, mas ela nunca é perfeita, pois temos muitas imperfeições vinculadas a nós.

Se o inimigo consegue nos manter ocupados com as imperfeições e as falhas, uns dos outros, conseguirá nos desencorajar e estragar nossa comunhão.

O Espírito de Deus irá nos manter ocupados com Cristo. Estando ocupados desse modo, nós iremos demonstrar Seu amor e graça em nossas atitudes de uns para com os outros.

Que contraste entre essa obra do inimigo e do Espírito!

O inimigo nos faz olhar para os outros para vermos as falhas e imperfeições neles.

O Espírito nos mantém olhando para Cristo para que reflitamos Sua pessoa diante dos outros, assim ajudando-os a serem mais como Cristo.

O amor de Cristo pelos Seus não está baseado naquilo que está neles, mas no que está em Seu próprio coração.

Assim, o amor que o Espírito produz em nossos corações não está baseado naquilo que está neles, mas sobre no que está no coração de Cristo por nós.

O Pai não ama Seus filhos pelo que vê neles, mas por aquilo em que Ele irá transformá-los — um reflexo perfeito de Cristo — todos conformados à Sua imagem.

O escultor, quando olha para um pedaço de mármore bruto e mal cortado, não está pensando na aspereza e sim na bela figura que surgirá quando terminar seu trabalho de escultura e remover tudo o que impede sua beleza.

Assim também devemos olhar uns para os outros.

Óh Senhor, Que esse Teu pequenino rebanho, Confessando apenas o Teu nome, Continue sob Teu cuidado amoroso, Possuindo verdadeira unidade.

Extraído do Devocional Diário Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz