terça-feira, 31 de outubro de 2017

A LETRA MATA?

Antigamente muitos afirmavam que os cristãos não precisavam se aprofundar no conhecimento e muito menos estudar teologia, pois segundo eles: “A letra mata, mas o Espírito vivifica”[1].

De acordo com essa perspectiva, a “Letra” representa (va): o acúmulo de conhecimento que caducava a vida devocional levando-a a morte. Entretanto, os que defendem esse ponto de vista pecam ao confundirem espiritualidade com falta de conhecimento, afirmando que o cristão não precisa de teologia, mas de jejuologia.

No entanto, é preciso memorar que a geografia religiosa que albergou alguns setores do cristianismo ao longo de sua história[2] contribui para que muitos se apropriassem de clichês biblicamente ressignificados, através de uma retórica que se servia de passagens bíblicas, reinterpretadas com o intuito de desestimular os interessados pelos estudos teológicos.  As expressões eram do tipo “Para que estudar Teologia, o que importa é jejuologia” “conhecimento até o diabo tem”, ou “o diabo e os demônios conhecem, mas não obedecem”.

Portanto, movidos por esse pensamento, muitos quando leem a passagem de II Co 3:6-9, realmente pensam que estudar a Bíblia mata a espiritualidade, por isso são categóricos ao afirmar que a “ letra mata”[3].

Entretanto por não lerem todo o contexto do referido versículo, confundem a letra da lei judaica que era a interpretação rabínica da lei feita por intermédio do talmude ou os 613 preceitos da constituição de Israel com a palavra de Deus.

É simples de se compreender essa passagem basta ler todo o contexto: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecesse, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior porção será glorioso o ministério da justiça” (II Co 3.6-9).

Neste contexto não se observa nenhuma alusão ao cânon fechado, pois a Bíblia, não havia sido totalmente formada, sendo que o apóstolo Paulo estava se referindo ao modo de interpretação da lei promovida pelos lideres do judaísmo que com preceitos judaicos sem vida só condenavam e apontavam sem nenhuma misericórdia.

Ao contrario do ministério do Espírito (Dispensação da graça) onde a salvação esta disposta a todos. Sendo que no referido versículo se compara a transitoriedade da lei judaica, em comparação com a graça, pois hoje estamos vivendo a dispensação do Espírito, no qual a Bíblia encontra-se totalmente revelada e não apenas parcial, pois isso a palavra não mata, mas traz vida, pois o Espírito Santo vivifica a palavra em nossos corações e a espada do Espírito é a palavra (Ef 6.17).

Portanto, devemos lembrar diariamente do conselho do apóstolo Pedro: “Crescei na graça e no conhecimento” (II Pe 3:6). Sendo assim, quando existe o equilíbrio entre Teologia e Fé, aí é gerado o equilíbrio na vida espiritual, pois o conhecimento bíblico também faz parte de um crescimento saudável e que nos aproxima de Deus, como bem destacou o teólogo e pastor Jesiel Paulino: ”Uma teologia espiritual é aquela que me leva a entrar acompanhado por Deus nas dependências de minha biblioteca. ”[4]

Por fim, se a letra matasse, não haveria tanta reverência com a palavra como houve por parte dos homens de Deus ao longo da narrativa bíblica, pois o conhecimento da palavra gera espiritualidade plena, sendo imprescindível que todo o cristão seja um estudante da Bíblia, principalmente aqueles que são ministros do evangelho.

Portanto, todo o obreiro deve estudar muito a Bíblia, estudar teologia, fazer cursos, faculdade, buscar o conhecimento e ler muitos livros, como o apóstolo Paulo, que além de ser um profundo conhecedor da palavra, lia também muitos livros ( II Tm 4:13). Vivemos dias em que as pessoas possuem muitos dilemas e inquietações sobre vários temas, e deste modo, precisamos do conhecimento bíblico e teológico (Cl 3:16; I Tm 3 E II Tm 2:15) para que possamos responder com amor e precisão a todo aquele que pedir a razão de nossa fé.

[1] MARTINS, Orlando. A Educação teológica formal e a experiência religiosa nas Assembleias de Deus no Brasil: Conflito e Dialética. Monografia (Especialização Lato Sensu acadêmica em Gestão e Metodologia do Ensino) – Curso de Pós-Graduação em Gestão e Metodologia do Ensino – UNIESC, 2017.
[2] Nas primeiras décadas do pentecostalismo no Brasil, muitos afirmavam categoricamente que a letra mata, e assim, muitos líderes proibiam os membros de suas igrejas de estudar teologia.
[3]  A letra é uma referência clara de Paulo a Lei de Moisés. Em 2 Coríntios 3:6 o apóstolo dos gentios chama a Lei de Moisés de “letra”, no verso 7, chama de “ministério da morte” e no verso 9 de “ministério da condenação.”
[4] PAULINO, Jesiel. Teologia e Espiritualidade. III EEDUC: Encontro de Educadores Cristãos. Tema: Educação Para um Novo Tempo. Itajaí, 2002. p. 42.

Orlando Martins

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

DISCUSSÃO SEM PODER

Jesus subira com Pedro, Tiago e João para um alto monte, a fim de orar. Lá ele foi transfigurado na presença deles. Mesmo vendo milagres no topo dessa montanha, os discípulos não oraram. Por isso, estavam desprovidos de entendimento. Não compreenderam a centralidade da pessoa nem da missão de Jesus.

Em vez de se deleitarem em Deus, passaram a ter medo dele. Os discípulos que ficaram no sopé do monte também não oraram. Em vez de fazerem a obra, discutiram com os escribas, os maiores opositores de Jesus.

A apologética é necessária quando se trata da defesa da fé, mas apenas discutir a obra em vez de fazer a obra é uma perda de foco e um perigo ameaçador para a igreja.

No vale, enquanto os discípulos discutem com os escribas, um pai aflito busca ajuda para seu filho endemoninhado. Esse homem recorre aos discípulos, mas eles não puderam libertar o seu filho.

Em vez de orar e libertar os cativos, eles estavam gastando toda a sua energia numa discussão infrutífera. Em vez de socorrer os aflitos e fazer a obra, estavam discutindo a obra com os inimigos da obra.

Enquanto a igreja se distrai, discutindo a obra ano após ano, no conforto do templo, o diabo age destruindo famílias.

Aquele jovem endemoninhado era jogado na água, no fogo e na terra por uma casta de demônios e isso desde sua infância. Havia um grande sofrimento naquela família. A esperança de encontrar nos discípulos de Jesus uma saída para esse drama fracassou. Eles estavam sem poder. Tinham perdido o foco. Estavam gastando todo o tempo discutindo a obra em vez de fazer a obra.

Enquanto os discípulos discutem, as multidões perecem, os cativos não são libertos e os demônios não são confrontados.

Oh, como esse fato deveria nos despertar! Gastamos muito tempo discutindo nossas doutrinas, defendendo nossos posicionamentos, combatendo nossos opositores, mas investimos muito pouco tempo fazendo a obra de Deus. Por isso, o crescimento da igreja é tão inexpressivo.

Não adianta apenas dizer que temos uma boa doutrina. Que a palavra de Deus é poderosa! Que a semente tem vida em si mesma! Que ela é irresistível! Essa semente só vai frutificar se nós a semearmos.

Não basta apenas defender o evangelho. Importa também pregá-lo no poder do Espírito Santo. A fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus.

Há igrejas que estão ficando desidratadas de tanto de discutir. Sempre teremos mais um assunto novo para discutir ou se nos falta um novo assunto, repisamos os antigos. Essa agenda nunca se esgotará. Enquanto ficarmos agarrados com essas discussões inócuas, a igreja não terá resposta para o mundo aflito e atormentado pelas hordas demoníacas.​

Quando aquele pai aflito buscou a Jesus e o informou que seus discípulos não puderam libertar seu filho, Jesus soltou uma exclamação de dor: “Oh, geração incrédula e perversa, até quando vos suportarei?”.

A falta de poder na igreja causa dor no coração do nosso Salvador. Jesus, então, libertou o menino e o devolveu a seu pai. O mal foi vencido. As trevas foram derrotadas. O evangelho prevaleceu.

A falta de poder na igreja impede os cativos de serem libertos. A falta de poder na igreja é um entrave para o seu crescimento.

É tempo de avaliarmos nosso coração, nossa vida, nossa agenda, nossa igreja. É tempo de sairmos da arena da discussão, para o campo da ação. É tempo de fazermos a obra em vez de apenas discutir sobre a obra. É tempo de orar e jejuar. É tempo de buscarmos o poder do Espírito Santo. É tempo de sermos uma igreja viva e operosa, que leva a esperança da salvação para fora de seus portões!

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 29 de outubro de 2017

MANTENDO A PAZ INTERIOR

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. Confiai no SENHOR perpetuamente; porque o SENHOR Deus é uma rocha eterna”. (Isaías 26.3,4)

Esta é uma promessa fantástica da Palavra de Deus! Ser conservado em paz significa não se desgastar interiormente diante dos problemas. Justamente nos dias em que tanto se fala sobre angustia, estresse, depressão e síndrome do pânico, encontrar um meio divino de se conservar em paz é algo por demais valioso.

Deus é um lugar de abrigo e refúgio para seus filhos. O texto sagrado o chama de uma “Rocha Eterna“. Precisamos aprender a desfrutar de sua paz, mesmo em meio à tempestade.

Note ainda que o versículo fala acerca de confiança e de uma mente firme, o que indica convicção. Esta promessa não significa deixar de ter problemas, e sim ter paz independentemente das circunstâncias à nossa volta.

Pior do que as circunstâncias difíceis do lado de fora é ter um coração perturbado do lado de dentro. Mesmo antes das circunstâncias se resolverem externamente, precisamos de nosso interior em paz. Do contrário, sequer conseguiremos lutar da forma devida:

“Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena.” (Provérbios 24.10)

Quando você se encontra em meio a lutas e adversidades, seu verdadeiro problema não é o que acontece à sua volta, e sim a maneira como você é afetado no íntimo. A instrução bíblica nunca está voltada ao aspecto exterior, e sim em como reagir interiormente.

Observe o que Jesus ensinou acerca disto:
“Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16.33)

Ao falar sobre as aflições que enfrentaríamos, Jesus deixou claro qual era sua vontade: que tivéssemos paz nele e bom ânimo.

Enquanto muitos crentes se desesperam para resolver seus problemas, perdem de vista que a única coisa que realmente ajuda na hora da adversidade é manter a paz e o bom ânimo. Nossa força não vem de fora, não vem das circunstâncias. Nossa força vem de dentro! Veja o que Deus disse por boca do profeta Isaías:

“Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes.” (Isaías 30.15)

Na tranqüilidade e na confiança está a nossa força. Ouvi, certa ocasião, o irmão Dave Roberson afirmar que a paz de Deus em nosso íntimo é uma das maiores armas que temos contra o diabo e as circunstâncias. E acredito nisto! Nossa força vem de um coração tranqüilo, que não se abate diante dos problemas.

Luciano Subira

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 28 de outubro de 2017

ACEITANDO O QUE NÃO PODE SER MUDADO

Há também outro mal terrível: Como o homem vem, assim ele vai, e o que obtém de todo o seu esforço em busca do vento? Passa toda a sua vida nas trevas, com grande frustração, doença e amargura. (Eclesiastes 5.16-17) 

“Passar toda a sua vida nas trevas” é uma expressão hebraica para “viver em tristeza”. A frase é derivada da forma como as pessoas aparentam estar quando se sentem tristes.

Quando o coração está triste, os olhos quase parecem nublados, cobertos por nuvens. Mas quando o coração está feliz, a face se ilumina e brilha. A luz representa a felicidade e a escuridão, a tristeza.

Por exemplo, lemos nos Salmos: “O Senhor é a minha luz e a minha salvação” (Sl 27.1); “Olha para mim e responde, Senhor meu Deus. Ilumina os meus olhos” (Sl 13.3).

Passar a vida nas trevas, portanto, significa levar uma vida cruel, de tristezas.

Os únicos casos que chegam diante do juiz são aqueles ruins. Um juiz insensato irá se torturar e se encher de preocupações por pensar que não está fazendo diferença.

Mas aquele que é sábio dirá: “Eu planejo e faço tudo o que posso. Mas o que eu não posso mudar, eu aceito. Eu tenho de suportar. Ao mesmo tempo, eu submeto tudo a Deus. Somente ele sabe como fazer as coisas da melhor maneira, de acordo com a sua vontade. Ele é o único que pode fazer meus esforços terem sucesso”.

Portanto, assim como um juiz, nossos olhos e ouvidos devem se acostumar a ver e ouvir coisas ruins, mesmo que elas não sejam o que desejamos.

Não devemos pensar que veremos e ouviremos somente coisas boas, que nos agradam. Isso não é o que o mundo oferece.

Portanto, devemos nos preparar para coisas ruins, pois sabemos que é esse o caminho da vida.

Aqueles que não querem ter problema algum terão mais problemas que os outros. 

Retirado de Somente  a Fé – Um Ano com Lutero  Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

EM CRISTO JESUS SOMOS ACEITOS POR DEUS O PAI.

EM CRISTO JESUS SOMOS ACEITOS POR DEUS O PAI.

Deus nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo (2 Cor. 5.18,19).

Em Cristo somos filhos de Deus (João 1.12).

Em Cristo tenho vida abundante, plena em todos os sentidos

Como filho de Deus sou amigo de Cristo (João 15.15).

Pelo sangue de Jesus Cristo eu fui perdoado, purificado de todos os meus pecados (1 João 1.7)

Pelo sacrifício de Cristo na Cruz, mediante a graça de Deus, fui justificado, eu sou justiça de Deus (Rom. 5.18; II Cor. 5.21).

Estou unido com Cristo, sou um só espírito com Ele (I Cor.6.17).
Jesus é amor ágape, sou um com Ele, eu sou amor ágape.
Jesus é perdão, sou um com Ele, eu sou perdão.
Jesus é paz, sou um com Ele, eu sou paz.
Jesus tem toda autoridade no céu e na terra, sou um com Ele, eu tenho autoridade para expulsar os demônios, curar os enfermos, libertar, pregar.

Eu posso ganhar muitas vidas para Jesus e cuidar bem de cada uma delas; posso fazer muitos discípulos para Jesus. Sou um com Jesus, então, eu posso fazer as obras que Ele fez e outras maiores (Jo. 14.12).

Fui comprado pelo sangue de Cristo, um preço sem igual, pertenço somente a Deus (I Cor. 6.19-20).

Pela graça de Deus sou membro do corpo de Cristo (I Cor.12.27)

Em Cristo sou santo, posso andar em santidade em toda a minha maneira de ser e de viver (Ef. 1.1;I Ped. 1.15,16).

Através de Cristo Jesus, fui adotado como filho de Deus, sou membro da família de Deus (Ef. 1.4,5; 2.19).

Em Cristo não recebemos espírito de escravidão, mas de adoção, baseados no qual clamamos: Aba Pai (Rom. 8.14-17).

Pelo sacrifício de Cristo temos acesso direto a Deus o nosso Pai por meio do Espírito Santo (Ef. 2.18; Heb. 10.19-23).

Em Cristo fui remido, lavado, justificado, perdoado de todos os meus pecados (1 Cor. 6.11; Col. 1.14; I Jo. 1.7-9).

Pela graça de Deus, eu fui liberto do império das trevas, e transportado para o reino do seu Filho amado (Col. 1.12,13).

Em Cristo fui salvo, ungido e selado com o Espírito Santo (Jo. 10.28; Rom. 8.1; Ef. 1.13; 4.30).

Em Cristo eu sou pleno, completo (Col. 2.10; Jo. 10.10b).

EM CRISTO JESUS ESTAMOS EM COMPLETA E ETERNA SEGURANÇA.

Em Cristo estou livre da condenação, salvo para sempre, eternamente (Rom. 8.1,2).

Em Cristo estou certo de que todas as coisas cooperam para o meu bem (Rom. 8.28).

Em Cristo estou livre de toda e qualquer acusação contra mim (Rom. 8.31-34).

Em cristo jamais poderei ser separado do amor de Deus (Rom. 8.35-39).

Em Cristo fui estabelecido, ungido e selado por Deus, pelo Espírito Santo (II Cor 1.21,22).

Estou protegido com Cristo em Deus (Col. 3.3; Jo. 10.27,28).

Tenho confiança de que a boa obra que Deus começou em mim será completada até o dia de Cristo Jesus(Fil. 1.6).

Em Cristo sou um cidadão do céu, a minha pátria é céu (Fil. 3.20).

Através de Cristo recebi espírito de poder, amor e equilíbrio (II Tim. 1.7).

Em Cristo posso receber misericórdia, graça e ajuda nas horas de necessidade (Heb. 4.16).

Através de Cristo nasci de Deus, o maligno não pode tocar-me (I João 5.18).

Maior é aquele que está em mim do que aquele que está no mundo (1 Jo. 4.4)

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

A NOSSA POSIÇÃO EM CRISTO

Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; (Ef.2.4-6)

A igreja de Deus é povo que foi transportado das trevas para a luz de Cristo; o povo que passou da morte para a vida, que foi chamado da sepultura para o trono (João 5.24; 8.12; Ef. 2.5,6; Col. 1.13).

Muitos desconhecem sua real posição em Cristo, por isso, estão vivendo fora da vontade de Deus, abaixo do padrão, abaixo do propósito, abaixo da posição espiritual que Deus nos colocou em Cristo Jesus.

Todo o poder do diabo tem como base a mentira e o engano e ele tem mentido e enganado muitos filhos de Deus, fazendo-os pensar que eles não tem valor, que não são amados, que não tem uma posição espiritual em Cristo Jesus.

O poder de Deus se revela no amor, na misericórdia, na graça, na verdade, na justiça e na fidelidade de sua palavra, de todas as suas promessas, É preciso conhecer a Deus e a sua palavra, para vivermos aquilo que Ele nos tornou em Cristo Jesus.

O sacrifício de Jesus Cristo na Cruz do calvário feito em nosso lugar foi completo, pleno, perfeito e eterno.

EM CRISTO JESUS SOMOS MUITO IMPORTANTES.

A alma de uma única pessoa vale mais que o mundo todo (Mat. 16.26).

Em Cristo sou sal da terra e luz do mundo (Mat. 5.13,14).

Em Cristo sou um ramo frutífero da videira verdadeira, um canal da vida do Senhor(João 15.5).

Fui escolhido por Cristo, destinado para produzir frutos eternos (João 15.16).

Pelo poder do Espírito Santo sou uma testemunha fiel e pessoal de Cristo(Atos 1.8).

Em Cristo sou templo santo de Deus (I Cor. 3.16).

Em Cristo sou ministro da reconciliação do homem com Deus (II Cor. 5.18-20).

Sou colaborador de Deus no trabalho da evangelização do mundo (II Cor. 6.1; I Cor. 3.9).

Estou sentado com Cristo nas regiões celestiais, acima de todo poder dos principados, potestades, acima de todo o poder do diabo (Ef. 2.6).

Fui criado por Deus em Cristo para praticar boas obras (Ef. 2.10).

Em Cristo, posso aproximar-me de Deus pela fé com certeza absoluta de ser ouvido e atendido (Ef.3.12).

Posso todas as coisas em Cristo Jesus que me fortalece (Fil. 4.13).

Como filho de Deus; sou herdeiro de Deus e co-erdeiro com Cristo (Rom. 8.17).

Tudo o que é do meu Pai celestial, é meu por herança (Luc. 15.31).

Temos que assumir nossa posição em Cristo, pois, elas são a verdade de Deus a nosso respeito a partir do nosso novo nascimento.

Todas essas promessas são privilégios para os salvos viverem enquanto estão aqui na terra, e, é nossa responsabilidade assumir pela fé a nossa posição em Cristo.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A MESA DO SENHOR

É UMA MESA FARTA E RICA.
Carneou os seus animais, misturou o seu vinho e arrumou a sua mesa. (Prov.9.2)

Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda.(Sl.23.5)

É UMA MESA REAL (DE REI)
E a comida da sua mesa, o lugar dos seus oficiais, o serviço dos seus criados, e os trajes deles, seus copeiros, e os seus trajes, e o holocausto que oferecia na Casa do SENHOR, ficou como fora de si (2Cr.9.4)

SOBRE ESTA MESA HÁ:

PÃO PARA ALIMENTO. JESUS É O PÃO DA VIDA.
Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. (Jo.6.35)

ÁGUA PARA REFRIGÉRIO. ELE É A ÁGUA DA VIDA.
Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. (Jo.4.14)

LEITE PARA AS CRIANÇAS EM CRISTO.
Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação, (1Pe.2.2)

ALIMENTO SÓLIDO PARA ADULTOS.
Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. (Hb.5.14)

FRUTO PARA O PALADAR.
Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os jovens; desejo muito a sua sombra e debaixo dela me assento, e o seu fruto é doce ao meu paladar. (Ct.2.3)

VINHO PARA NOS ALEGRAR.
Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. (Is.55.1)

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 24 de outubro de 2017

COMO CRISTO ENFRENTOU AS DIFICULDADES

O Senhor Jesus enfrentou inúmeras adversidades. Sabendo que seria crucificado até à morte, ele tinha muitos motivos para experimentar preocupação. Quais foram os recursos que Jesus usou para não sofrer com a ansiedade? Leia 1 Pedro 2.21-24 e observe o comportamento de Jesus diante da tensão e do sofrimento ― um verdadeiro modelo para imitarmos.

O autor de Hebreus registra o seguinte: “Durante os seus dias de vida na terra, Jesus ofereceu orações e súplicas, em alta voz e com lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, sendo ouvido por causa da sua reverente submissão. Embora sendo o Filho de Deus, ele aprendeu a obedecer por meio daquilo que sofreu” (Hebreus 5.7-8).

Jesus foi capaz de administrar as tensões com dignidade e integridade porque tinha um senso claro do propósito do Pai para sua vida, como também a atitude de submissão a esse propósito. Na véspera da sua crucificação Jesus afirmou: “Agora o meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu vim exatamente para isso, para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!” (João 12.27-28).

No jardim do Getsemani a sua alma ficou “profundamente triste, numa tristeza mortal!” (Marcos 14.34), mas ele percebeu que a provação à sua frente era exatamente o propósito para o qual tinha vindo.

Pedro, (1 Pedro 2.21-24), João, Marcos e o escritor de Hebreus revelam alguns aspectos do sofrimento de Jesus como exemplo para seguirmos.

Ele sofreu sem pecar. Diferentemente de nós, a dor de Cristo não foi conseqüência dos seus pecados, mas dos pecados dos outros.

Ele sofreu em silêncio. Ao invés de gritar ameaças de retaliação ou culpar as circunstâncias ou pessoas, Jesus entregou-se à vontade do Pai.

Cristo sofreu como um substituto. A sua aflição foi redentora e trouxe grandes benefícios aos outros. “Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante aos seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus, e fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados” (Hebreus 2.17-18).

Jesus nunca escondeu suas emoções. Ele as admitia.

Cristo também não queria passar pelo que passou, mas submeteu-se ao plano redentor de Deus.
Ele praticou a oração e súplica.

Foi submisso a Deus, mesmo nos piores momentos.

Usou o sofrimento para aprender a obediência.

Não deixou que as dificuldades lhe tirassem o propósito para o qual nascera.

Mesmo nos piores momentos, Cristo submeteu-se ao propósito de Deus para ele.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

ADMINISTRANDO O ESTRESSE

Todos nós precisamos de técnicas para administrar o estresse. Tensões e esgotamento, até certo ponto, fazem parte da condição humana. O problema é que a maioria das pessoas não sabe como conviver com situações contrárias ou oposição.

O estresse é um fenômeno complexo e perigoso em potencial. O apóstolo Paulo, em Filipenses 4.4-9, oferece ajuda para evitar o estresse. Paulo sofria enormes pressões diariamente. Testemunhando e plantando igrejas sob grande oposição. Evitar o estresse não significa impedir a pressão. Paulo conseguiu realizar mais na sua vida do que a maioria das pessoas consegue imaginar ou sonhar. E ele fez isso sob tormento constante e diante de fortíssima hostilidade. Muitas pessoas mentiram acerca dele. Ele foi aprisionado injustamente (a carta aos filipenses foi escrita da cela de uma prisão). Mais tarde, ele foi executado por causa do seu trabalho.

Paulo com certeza sabia o que era a pressão, mas ele, nem por isso, deixou de cumprir a sua missão e realizar feitos memoráveis. Por isso Paulo é tão qualificado para ajudar a qualquer pessoa a suportar a pressão sem ficarem estressados ou derrotados pelo esgotamento. No texto de Filipenses, Paulo ensina quatro princípios que nos auxiliarão.

NÃO PERCA A ALEGRIA (v. 4).
“Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8.10). “O coração alegre aformoseia o rosto; mas pela dor do coração o espírito se abate” (Provérbios 15.13). “O coração alegre serve de bom remédio; mas o espírito abatido seca os ossos” (Provérbios 17.22). Paulo sabia da importância de não perder a alegria. Mesmo na prisão ele não perdeu a alegria. Filipenses é chamada “a carta da alegria”. Nela, Paulo usa a palavra alegria e seus derivados treze vezes.

SEJA AMÁVEL (v. 5).
Perder o controle e agredir as pessoas nos momentos de estresse não produz livramento, apenas piora a situação. “O que pronto se ira faz loucuras” (Provérbios 14.7). “O precipitado exalta a loucura, mas o de ânimo tranqüilo encontra a solução” (Provérbios 14.29-30). “Melhor é o longânime do que o herói de guerra, e o que domina o seu espírito do que o que conquista uma cidade” (Provérbios 16.32). Perder a calma e ferir as pessoas, além de multiplicar a confusão, é insensatez; “O insensato só tem prazer em externar o seu interior” (Provérbios 18.2). “A sua boca é a sua própria destruição” (Provérbios 18.7).

VENÇA A ANSIEDADE (v. 6).
Esses versos são dignos de serem memorizados. Escreva-os e coloque-os em um lugar bem visível para que você possa lê-los diariamente. Quem se entrega a pensamentos negativos, rancorosos, indelicados ou derrotistas, ficará da mesma forma, tenso, infeliz, deprimido e apavorado. Quem permite que notícias negativas dominem seu espírito, fica tão para baixo que não encontra respostas para as crises. Assim com a economia é afetada pela queda, valorização ou rumores da Bolsa de Valores, igualmente a vida das pessoas é comprometida pelo estado de espírito.

ORE, SUPLIQUE, DÊ GRAÇAS E APRESENTE SEUS PEDIDOS A DEUS (v. 6).
Ainda que você esteja sobrecarregado pelos problemas emocionais, sofrendo com crises existenciais profundas, vivendo uma vida de frustrações e decepções, levando uma vida religiosa formal e vazia, decepcionado com tudo e com todos, sendo vitima de injustiças e incompreensões, desatinado e desorientado, sem saber qual rumo ou direção tomar, sem nenhuma perspectiva de mudança, sem propósito ou sentido de viver, mergulhado no caos, afundando em depressão profunda, completamente perdido e desesperado, enredado num emaranhado de idéias confusas, sem conseguir “sair do fundo do poço”, sem ver nenhuma “luz no fim do túnel”, apavorado e sem esperança de dias melhores, A ORACAO MUDA TUDO.

A oração pode nos tirar da pior. Quando oramos, revelamos nossa dependência de Deus. Seja qual for o seu problema, seja qual for o seu estado, seja qual for à crise que você está enfrentando, busque a Deus; confie nele; ele tem a solução.

MUDE SUA MANEIRA DE PENSAR (v. 8).
Ninguém pode esperar que o seu estado de espírito seja saudável e positivo quando continua a alimentar a mente com o negativismo. Quem reafirma o tempo todo que não consegue, que é incapaz, que foi injustiçado, continua carregando desesperança. Este tipo de pensar não forma vencedores; pelo contrario, polui o espírito.

A mente dá voltas e mais voltas em torno dos mesmos assuntos, medos, mágoas e frustrações. Ela se recusa a trabalhar, produzir com criatividade e quebrar o círculo vicioso da derrota. A maneira para romper a barreira é mudar o modo de pensar, arrancar o lixo mental e preencher o vazio com novidade de vida. “Transforme-se pela renovação da sua mente, para que seja capaz de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.2).

LEVANTE OS OLHOS PARA COISAS MAIS ELEVADAS.
Tire sua mente das atitudes destrutivas. Redirecione sua mente, desprendendo-a da autopiedade, das amarguras dos fracassos e ressentimento. Conduza sua mente a voar para os lugares de refrigério e paz.

Qualquer pessoa pode sofrer esgotamento. O autor de Hebreus afirma: “Não percamos a esperança, pois quem prometeu é fiel” (Hebreus 10.23). “Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara... Tudo se cumpriu” (Josué 21.45). Podemos nos sentir alquebrados e perdidos, mas existe Jesus. Em Cristo a esperança jamais termina. Com ele posso continuar. Seu poder me protege e restaura.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz


domingo, 22 de outubro de 2017

CRESCIMENTO E OPOSIÇÃO

Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. (Atos 11.20)

Lucas relata que alguns evangelistas foram para o norte, em direção à costa, chegando até a Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem “apenas aos judeus” (v. 19). Mas alguns que foram para Antioquia “começaram a falar também aos gregos” (v. 20). Não sabemos se eram gregos pagãos, gregos de fala hebraica ou uma mistura de raças.

Antioquia era com certeza um lugar bastante apropriado para a primeira igreja internacional e um trampolim para o avanço missionário em escala mundial, pois era uma cidade grande e cosmopolita.

As notícias desse crescimento chegaram aos ouvidos dos líderes da igreja em Jerusalém. Assim como eles haviam enviado Pedro e João para investigar o que estava acontecendo entre os samaritanos, enviaram Barnabé a Antioquia. Ali chegando, e vendo a graça de Deus nas vidas transformadas, ele ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor. Em seguida ele foi a Tarso e trouxe Saulo para Antioquia, para ensinar ao grande número de convertidos.

Porém, esse significativo crescimento da igreja provocou a oposição do rei Herodes Agripa I, filho de Herodes, o Grande. Ele mandou decapitar o apóstolo Tiago e colocou na prisão o apóstolo Pedro.

A situação era crítica, mas os membros da igreja se dedicaram à oração, e Pedro foi milagrosamente libertado. Na manhã seguinte, no exato momento em que Pedro seria julgado e, provavelmente, executado, ele não foi localizado. O plano de Herodes havia falhado.

Lucas continua sua narrativa até a derrota final de Herodes. Os habitantes de Tiro e Sidom tiveram um desentendimento com o rei e procuravam ter uma audiência com ele para pedir paz. No dia marcado, o rei incitou a multidão, que começou a bradar: “É voz de deus, e não de homem” (12.22). Visto que Herodes não glorificou a Deus, ele foi ferido e morreu.

Lucas termina citando uma de suas frases preferidas: “Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se” (v. 24). O talento literário de Lucas é evidente.

O capítulo começa com Tiago morto, Pedro na prisão, e Herodes triunfando; e termina com Herodes morto, Pedro livre e a Palavra de Deus triunfando.

Só o poder de Deus pode destruir os planos hostis dos homens e substituí-los pelos seus próprios planos.

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo  [John Stott]. Editora Ultimato.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz