domingo, 31 de março de 2019

QUER RECEBER PERDÃO? PERDOE!!


“Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim que eu lhe perdoe? Até sete vezes?”

O que você responderia?

Cristo respondeu:“Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”(Mt. 18.21,22)

Jesus esta ensinando que devemos perdoar os outros todas as vezes que nos ofenderem, pois é isso que ele faz quando pecamos.

Por meio da parábola narrada em Mateus 18.23-35, Jesus ensina que Deus perdoou nosso grande débito de pecado, uma dívida vultuosa que nunca teríamos condições de pagá-la. O servo mencionado na parábola devia ao rei 10 mil talentos, equivalente a 60 milhões de denários. Mas o rei o perdoou e cancelou sua dívida fabulosa.

Um colega deste servo também tinha com ele uma dívida de cem denários. Mas este decidiu que não lhe perdoaria a dívida. E acabou por lançá-lo na prisão.

Jesus ensina que nossa dívida com Deus é muito maior do que a que outras pessoas possam ter conosco, e que, quando nos recusamos a perdoar outrem, estamos colocando-o numa prisão.

Quando o rei ficou sabendo do fato, perguntou ao servo “Não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?” (V. 33) Isso quer dizer que ao perdoarmos devemos fazer na mesma proporção que Deus perdoa.

Ao nos dar conta do quanto fomos perdoados por Deus, poderemos perdoar liberalmente a outros.

Jesus conclui a parábola falando da cólera do rei contra o servo sem compaixão, entregando-o aos verdugos. Isso quer dizer que receberemos o perdão na proporção que decidamos perdoar outros.

Se não perdoarmos aqueles que nos ofendem, viveremos angustiados e sob opressão demoníaca, até que os perdoemos e os libertemos. Se não perdoarmos, continuaremos atormentados, mesmo que os melhores homens e/ou mulheres de Deus orem por nós. A libertação acontecerá após a decisão de perdoar.

Jesus “Foi entregue (à morte) por causa das nossas transgressões” (Rm. 4.25), não apenas pelos pecados que os outros cometem contra nós, mas também pelos que nós cometemos contra ele. Portanto, “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos unas aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” (Ef. 4.32)

Quando perdoamos o nosso ofensor, entregamos essa pessoa nas mãos de Deus; abrimos mão de nosso direito de revidar. Quando agimos assim criamos condições para gozar de experiências sobrenaturais. A paz de Deus, que excede todo entendimento, guarda nossa mente, e depois disso o próprio Deus, na hora certa, e à sua maneira, se encarrega de todas as coisas

“TOME A DECISÃO DE PERDOAR QUEM PECAR CONTRA VOCÊ HOJE.”

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

sábado, 30 de março de 2019

SEMENTES QUE PRECISAM FRUTIFICAR


A semente é uma vida encapsulada que precisa ser lançada na terra para continuar vivendo. Para que servem as sementes senão para serem plantadas?

A boa semente é aquela que produz o alimento saudável que chega às nossas mesas; aquela que produz uma árvore frondosa com muitos frutos e sombra para o cansado.

A melhor coisa a se fazer com uma semente é plantá-la.

A Bíblia conta uma linda estória que começa assim: “... eis que o semeador saiu a semear”. Que imagem bonita nos vem à mente pensando neste semeador que apanha as suas sementes e sai a semear. Eu poderia destacar algumas coisas neste ato do semeador.

· SEMEAR É UM EXERCÍCIO DE RESPONSABILIDADE
O semeador não tem outra coisa a fazer, senão ser fiel ao seu chamado. Ele não pode fazer outra coisa com as sementes, senão lançá-las na terra. É seu dever, é sua obrigação e ele não se isenta da sua responsabilidade.

· SEMEAR É UM EXERCÍCIO DE FÉ
Ao lançar a semente na terra, ele sabe que a está perdendo, pois agora ela desaparece de suas mãos e o controle sobre a semente está na terra.

O semeador não tem outra alternativa a não ser o exercício da fé.

· SEMEAR É UM EXERCÍCIO DE PACIÊNCIA
A perda da semente é temporária, pois em breve há de surgir na terra uma pequena planta.

Por dias, a única coisa que o semeador faz é esperar, todavia a sua espera não é uma espera desesperada, pois a experiência lhe diz que este é o processo natural.

Para colher é preciso plantar.

Todos nós somos semeadores das boas novas de Jesus Cristo.

O EVANGELHO É A SEMENTE QUE PRODUZ VIDA.

A terra onde estas sementes devem ser plantadas é cada pessoa com a qual nós convivemos.

Precisamos lançar as sementes porque somos responsáveis diante de Deus; fazer isto com fé, pois ao lançarmos a semente não temos mais controle sobre ela e finalmente esperar com paciência e oração até que a semente frutifique no coração das pessoas.

Autor: Antonio Carlos Barro

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 29 de março de 2019

DE DEUS VEM O SOCORRO EM MEIO ÀS LUTAS


• SERÁ QUE DEUS SABE QUE SOFREMOS?

• Embora todo crente às vezes, passe por tempos de aridez espiritual, isto é normal. Deus quer estar perto de seu povo e prover-lhe a ajuda e consolo.

• o Salmo 46 evidência fé e confiança em Deus, em ocasiões de instabilidade e insegurança.

• Em Deus temos poder e capacidade de enfrentar as incertezas e lutas da vida.

• Temos “Refúgio”: Fala de abrigo no perigo, mostrando que Deus é nossa real segurança na Tribulação.

• Temos uma “Fortaleza”: Refere-se à força divina na peleja do crente contra seus inimigos e inclui o poder de Deus que opera em nós e nos capacita a vencer os obstáculos da vida.

I – OS SOFRIMENTOS DA HUMANIDADE:
A) SOFRIMENTOS SECULARES NA NATUREZA: Camada de Ozônio (Atmosfera), Mar (Peixes), Ar (Poluição), Florestas (Queimadas-Roraima), Meio Ambiente, Ecologia, Enchentes, efeito “EL NINO”. Descontrole total da Natureza...

B) SOFRIMENTO FAMILIAR: Vícios, Drogas, Prostituição, Homossexualismo, Álcool, Infidelidade, Rebeldia nos filhos, Falta de Amor nos Casais, Casamentos Destruídos, etc.

• Mulheres que são espancadas, maltratadas, traídas e humilhadas – Vêm para igreja, muitas vezes espancadas pelos maridos.

• Homens que são incompreendidos, mal amados, traídos e rejeitados pela mulher, filhos e parentes.

C) SOFRIMENTO FINANCEIRO: Desemprego, Falência, Pobreza, Miséria, Cheques sem Fundos, Nome no SPC, AGIOTA, Conta p/ Pagar e Receber, Trabalha e não Recebe, o Governo não Paga. Não dar para pagar o Aluguel, Telefone, Luz e Água.

D) SOFRIMENTO SOCIAL E POLÍTICO: Menores Abandonados, Favelados, Sem Terra e Tetos, Fome, Falta de Assistência Hospitalar, Educacional, Velhinhos Desamparados

• Nunca se consegue elaborar um plano social satisfatório, só promessas ...

• Os Políticos estão desacreditados, corrupção imperando. Entra um governo e a gente sente saudades do que saiu – um pior do que o outro...

II – SOFRIMENTOS DE PAULO POR AMOR AO EVANGELHO
a) 2 Co. 11.16 – 30: Trabalhos, açoites, prisões, perigo de morte, 195 chicotadas, apedrejado, 3 naufrágios, perigos de: rios, salteadores, entre seu povo, no deserto, nas cidades, entre falsos irmãos,
b) 2 Co. 12.10 “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas angústias, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, por amor de Cristo. Porque, quando estou fraco, então é que sou forte.

III – O RESULTADO DAS TRIBULAÇÕES
a) Rm. 8.31-39 = O Cântico de Vitória
• V. 37 “Em todas as coisas somos mais que vencedores !!!

b) Salmo 46.11 “O SENHOR DOS EXÉRCITOS ESTÁ CONOSCO; O DEUS DE JACÓ E O NOSSO REFÚGIO E FORTALEZA !”.
• Deus é “socorro bem presente nas tribulações”. Ele está ao alcance do seu povo e quer que busquemos seu socorro em qualquer momento de necessidade.
.• Ele é suficiente em qualquer situação e nunca nos deixa só. NÃO PRECISAMOS TEMER!!

Pr. Suedem Medeiros

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 28 de março de 2019

A ORIGEM E O PROPÓSITO DO JEJUM


Original do Hebraico ( Y (Tsom), no Grego? (Nesteía), ambos com o significado de Jejum como um rito cultual entre as reuniões religiosas. É um verbo no particípio, presente, ativa, nominativo, masculino, Segunda pessoa singular.

Jejum segundo Aurélio é a abstinência, total ou parcial, de alimentação ou bebidas em determinados dias, por penitência ou prescrição religiosa ou médica. Quando diz abster-se é o mesmo que conter-se, refrear-se, privar-se (de alimento como; açúcar, carne, óleo entre outros, de bebida; alcoólicas, refrigerantes etc.).

Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões.

Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo. Mas nosso enfoque é o jejum bíblico.

Sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal.

O PROPÓSITO DO JEJUM

Kenneth Hagin afirma que: "O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você.Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus".

O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne.

O jejum deixará nosso espírito atento, pois mortifica a carne e aflige nossa alma.

Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:"Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos." (Mc.2:22). O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.

Com essa ilustração Jesus estava ensinado que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de "renovar" nosso corpo.

A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Alguns acham que o jejum é uma "varinha de condão" que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado.

Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus".

A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.

Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt.17:21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.

O jejum ajuda a liberar a fé!

O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome.

O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 27 de março de 2019

GUIADOS PELO ESPÍRITO SANTO


“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Rm 8.14-18).

“Aqui, Paulo mostra a base da certeza da salvação. Se estamos fielmente mortificando as ações pecaminosas do corpo (v.13), estamos sendo guiados pelo Espírito”.

“O Espírito Santo habita no crente como filho de Deus, a fim de levá-lo a pensar, falar e agir de conformidade com a Palavra de Deus”.

“Ele orienta o crente, principalmente, por impulsos que:
(a) são exortações interiores para o crente cumprir a vontade de Deus e mortificar as obras pecaminosas do corpo (v.13. Fp 2.13; Tt 2.11, 12).
(b) estão sempre em harmonia com as Escrituras (1 Co 2.12, 13; cf. 2 Pe 1.20,21);
(c) visam dar orientação na vida (Lc 4.1; At 10.19, 20; 16.6,7);
(d) opõem-se aos desejos pecaminosos oriundos das tendências naturais do crente (Gl 5.17, 18; 1 Pe 2.11);
(e) têm a ver com a culpa do pecado, o padrão da justiça de Cristo e o juízo divino contra o mal (Jo 16.8-11);
(f) exortam o crente a perseverar na fé e o advertem contra a apostasia da sua fé em Cristo (v.13; Hb 3.7-14);
(g) enfraquecem à medida que o crente deixa de obedecer aos apelos do Espírito (1.28; Ef 4.17-19, 30; 1Ts 5.19);
(h) resultam em morte espiritual quando rejeitados (vv 6,13); e
(i) resultam em vida espiritual e em paz quando obedecidos (vv. 6,10,11,13; Gl 5.22,23)”.

Os avisos ou a voz interior do Espírito vêm através de:
(a) ler a Palavra de Deus (Jo 14.26; 15.7, 26; 16.13; 2 Tm 3.16,17);
(b) orar fervorosamente (8.26; At 13.2,3);
(c) ouvir a pregação e ensinos sadios e santos (2 Tm 4.1,2; Hb 13.7,17);
(d) exercitar as manifestações do Espírito (ver 1 Co 12.7-10; 14.6); e
(e) acatar o conselho de pais cristãos e de líderes espirituais fidedignos (Ef 6.1; Cl 3.20).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 26 de março de 2019

ESCUTANDO A VOZ DE DEUS


Jesus preferiu estar sozinho com o verdadeiro Deus a ficar junto à multidão de pessoas equivocadas. Não era uma voz de fora que Jesus ouviu, era uma voz interior.

A marca da ovelha era o que lhe tornava capaz de ouvir a voz do Pastor. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora (Jo.10.3). A marca de um discípulo é a sua capacidade de ouvir a voz do Mestre. “Escutem, eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e comerei com ele e ele comerá comigo” (Ap.3.20).

O mundo soca a mão na sua porta; Jesus apenas bate.

A vozes gritam por sua adesão; Jesus mansamente pede.

O mundo promete prazer rápido; Jesus promete um jantar tranqüilo ... com Deus. “Entrarei em sua casa e cearei com ele e ele ceará comigo”. Qual voz você escutas??

Não há um momento que Jesus não esteja falando. Nenhum sequer. Nunca haverá um quarto muito escuro... um saguão muito envolvente... um escritório muito sofisticado... que o terno Amigo, sempre marcando presença e que sempre nos acompanha, implacavelmente não esteja lá, batendo à porta dos nossos corações, com toda gentileza, esperando ser convidado a entrar.

Poucos ouvem essa voz. Um número ainda menor abre a porta.

Cercada de promessas evanescentes de prazer, está a promessa eterna de sua presença. “E Eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”(Mt.28.20). “Eu nunca o deixarei; eu jamais o abandonarei” (Hb.13.5).

Não há qualquer outro coro que soe tão alto a ponto de não permitir que a voz de Deus seja ouvida... se decidirmos ouvi-la.

“Não se admirem disso, porque está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos. Aqueles que fizeram o bem, vão ressuscitar para a vida eterna. Mas aqueles que fizeram o mal, vão ressuscitar para ser condenado” (Jo.5.28,29).

Um dia virá em que todos ouvirão a voz dele. Haverá um dia em que todas as outras vozes serão silenciadas, e somente a voz dele será ouvida. Alguns escutarão sua voz desde o primeiro instante.

Não é que ele nunca tenha se pronunciado, mas é que eles nunca a ouviram. Para esses, a voz de Deus será a voz de um estranho. Eles a ouvirão uma vez e nunca mais. Vão passar a eternidade fugindo das vozes que seguiram na terra.

Mas os outros serão chamados de seus túmulos por uma voz familiar, pois são ovelhas que conhecem seu pastor, são servos que abriram a porta quando Jesus bateu.

Nesse dia, a porta se abrirá novamente. Somente dessa vez. E não será Jesus que entrará em nossa casa; seremos nós que entraremos na casa dele.

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 25 de março de 2019

JONAS E A MISSÃO DO POVO DE DEUS


Eu acredito que todos os crentes, e também muitos não crentes, conhecem a história de Jonas. Eu a ouvi quando ainda era garoto. Na ocasião, o que mais me impressionou foi o fato de Jonas ter sido engolido por um grande peixe. Penso que essa é a recordação que a maioria de nós tem do livro de Jonas. Quando se fala em Jonas, pensa-se logo no peixe que engoliu o profeta.

Por mais impressionante que seja a história do homem engolido por um peixe, enfatizar esse aspecto da história é se desviar da mensagem do livro de Jonas, é perder o foco, é fechar os olhos para aquilo que Deus deseja nos comunicar, é ignorar o mais importante em favor do irrelevante. (Às vezes, até penso que o nosso inimigo está por detrás dessas “desfocalizações”, sussurrando nos nossos ouvidos, conspirando contra a correta interpretação da Bíblia, levando-nos a enfatizar os detalhes e a ignorar a mensagem, conduzindo nos para o irrelevante para que não consideremos o que é importante.)

A mensagem central do livro de Jonas não é a desobediência do profeta e nem a saga do grande peixe. A mensagem central do livro de Jonas é o amor de Deus pelos ímpios, a sua grande compaixão pelos perdidos, a sua imensa misericórdia em favor daqueles que estão debaixo de condenação. Por causa da situação terrível em que se encontravam os ninivitas, Deus lhes enviou o profeta Jonas com a incumbência de chamá-los ao arrependimento.

O livro de Jonas começa com a Palavra de Deus vindo a Jonas, chamando-o a pregar para os ninivitas (Jn 1.1-2); continua com a Palavra de Deus vindo a Jonas, chamando-o, pela segunda vez, a pregar para os ninivitas (Jn 3.1-2); e termina com a Palavra de Deus vindo a Jonas, questionando a dureza de coração do profeta: “Não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” (Jn 4.11).

PARA DEUS, O ALCANCE DOS NÃO ALCANÇADOS É A TAREFA PRIMORDIAL DO SEU POVO.

O povo de Deus foi chamado com o único propósito de glorificar a Deus, levando outras pessoas a conhecerem a Deus. Essa tarefa é tão prioridade, que o Senhor mesmo, como se pode ver no livro de Jonas, está disposto a, literalmente, mover céus e terra, ventos e mares, peixes e plantas, profetas e tudo o mais para que os perdidos tenham a oportunidade de ouvirem a palavra de Salvação.

Se por um lado, o livro de Jonas nos mostra o amor de Deus pelos perdidos, por outro lado, ele nos revela a dureza de coração do povo de Deus. Em todo o livro, considerando-se todas as pessoas apresentadas, Jonas é o único que conhece a Deus. Além de ser israelita, membro do povo de Deus, ele é profeta. Mas, apesar de ser profeta, e, teoricamente tão espiritual, Jonas é relutante em obedecer a Deus. E daí, diante disso, o livro nos sugere a seguinte pergunta:

“Se Jonas, que é profeta, reluta em obedecer a Deus; se Jonas, que é profeta, está com o coração tão duro e tão apartado da vontade de Deus, qual seria, então, a situação do povo do Senhor?”.

A resposta a essa pergunta é óbvia: o povo está tão afastado de Deus quanto os seus profetas estão afastados de Deus.
Em diversas ocasiões, o livro nos relata que Jonas ouvia a voz de Deus. O problema de Jonas não era que ele não via os milagres de Deus. Nós lemos que Jonas experimentou milagres extraordinários da parte de Deus.

O problema era que ele estava relutante em obedecer a Deus.

Jonas não queria levar a Palavra de Deus aos não alcançados. Jonas não queria sair do meio do seu povo.

Jonas não queria investir no alcance aos perdidos.

Jonas estava com o coração endurecido e insensível aos propósitos missionários de Deus.

Sem dúvida, a mensagem do livro de Jonas é uma mensagem bastante atual e relevante para a Igreja de hoje.

Nesse tempo em que o mundo cresce, a tecnologia se desenvolve, o conforto aumenta, o individualismo se fortalece, as desigualdades se evidenciam e o pecado reina, o povo de Deus precisa obedecer ao Senhor, sair da zona de conforto e investir no alcance dos não alcançados.

Que a Igreja não seja encontrada insensível, ignorando os propósitos do Senhor e lutando contra Deus.

Gustavo Borja Bessa / Litrazini
Graça e Paz

domingo, 24 de março de 2019

SER OU NÃO SER? EIS A QUESTÃO!

Muitos Cristãos não são discípulos, mas apenas agregados ao cristianismo.


Os discípulos buscam a Cristo. Os agregados buscam a felicidade, tentando sair do seu mundo deprimente.

Não existe alegria automática. Cristo não é uma cápsula de felicidade; Ele é o caminho que leva ao Pai, e este caminho não é um brinquedo num parque de diversões em que nos sentamos e nada fazemos.

A procura de servos é a grande obsessão do Espírito Santo como era a do Filho de Deus quando andou na terra. “Vinde após mim”, e eu vos farei pescadores de homens” (Mc. 1.17).

O mundo encontrava-se em desesperada necessidade de salvação, e o ministério de Jesus destinava-se a salvar este planeta sitiado. Mas estávamos incluídos no seu plano, e assim Cristo passou seu ministério na terra procurando servos que estivessem dispostos a juntar-se a Ele em sua vasta operação.

Ele pregou às multidões famintas, mas só encontrou uns poucos dispostos a servir com Ele. (Mt. 22.14). Ele sabia que a maioria dos que o ouviam, à semelhança do jovem rico, só diriam: “Muito obrigado; não, não quero saber disso; muito obrigado”. Mas aqui e ali Ele encontrou homens e também mulheres transformados que desejavam dar o resto de suas vidas como pagamento de uma dívida que contraíram quando Cristo se tornou Senhor deles, de boa vontade lhes ofereciam todo o seu ser.

Ficaram espantados ao descobrirem que seu ministério não exigia talento excepcional, mas apenas doação de si mesmos. Os que se deram descobriram o centro do amor e uma nova identidade com Cristo.

Como servos, de boa vontade e jubilosamente abriam mão do prêmio da liberdade pessoal. Eles a davam a Cristo do mesmo modo que Cristo a deu ao Pai.

Deus pode permitir que o círculo de nossas amizades se perca para sempre se não lhe permitirmos que nos use para conduzir esses amigos a fé. Deus espera que o sirvamos e que participamos do seu plano redentor. Ele é um Deus atento, e quando lhe entregamos nossas vidas, passamos a ser servos atentos.

A igreja é enviada para a mesma tarefa dramática para a qual Deus enviou Jesus. Mas, deficientemente nós entendemos este chamado. Nos filiamos à igreja para trazer reputação e respeitabilidade a nossos estilos de vida. Os pregadores populares da televisão ensinam-nos que podemos Ter tudo que quisermos a um custo mínimo para nós.

Assim, quando Deus vem a nós em busca de servos, deslizamos silenciosamente pela porta lateral. No íntimo queremos ser servidos em vez de servir.

É sempre amedrontador apresentar Cristo aos nossos vizinhos e amigos, e, enfrentar possíveis rejeições e maus tratos. Mas este medo é sempre vencido pela alegria que sentimos quando damos o primeiro, o decisivo passo da obediência.

Quão loucos somos ao rebelarmos contra o chamado de Deus para o serviço por pensarmos que não podemos ministrar nesse ou naquele ministério! Esquecemo-nos de que Deus nunca nos pede que o desempenhemos sozinhos. Ele quer que criemos dependência do seu poder. Ele nos chama para realizar algo que seja necessário total confiança para realizar.

A recompensa da confiança é a alegria total. Muitos de nós servimos a um Deus que nunca vimos fazer uma só coisa vitoriosa. Mas a vida adquire significado especial quando vemos Deus usar-nos para fazer o incrível.

Uma vez que começamos a perceber a atuação de Deus, então, à semelhança dos setenta discípulos, nós mesmos ficaremos cheios de alegria, uma alegria tão grande quanto a que vemos em Lucas 10.17. Mas devemos obedecer em face de nossos temores, só então podemos ver que Deus atua.

Não mais nos gloriemos romanticamente apenas no Jesus que adoramos, mas adentremos o mundo com o Cristo que nos envia, livres de temor, livres para servi-lo como ele deseja.

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

sábado, 23 de março de 2019

O EVANGELHO MUDA TUDO

O foco do Evangelho não é na incapacidade da humanidade, mas na glória de Deus

O Evangelho é o poder de Deus para a salvação, e, infelizmente, muitas igrejas tem vergonha de proclamá-lo (Romanos 1.16). Como resultado, talvez não experimentemos os frutos da transformação em nossas igrejas que normalmente é associada ao evangelho (Colossenses 1.4-6; 2 Pedro 1.3-9).

A transformação pelo Evangelho normalmente é encontrada na companhia da proclamação do Evangelho.

O Evangelho pode (cuidadosamente) ser resumido da seguinte maneira:
Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, para viver nossa vida, morrer nossa morte e ressuscitar triunfante para reunir, pelo Espírito Santo, pecadores perdoados em uma nova vida como o povo de seu Reino, debaixo de seu gracioso reinado.

O foco do Evangelho não é na incapacidade da humanidade (incluindo a transformação), mas na glória de Deus. Eu sou transformado quando vivo de acordo com o Evangelho (Gálatas 2.14) – evitando tanto o legalismo como a libertinagem – e buscando a alegria encontrada ao render completamente a minha vida desregrada em troca de expressar graciosamente a vida justa de Cristo em cada aspecto da minha caminhada como cristão (Gálatas 2.20).

O Evangelho é o que nos endireita perante Deus (justificação) e também é o que nos liberta para nos deleitarmos nele (santificação). O Evangelho muda tudo!

COMO O EVANGELHO MUDA TUDO?
É possível resumir simplesmente na não tão simples frase de J. I. Packer: “Deus salva pecadores”

DEUS - “Deus – Jeová Triúno, Pai, Filho e Espírito; três Pessoas trabalhando juntos em sabedoria soberana, poder e amor proporcionam a salvação de um povo escolhido, o Pai elegendo, o Filho cumprindo a vontade do pai ao redimir, o Espírito realizando o propósito do Pai e do Filho ao transformar.”

SALVA - “Salva – realiza tudo, do começo ao fim, que está envolvido no processo de trazer o homem da morte no pecado para a vida em glória: planeja, proporciona e comunica a redenção, convoca e preserva, justifica, santifica e glorifica. Pecadores não salvam a si mesmos de forma alguma. A salvação, do começo ao fim, completa e totalmente, no passado, no presente e no futuro, é do Senhor, glorificado para sempre – amém.”

PECADORES - “Pecadores – Quando nascemos, estamos mortos, condenados, depravados, corruptos, perversos, pecadores e completamente incapacitados de salvar ou mesmo levantar um dedo sequer para alcançar a salvação (Romanos 2-3; 6.23). O pobre pecador nem mesmo sabe que está morto. A lei de Deus mostra a extensão de nossa perversidade (Gálatas 3.24).”

A graça de Deus é estendida a nós, não porque mereçamos, mas apesar de não merecermos (Romanos 5.8). Nossas obras, mesmo quando tentamos fazer boas obras, não são adequadas para contribuir para nossa salvação ou santificação.

Uma vez que o Espírito regenera nossas almas perdidas, nós recebemos pela fé a obra completa de Cristo, que proporciona nossa justificação – uma declaração da justiça dele em nós. Conforme sua graça continua trabalhando em nossas vidas, o Evangelho frutifica em cada aspecto de nossas vidas (Colossenses 1.6; 2 Pedro 1-3-9).

Fonte: Iprodigo

Por Litrazini
Graça e Paz