segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A CARNE E AS CONTENDAS


A Bíblia que é normalmente utilizada tem palavras e expressões que não são mais de uso corrente entre nós. Então, algumas partes não são muito bem compreendidas. Se não são compreendidas, então, não são aplicadas, não são cumpridas.


"Contenda" se enquadra neste contexto. A Bíblia diz que houve "contenda" entre os pastores de gado de Abrão, e os pastores de gado de Ló (Gen.13:7). O mesmo ocorreu entre os pastores da terra de Gerar, e os pastores de Isaque (Gen.26:20). Ainda em Gênesis 31:36, encontramos que Jacó contendeu com Labão. E assim, sucessivamente, vemos muitas contendas na história do Antigo Testamento.

AFINAL, O QUE É CONTENDA?
É uma coisa muito comum na igreja, entre seus membros, que não sabem que é uma obra da carne (ou não dão importância), e que somente ocorre com quem está na carne, e, portanto, fora do domínio do Espirito...

Contendas são brigas, desentendimentos, desavenças, discussões. São produtos de almas feridas, espíritos magoados. Gente que por um motivo ou outro, se sente ofendido, humilhado, e passam a dar o troco na mesma moeda, uma retaliação exemplar. Querem vingança, porque não podem deixar o assunto por isso mesmo. Isso são contendas.

Na maioria das vezes, as contendas causam o ROMPIMENTO DE RELAÇÕES. Os envolvidos não são capazes de PERDOAR a humilhação, a ofensa, o desentendimento, as diferenças de ponto de vista. Esta é a causa da origem de CENTENAS de agremiações religiosas que proliferam a cada dia em todo o mundo.

Gente que se sente rebaixada, humilhada, ofendida, que NÃO SUPORTA o tratamento (muitas vezes injusto, outras vezes, não) que lhe foi dispensado por um ou por outro irmão ou líder da igreja onde está congregando, e decide sair dessa igreja, e FUNDAR uma outra. Com os mesmos princípios, os mesmos valores, a mesma doutrina... talvez o mesmo estatuto. Só o nome é diferente. E o líder também.

O fundador da nova "igrejinha", antes era parte de uma liderança. Agora é O LÍDER, o pastor presidente, ou cargo que o valha. Enfim, o cara que manda, que assina o cheque; o cara que decide.

Os que se metem em contendas não sendo da liderança da igreja, normalmente se afastam dela. Algumas vezes vão frequentar outras igrejas. Na maioria das vezes, deixam-na em definitivo. Os motivos que elegem para a sua atitude são os mais diversos e variados. Mas todos eles passam pelo orgulho, pela soberba, pela arrogância. Pela incapacidade de reconhecer ou aceitar que foi cometido um erro, e, assim, proceder o perdão.

No fundo, as contendas são fruto da falta de amor. Amor por Deus, amor pelas almas, amor pela obra, amor pelos irmãos, que fazem com que não suportem mais presença dos desafetos, não são capazes de perdoar erros e pecados.

Entende por que a Bíblia diz em muitas partes que o amor encobre os pecados (Pv 10:12, I Pe. 4:8)?

Quando somos envolvidos, tomados, agarrados, enchidos e dominados pelo Espirito de Deus, a carne não tem mais poder sobre nós. Quando os esvaziamos do Poder, da Graça e da comunhão com Espírito de Deus, então a carne opera, e frutifica em nossos corações, em nossa vida, as obras da carne.

Não permita que as obras da carne tomem conta de ti. Viva em espírito.

Transcrito Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 16 de fevereiro de 2020

A HISTÓRIA SOBRE A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

O início da EBD, como a conhecemos hoje, deu-se em 20 de julho de 1780 na cidade de Gloucester. Era uma cidade importante da Inglaterra no período pós Revolução Industrial, notável por sua indústria de tecelagem. Atraía muita gente que, deixando a vida no campo, seguia para as cidades buscando melhores condições de vida.

Entretanto, na cidade de Gloucester, a imensa riqueza de uma minoria contrastava com a grande pobreza e o analfabetismo da maioria da população. O fato de existirem muitas igrejas não impedia o avanço da criminalidade.

Robert Raikes, fundador da Escola Dominical, dedicou-se à carreira de jornalista e editor, trabalhando na Imprensa Raikes, de propriedade da família, a qual ele passou a dirigir após a morte de seu pai.

Raikes preocupava-se muito em melhorar as condições das prisões, visando a regeneração dos criminosos que para ali eram conduzidos. Descobriu que o abandono em que viviam as crianças pobres da localidade e as suas atividades, também aos domingos, eram um estímulo à prática do crime. Que perversos os meninos de Gloucester! Lutavam uns com os outros, eram mentirosos e ladrões, indescritivelmente sujos e despenteados. Depredavam propriedades e infestavam ruas, tornando-as perigosas com as calamidades deles.

Robert Raikes, um homem de profundas convicções religiosas, fundou então uma escola que funcionava aos domingos porque as crianças e os jovens trabalhavam 6 dias por semana, durante 12 horas. Usava a Bíblia como livro de estudo, cantava com os alunos e ministrava-lhes, também, noções de boas maneiras, de moral e de civismo.

O plano de Raikes exigia um profundo sentimento de caridade cristã. Conseguiu que algumas senhoras crentes o ajudassem, fazendo visitas aos bairros pobres da cidade, a fim de convencerem os pais a enviarem seus filhos à escola.

De 1780 a 1783, sete Escolas já tinham sido fundadas somente em Gloucester, tendo cada uma 30 alunos em média. Em 3 de novembro de 1783, Robert Raikes, triunfalmente, publicou em seu jornal a transformação ocorrida na vida das crianças.

O historiador John Richard Green afirmou:”As Escolas Dominicais fundadas pelo Sr. Raikes, no final do século XVIII, originaram o estabelecimento da educação pública popular”.

O efeito da Escola Dominical foi tão poderoso, que 12 anos após sua fundação, não havia um só criminoso na sala dos réus para julgamento nos tribunais de Gloucester, quando antes a média era de 50 a 100 em cada julgamento !

Em muito pouco tempo, o movimento se espalhou e várias igrejas ao redor do Mundo organizaram suas Escolas Dominicais. Nas E.B.D. mais antigas, segundo se tem notícia, o ensino limitava-se à leitura de passagens bíblicas estudadas simultaneamente por crianças e adultos. Mais à frente, nasceu o desejo de que houvesse um sistema de lições graduadas: seriam adaptadas ao desenvolvimento da mente infantil e viria estabelecer conveniente e necessária promoção de alunos de grau em grau entre os diferentes departamentos da Escola Dominical.

Em resposta a esse apelo, o Comitê das Lições Internacionais, unanimemente, encaminhou o assunto à Convenção em Louisville, realizada em junho de 1908. Foi criado um Subcomitê, que preparou lições dirigidas aos principiantes, ao departamento primário elementar e ao primário superior. Em anexo, enviaram uma lista dos assuntos que corresponderiam aos anos seguintes desses mesmos departamentos.

Anunciou-se também a preparação do programa geral de lições para todos os departamentos em que a Associação Internacional dividiu a Escola Dominical: Principiantes (4 e 5 anos), Primário Elementar (6 a 8 anos), Primário Superior (9 a 12 anos), Intermediário (13 a 16 anos), Superior (17 a 20 anos) e Adultos (20 anos em diante).

Extraído do site universidade da biblia

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 15 de fevereiro de 2020

O BASTANTE E O SUFICIENTE

Abraão e Moisés são objetos de revelação de duas questões opostas e complementares que assolam todos aqueles que desejam a intimidade com Deus

Deus chama Abraão para que deixe sua terra e sua parentela para seguir a uma terra de prosperidade e abundância onde se estabeleceria como pai de uma grande nação. Apesar de Sara, sua mulher, ser estéril, Deus promete a Abraão que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu.

Passados 25 anos a promessa se cumpre no nascimento de Isaque, que Sara e Abraão tomam nos braços como razão de ser de sua existência e semente de um futuro de prosperidade sem fim.

O happy end entra em colapso quando Deus pede que Abraão ofereça seu filho, seu único filho Isaque, em sacrifício. Matar o filho significaria perder a razão de existir e arrancar a semente do futuro antes mesmo que ela brotasse.

Não haveria mais uma grande nação, e a primeira das estrelas sem conta seria apagada deixando o céu vazio de luz e a alma de Abraão na mais densa escuridão. Mas Abraão obedece em silêncio. Simplesmente levanta o cutelo sobre a garganta de seu filho Isaque para imolá-lo em oferta a Deus, conforme havia sido solicitado.

No momento último do ato sacrificial Abraão é interrompido por um anjo que lhe ordena poupar a vida de seu filho: a disposição ao sacrifício valera tanto quanto o sacrifício em si. Abraão e seu filho Isaque voltam para casa e deixam para trás o Monte Moriá que passa para a história como o altar de um sacrifício que, embora jamais consumado, catapultou Abraão do status de um homem temente a Deus ao panteão de pai da fé, abençoando assim todas as famílias da terra.

Deus chama Moisés para que saia de sua terra e de sua parentela para libertar e conduzir o povo, descendência de Abraão, à terra prometida. Moisés reluta, mas é convencido por Deus a aceitar a empreitada.

A história segue uma trama jamais imaginada nem mesmo pelo mais criativo dos roteiristas: enfrentamento de Faraó, dez pragas sobre o Egito, abertura do Mar Vermelho para que o povo escravo siga a pés enxutos rumo à liberdade e ao futuro prometido por Deus. Naquela madrugada de saída do Egito, o sonho sonhado todas as noites durante pelo menos cinco séculos se tornava realidade. Moisés à frente e seu povo atrás. Deus sobre todos.

No deserto, meio caminho da terra prometida, Deus, que falava com Moisés face a face, como quem fala a um amigo, desabafa sua irritação para com o povo e desiste de seguir viagem. Garante a Moisés que a escolta de um anjo responsável por oferecer direção, proteção, e provisão. Deus garante o êxito do projeto, mas nega sua companhia. Ou o Senhor vai conosco, ou ninguém arreda o pé daqui, diz Moisés para Deus num ato de justificado atrevimento. Deus então se compromete a acompanhar Moisés e o povo à terra da promessa, Canaã, terra de leite e mel.

Abraão e Moisés são objetos de revelação de duas questões opostas e complementares que assolam todos aqueles que desejam a intimidade com Deus. Ao pedir a Abraão que sacrifique Isaque, Deus está perguntando: quero saber se você é capaz de viver comigo e mais nada. Ao negar a Moisés sua companhia, mas garantir que nada mais lhe faltaria, Deus está perguntando: quero saber se você é capaz de viver com tudo, menos eu.

As duas respostas, de Abraão e Moisés, revelam que se é verdade que Deus e mais nada é suficiente, não é menos verdadeiro que tudo, sem Deus, não é o bastante.

Ed René Kivitz

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

PERFUME

COMO EXALAR O BOM PERFUME?

Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o meu perfume” ( Ct 1:12).

1 º – PASSO : CONSERTE TEU ALTAR
Efésios 5:18 “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito.” Leia o capítulo completo: Efésios 5

Quantos de nós cristãos estão realmente cheios do espírito Santo? Será correto achar ter direito as dons do espírito quando se esta cheio de imundices deste mundo se teu templo, que é seu corpo esta cheio de impurezas não há espaço para o Espírito Santo de Deus.

“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”. 1 Coríntios 6:19-20

Devemos nos esvazias do mundo e nos encher de sabedoria e do espírito santo, esta é a vontade do senhor pra nossas vidas, pois que este corpo não pertence a nós mas a Deus.

2 º PASSO – PEDIR PERDÃO E LIBERAR PERDÃO
E, quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial perdoe os seus pecados. Mas, se vocês não perdoarem, também o seu Pai que está nos céus não perdoará os seus pecados”. Marcos 11:25-26

Perdoar muitas vezes é mais difícil do que pedir perdão, mas este dom devemos ter conosco pois fomos gerados a imagem de Deus, amar ao próximo é um de seus primeiros mandamentos, ser cristão é ser e seguir os passos dele, não se faz uma casa sem telhado, não se é cristão pela metade, é fácil servir a Deus obedecendo as regras que lhe convém, se você tem dificuldades para isso pesas ao senhor.E ele lhe dará forças para chegar a teu irmão e perdoa-lo.

3 º PASSO – ADORAR EM VERDADE
“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:1-2

Ir aos cultos todos os dias de corpo presente, não significa ser um adorador.É necessário dar o melhor de si pra adorar, Glorificar, exaltar!!! Atraia o Espirito Santo de Deus com seu perfume!!!

O Espirito Santo de Deus é contagiante, através de você milhares de pessoas podem sentir a presença de Deus pois somo canais, faça a Diferença no seu meio, não vá só pra esquentar banco. Todos que vão a igreja vão com o mesmo objetivo, então poque tem vergonha?

Sempre que passo em frente ao hospital penso o que pessoas em fase terminal não dariam para voltar no tempo e adorar, gritar, se quebrantar na presença de Deus e não podem mais. MAS NUNCA ACHAMOS QUE ACONTECERÁ CONOSCO….

A palavra de Deus diz que até a vontade de adorar vem dele, então se você não sente, mas tem desejo de sentir, peça a ele. “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” Filipenses 2:13

Talita Candido Pimentel Petinatti

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

O AMOR DE DEUS É CONDICIONAL OU INCONDICIONAL?

O amor de Deus, como descrito na Bíblia, é claramente incondicional no que diz respeito ao seu amor sendo expresso aos objetos do seu amor (ou seja, o seu povo), independentemente de como o objeto amado responda a esse amor. Em outras palavras, Deus ama porque o amor faz parte da sua natureza (1 João 4: 8), e esse amor move-o à ação benevolente.

A natureza incondicional do amor de Deus é mais evidente no evangelho. A mensagem do evangelho é basicamente uma história de resgate divino. Quando Deus considera a situação do seu povo rebelde, Ele determina salvá-los dos seus pecados, e essa determinação é baseada em seu amor divino (Efésios 1:4-5). Ouça as palavras do apóstolo Paulo de sua carta aos Romanos:

“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:6-8).

Lendo pelo livro de Romanos, aprendemos que somos alienados de Deus devido ao nosso pecado. Estamos em inimizade com Ele e sua ira está sendo revelada contra os ímpios por sua injustiça (Romanos 1:18-20). Rejeitamos a Deus, e Ele nos entrega ao nosso pecado.

Também aprendemos que temos todos pecado e carecemos da glória de Deus (Romanos 3:23). Aprendemos também que nenhum de nós buscamos a Deus, nenhum de nós fazemos o que é reto diante dos seus olhos (Romanos 3:10-18).

Apesar dessa hostilidade e inimizade contra Deus (pelos quais Deus seria perfeitamente justo em nos destruir totalmente), Deus revela o seu amor para conosco em enviar o seu Filho, Jesus Cristo, como a propiciação (ou seja, o apaziguamento da justa ira de Deus) pelos nossos pecados.

Deus não esperou que melhorássemos a nós mesmos como uma condição da expiação pelos nossos pecados. Pelo contrário, Deus condescendeu em tornar-se um homem e viver entre o seu povo (João 1:14). Deus experimentou a nossa humanidade - tudo que significa ser um ser humano - e, em seguida, ofereceu-se voluntariamente como uma expiação substitutiva pelo nosso pecado.

Esse resgate divino resultou em um ato gracioso de auto-sacrifício. Como Jesus diz no Evangelho de João: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (João 15:13). Isso é precisamente o que Deus, em Cristo, tem feito. A natureza incondicional do amor de Deus é bem clara em mais duas passagens das Escrituras:

"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - pela graça sois salvos" (Efésios 2:4-5).

"Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados" (1 João 4:9-10).

É importante notar que o amor de Deus é um amor que inicia; nunca é uma resposta. Isso é precisamente o que faz com que seja incondicional. Se o amor de Deus fosse condicional, então teríamos que fazer algo para ganhar ou merecê-lo. Teríamos de ter alguma forma de apaziguar a sua ira e purificar-nos de nossos pecados antes que Deus fosse capaz de nos amar. Mas essa não é a mensagem bíblica.

A mensagem bíblica – o evangelho- é que Deus, motivado pelo amor, moveu-se incondicionalmente para salvar o seu povo dos seus pecados.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

A CARNE E AS INIMIZADES


“Sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado” (Rm.6.6)

Nosso velho é nossa vida antes da conversão, o que éramos antes de ser cristãos sob o domínio desenfreado da carne (natureza do pecado). O corpo do pecado refere-se à natureza pecaminosa existente dentro de nós, não ao corpo humano.

A convivência em sociedade nunca foi fácil e nunca será. O comportamento humano sempre foi pautado por traições, mesquinharias, enganos, tropeços...  O ser humano é extremamente melindroso, e se ofende, e se sente ameaçado por pouca coisa, às vezes por quase nada. Algumas vezes por nada...

A insegurança da alma do ser humano, às vezes o leva a tangenciar a paranóia, fazendo pensar que há pessoas que o querem prejudicar, afligir, machucar, atingir, roubar, matár... Assim, às vezes, uma falta de cumprimento, é suficiente para desencadear um processo que pode acarretar rompimento de relacionamentos.

Nossos olhos são a janela de nossa alma, e o que vemos depende de nosso estado de espírito, do que somos e das circunstancias em que ocorrem os fatos. Nós filtramos, interpretamos o que vemos, e às vezes, chegamos a conclusões totalmente erradas.

Construímos toda uma situação de maldade, uma cadeia de intrigas, uma fundamentação e o conluio de pessoas que se unem para nos prejudicar, nos ludibriar, que às vezes não corresponde à realidade dos fatos. Vemos intenções que somente existem na nossa imaginação.

"Inimizade" é um conceito ativo, não um conceito passivo. Isto é, no mais das vezes, não são as pessoas que se declaram nossas não amigas. Lógico que há situações em que não tem como deixarmos de reconhecer inimigas porque elas assim se declaram e praticam atos de inimizades. Mas, na maioria das vezes, nós é que "sentimos" que as pessoas são ou se tornaram nossas inimigas.

Por um motivo ou outro de menas importância, passamos a antipatizar com algumas pessoas. A acreditar que elas têm algo contra nós, e que, assim, não querem o nosso bem... ou, pelo menos, não se interessam com o nosso bem-estar. Temos que diferenciar quem são efetivamente, nossos inimigos, e quem são aqueles que consideramos, elegemos, como nossos inimigos.

Quando as pessoas à nossa volta, deliberada e intencionalmente, querem nos prejudicar e fazem coisas no intuito de nos acrescentar dores e aflições, inegável que são nossas inimigas, e que por isso mesmo devemos amá-las (Mt. 6:44). 

A carne opera quando, seguindo nossa essência má e egoísta, consideramos, elegemos nossos irmãos como inimigos, e procuramos nos afastar deles, deixamos de nos preocupar com eles; chegamos até a sentir uma ponta de satisfação se eles passarem por dores e aflições.

Existem três sentimentos que podemos sentir em relação às pessoas que estão a nossa volta: amor, ódio e indiferença. De longe, é possível concluir que o sentimento mais comum e a indiferença.

Indiferença é uma forma da inimizade de que fala a Bíblia... Temos que amar, e ser amigos das pessoas. Não importa se elas se importam conosco ou não, se nos amam ou não. Nós temos que amar e ajudar.

O que foge disto não é amor. Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. (Mt.22:37-39)

Por Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

APRENDA COM PAULO A MENSAGEM DE JESUS


Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.”Romanos 5:18

Paulo não conheceu a Jesus pessoalmente como os doze apóstolos, não teve o privilégio que Pedro teve de andar fisicamente lado a lado com o maior líder que o mundo já conheceu. Mas uma coisa fica muito clara quando lemos Romanos: Ninguém compreendeu o evangelho de Jesus Cristo, sua vida, morte, ressureição e missão como este homem que somente teve uma breve visão de Jesus a caminho de Damasco.

Por um tempo perseguiu a igreja de Cristo (ao que ele chamava de seita), consentindo até mesmo com a morte de alguns fiéis, e cuidava estar fazendo estas barbaridades em nome de Deus.

Na verdade ele acreditava estár sendo fiel a Deus, pois cumpria as ordens dos sacerdotes.

Mas bastou um único encontro com Jesus, no caminho para Damasco onde Paulo planejava mais um ataque contra o povo de Deus, para que este homem de coração duro para com Jesus se tornasse o maior missionário da palavra de Cristo.

Somente uma inteligência dada pela graça do Espirito Santo pode explicar um entendimento tão profundo sobre o evangelho de Jesus.

Acredito que nem João e Pedro, que eram os discípulos mais chegados, foram iluminados com tamanha compreensão dos passos e dos ensinamentos do filho de Deus.

Somente Paulo compreendeu o evangelho da graça. Somente Paulo que nunca viu a Cristo como homem soube expressar com tamanha clareza a mensagem que Jesus veio nos entregar na curta passagem pelo nosso planeta. “nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” Romanos 8:39

O amor de Paulo a Jesus era tamanho, que nada o separou da sua missão. Paulo viveu e morreu para Jesus. Cumpriu seu ministério e fundou muitas igrejas levando a palavra de Cristo a toda criatura. Era incansável, e sentia-se devedor aos homens que precisam da salvação e a Deus o seu criador.

Por isso aconselho a todos, após ler os evangelhos, que leiam também as cartas de Paulo para compreender verdadeiramente o evangelho de Jesus Cristo.

Josélio Sousa Silva

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A FÉ QUE SANTIFICA

Mas a Misericórdia do Senhor e de eternidade em eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça os sobre filhos de dos filhos; sobre aqueles que guardam o seu concerto, e sobre os que se lembram de seus mandamentos para os cumprirem. - Salmo 103,17-18

Podemos falar e sonhar a respeito da santificação, mas tudo não passará de hum engano se primeiro não tiver sido feito um pacto de paz com Deus. de: não haverá verdadeira santificação sem que primeiro haja justificação.

Primeiro temos que ser aceitos e perdoados pelos meritos de Cristo, crendo nele como nosso Salvador.

Nossa consciência tem que ser libertada primeiramente da escravidão da lei; temos que possuir uma certeza do amor e do perdão de Deus em nossos corações, antes de encararmos a santificação.

O caminho da santificação comeca com a paz e amizade com Deus. quando nossos corações tenham sido comovidos pela bondade e misericórdia que Deus tem de nós em Cristo, então poderemos confiar nele, louva-lo, ama-lo, honra-lo e servi-lo. Em nós nasce então o desejo de viver voluntariamente para Deus.

Para continuar e avançar no caminho da santificação, se faz also necessário permanecer na liberdade que a fé nos da. temos que ter muito cuidado para não cair da graça e novamente ser capturados para debaixo do jugo do legalismo. Não busque mais na lei uma justificação, nem tampouco a santificação.

Toda a nossa vida cristã tem que girar em torno do Cordeiro de Deus, Cristo, "O qual pela fé foi feito tanto justificação como santificação".

Uma dais principal função da lei de Deus é mostrar que somos pecadores, para abater nosso orgulho natural e para que reconheçamos nossa necessidade de perdão e de salvação. Mas, ademais da lei dada no antigo concerto, Deus realizou uma nova aliança por meio de seu Filho. o pacto da graça, para salvar aos que reconhecem seus pecados e sua necessidade de perdão.

"Guardar o concerto de Deus", quer dizer que, "não estar sujeito outra vez ao jugo da escravidão", senão ser fiel ao salvador, obtendo nele e dele a justificação e a santificação.

A  graça e a liberdade que temos em Cristo comovem nossos corações, nos impulsionam e nos guiam. 

Corosenius (1816-1868) Nuevo Dia - Trad. Sóstenes Ferreira da Silva

Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 9 de fevereiro de 2020

FOMOS PÓ, SOMOS PÓ, SEREMOS PÓ


“… porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3.19).

Pó é o que fomos, o que somos e o que seremos. Deus criou o homem do pó da terra e sentenciou-o a voltar ao pó. O homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser. Só Deus pode dizer: “Eu sou o que sou”. Porque o homem foi pó e voltará ao pó, então é pó.

Deus fez o homem do pó e soprou em suas narinas o fôlego da vida. O homem é pó levantado na vida e pó caído na morte. Quando o vento sopra, o pó se levanta. Quando o vento cessa, o pó cai. Cai em casa, no hospital, na rua. Pó levantado na vida. Pó caído na morte. Mas sempre pó.

Não é difícil entender o pó que fomos, pois Deus fez o homem do pó da terra. Não é difícil entender o pó que seremos, pois basta visitar uma tumba e ler as letras grafadas na lápide fria: “Aqui jaz”. Para que não haja qualquer espaço de vaidade em nosso coração, a Escritura diz que Deus conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Vejamos esses três aspectos da realidade humana.

EM PRIMEIRO LUGAR, O PÓ QUE FOMOS. O homem é terreno. Foi feito do pó da terra. Sua origem é daqui de baixo. Antes de recebermos o sopro divino éramos apenas pó inerte e sem forma. Sem o sopro de Deus, somos pó caído. Quando sopra o vento, então somos pó levantado. Mas, quando o sopro divino se vai, voltamos a ser pó caído. Pó levantado na vida; pó caído na morte. Quando a morte acontece? A morte acontece quando a alma se separa do corpo. Então, o corpo que que foi feito do pó, volta ao pó.

EM SEGUNDO LUGAR, O PÓ QUE SOMOS. Se o homem veio do pó e voltará ao pó, então é pó. Nosso breve percurso entre o berço e a sepultura é um traço entre pó e pó. Porque o homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser; porque o homem veio do pó e voltará ao pó, então é pó. Pó no começo da vida, pó durante a vida e pó no final da vida. Pó levantado na vida; pó caído na morte.

Para que não haja qualquer altivez no coração do homem, Deus o sentencia: “Tu és pó”. Mas como entender o pó que somos? Como compreender o pó que anda, que corre, que chora, que ri? Esse é o pó levantado na vida. Feito do pó, recebemos vida, o sopro divino. Então nascemos, crescemos, amadurecemos e morremos. Nesse breve ou longo percurso, sempre pó.

Por que, então, tantas diferenças entre os homens? Por que tantos preconceitos e tantas vaidades? Viemos todos do pó. Voltaremos todos ao pó. Somos todos pó. O pó não tem vida em si mesmo. Ele não pode dar vida a si mesmo.

Porque somos pó, somos totalmente dependentes de Deus. Se ele cortar nosso oxigênio, caímos e viramos pó. Oh, mas Deus soprou nas narinas do homem o fôlego da vida e ele passou a ser alma vivente. Então foi concebido, gestado, nascido, crescido. Então viveu, cresceu, trabalhou e fez notório o seu nome.

Oh, o pó levantado na vida, foi criado à imagem e semelhança de Deus, o criador. Por isso, pode relacionar-se com ele, conhecê-lo, amá-lo e glorificá-lo. Quando o corpo feito do pó voltar ao pó, então, a alma voltará para Deus.

EM TERCEIRO LUGAR, O QUE PÓ QUE SEREMOS. A sentença divina ao pecador foi: “Tu és pó e ao pó tornarás”. Porque o salário do pecado é a morte, a morte passou por todos os homens, porque todos pecaram. O pó levantado na vida, torna-se pó caído na morte. Na sepultura, todos viram pó, sem os adereços da vaidade. O pó caído, entretanto, não é nossa realidade final.

A sepultura não é nosso último endereço. Quando Jesus voltar em seu poder e glória, nosso corpo mortal, corruptível, fraco e cheio de desonra, ressuscitará incorruptível, poderoso, glorioso, espiritual e celestial, semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus!

Hernandes Dias Lopes 

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 8 de fevereiro de 2020

FEITIÇARIA FAZ PARTE DA LISTA DAS OBRAS DA CARNE


Grego pharmakeia = espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais na prática da feitiçaria.

O ser humano é inseguro por natureza, é fraco e medroso, mas também é ambicioso, orgulhoso e vaidoso. Quer ser mais, e melhor do que tudo e todos. Por isso, o oculto, o proibido, o ultrapassar os limites sempre esteve presente no curso da humanidade.

A cobiça do ser humano desafia-o a conhecer o desconhecido, a pisar em solo perigoso, a brincar com forças que não pode subjugar ou controlar.

Por que vai em busca dessas coisas? Por causa da três coisas que o mundo cultua: o prazer, o poder e a fama. Querem ser ricos, bonitos e famosos. Querem ser invejados, admirados, ser comentário da sociedade.

O desejo de ter poder, de ter todas as vontades satisfeitas, leva muitas pessoas a desprezarem a própria vida, e a própria liberdade. Querem se sentir fortes, intocáveis, invencíveis, invulneráveis, infalíveis, vencedores, olhar todos com soberba e arrogância.

O sucesso é objeto perseguido pela maior parte dos seres humanos. Eles acham que o sucesso é uma espécie de arco-íris, onde a felicidade estará escondida num pote de ouro. Então, os desavisados, para conseguir o sucesso que almejam para suas vidas, recorrem à feitiçaria.

Não querem correr o risco de sofrer um fracasso. Não querem o risco de que alguma coisa não vá dar certo. Não querem ser objeto dos comentários maldosos de outrem, e nem querem ser vistos como fracassados. Não querem sentir a humilhação de um fracasso. Tem medo de serem objeto de chacotas e deboches. E isto não somente em grandes projetos de vida. Mas também, motivados pelo orgulho e pela arrogância, até mesmo em pequenas coisas.

Há nos seres humanos uma ponta de desejo de serem invejados, admirados, respeitados como vencedores. Ser o objeto dos comentários e dos suspiros de outrem.

Ao lado dos rituais declaradamente satânicos, há, contudo, uma outra faceta mais "soft" de feitiçaria, mais dissimulada, mais aceita e até incentivada: astrologia (horóscopo), a necromancia e a consulta dos espíritos.

Dentro do que a Bíblia chama de feitiçaria, estão todas as práticas relacionadas ao contato com os espíritos e de previsão do futuro. Pessoas inescrupulosas, atrás de lucro fácil, enganam pessoas ingênuas falando-lhes aquilo que querem ouvir. Os que são explorados e enganados, na verdade o são pelo próprio desejo de ter as expectativas realizadas, de ter alguém que lhes diga: vai dar tudo certo, vai em frente.

Medo, o medo faz com que as pessoas ajam de forma irracional em certos casos. O medo do futuro, o medo do fracasso, o medo da dor faz com que busquem na feitiçaria alguma certeza de que o objeto de seus medos não as encontre mais à frente. 

Medo, quando as pessoas são pressionadas, são colocadas em situações em que tem que escolher, que decidir sobre o que fazer, como fazer, elas tem medo. 

Medo de errar, de passar ou causar dor e sofrimento, de perder o que tem, ou de não conseguir o que querem. Então elas recorrem ao ocultismo, à feitiçaria para ter certeza de conseguir o sucesso em suas empreitadas.

Na vida do cristão não há sorte, não há azar. Existe a benção e a direção de Deus. Se temos medo do futuro, é porque há alguma coisa que não está de acordo com a Bíblia. Ou não estamos confiando em Deus, que pode cuidar de nós, ou estamos fazendo algo que a Bíblia condena. 

Tua vida está de acordo com a Bíblia diz? Tua vida está nas mãos de Deus?
Então, não temas, porque o Senhor é contigo. Nesta questão, não adianta mentir. Daí porque o Salmista pergunta para Deus se há alguma coisa contra Deus em sua vida (Salmos 139). Em caso contrário, a feitiçaria não vai poder te livrar das funestas conseqüências de teus atos, porque quem semeia ventos, colhe tempestades (Oseias 8:7).

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

ENCURRALADO POR DEUS


Deus nos encurrala por todos os lados, conhecendo nossa vida como jamais alguém poderia conhecê-la. Diante da onisciência de Deus, ficamos completamente esmagados.

O rei Davi, no Salmo 139, mostra de forma incontroversa, que é impossível o homem escapar do conhecimento, da presença e do poder de Deus. Três atributos incomunicáveis de Deus são destacados e uma conclusão prática é estabelecida. Vejamos:

EM PRIMEIRO LUGAR, SOMOS ENCURRALADOS PELO CONHECIMENTO ABSOLUTO QUE DEUS TEM A NOSSO RESPEITO (Sl 139.1-6).
Se nós não conseguimos sondar e conhecer plenamente a nós mesmos, Deus nos sonda e nos conhece (v. 1). Ele conhece todos os nossos movimentos, ou seja, quando nos assentamos e levantamos (v. 2). Conhece até mesmo os nossos pensamentos (v. 2). Deus vai além. Ele esquadrinha o nosso andar e o nosso deitar. Na verdade, ele conhece todos os nossos caminhos (v. 3).

Deus conhece todas as nossas palavras, mesmo antes de nós as proferirmos (v. 4). Deus nos encurrala por todos os lados, conhecendo nossa vida como jamais alguém poderia conhecê-la. Diante da onisciência de Deus, ficamos completamente esmagados (v. 5,6).

EM SEGUNDO LUGAR, SOMOS ENCURRALADOS PELA PRESENÇA DE DEUS QUE NOS ACOMPANHA PARA ONDE FORMOS (SL 139.7-12).
É impossível ausentar-se do Espírito de Deus e fugir de sua face (v. 7). Tanto os mais altos céus como o mais profundo abismo não seriam esconderijos seguros para nos escondermos de Deus (v. 8). Os confins dos mares não estão fora do alcance da onipresença de Deus (v. 9,10). Nem mesmo as trevas podem nos encobrir de seus olhos, pois para Deus as próprias trevas são como a luz (v. 11,12).

Deus é inescapável. Em relação a Deus estamos num beco sem saída. Ele nos cerca por todos os lados. É impossível fugir de sua presença.

EM TERCEIRO LUGAR, SOMOS ENCURRALADOS PELO PODER DEUS QUE NOS FEZ DE FORMA TÃO EXTRAORDINÁRIA (SL 139.13-18).
Como poderíamos escapar daquele que nos criou e nos formou? Como fugir daquele que formou o nosso interior e nos teceu no ventre de nossa mãe? (v. 13). Em vez de pegarmos, tolamente, uma rota de fuga para tentarmos, em vão, escaparmos de Deus, deveríamos dar graças a ele pela forma tão assombrosamente maravilhosa como ele nos formou (v. 14).

Nosso corpo, embora frágil, é de uma complexidade indescritível. Somos um ser programado geneticamente. Temos em nosso corpo cerca de sessenta trilhões de células vivas e em cada uma delas um metro e setenta centímetros de fita DNA, onde estão gravados e computadorizados todos os nossos dados genéticos. Sabemos que códigos de vida não são gerados espontaneamente. Códigos de vida não surgem de uma explosão cósmica nem de uma evolução de milhões e milhões de anos. Códigos de vida foram plantados em nós pelo criador onipotente.

Deus não só nos viu quando éramos apenas uma substância informe, mas, também, escreveu no seu livro todos os nossos dias, quando nenhum deles havia ainda (v. 15,16). Diante da grandeza insondável de Deus, só nos resta ficarmos extasiados (v. 17), sobretudo, diante da nossa limitação e incapacidade (v. 18).

EM QUARTO LUGAR, SOMOS ENCURRALADOS PELOS NOSSOS PRÓPRIOS PECADOS E NÃO TEMOS OUTRA ALTERNATIVA SENÃO BUSCARMOS O PERDÃO DIVINO (SL 139.19-23).
Porque Deus é onisciente, onipresente e onipotente não existe nada mais insensato do que o homem perverso tentar desafiá-lo (v.19,20). Davi firmemente se posiciona contra aqueles que se insurgem insidiosamente contra Deus. Ele aborrece quem Deus aborrece. Ele abomina o que Deus abomina (v. 21,22).

Mas, Davi encurralado por Deus, vai além. Ele não apenas declara seu desgosto contra aqueles que se rebelam contra Deus e contra o próximo para derramarem sangue, mas volta suas armas para si mesmo, e clama a Deus para sondá-lo e prová-lo (v. 23). Roga a Deus não apenas para trazer à tona o que há de mau em seu coração, mas, também, pede a ele para guiá-lo pelo caminho eterno (v. 24).

Você e eu estamos encurralados por Deus.

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz