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domingo, 12 de novembro de 2017

DEUS NOS ENSINA COMO PERDOAR AS OFENSAS

Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. (Ef.4.32)

Suportando-vos e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também. (Cl.3.13)

Antes do apóstolo Paulo mencionar e ensinar a necessidade de perdoarmos mutuamente as ofensas o Senhor Jesus já havia deixado bem claro que esta é uma característica do cristão verdadeiro. Desse modo, o "pão nosso de cada dia" deseja que você pense neste dia sobre a necessidade e o dever que temos de perdoar aqueles que nos ofendem e assim, caso seja necessário, coloque em prática esta marca do caráter do cristão.

Ao ensinar como devemos orar (Mateus 6.5-15 – “... E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes...)

Jesus declara que não temos direito de pedir perdão a Deus se não estamos dispostos a perdoar os que nos ofendem.

Você perdoa facilmente os que te ofendem ou magoam?
É necessário encararmos de frente, e com toda sinceridade, todos os ressentimentos que estivermos abrigando contra alguém. O que desejo mostrar é que o perdão vertical (no relacionamento com Deus) só poderá ser alcançado se praticarmos o perdão horizontal (no relacionamento com o homem). Isto não pode ser esquecido.

E para que estejamos motivados a perdoar basta que meditemos sobre como Deus nos perdoa e a medida em que pudermos enxergar o perdão divino a nós dirigido, também teremos capacidade para perdoar os outros. Não podemos inverter a ordem das coisas pensando que o perdão ao semelhante é a base para o perdão divino.

A ação humana de perdoar não dirige a ação divina de perdoar. Por outro lado, quando não perdoamos, o que acontece em nosso relacionamento com Deus? E se Deus não perdoa alguém que não é capaz de perdoar o faz porque é justo. A dinâmica do perdoar exige capacidade de amar.

O amor sim é o que nos capacita a perdoar e nele encontramos as condições para exercer a reconciliação quando somos os ofensores e o perdão quando somos os ofendidos. A responsabilidade cristã de perdoar não está limitada por um número de vezes e o Senhor fica indignado quando nos esquecemos do perdão que Deus nos oferece e não nos dispomos a amar o semelhante através do gesto do perdão. Ele diz que seremos castigados pelo Pai celestial (Mateus 18.22-35)

Negar o perdão é uma atitude hipócrita e Deus não ouvirá a oração de um hipócrita.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 3 de abril de 2011

Você Prefere Ser Feliz ou Ter Razão?

Amados em Cristo, estava vendo uma situação que ocorre com todos nós, a necessidade de estarmos sempre certos. De onde veio isso? Quando parti para buscar na bíblia, buscando referência para o assunto, a primeira pessoa que teve este desejo de estar certo foi Adão. Em Gênesis 3.11-12 ao ser questionado por Deus sobre ter comido o fruto da árvore do conhecimento, ele imediatamente jogou a culpa na "mulher que Tu me deste". Ou seja, na cabeça de Adão, quem errou foi Eva em ter dado o fruto e Deus que deu Eva para ele, mas ele não. Já pararam para pensar o quanto é desagradável este tipo de situação? Como é chato conversar com pessoas que tem esta necessidade mais aflorada.

Eu não sou diferente de Adão ou de você, nobre leitor irmão em Cristo, eu também tenho necessidade de estar certo. Basta alguém pisar no meu calo para eu de imediato expor toda a minha argumentação sobre o que eu acredito ser o certo. Não foi uma nem duas situações em que ao ser confrontado, fiz minha defesa jogando culpa nos outros. Muitas vezes, realmente estamos certos porém o que quero compartilhar com os irmãos hoje é sobre o limite que precisamos ter em relação a esta necessidade.

Existem pessoas que para se defenderem, usam de 2 artifícios terríveis para provar que estão certas:

1) A mentira

Este é o pior caminho e infelizmente, o mais usado. Tem pessoas que mentem ao inventar situações, calúnias, ofensas que não existiram e pasmem, inventar sermões de pastores em que ouviram posições deles sobre o assunto antes.

A mentira vêm do diabo! É a única paternidade que a bíblia atribui a ele. A única criação do diabo foi a mentira e aqueles que usam deste artifício estão se fazendo filhos do diabo, conforme João 8.44.

Se usamos a mentira, é porque estamos errados e partindo para outro erro que é o da manipulação. Vamos vigiar a nossa natureza porque ela tende para o mal.

2) O erro dos outros

Infelizmente as pessoas usam isto. "Ah, eu só fiz isso porque vi fulano fazer". Que tristeza... Usar do erro dos outros para justificar o nosso próprio erro. Que falta de personalidade e amor próprio. Agir assim, é o mesmo que sair de um poço de lama, se limpar e após estar limpinho, se jogar em cima dele novamente.
Irmãos, que limite é este que estamos dando a nós? O Jogo do "vale tudo" desde que eu continue estando certo para os outros? Onde fica a Palavra de Deus neste momento?

O erro dos outros não pode ser base para defendermos que estamos certos. Não pode ser a base para convencermos outras pessoas que estamos certos. E tem gente que joga tão baixo em relação a isto, que ao fazerem algo que desagrada um irmão, acham ruim que este irmão ofendido tenha o mesmo procedimento dele. Para clarear mais isto, vou compartilhar uma situação de alguém que eu conheço:

"Certa vez, uma pessoa me contou que se sentiu ofendido porque um irmão em Cristo ofendeu seu cachorro ao brincar sugerindo um nome demoníaco para o cachorro de 'mulambo'. Esta pessoa para devolver a ofensa, disse que na verdade o nome do cachorro deveria ser o nome do irmão." Olha se tem base uma coisa desta?!?! O irmão que brincou, óbviamente se sentiu muito ofendido e decidiu não falar mais nada e simplesmente tratou o outro irmão com seriedade e sem uma oportunidade para nova ofensa. E sabe o que foi engraçado? O verdadeiro ofensor, além de se considerar correto ao chamar indiretamente de cachorro o irmão, ficou ofendido com a reação deste. Só que a reação que teve o irmãos ofendido é a mesma que ele tem quando alguém o ofende.

Outro dia, conversando a respeito desta situação,  ao confrontar esta pessoa que literalmente ofendeu o irmão, com uma atitude que outra pessoa tinha tido em relação a uma situação, agindo com muita falsidade, o ofensor quis se valer desta história para justificar o erro da tal pessoa falsa. Só Jesus...

Aonde vamos parar com esta necessidade de estarmos certos?

Usar estes artifícios é ir contra a Palavra de Deus. É querer ser como Saul, que não via problema estar errado diante de Deus desde que tivesse a aprovação dos homens.

Primeiro, já vimos que é uma necessidade comportamental da humanidade. Começou em Adão e está em mim e em você até hoje. A questão está no limite que damos a esta necessidade.

Segundo, é lícito nos defendermos, dentro da verdade. Se precisamos mentir para estarmos certos já deixou de ser lícito e se tornou maligna esta necessidade.

Por fim, o que podemos notar é que quando estamos com este desejo de estarmos sempre certos, as situações não morrem para nós ou dentro de nós. Vai se passar 20 anos e ao tocar no assunto a necessidade vai renascer e nunca vai morrer com o tempo. É como se estivessemos buscando nosso próprio sofrimento.

Vamos orar ao Senhor Jesus, para que Ele nos livre deste comportamento e que possamos sim, estar a cada dia respaldados pela Palavra de Deus. E entre ser feliz ou ter razão, vamos escolher sermos felizes.


A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.