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domingo, 26 de março de 2017

O SANGUE DE JESUS

Expiação significa cobrir, expiar, reconciliar, pacificar. No sentido de cobrir, a expiação significava, no antigo Israel, tomar um cordeiro e sacrifica-lo para cobrir o pecado (Levíticos 4:13-21). A expiação em Israel começava pelo sacerdote e sua casa, que oferecia um novilho em sacrifício pelo pecado. Em seguida, eram tomados dois bodes, e um deles seria enviado para o deserto como expiação, no intuito de levar o pecado do povo. O outro bode era sacrificado e seu sangue aspergido no propiciatório, cobrindo o pecado do povo. (Levíticos 16).

Esses acontecimentos ocorriam uma vez por ano, no grande Dia da Expiação, no qual o sacerdote entrava no Santo dos Santos para a expiação. Até hoje, é comemorado o “Yom Kippur” pelos judeus, o Dia da Expiação, ou Dia do Perdão.

Uma das principais diferenças entre o cristianismo e as demais religiões, é que o cristianismo é uma religião cruenta. Ou seja, no sentido de salvação, está totalmente ligada a morte, sacrifício, sangue, etc. As demais religiões encaixam-se como ideologias limpas, ou seja, elas são baseadas em ações do próprio ser humano para alcançar a salvação e se achegar Deus. Descartando, assim, Cristo. Em Israel, praticamente tudo era purificado com sangue e/ou água.

O sangue era derramado no altar do tabernáculo a centenas de litros em dias especiais. Na Antiga Aliança, o israelita era instruído a não ingerir alimentos com sangue, pois a vida está no sangue (Levítico 17:11). Isso servia para ensiná-los o real valor do sangue. Sabemos que tudo já apontava para Jesus Cristo.

Hebreus 9:11-22, diz: “Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação. Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção. Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo”!

Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que Ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança. No caso de um testamento, é necessário que se comprove a morte daquele que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo aquele que o fez. Por isso, nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue.

Quando Moisés terminou de proclamar todos os mandamentos da Lei a todo o povo, levou sangue de novilhos e de bodes, juntamente com água, lã vermelha e ramos de hissopo, e aspergiu o próprio livro e todo o povo, dizendo: ‘Este é o sangue da aliança que Deus ordenou que vocês obedeçam’. Da mesma forma, aspergiu com o sangue o tabernáculo e todos os utensílios das suas cerimônias. De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.”

Versículos 11 e 12: Aqui nos é revelado que Cristo entrou no Santo dos Santos (no tabernáculo celestial) como sumo-sacerdote e foi o próprio sacrifício! De uma vez por todas! Antes, era feito vez por ano pois nunca havia sido, de fato, resolvido, mas o sacrifício de Cristo foi perfeito e eterno! Não é mais necessário repetir. Essa foi a nossa solução e salvação! Eterna redenção!

Versículos 13 e 14: Se “até o sangue dos animais” purificaria os pecadores exteriormente, imagine a consequência do sangue do Filho de Deus! O efeito é maior! Ele alcança as nossas consciências e essa, a partir desse momento, nos aponta os atos que levam à morte. Isso também é válido para não-cristãos. Quando o sujeito comete qualquer ato que leve a morte, sua consciência apontará. Há o sentimento de prestação de contas e a necessidade de resolver a ausência do Ser Maior. Em toda a cultura, em todas as épocas – selvagem, intelectual – ficou claro a necessidade de um Salvador. Eis o Sangue de Jesus! É isso que o autor de Hebreus nos apresenta.

É muito importante deixar claro que, a Bíblia, em nenhum momento nos apresenta o Sangue de Jesus como um aval para realizarmos obras mortas a vontade. Não há aval para pecarmos, e muito menos uma isenção para não recebermos as consequências dos nossos pecados. Veja bem, somos SIM perdoados, mas a Bíblia não diz que as consequências dos nossos atos nos serão tiradas. Por exemplo: Dirigiu bêbado? Assassinou? Foi pego? Você não será livre da cadeia.

Versículos 15 a 17: Nos foram oferecidos o perdão e a vida eterna. Fomos condenados a morte espiritual pelos nossos pecados e, certamente, a morte baterá na nossa porta. Mas temos a promessa da vida eterna através de Cristo. Assim, nosso corpo morrerá, mas “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. (João 14:1-3)

O autor muda a figura agora para um testamento e conclui dizendo que o testamento só é validado com a morte do testador: Deus nos fez promessas, e a principal promessa é a vitória sobre a morte através do nosso Testador que é Jesus Cristo! Com o seu sacrifício, temos acesso a todos os benefícios!

Versículos 18 a 22: Tudo já apontava para necessidade do sangue e da vida! Por isso, Jesus se fez o cordeiro imaculado e derramou seu sangue por nós! Todos nós pecamos e nossa salvação está em Jesus!

O sangue de Jesus é a base de tudo na nossa vida cristã: através dele podemos nos aproximar de Deus e ter um relacionamento de Pai pra filho. Quando minha consciência aponta o erro, eu me lembro do sangue de Jesus. Eu reconheço que tenho culpa, admito que sou culpado e recebo o perdão através do sangue de Jesus!

O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sacrifício que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados do povo. No próximo ano, tudo se repetiria. Então temos Jesus que, como sumo sacerdote entrou no Santo dos Santos e foi o próprio sacrifício. Foi em nosso favor! O perfeito sumo sacerdote! O perfeito sacrifício! E isso não precisou se repetir no ano seguinte, pois Ele é Perfeito!

Mateus Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O sangue do Éden a Cristo

Desde o Jardim do Éden até o jardim do paraíso celestial, o sangue do sacrifício é o testemunho constante da graça de Deus. A história da criação do homem constitui o marco inicial do papel da aliança de sangue no plano divino para a humanidade “E fez o Senhor Deus a Adão e a sua mulher túnicas de peles e os vestiu” (Gn.3.21). Ao fazer o aquele sacrifício, Deus cobriu Adão e Eva com o sangue de um animal, no sacrifício final, ele cobriu a nós todos com o sangue do seu Filho Unigênito. Animais inocentes foram sacrificados a fim de que se providenciasse vestimentas de peles como cobertura para Adão e Eva. Eles tentaram cobrir-se por suas próprias forças ao coserem folhas da figueira, todavia Deus providenciou a cobertura por meio de um sacrifício.

Assim também devemos ser revestidos de Cristo e não com as nossas próprias obras.

A Bíblia diz: “É o sangue que fará expiação em virtude da vida” (Lv. 17.11). O termo expiação, significa cobrir, este seria o motivo de Deus ter derramado sangue para vesti-los. Quando Adão e Eva pecaram, perderam a comunhão íntima que gozavam com Deus. Mas através da aliança de sangue, Deus declarava que os pecados deles tinham sido expiados. E um dia, pelo sangue, voltariam a ter comunhão e gozo espiritual.

De adão à Cristo, vemos inúmeras narrativas de alianças de sangue celebradas entre Deus e seu povo.

Noé - O primeiro ato de Noé, ao sair da arca, foi fazer uma aliança de sangue com Deus. “E edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa e ofereceu holocaustos sobre o altar” (Gn.8.20).

O uso dos termos pacto, concerto ou aliança apareceu pela primeira vez na interação entre Deus e Noé. (Gn.6.18 e 9.9) e, se acha vinculado e estabelecido pela oferta sacrificial após o dilúvio.

Abraão – E a Abraão, Deus disse o seguinte: “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós, e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado” (Gn.17.10)

O fato desta cerimônia ser praticada no órgão reprodutor masculino tinha um significado duplo. O ato de cortar o prepúcio falava em cortar a dependência carnal e a sua esperança pela posteridade e prosperidade futuras não deveriam ficar sobre suas próprias habilidades. A circuncisão era uma afirmação de que a confiança estava sendo depositada na promessa de Deus e na sua fidelidade e, não em sua própria natureza carnal.

Moisés – Ao ler êxodo 12.7,12,13 e 23, Constatamos que o sacrifício era um meio de libertação, oferta pelo pecado e ato de consagração e conseqüente proteção divina.. Moisés reuniu todo o povo e fez um holocausto com novilhos. “Então tomou Moisés aquele sangue e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras”. (Ex.24.8).

Quando aspergidos, estamos totalmente sob a proteção do sangue de Cristo, contra todos os poderes destruidores de Satanás. Quando as tropas dele vêem o sangue de Cristo no umbral da nossa porta, elas passam por nós sem tocar - porque não podem tocar alguém aspergido com o sangue de Cristo! Então, veja, a preciosidade do sangue tem muito mais do que perdão

Uma das mais importantes aspersões de sangue era feita pelo sumo sacerdote. Uma vez por ano ele entrava no Santo dos Santos para fazer expiação, que significa "reconciliação." Este procedimento pretendia limpar os pecados do povo, e assim eles podiam ser reconciliados e ter comunhão outra vez com o Pai celestial.:"Tomará o sangue do novilho e, com o dedo, o aspergirá sobre a frente do propiciatório; e diante do propiciatório, aspergirá sete vezes do sangue, com o dedo." (Lv.16:14)

Quando o sangue era aspergido no assento de Deus, se consumava a remissão de todos os pecados, todos os pecados do passado eram cobertos. Quando o sumo sacerdote saía, o povo sabia que Deus aceitara o sacrifício, e que seus pecados haviam sido perdoados

Jesus levou Seu próprio sangue para o verdadeiro propiciatório - à presença de Deus, o Santo dos Santos - e ofertou-o para a remissão de todos os pecados, de todos os crentes, de todos os tempos. Esta foi a aspersão final! A respeito deste ato as escrituras dizem: "Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção."(Hb.9:12).

A aliança com Moisés, através de sacrifícios de animais, trazia alívio temporário, tinha que ser repetidos anualmente, entretanto, o derramamento do sangue de Jesus forneceu um sacrifício permanente.

Ao aplicar o seu sangue no altar divino, Jesus obteve redenção dos pecados a todos que o recebem através da nova e última aliança.

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz


Reflexões Evangélicas

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