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segunda-feira, 18 de março de 2024

LIGAÇÃO COM DEUS

E não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. (Hb 9.12)

Contraste das alianças de Deus através de Moisés e Cristo.

A aliança mosaica realizava sacrifícios com animais que traziam alívio temporário à culpa do homem e demonstravam as lições da justiça de Deus.

A aliança através de Moisés fornecia uma ligação pelo sangue de animais

Esses sacrifícios, entretanto, tinham que ser repetidos anualmente no tabernáculo, que era apenas um símbolo para o altar eterno e celeste de Deus.

Entretanto, Jesus Cristo entrou na história como um sacerdote eterno para oferecer um sacrifício eterno pelo pecado.

O derramamento do seu sangue forneceu um sacrifício permanente e uma ligação permanente entre Deus e o homem.

Seu sangue não foi meramente aplicado a um altar terreno, mas ao próprio altar de Deus no céu, onde de uma vez por todas, obteve redenção dos pecados a todos os que o recebem.

A ligação imutável que é estabelecida através da nova aliança no sangue de Cristo é o cumprimento definitivo da natureza divina de fazer aliança com o povo

Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? (Hb 9.14)

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sexta-feira, 14 de maio de 2021

A NOVA E ETERNA ALIANÇA EM CRISTO

Aliança significa pacto, acordo, ajuste, concerto. Teologicamente, diz respeito a concerto entre Deus e o seu povo. O Antigo Testamento é chamado Antiga Aliança, e o Novo Testamento, Nova Aliança.

O nosso Deus é Deus de alianças. Através delas, Ele, pelo seu imenso amor, nos dá a garantia de muitas bênçãos, se houver fé e obediência. A iniciativa do concerto sempre foi de Deus.

A promessa de uma nova aliança está em Jeremias 31.31-33: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo."

A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória: "Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados" (Mt 26.28).

A nova aliança é superior à antiga: "Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas" (Hb 8.6).

E as melhores promessas são: os que se arrependem têm seus pecados totalmente perdoados (Hb 8.12);

Um novo coração e uma nova natureza recebem aqueles que verdadeiramente amam e obedecem a Deus (Ez 11.19-20);

São recebidos como filhos de Deus (Rm 8.15-16);

Têm experiência maior em relação ao Espírito Santo (Jl 2.28; At 1.5,8).

De aliança em aliança Deus prosseguiu na execução do seu plano de salvação dos homens, sempre oferecendo novas oportunidades.

A primeira manifestação desse plano está em Gênesis 3.15: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."

Para isso, "Deus mandou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).

Já não é mais necessário sacrifício de animais para reparar nossas culpas, como no antigo concerto.

O sangue do "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" manifestou-se por um ato único, perfeito e eficaz; o sacrifício voluntário de Jesus Cristo abriu o caminho da reconciliação do pecador com Deus.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

 

quarta-feira, 17 de março de 2021

A ALIANÇA DA SALVAÇÃO

 A raça humana tem uma necessidade desesperadora da salvação. O inimigo do qual temos de ser salvos é nada mais do que nós mesmos.

Toda a humanidade caiu em pecado com nosso primeiro ancestral, Adão (Gn. 2:16-17; 3:1-24; Rm. 5:12-21; 1 Co. 15:22).

O resultado é que somos todos pecadores, escravizados pelo pecado; nenhum de nós é verdadeiramente bom (Rm. 3:9-23; 7:14-15, 18). Por isso, estamos espiritualmente mortos e merecemos nada menos do que a justa ira de Deus (Rm. 6:23; Ef. 2:1-3).

Isso porque o padrão pelo qual somos julgados é nada menos do que a santidade e o caráter perfeitos de Deus (Lv. 19:2).

Essa verdade se aplica a nós tanto individualmente quanto coletivamente. As instituições humanas, sejam elas famílias, escolas, empresas, religiões, nações, governos, sociedades, civilizações, culturas – todas elas, em sua essência, estão corrompidas pelo pecado e estão sob o julgamento de Deus.

Em tal condição, não há nada que possamos contribuir para a nossa salvação. Escravos não podem se libertar; mortos não podem ressuscitar a si mesmos.

Não é que estejamos dispostos a agir corretamente, e agradar e Deus, mas somos impedidos; ao contrário, não estamos nem mesmo dispostos a agradar a Deus (Rm. 8:6-8).

A escuridão em nossas mentes é auto imposta (Rm. 1:21-22; Ef. 4:17-19).

A tentativa de sermos bons pelos nossos próprios esforços, buscando nossa própria justificação, não é a solução (Rm. 9:30-10:3).

Os nossos melhores esforços são totalmente insuficientes (Is. 64:6). Nossos corações são tão enganosos e desesperadamente corruptos que constantemente subestimamos o poder do pecado (Jr. 17:9).

Em meio a essa situação desesperadora, Deus agiu decisivamente para a nossa salvação. Para o nosso entendimento dos atos redentores de Deus e sua importância, somos completamente dependentes da revelação das Escrituras.

Começando com Abraão, Deus tem chamado um povo a si com o qual ele estabeleceu sua aliança e para o qual ele ofereceu salvação individual e coletiva (Gn. 12:1-3; 17:1-21; Ex. 19:5-6).

O sistema cerimonial e sacrificial da aliança que Deus fez com Israel foi figura e sombra da morte sacrificial de Jesus na cruz pelos nossos pecados; tal sistema, portanto, foi posto de lado porque foi cumprido em Jesus Cristo (Hb. 7:11-10:18).

Na nova aliança, as exigências morais da lei do Antigo Testamento são cumpridas pela obediência de Cristo e os cristãos assim recebem o poder do Espírito de Cristo para que obedeçam tais padrões em seus corações, e não somente de maneira externa (Rm. 5:19-21; 8:1-11; 13:8-10; Hb. 5:8-9; 1 Jo. 3:4-10).

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

PELO SANGUE DO CORDEIRO


“Vencemos Satanás quando testificamos pessoalmente o que a Palavra de Deus diz que o Sangue de Jesus faz por nós” 

Deus me comprou com Seu próprio sangue para ser parte da sua Igreja.  Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. (At.20.28)

Pelo sangue derramado por Jesus, participo da nova aliança e provo a remissão dos pecados. Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. (Mt.26.28)

Através do sangue de Jesus fui redimido da mão de satanás e dos pecados. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, (Ef.1.7)

Pelo sangue de Jesus, tenho a redenção, a remissão dos pecados. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecado (Cl.1.14)

Pelo sangue de Jesus, todos os meus pecados estão purificados. Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.(1Jo.1.7)

Fui feito justiça, como se nunca houvera pecado. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. (Rm.5.9)

Pelo sangue de Jesus fui santificado, separado para o uso exclusivo de Deus. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. (Hb.13.12)

Pelo sangue de Jesus, alcancei a paz e a reconciliação com Deus.  E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. (Cl.1.20)

Pelo sangue de Jesus tenho comunhão com Ele, participando do Seu Cálice de bênção. Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, (Hb.10.19)

Pelo sangue de Jesus cheguei perto da comunidade de Israel e das alianças da promessa. Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo?(1Co.10.16)

O sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno Se ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, purifica das obras mortas a minha consciência, para que eu sirva ao Deus vivo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. (Ef.10.13)

Pelo precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Jesus, fui resgatado da minha vã maneira de viver. Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? (Hb.9.14)

Pelo sangue de Jesus, que me ama, fui liberto dos meus pecados.

Pelo sangue de Jesus, fui comprado para Deus das nações na terra. SOU SUA PRIORIDADE.

No sangue do Cordeiro tenho lavado as minhas vestes e as branqueado e alcancei o direito de estar diante do Trono de Deus.

O sangue de Jesus fala continuamente no Céu a meu favor.

O sangue de Jesus é visto no Céu. Ele está vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o VERBO DE DEUS. No manto, sobre a coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos Senhores. (Ap.19.13-16)

Ora, o Deus de paz, que pelo sangue da aliança eterna tornou a trazer dentre os mortos a meu Senhor Jesus, grande pastor das ovelhas, me aperfeiçoe em toda a boa obra, para que eu faça a Sua vontade, operando em mim o que perante Ele é agradável, por meio de JESUS CRISTO, ao qual seja glória para todo o sempre.  (Hb.13.20)

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

A LEI NA ANTIGA ALIANÇA


“Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, ATÉ que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita, e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro. Mas, antes que a promessa viesse, estávamos guardados debaixo da lei e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados. Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio” (Gl 3.19-25)”. 

“A palavra traduzida “lei” (gr. nomos; hb torah) significa “ensino” ou “instrução”. O termo lei pode referir-se aos Dez Mandamentos, ao Pentateuco ou as qualquer mandamento no Antigo Testamento. O uso por Paulo da palavra “lei” pode incluir o sistema sacrificial do concerto mosaico. A respeito dessa lei, Paulo, declara várias vezes:

(1) ELA FOI DADA POR DEUS “POR CAUSA DAS TRANSGRESSÕES”, isto é, a fim de demonstrar que o pecado é a violação da vontade de Deus, e despertar os homens a verem sua necessidade de misericórdia, graça e salvação de Deus em Cristo (Gl 3.24; cf. Rm 5.20; 8.2).

(2) EMBORA O MANDAMENTO FOSSE SANTO, BOM E JUSTO (RM 7.12), ERA INADEQUADO, porque não conseguiu transmitir vida espiritual nem força moral (Gl 3.21; Rm 8.3; Hb 7.18,19)

(3) A LEI FUNCIONOU COMO “AIO” OU TUTOR DO POVO DE DEUS ATÉ QUE VIESSE A SALVAÇÃO EM CRISTO (Gl 3.22-26). Nessa função, a lei revelou a vontade de Deus para o comportamento do seu povo (Ex 19.4-6; 20.1-17; 21.1 – 24.8), proveu sacrifício de sangue para cobrir os pecados do seu povo (ver Lv 1.5; 16.33) e apontou para a morte expiatória de Cristo (Hb 9.14); 10.12-14).

(4) A LEI FOI DADA PARA NOS CONDUZIR A CRISTO A FIM DE SERMOS JUSTIFICADOS PELA FÉ (Gl 3.24). Mas agora que Cristo já veio, finda está a função da lei como supervisora (v.25). Por isso, já não se deve buscar a salvação através das provisões do antigo concerto, nem pela obediência às suas leis e ao seu sistema de sacrifícios. A salvação. AGORA, tem lugar de conformidade com as provisões no NOVO CONCERTO, a saber, a morte expiatória de Cristo, a sua ressurreição gloriosa e o privilégio subsequente de pertencer a Cristo (vv. 27-29)”. 
“Não cuides que vim destruir a lei ou os profetas; não vem ab-rogar, mas cumprir” (Mt 5.17). 

“O propósito de Cristo é que as exigências espirituais da lei de Deus se cumpram na vida dos seus seguidores (Rm 3.31; 8.4). O relacionamento entre o cristão e a lei de Deus envolve os seguintes aspectos:

(1) A lei que o cristão é OBRIGADO a cumprir consiste nos princípios éticos e morais do Antigo Testamento (Mt 7.12; 22.36-40; Rm 3.31; Gl 5.14), bem como nos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos (Mt 5.28.20); 1 Co 7.19; Gl 6.2). Essas leis revelam a natureza e a vontade de Deus para todos e continuam hoje em vigor. As leis do AT destinadas diretamente à nação de Israel, tais como as leis sacrificiais, cerimoniais, sociais ou cívicas, já não são obrigatórias (Hb 10.1-4; e.g., Lv 1.2,3; 24.10). 

(2) O cristão não deve considerar a lei como sistema de mandamentos legais através do qual se pode obter mérito para o perdão e a salvação (Gl 2.16, 19). Pelo contrário, a lei deve ser vista como um código moral para aqueles que já estão num relacionamento salvífico com Deus e que, por meio da sua obediência à lei, expressam a vida de Cristo dentro de si mesmos (Rm 6.15-22). 

(3) A fé em Cristo é o ponto de partida para o cumprimento da lei. Mediante a fé nEle, Deus torna-se o nosso Pai (cf. Jo 1.12). Por isso, a obediência que prestamos como crentes não provém somente do nosso relacionamento com Deus como legislador soberano, mas também do relacionamento de filhos para com o Pai (Gl 4.6).

(4) Mediante a fé em Cristo, o crente, pela graça de Deus (Rm 5.21) e pelo Espírito Santo que nele habita (Gl 3.5,14; Rm 8.13), recebe o impulso interior e o poder para cumprir a lei de Deus (Rm 16.25,26; Hb 10.16). Nós a cumprimos, ao andarmos segundo o Espírito (Rm 8.4-14). O Espírito nos ajuda a mortificar as ações pecaminosas do corpo e a cumprir a vontade de Deus (Rm 8.13). Por isso, a conformidade externa com a lei de Deus deve ser acompanhada pela transformação interior do nosso coração e espírito (cf. Mt 5.21-28).

(5) Os cristãos, tendo sido libertos do poder do pecado, e sendo agora servos de Deus (Rm 6.18-22), seguem o princípio da “fé”, pois estão “debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9.21). Ao fazermos assim, cumprimos “a lei de Cristo” (Gl 6.2) e em nós mesmos somos fiéis à exigência da lei.

(6) Jesus ensinava enfaticamente que cumprir a vontade do seu Pai celeste é uma condição permanente para a entrada no reino dos céus (Mt 7.21). 

“Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais doutro, daquele que ressuscitou de entre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus” (Rm 7.4). 

“MORTOS PARA A LEI – Já não dependemos da Lei e dos sacrifícios do AT para sermos salvos e aceitos diante de Deus (cf. Gl 3.23-25; 4.4,5). Fomos alienados da antiga aliança da Lei e unidos a Cristo para a salvação. Devemos crer em Jesus (1 Jo 5.13), receber o seu Espírito e a sua graça e, assim, receber perdão, ser regenerados e capacitados para produzir fruto para Deus (Rm 6.22,23; 8.3,4; Ef 2.10; Gl 5.22,23; Cl 1.5,6)”. 

(Os comentários acima foram extraídos da Bíblia de Estudo Pentecostal). 

Em razão do que vimos, não se pode dissociar os Dez Mandamentos da Lei de Moisés. As Dez Palavras fazem parte integrante da lei mosaica; inserem-se no Pentateuco como vontade expressa de Deus. Moisés escreveu sob inspiração divina, porque toda a Escritura é divinamente inspirada (2 Tm 3.16). Da mesma forma, todo o Novo Testamento foi escrito sob o poder do Espírito Santo. Não mais vivemos sob a tutela da Velha Aliança, pois “dizendo Nova aliança, envelheceu a primeira. Ora, o que foi tornado velho, e se envelheceu, perto está de acabar” (Hb 8.13). Se a primeira aliança fosse irrepreensível, “nunca se teria buscado lugar para a segunda” (Hb 8.7). 

Fonte: Palavra da Verdade

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO

Para sair do fundo do poço, é preciso fazer alguma coisa. Não o impossível. Apenas o possível. O impossível corre por conta de Deus. São coisas simples, mas fundamentais:

ENTRE COM O DESEJO
Esse é o início de todo o processo. O “eu não quero” (Sl 81.11; Ap 2.21) atrapalha tudo. Lembre-se do lamento de Jesus sobre Jerusalém: “Quantas vezes quis Eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Mt 23.37.)

Mas até para querer é possível contar com o auxílio do Senhor: “Deus está operando em vocês, ajudando-os a desejar obedecer-lhe, e depois ajudando-os a fazer aquilo que Ele quer” (Fp 2.13, BV).

ENTRE COM O PEDIDO
Comece a orar perseverantemente para Deus o tirar “de um poço de perdição, dum tremedal de lama” (Sl 40.2). Veja o tríplice pedido de restauração de Israel no Salmo 80: “Restaura-nos, ó Deus” (v. 3); “Restaura-nos, ó Deus dos Exércitos” (v. 7); “Restaura-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos” (v. 19).

LEMBRE-SE DE ONDE, QUANDO E COMO COMEÇOU A CRISE QUE O DEIXOU NO FUNDO DO POÇO
Você precisa pegar o fio da meada outra vez. Foi este o conselho de Jesus àquele que havia abandonado o seu primeiro amor: “Lembra-te, pois, de onde caíste” (Ap 2.5). Em outras palavras, ele está dizendo: “assuma o que você fez de errado”. Note bem, é preciso lembrar para confessar.

CONFESSE O ICEBERG TODO
Não é para confessar apenas o pecado mais grosseiro ou apenas os pecados mais leves. É preciso confessar tudo: a segurança demasiada, as brincadeiras “inocentes”, as pequenas e grandes concessões, a falta de vigilância, a negligência devocional e o pecado de rebelião. Note bem, é preciso confessar para não mais lembrar.

RENOVE A ALIANÇA
Você precisa voltar “à prática das primeiras obras” (Ap 2.5), aquelas que você observava com zelo e com alegria no passado. Comprometa-se outra vez. Faça uma nova profissão de fé. Enfie de novo o pescoço debaixo do jugo libertador de Cristo: “Tomai sobre vós o meu jugo” (Mt 11.29).

DEIXE O RESTO COM DEUS
Este resto é o mais difícil, mas Deus o fará. Ele vai curar as feridas, cuidar das cicatrizes, consertar os traumas, recuperar o tempo perdido, acabar com os complexos, comissionar outra vez, devolver a alegria perdida e acalmar o seu coração. Fique certo disso: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (Sl 37.5).

Depois de cada declaração de amor de Pedro, Jesus lhe deu a seguinte ordem: “Apascenta os meus cordeiros” (Jo 21.15). O que isso significa para você?

Você tem feito sempre que necessário a humilde súplica: “RESTAURA-ME, SENHOR”?

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 23 de julho de 2017

A NOVA E ETERNA ALIANÇA EM CRISTO

Aliança significa pacto, acordo, ajuste, concerto. Teologicamente, diz respeito a concerto entre Deus e o seu povo.

O Antigo Testamento é chamado Antiga Aliança, e o Novo Testamento, Nova Aliança. O nosso Deus é Deus de alianças. Através delas, Ele, pelo seu imenso amor, nos dá a garantia de muitas bênçãos, se houver fé e obediência.

A promessa de uma nova aliança está em Jeremias 31.31-33: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo."

A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória: "Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados" (Mt 26.28).

A nova aliança é superior à antiga: "Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas" (Hb 8.6).

E as melhores promessas são: os que se arrependem têm seus pecados totalmente perdoados (Hb 8.12); um novo coração e uma nova natureza recebem aqueles que verdadeiramente amam e obedecem a Deus (Ez 11.19-20); são recebidos como filhos de Deus (Rm 8.15-16); têm experiência maior em relação ao Espírito Santo (Jl 2.28; At 1.5,8).

De aliança em aliança Deus prosseguiu na execução do seu plano de salvação dos homens, sempre oferecendo novas oportunidades.

A primeira manifestação desse plano está em Gênesis 3.15: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar."

Para isso, "Deus mandou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16).

Já não é mais necessário sacrifício de animais para reparar nossas culpas, como no antigo concerto.

O sangue do "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" manifestou-se por um ato único, perfeito e eficaz; o sacrifício voluntário de Jesus Cristo abriu o caminho da reconciliação do pecador com Deus.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 23 de maio de 2016

UMA ALIANÇA FIRMADA EM GRAÇA

Em Isaías 55 vemos que o evangelho é para os que têm fome e sede de justiça.

A mesa do banquete está pronta e tudo o que de nós se exige é apetite. É tudo de graça.

Por isso o convite da salvação é dirigido a todos os que têm sede para que venham às águas da salvação, e que poderão adquirir (comprar) o vinho espiritual da alegria, e o leite racional que nos alimenta que é a graça de Cristo, que acompanha o evangelho, para sermos alimentados por ela, sem dinheiro e sem preço (Is 55.1).

Diz-se portanto que todo esforço e gasto de dinheiro para obter a salvação é vão, porque a salvação verdadeira que Deus está operando pelo Filho, é completamente gratuita.

A boa comida espiritual, e o tutano divino são achados somente na mesa de Cristo, e não nas mãos dos que fazem da religião ocasião de comércio (Is 55.2).

A mensagem do evangelho deve ser ouvida atentamente, pela voz dos ungidos do Senhor, através dos quais Cristo fala, para que pessoas se convertam a Ele, para entrarem na aliança eterna, que Ele havia prometido como sendo firmes beneficências a Davi (v. 3). Estas firmes beneficências a Davi são citadas também em passagens do Novo Testamento, como em At 13.34.

“Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as fiéis misericórdias prometidas a Davi.” (Is 55.3).

É maravilhoso saber que as últimas palavras que Davi falou pelo Espírito, apontaram para esta aliança segura e eterna.

Deus fez uma aliança conosco em Jesus Cristo, e nós aprendemos das Suas palavras pela boca de Davi que é uma aliança perpétua. Perpétua em si mesma e na forma do seu caráter, manutenção, continuação e confirmação. Deus diz também pela boca de Davi que é bem ordenada e segura (v. 5).

Esta aliança está bem ordenada por Deus em todas as coisas que dizem respeito a ela. Esta ordenação perfeita trabalhará em meio às imperfeições dos cristãos e os aperfeiçoará progressivamente, para a glória de Deus, de modo que se a obra não for completada na terra, ele o será no céu.

E para isso a aliança possui um Mediador e um Consolador para promover a santidade e o conforto dos cristãos. Está ordenado também que toda transgressão na aliança não lançará fora qualquer dos aliançados!

Por isso Jesus afirma que na lançará fora de modo nenhum, a qualquer que vier a Ele. Assim, a segurança da salvação não é colocada nas mãos dos cristãos, mas nas mãos do Mediador. E se diz que a aliança é segura porque está assim bem ordenada por Deus.

Ela foi planejada de tal modo a poder conduzir pecadores ao céu. Ela está tão bem estruturada que qualquer um deles pode ter a certeza de que estará sendo aperfeiçoado na terra e a conclusão desta obra de aperfeiçoamento será concluída no céu.

E uma das razões para que o aperfeiçoamento não seja concluído na terra, é para que se saiba que a aliança é de fato para pecadores, e não para quem se considera perfeitamente justo, embora todos os aliançados sejam chamados agora a se empenharem na prática da justiça.

As misericórdias prometidas aos aliançados é segura, e operarão de acordo com as condições estabelecidas em relação à necessidade de arrependimento e fé. A aplicação particular destas misericórdias para santificar os cristãos é segura. É segura porque é suficiente.

Nada mais do que isto nos salvará, porque a base da salvação repousa na fidelidade de Deus em cumprir a promessa que Ele fez à casa de Davi, a todo aquele que for encontrado nela, por causa da sua fé no descendente, no Filho de Davi que é Cristo. É somente disto que a nossa salvação depende.

Muitos podem pensar que quando se conclama, na profecia de Isaías, ao ímpio a deixar o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos para se voltar para o Senhor, para achar misericórdia e perdão, porque se diz que Deus é rico em perdoar, que isto não se aplique às pessoas perversas.

No entanto, é um convite a todas as pessoas porque não há quem não peque, e Cristo veio salvar e justificar ímpios (Rom 4.5), de forma que aquele que se julgar justo e bom a seus próprios olhos jamais poderá ser salvo por Cristo, porque Ele salva aqueles que se reconhecem pecadores.

Para esclarecer este ponto, para que ninguém fizesse uma avaliação errada relativa à sua real condição diante de Deus, Ele declarou que os seus pensamentos não são os nossos pensamentos, nem os nossos caminhos os seus caminhos (Is 55.8).

Se nos compararmos com outras pessoas é possível que nos achemos bons e justos. Mas se contemplarmos os que estão no céu, especialmente ao próprio Deus em sua perfeita santidade e glória, nós veremos quão imperfeitos somos. E clamaremos tal como Isaías fizera no capítulo sexto, quando viu a santidade e glória com que os serafins louvavam ao Senhor no Seu trono de glória.

Por isso se ordena que olhemos para Cristo para que sejamos salvos, porque somente quando contemplamos a majestade da sua santidade, é que podemos enxergar qual é o nosso real quadro de miséria e de necessidade que temos de sermos salvos por Ele. Então esta salvação não será achada em nós mesmos. Porque ela nos vem inteiramente destes caminhos e pensamentos elevados de Deus que procedem do céu e não da terra.

É do alto que a graça e o Espírito são derramados, e por isso somos conclamados a olhar para o alto, para Cristo, para o tesouro do céu e não para o que é terreno, quando o assunto se refere à nossa salvação.

Esta salvação vem do alto, mas a Palavra que salva foi revelada por Cristo na terra, e está não apenas na Bíblia, mas junto da nossa boca e coração, para que façamos a confissão da fé no Seu nome e senhorio, para que sejamos salvos.

Deus pôs esta autoridade para nos salvar na Sua Palavra. A palavra do evangelho é a semente que contém a vida eterna. De maneira que todo o que crê na Palavra da verdade será salvo, porque esta Palavra gerará em seu coração a fé pela qual Deus o salvará. Por isso Ele afirma o que se lê em Is 55.10,11.

Estes que crerem no evangelho e forem salvos sairiam dando testemunho por todas as partes com a alegria e a paz com que seriam guiados pelo Espírito Santo, e por onde passarem anunciando as boas novas, a maldição será transformada em bênção porque se diz que em vez de espinheiros e sarças, cresceriam a faia e a murta que são plantas ornamentais. E isto seria para o Senhor um nome e um sinal eterno que nunca se apagará (v. 12, 13).

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 28 de junho de 2014

Sacrifício de louvor

Na primeira aliança, em Moisés, adorar era sacrificar. Na nova aliança, em Jesus Cristo, adorar é viver integralmente para Deus. A adoração autêntica, legítima, verdadeira exige “oferecer a vida a Deus, como sacrifício vivo, santo e agradável” (Romanos 12.1)

O sumo sacerdote leva sangue de animais até o Santo dos Santos, como oferta pelo pecado, mas os corpos dos animais são queimados fora do acampamento. Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue. Portanto, saiamos até ele, fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou. Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada. [ Hebreus 13.11-16 ]

A experiência religiosa dos hebreus estava baseada no princípio de que “adorar é sacrificar”. Todos os dias, especialmente aos sábados, os sacerdotes ofereciam sacrifícios de animais, primeiro no Tabernáculo e depois no templo em Jerusalém. De maneira especialíssima, uma vez por ano, o sumo sacerdote oferecia sacríficios pelo pecado do povo no Santo dos Santos.

A religião dos hebreus consistia em tentar viver em obediência à Lei de Moisés, mas como isso era impossível, sacrificavam animais com intuito de aplacar a ira de Deus, receber seu favor, e também expressar sua gratidão pelas bênçãos recebidas. No seu imaginário, servir a Deus e ou prestar culto a Deus era fazer a coisa certa (oferecer sacrifícios de animais), através das pessoas certas (sacerdotes), no dia certo (sábado), no lugar certo (tabernáculo e depois templo).

A primeira aliança entre Deus e os homens foi celebrada na Lei de Moisés, mas a nova aliança celebrada em Jesus Cristo ressignifica toda a estrutura religiosa de Israel (Hebreus 9.19-22), pois as coisas da primeira aliança eram apenas “sombras do que haveria de vir” (Colossenses 2.16,17).

Na nova aliança, celebrada em Jesus Cristo, não há mais necessidade de sacrifícios de animais (Hebreus 9.11-14; 10.1-14), pois Jesus Cristo é o legítimo “cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Também não há mais necessidade de sacerdotes, pois “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos” (1Timóteo 2.5,6), e por essa razão todos os que estão em Cristo são reis e sacerdotes (1Pedro 2.9; Apocalipse 5.9,10). Não há porque guardar o sábado, pois todos os dias são igualmente santificados para Deus (Romanos 14.6; Colossenses 2.16,17). Finalmentemais necessidade de ir ao templo, pois “onde estiverem dois ou três reunidos em seu nome, Jesus está no meio deles (Mateus 18.20), pois Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (Atos 7.48), mas num templo de pedras vivas (1Pedro 2.5), e assim, todos os que estão em Cristo são templo do Espírito de Deus (1Coríntios 3.16; 6.19).

Diante das afirmações dos cristãos, os hebreus bem poderiam dizer “vocês acabaram com a nossa religião”, ao que os cristãos responderiam, “nada disso, nós levamos sua religião à plenitude”, pois “o fim da lei é Cristo” (Romanos 10.4). Isto é, a finalidade da Lei era conduzir a Jesus Cristo, pois Jesus é o sacerdote, o sacrifício, seu corpo é o templo vivo, e sua obra tem repercussão eterna, pois realizada e conhecida desde antes da fundação do mundo (1Pedro 1.18-20; Apocalipse 13.8).

Surge, então, um grande dilema entre os hebreus: agora que não precisamos mais depender dos sacerdotes para oferecer sacrifícios de animais em nosso nome no templo, como devemos adorar a Deus? Agora que adorar não é mais sacrificar, como podemos adorar a Deus?

A resposta é simples: “por meio de Jesus, ofereçam continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13.15).

Muitas pessoas acreditam que “sacrifício de louvor” tem a ver com “ir ao templo para participar das celebrações cristãs e cantar canções para Deus”. Nada mais equivocado. Lendo o texto de Hebreus 13.15 compreendemos que o sacrifício de louvor é oferecido por pessoas cujos lábios confessam o nome de Jesus Cristo.

Para entender o que isso significa precisamos ler Romanos 10.1-10, onde o apóstolo Paulo explica que na primeira aliança, em Moisés, a aproximação de Deus, que ele chama de justificação, era feita mediante a obediência à Lei e o sacrifício de animais, mas na segunda aliança, a relação com Deus consiste em “crer com o coração que Deus ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos” e “confessar com a boca que Jesus Cristo é o Senhor”. Os lábios que confessam o nome de Jesus Cristo são aqueles dos que crêem que ele “esteve morto, mas agora está vivo para todo o sempre, e tem nas mãos as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.18), e declaram que “Jesus Cristo é o Senhor” (Filipenses 2.11), passando a viver para ele, e não mais para si mesmos (2Coríntios 5.14,15).

Os que confessam o nome de Jesus Cristo, também afirmam juntamente com Paulo, apóstolo, “fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”, e também “quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gálatas 2.20; 6.14). São esses os que “por meio de Jesus Cristo, oferecem continuamente a Deus sacrifícios de louvor”.

Mas, quais são esses sacrifícios de louvor?
O texto de Hebreus 13.16 responde: “não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada”. Oferecer sacrifício de louvor é fazer o bem. Mas o que significa fazer o bem, apenas repartir com os outros o que temos? Isso também, mas na verdade fazer o bem significa muito mais.

Fazer o bem é uma expressão paralela a “andar na luz” e “andar nas boas obras”. O apóstolo Paulo diz que os que estão nas trevas “andam conforme o curso do mundo, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e portanto estão escravizados pelo espírito que opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2.1-3). Mas aqueles que confessam o nome de Jesus Cristo, são novas criaturas, isto é, “criação de Deus realizada em Cristo Jesus para [fazerem] boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que [praticassem]” (Efésios 2.10). Andar nas boas obras, praticar boas obras, fazer o bem, equivale a viver segundo a vontade de Deus em termos abrangentes, e não apenas fazendo caridade.

Na primeira aliança, em Moisés, adorar era sacrificar. Na nova aliança, em Jesus Cristo, adorar é viver integralmente para Deus. A adoração autêntica, legítima, verdadeira exige “oferecer a vida a Deus, como sacrifício vivo, santo e agradável” (Romanos 12.1), e assim, “quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Coríntios 10.31), para que “tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” (Colossenses 3.17).

A experiência religiosa cristã implica a superação da religião compreendida em termos de ritos e rituais: ir ao templo, sacrificar animais, depender de sacerdotes, e respeitar dia disso e dia daquilo. Viver para Deus envolve tudo o que fazemos, todo dia, toda hora, em todo lugar. Oferecer a Deus sacrifício de louvor é viver sob a constante oração: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”.

Autoria: Ed René Kivitz


Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 2 de novembro de 2013

A velha e a nova Cruz

Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças fundamentais.

Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e dessa nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica – um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.

A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe a raça humana; pelo contrário, é sua amiga intima e, se compreendemos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ele continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.

A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente, Geralmente, o  evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes, mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.

A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar num modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: “Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo”; e declara ao egoísta: “Venha e vanglorie-se no Senhor”. Para o que busca emoções, chama: “Venha e goze da emoção da fraternidade cristã”. A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.

A filosofia por trás disto pode ser sincera, mas sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.

A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. Estava indo para o seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com a vitima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.

A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressuscitando-o em novidade de vida.

O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.

Nós os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócios, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas, mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo, mas um ultimato.

Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.

O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado que quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser trazida em termos de vida?
É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.

Feito isso, ele deve contemplar com sincera confiança ao salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.

Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformados, os revivalistas, colocaram aqui a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da aprovação divina.

Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte?

Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos e velho poder.

 A. W. Tozer/ Fonte: Revista Betel, Ano 1, nº 1, Inverno 2005

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.