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terça-feira, 18 de maio de 2021

ESTRATÉGIA DE EVANGELISMO

 Os atenienses eram extremamente religiosos. Havia tantos altares e tantos deuses diferentes que Paulo encontrou até um altar ao "DEUS DESCONHECIDO"!

Foi este fato que Paulo aproveitou para servir de elo entre a pregação do Evangelho e a vida daquele povo. Eis aqui a primeira dica para você anunciar o Evangelho de forma relevante: descubra uma "ponte" entre o que o ouvinte crê e o Evangelho.

Paulo havia passado vários dias em Atenas. Ele não ficou desocupado. Ele ouvia e observava atentamente aquele povo até que descobriu o altar ao DEUS DESCONHECIDO e, também as citações de filósofos gregos que ele usou em seu sermão.

Bem, Paulo estava fazendo uma coisa que hoje parece um tanto estranha para muitos cristãos. Ao invés de se separar do mundo e das suas filosofias, ele se entrosou na vida dos ímpios atenienses.

De fato, Paulo não era nada amigo da santidade tipo mosteiro - quando a pessoa se afasta do mundo para preservar a sua pureza.

Paulo era adepto de uma santidade tipo fermento. Entra na massa para permeá-la totalmente. Paulo estava presente no mundo ateniense, mas não se deixou vencer pelo mundo, pelo contrário, venceu o mundo pela fé (1Jo 5.4-5).

Um dos pontos essenciais da estratégia de evangelização é o "envolvimento"

Os estudiosos da missão da igreja chamam esse princípio de "encarnação" - aproveitando a linguagem de João que disse ter Jesus se feito carne e habitado entre os homens (Jo 1.14).

A santidade tem muito a ver com a eficácia na evangelização. Se você pratica uma santidade tipo mosteiro, dificilmente será efetivo na evangelização.

Mas se você seguir o exemplo de Paulo (1Co 9.19-27), certamente será um melhor instrumento nas mãos do Espírito Santo.

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

quarta-feira, 31 de julho de 2019

CORAGEM CRISTÃ


Coragem cristã é a vontade de dizer e fazer a coisa certa sem se importar com o custo terreno, porque Deus promete lhe ajudar e salvá-lo na conta de Cristo. Um ato demanda coragem se a probabilidade de ser doloroso for alta. A dor pode ser física, como em guerras e operações de resgate. Ou a dor pode ser mental, como em confrontos e controvérsias.

Coragem é indispensável por espalhar e por preservar a verdade de Cristo. Jesus prometeu que a difusão do evangelho encontraria resistência: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” (Mateus 24:9).

E Paulo avisou que, mesmo na igreja, a fé à verdade passaria por apuros: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.” (Atos 20:29-30; veja também 2 Timóteo 4:3-4).

Portanto, o verdadeiro evangelismo e o verdadeiro ensino vão demandar coragem. Fugir da resistência no evangelismo ou no ensino desonra Cristo.

Há um tipo de covardia que fala apenas as verdades que são seguras para serem faladas. Martinho Lutero coloca a questão da seguinte forma:

‘’Se eu professo com a voz mais alta e exponho da forma mais clara cada porção da verdade de Deus exceto precisamente aquele pequeno ponto que o mundo e o diabo estão naquele momento atacando, eu não estou confessando a Cristo, embora eu esteja professando ousadamente a Cristo. 

Onde a batalha aperta é que a lealdade do soldado é provada, e ser constante em todos os campos de batalha além desse é inútil se o soldado vacila neste ponto.(Citado em Parker T. Williamson, Standing Firm: Reclaiming Christian Faith in Times of Controversy [Springfield, PA: PLC Publications, 1996], P. 5)’’

De onde, então, devemos tirar essa coragem? Considere as sugestões abaixo.

DE SERMOS PERDOADOS E SERMOS JUSTOS – “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” (Mateus 9:2).
DE CONFIARMOS EM DEUS E ESPERARMOS NELE – “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.” (Salmos 31:24; veja também 2 Coríntios 3:12).

DE SERMOS CHEIOS DO ESPÍRITO – “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” (Atos 4:31).

DA PROMESSA DE DEUS ESTAR COM VOCÊ – “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Josué 1:9).

DE SABER QUE AQUELE QUE ESTÁ COM VOCÊ É MAIOR QUE O ADVERSÁRIO – “Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele.” (2 Crônicas 32:7).

DE TER CERTEZA QUE DEUS É SOBERANO SOBRE AS BATALHAS – “Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o SENHOR o que bem lhe parecer.” (2 Samuel 10:12).

POR MEIO DA ORAÇÃO –“No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma.” (Salmos 138:3; veja também Efésios 6:19-20).

DO EXEMPLO DOS OUTROS– “e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus.”(Filipenses 1:14)

Ansiando por ser firme com vocês

Autor: JOHN PIPER - Traduzido por Daniel TC iPródigo.

Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

EVANGELISMO BÁSICO


EXISTE UM SÓ DEUS
A Bíblia diz que existe um único Deus. Tiago 2:19, Ef. 4
1- O Deus que Criou Todas as coisas, e que conduz a sua criação e sustenta. - Gên. 1:1; Sal. 24:1
2- O Deus que criou o homem. - Gên. 1:26,27; Gên. 2:21,22
3- O Deus que merece a adoração, a honra e o louvor da sua criação. Sal. 100:1-3; Sal. 96: 1-6
4- O Deus que perdoa e Salva. Isa. 55:6-7; João 3:16-1

EXISTE UMA SÓ FÉ - Ef. 4:4
A fé é o único meio para a salvação do homem Ef. 2:8. Ainda que o homem tenha a disposição para crer, a fé por si mesma não irá salvá-lo.
1- A fé que gera o senhorio de Cristo. Atos 2:36; Efésios 4:5
2- A fé que gera arrependimento e conversão. Marcos 2:5; Marcos 1:15; Lucas 7:9
3- A fé que gera convicção na palavra de Deus e no seu amor. João 15:9-10; Tito 1:9
4- A fé que gera amor pelas almas perdidas. IITim. 4:2; Atos 13:48
5- A fé que conduz o homem ao céus através de Jesus Cristo. João 14:1-3; Filipenses 3:20.

EXISTE UM SÓ MEDIADOR - I Timoteo 2:5
Os homens precisavam de uma reconciliação com o Criador. Para que esta reconciliação se desse foi necessário que Jesus Cristo mediasse a aproximação entre o homem e Deus. Romanos 5:10
1- A humanidade necessitava de um mediador, que facilitasse o acesso a Deus. Gál. 3:20; I Tim 2:5; Heb. 12:24
2- Jesus é o mediador por Excelência. Eis a razão porque ele permanece vivo. Heb. 9:15; Heb 8:6. Os mortos não podem mediar, porque estão mortos. A ressurreição de Cristo o tornou mediador para sempre.
3- Jesus Cristo possuía uma natureza humana e outra Divina. Natureza Divina: João 1:1-4, 14,18-I João 5:20;  Mateus 1:20,23. Natureza Humana: Lucas 2:52; João 11:35. Jesus era 100% homem e 100% Deus. É o único e o mais perfeito mediador.

EXISTE UM SÓ CAMINHO
Erroneamente o ditado popular diz: "Todos os caminhos conduzem a Deus" João 14:6; Jeremias 32:39
1- Na época de Jesus existiam muitos credos que, pregavam e defendiam a crença em um só Deus. Más categoricamente Jesus afirmou que ele era o único caminho. João 15:4; Isaías 35:8; Salmos 16:11
2- O caminho para Deus é uma linha reta sem desvios, curvas ou ondulações. João 15:6; Salmos 18:30; Salmos 92:15
3- Vivamos numa época em que muitos são os "caminhos" mostrados aos homens, indicando Deus. Não se deixe seduzir por nenhum deles. Veja o que diz a Bíblia. Mateus 7:21-23; Prov. 14:12; Prov. 16:25

Miquéias Costa França

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DIMENSÕES SOBRENATURAIS DO EVANGELISMO

Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. [2 Coríntios 4.6]


Os capítulos 3 e 4 da Segunda Carta aos Coríntios constituem uma passagem clássica sobre o ministério pastoral. Paulo introduz aqui as dimensões sobrenaturais do evangelismo.

“O deus desta era [o diabo]”, ele nos diz, “cegou o entendimento dos descrentes” (4.4). Somos impotentes diante de tal cegueira, pois não nos é dado abrir os olhos aos cegos. Um véu espesso paira sobre suas mentes para que não vejam a luz do evangelho de Cristo.

Somente Deus, o Criador, pode abrir os olhos que o diabo cegou. Assim, Paulo nos conduz de volta ao começo de tudo, ao Gênesis, e nos recorda que a voz de Deus ecoou em meio às trevas, dizendo: “Haja luz”.

Assim como na criação a luz resplandeceu das trevas, na nova criação Deus mesmo resplandece em nossos corações. A regeneração é um ato criador divino tanto quanto a ordem original de Deus na criação.

Vemos aqui de um lado, o “deus desta era” (v. 4), e do outro, “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1.3). O texto é claro em relação à atitude característica de cada um. O diabo cega a mente dos descrentes, enquanto Deus resplandece nos corações obscurecidos (v. 6).

Diante desse conflito sobrenatural, nós nos perguntamos se poderíamos contribuir de alguma maneira. Se o diabo cega e Deus resplandece, não seria mais prudente nos retirarmos do campo de batalha.  

De fato, muitos cristãos pensam assim, mas não Paulo. Leia o versículo 5, que eu deliberadamente omiti até aqui. Se colocarmos os três versículos juntos, descobriremos que o diabo cega (v. 4), Deus resplandece (v. 6) e nós pregamos Cristo Jesus como Senhor (v. 5).

Ou seja, o evangelismo (a proclamação do evangelho de Cristo), longe de ser supérfluo, é na verdade indispensável.

Se a luz por meio da qual Deus resgata as pessoas da escuridão é o evangelho, temos mais é que pregá-lo! Através da pregação fiel do evangelho o príncipe das trevas é derrotado e Deus resplandece sua luz nos corações humanos.

Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.


Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.

Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. (2 Coríntios 4.1-6)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Evangelismo através da igreja local

Nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra [...] vocês receberam a palavra com alegria [...] partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor. [1 Ts 1.5-6, 8]

Paulo inicia sua Primeira Carta aos Tessalonicenses relembrando-os dos motivos de sua visita, dividindo-os em três partes:

Primeiro, “nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra …” (v. 5).
De fato, ele veio com palavras (porque tem um conteúdo específico), mas não somente com palavras, pois palavras ditas na fraqueza humana precisam ser confirmadas pelo poder divino.

O evangelho também veio a eles com profunda convicção. Se o poder descreve o impacto objetivo da pregação, a convicção descreve o estado subjetivo dos pregadores. Além disso, a verdade da Palavra, a convicção com a qual ela foi pregada e o poder do seu impacto, tudo isso é obra do Espírito Santo. Verdade, convicção e poder são ainda hoje características essenciais da pregação cristã autêntica.

Segundo, “[vocês] receberam a palavra” (v. 6).
Apesar de muito sofrimento, porque o verdadeiro evangelho sempre desperta hostilidade, há também muita alegria quando as pessoas recebem o evangelho. O mesmo Espírito Santo que deu poder àqueles que pregaram o evangelho deu alegria aos que o receberam. Ele estava agindo nas duas pontas do processo de comunicação. Os convertidos também se tornaram imitadores de Cristo e de seus apóstolos, e um modelo para os crentes, pois suas vidas foram transformadas.

Terceiro, “partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor” (v. 8).
O verbo usado aqui tem o significado de soar, tocar, descascar ou expandir. Crisóstomo considerou que Paulo estava comparando a pregação do evangelho ao som de uma trombeta. Seja como for, o evangelho proclamado pelos tessalonicenses ressoou através dos montes e vales da Grécia.

Dois pontos se destacam neste primeiro capítulo de 1 Tessalonicenses.

Primeiro, a igreja que recebe o evangelho deve passá-lo adiante.
Nada é mais impressionante que a sequência: “nosso evangelho veio a vocês”, “vocês receberam a mensagem”, “partindo de vocês, propagou-se a mensagem do Senhor”. Esta é a maneira mais simples de espalhar as boas novas pelo mundo.

Segundo, para transmitir o evangelho a igreja precisa viver o evangelho.
As notícias sobre a transformação dos tessalonicenses se espalharam automaticamente e de tal maneira que os missionários se sentiram desnecessários.

Paulo, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações, Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus; Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.

E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo. De maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na macedônia e Acaia. Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma; Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura. 1Ts. 1.1-10

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 2 de novembro de 2013

A velha e a nova Cruz

Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças fundamentais.

Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e dessa nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica – um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.

A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe a raça humana; pelo contrário, é sua amiga intima e, se compreendemos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ele continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.

A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente, Geralmente, o  evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes, mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.

A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar num modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: “Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo”; e declara ao egoísta: “Venha e vanglorie-se no Senhor”. Para o que busca emoções, chama: “Venha e goze da emoção da fraternidade cristã”. A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.

A filosofia por trás disto pode ser sincera, mas sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.

A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. Estava indo para o seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com a vitima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.

A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressuscitando-o em novidade de vida.

O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.

Nós os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócios, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas, mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo, mas um ultimato.

Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.

O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado que quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser trazida em termos de vida?
É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.

Feito isso, ele deve contemplar com sincera confiança ao salvador ressurreto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.

Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformados, os revivalistas, colocaram aqui a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da aprovação divina.

Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte?

Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos e velho poder.

 A. W. Tozer/ Fonte: Revista Betel, Ano 1, nº 1, Inverno 2005

Por Litrazini
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Graça e Paz

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Coragem cristã


Coragem cristã é a vontade de dizer e fazer a coisa certa sem se importar com o custo terreno, porque Deus promete lhe ajudar e salvá-lo na conta de Cristo. Um ato demanda coragem se a probabilidade de ser doloroso for alta. A dor pode ser física, como em guerras e operações de resgate. Ou a dor pode ser mental, como em confrontos e controvérsias.

Coragem é indispensável por espalhar e por preservar a verdade de Cristo. Jesus prometeu que a difusão do evangelho encontraria resistência: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” (Mateus 24:9).

E Paulo avisou que, mesmo na igreja, a fé à verdade passaria por apuros: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.” (Atos 20:29-30; veja também 2 Timóteo 4:3-4).

Portanto, o verdadeiro evangelismo e o verdadeiro ensino vão demandar coragem. Fugir da resistência no evangelismo ou no ensino desonra Cristo.

Há um tipo de covardia que fala apenas as verdades que são seguras para serem faladas. Martinho Lutero coloca a questão da seguinte forma:
 
‘’ Se eu professo com a voz mais alta e exponho da forma mais clara cada porção da verdade de Deus exceto precisamente aquele pequeno ponto que o mundo e o diabo estão naquele momento atacando, eu não estou confessando a Cristo, embora eu esteja professando ousadamente a Cristo. 

Onde a batalha aperta é que a lealdade do soldado é provada, e ser constante em todos os campos de batalha além desse é inútil se o soldado vacila neste ponto.(Citado em Parker T. Williamson, Standing Firm: Reclaiming Christian Faith in Times of Controversy [Springfield, PA: PLC Publications, 1996], P. 5)’’

De onde, então, devemos tirar essa coragem? Considere as sugestões abaixo.

DE SERMOS PERDOADOS E SERMOS JUSTOS – “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” (Mateus 9:2).

DE CONFIARMOS EM DEUS E ESPERARMOS NELE – “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.” (Salmos 31:24; veja também 2 Coríntios 3:12).


DE SERMOS CHEIOS DO ESPÍRITO – “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” (Atos 4:31).

DA PROMESSA DE DEUS ESTAR COM VOCÊ – “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Josué 1:9).

DE SABER QUE AQUELE QUE ESTÁ COM VOCÊ É MAIOR QUE O ADVERSÁRIO – “Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele.” (2 Crônicas 32:7).

DE TER CERTEZA QUE DEUS É SOBERANO SOBRE AS BATALHAS – “Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o SENHOR o que bem lhe parecer.” (2 Samuel 10:12).

POR MEIO DA ORAÇÃO – “No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma.” (Salmos 138:3; veja também Efésios 6:19-20).

DO EXEMPLO DOS OUTROS – “e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus.” (Filipenses 1:14)

Ansiando por ser firme com vocês

Autor: JOHN PIPER - Traduzido por Daniel TC iPródigo.

Por Litrazini

Graça e Paz



Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.