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quarta-feira, 8 de junho de 2022

HUMILDADE ÚNICA

Não há exemplo de humildade tão grande como o de Jesus.

E a melhor descrição dessa humildade saiu da pena de Paulo:

“Embora sendo Deus, [Jesus Cristo] não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte e morte de cruz!” (Fp 2.5-8).

Porque ninguém é mais alto que Jesus, ninguém desceu tanto quanto Ele.

Jesus entrou num ventre materno, esperou pacientemente nove meses para sair dele, nasceu coberto de sangue de uma placenta, veio ao mundo numa pequena cidade e numa família que não tinha recursos nem sequer para comprar o cordeiro para o sacrifício da purificação.

Não tinha onde repousar a cabeça e convivia com pecadores e publicanos.

Passou por todo tipo de tentação, foi desprezado e rejeitado pelos homens, e trocado por um criminoso culpado de uma rebelião em Jerusalém e por homicídio.

Recebeu cusparada e pancadas no rosto, foi condenado ilegalmente e crucificado entre dois criminosos.

Em outra carta, Paulo volta a explicar a humildade de Jesus, em poucas palavras:

“Vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos” (2 Co 8.9).

Custe o que custar, a humildade rara que tomou conta de Jesus precisa tomar conta de nós:

“Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus” (Fp 2.5).

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sábado, 19 de março de 2022

BRANDURA E HUMILDADE

Mansidão é poder, é força, é temperamento e violência sob controle.

A mansidão é a virtude em que os nossos próprios conflitos emocionais e nossas frustrações pessoais estão sob controle. O orgulho vem quando olhamos para nós mesmos, a mansidão vem quando olhamos para Deus.

Os dicionários a descrevem como docilidade, brandura, submissão. Mansidão tem muito a ver com brandura e humildade. Não demonstrar ressentimentos é uma virtude cristã; porém, uma virtude ainda maior é não sentir-se ressentido.

No Antigo Testamento, mansidão é prioritariamente uma atitude de completa dependência diante de Deus e a consequente aplicação desta disposição no relacionamento com os outros.

Se sou dependente de Deus, vou ter uma relação diferente com Ele e vou tratar meus semelhantes de modo coerente com o meu relacionamento com Deus.

No Novo Testamento, a mansidão está associada a um estado de espírito diante de Deus e a uma disposição de mente diante do próximo. Diante de Deus, mansidão é a marca da humildade.

O Senhor Jesus é o grande exemplo de mansidão, em Mt 11.29 ele afirmou: “Sou manso e humilde de coração”. Não devemos confundir mansidão com fraqueza.

Somos exortados a tratar com mansidão aqueles que foram achados nalguma falta (Gl 6.1). Enquanto que a bondade é a prática de atos de benignidade, a mansidão nos faz abster de praticar qualquer ato que vá ferir, magoar, prejudicar, irritar, ou até mesmos deixar nossos companheiros de jornada aborrecidos ou entristecidos.

Manso é aquele capaz de perder uma discussão, sem se exasperar. Manso é aquele capaz de discutir um assunto, sem perder a calma. Manso é aquele capaz de ser livre do espírito de vingança, mesmo diante da provocação. Manso é aquele que prefere errar perdoando em lugar de "acertar" odiando (ou odiar errando).

Quando perante os seus acusadores, Jesus respondeu com mansidão. Não replicou, não lhe ferveu o sangue, não chamou seus anjos para agir contra eles; bravura como destempero e descontrole é característica que não se deve querer.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

O QUE É HUMILDADE

Humildade é se colocar na total dependência de Deus.

É confiar que Deus faz a coisa certa, na hora certa, do modo certo!

É confiar que Ele lhe usará da maneira certa e na hora certa.

Humildade é esperar com paciência no Senhor, em um espírito de expectante fé.

O orgulho não tem paciência: "Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente isto acabará mal" (Sl 37: 7-8).

Ou seja: "não se indigne pelo aparente sucesso dos que parecem estar rejeitando você. Eles caminham por atalhos. São abençoados e prosperam enquanto você está aqui sentado, confiando em Deus, orando."

Deus diz: "Espere somente. Eles estão em terreno escorregadio. Você não se arrependerá se fizer a coisa à Minha maneira.

A paciência está realizando um trabalho em você. Você está se fortalecendo por esperar com fé. Deixe que a paciência realize sua obra perfeita em você!"

A pessoa de experiência piedosa não é o cristão sempre ocupado, mexendo aqui e acolá. Pelo contrário, é aquela que espera em Deus com paciência e fé.

Está ganhando experiência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. Rm 5.4  "Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo"(Tg.5: 10-11).

Deus equipara o "andar digno diante dele" à paciência jubilosa e à longanimidade. "...a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado...sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria" (Cl1: 10-11).

Por David Wilkerson

Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sábado, 7 de agosto de 2021

REVESTIMENTO DE HUMILDADE

A humildade é um sentimento que leva a pessoa a reconhecer suas próprias limitações; modéstia; ausência de orgulho”.

“Não façam nada por interesse pessoal ou por desejos tolos de receber elogios; mas sejam humildes e considerem os outros superiores a vocês mesmos”. Fp 2.3).

É a nossa obrigação, como filhos de Deus, procurarmos a humildade e nos revestirmos com ela

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”. Cl 3.12-14), para que a vejam em nossos passos e ações

“Por isso eu, que estou preso porque sirvo o Senhor Jesus Cristo, peço a vocês que vivam de uma maneira que esteja de acordo com o que Deus quis quando chamou vocês. Sejam sempre humildes, bem educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor”. Ef 4.1,2). E glorifiquem ao Senhor.

Na Bíblia encontramos uma série de homens que são mostrados como exemplos da verdadeira humildade. Vejam alguns:

CRISTO: “Sejam meus seguidores e aprendam comigo porque sou bondoso e tenho um coração humilde; e vocês encontrarão descanso”. Mt 11.29;

ABRAÃO: “Abraão voltou a dizer: —Perdoa o meu atrevimento de continuar falando contigo, pois tu és o Senhor, e eu sou um simples mortal”. Gn 18.27;

JACÓ: “Eu, teu servo, não mereço toda a bondade e fidelidade com que me tens tratado”. Gn 32.10;

DAVI: “O rei Davi entrou na Tenda Sagrada, sentou-se e orou assim: —Ó SENHOR, meu Deus, eu não mereço tudo o que fizeste por mim no passado, e a minha família também não merece”. 2Sm 7.18;

PAULO: “O ensinamento verdadeiro e que deve ser crido e aceito de todo o coração é este: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior”. 1Tm 1.15; etc.

Foram servos que não se preocuparam com a própria vida, antes, o seu prazer estava exclusivamente no Senhor e deixava-se mover pelo Espírito Santo, reconhecendo que nada eram e que tudo provinha do Eterno.

Hoje, no meio denominado cristão nos deparamos com uma triste verdade, são raras as exceções, a falta de humildade tem entrado e se fincado raízes nos corações, uma situação que contradiz claramente as ordenanças do Senhor Deus.

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

SE DEUS CONHECE NOSSAS NECESSIDADES, POR QUE ELE NOS MANDA ORAR?

A maioria de nós não gosta de se humilhar. E oração é um ato de humildade. Oração é um ato de fraqueza. Quando oramos, admitimos a Deus que precisamos desesperadamente de ajuda. Que somos fracos, necessitados, e não temos o controle de todas as coisas. Que não somos autossuficientes.

Mas Deus se grada desse ato de humildade. Então, em 1 Pedro 5.6-7, ele nos diz: Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

Nós nos humilhamos “sob a poderosa mão de Deus”. Em outras palavras, a oração reconhece que Deus é soberano e controla todas as coisas. Nos curvamos perante sua soberania. Reconhecemos que Deus governa com sua mão poderosa e que não podemos controlar qualquer coisa em nós mesmos.

A oração aguarda pelo “tempo oportuno” para que Deus nos exalte. Esperar por Deus é humilhante porque, novamente, reconhecemos que não podemos mudar qualquer coisa e precisamos esperar que Deus mude. Precisamos esperar pacientemente por Aquele que conhece o fim e o começo de todas as coisas, que é infinitamente sábio e sabe o tempo absolutamente perfeito de vir nos resgatar ou suprir nossas necessidades. Ele sabe a hora perfeita de responder nossas orações. Nossa aflição não vai demorar um segundo além do que Ele determinar.

Deus nos diz para lançar sobre ele as nossas ansiedades. Por que precisamos contar a Deus as nossas aflições quando ele já as conhece? Por que pedir é um ato de humildade, e como Deus resiste ao orgulhoso mas dá graça ao humilde (1 Pedro 5.5), a oração nos coloca na posição de receber graça. Deus deseja tanto nos conceder graça que nos conta qual é a melhor forma de a recebermos!

Deus nos diz para lançar nossas ansiedades sobre ele “porque ele tem cuidado de vós”. Quando oramos, é importante nos lembrarmos que Deus, o criador das galaxias, o sustentador do céu e da terra, está atento a nós – individualmente.

Deus ama e se preocupa profundamente com seus filhos individualmente. Ele nos conhece pelo nome. Ele contou cada fio de cabelo em nossas cabeças. Então ore porque Deus cuida de você, de suas ansiedades e necessidades. Se ele alimenta as aves do campo e os pássaros no céu, quanto mais não cuidará de seus filhos comprados com sangue?

Não seja orgulhoso. Não banque o valentão que enfrenta a vida sozinho. Se humilhe sob a poderosa mão do Todo Poderoso, que é misericordioso, generoso e pronto a derramar sua graça. Lance sobre ele suas ansiedades e ele te exaltará em tempo oportuno.

MARK ALTROGGE / Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org

Por Litrazini:


Graça e Paz

domingo, 24 de agosto de 2014

PROTEÇÃO MAGNÍFICA

Sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus para que ele os honre no tempo certo. (1Pe 5.6)

Além de ser uma virtude difícil, a humildade causa medo. É difícil porque o nariz empinado é mal de nascença, é questão hereditária, e a sociedade estimula a altivez de espírito. Causa medo porque, em vez de premiar a humildade, a sociedade passa por cima da pessoa discreta.

Isso mostra o acerto e a sabedoria de Pedro: “Sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus”. Aquele que se abaixa não pode ser montado por ninguém. Deus não deixa.

O humilde precisa ter certeza de que o Todo-Poderoso está ao seu lado e o protege de qualquer abuso, provação ou ameaça.

Em seu primeiro discurso, Elifaz, o amigo de Jó, recordou: “Deus põe os humildes nas alturas, põe num lugar seguro os que choram. Deus faz com que os planos dos espertos falhem e que as suas ações fracassem; ele pega os sábios nas suas espertezas e acaba com as suas intrigas. Em pleno dia eles ficam no escuro e ao meio-dia andam às cegas, apalpando como se fosse noite. Deus salva da morte os pobres; ele livra os necessitados das mãos dos poderosos. Deus dá esperança aos fracos e tapa a boca dos maus” (Jó 5.11-16).

Se há uma virtude protegida e premiada, essa é a humildade. Enquanto Deus é contra os orgulhosos, ele é bondoso com os humildes, concedendo-lhes bênçãos especiais (1Pe 5.5).

A humildade deve ser exercida coletivamente na comunidade dos cristãos. Essa prática resolve uma quantidade enorme de problemas de relacionamento, além de ser uma porta aberta para Deus intervir na vida do cristão e da igreja.

Pedro afirma que Deus levanta quem se abaixa e exalta quem se humilha. Não necessariamente na mesma ocasião em que a humildade foi praticada. Ele faz isso no “tempo certo”, no tempo oportuno, a seu tempo, isto é, quando for saudável na história e na caminhada dos cristaos.

Enquanto essa exaltação não de baixo para cima, mas de cima para baixo, não acontece, o Todo-Poderoso se limita a proteger os humildes que estão debaixo do seu guarda-chuva.

A exaltação de Deus não deve nos exaltar a ponto de nos exaltarmos pecaminosamente!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 14 de março de 2013

DEUS para DEUS: estupenda grandiosidade DEUS para o homem: estonteante humildade


Consideremos os seguintes textos bíblicos:
·        “Deus não é filho de homem, para que se arrependa” (Números, 23.19); “[Deus é] o Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tiago, 1.17).

·        “Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” (Isaías, 38.1) / “Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos” (id.,ib.,v.5).  Entenda-se: Deus, que pronunciara uma categórica sentença de morte sobre o rei Ezequias, que estava enfermo, voltou atrás, diante da contrição e arrazoamento do rei.

·         “Senhor Jeová, perdoa; como se levantará agora Jacó? Pois ele é pequeno. Então o Senhor se arrependeu disso: Não acontecerá, disse o Senhor. [...] Senhor Jeová, cessa agora; como se levantará Jacó? Pois ele é pequeno. E o Senhor se arrependeu disso. Nem isto acontecerá, disse o Senhor Jeová” (Amós, 7.2,3, 5 e 6). Ou seja, por duas vezes, Deus ouviu a intercessão do profeta Amós em favor do povo judeu, e alterou o pronunciamento de sua sentença punitiva.

       A aparente contradição desses textos se desfaz pelo entendimento de que Deus se revela, na Bíblia, em duas perspectivas: “Deus para Deus”, isto é, Deus em si mesmo, na exclusividade da sua essência, e “Deus para o homem”. Veja-se a tremenda simplicidade, a impressionante concisão com que isso se resume em Êxodo, 3.13-14.
       No citado texto, Moisés, convocado por Deus para libertar o povo judeu, escravizado no Egito, pergunta-lhe o nome. E importa observar que o nome, nessa cultura, não era mero rótulo com que, aleatoriamente, se designava alguém. O nome era a expressão de uma característica definidora da pessoa, relativamente a um aspecto físico, psíquico, ético ou espiritual. Esaú, por exemplo, significa peludo; Jacó, suplantador; Elias, Cujo Deus é Jeová. Poderia, também, ligar-se a alguma circunstância de sua vida, tal como aconteceu com o neto de Eli, a quem a mãe  expirante pôs o nome de Icabode, Foi-se a glória de Israel. O próprio nome Moisés significa Salvo das águas.

      Pois bem, o que Deus respondeu a Moisés?
      “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êxodo, 3.14).

      Entenda-se: na primeira perspectiva, “EU SOU O QUE SOU”, Deus se coloca como o Ser indefinível, já que Ele é infinito; e definir, ou definire, é estabelecer fim, ou finis. Absoluta coerência: a única “definição” de Deus é Deus, que começa e termina em seu próprio começo – EU SOU EU, o Alfa e o Ômega (Isaías, 44.6; Apocalipse, 1.8). Ou seja: o princípio e o fim, que é o começo, estão coincididos na realidade do eterno. Sem dúvida, algo inatingível pela compreensão limitada do homem; uma esfera conceitual fechada, impenetrável pela cogitação humana.  Aí resplandece Deus para Deus em sua estupenda grandiosidade.

      Nessa perspectiva, Deus é imutável.  Ele “não é filho de homem, para que se arrependa” (Números, 23.19); é o “Pai das luzes, em que não há mudança nem sombra de variação” (Tiago, 1.17). É o Ser subsistente que, conforme certa colocação do metafísico Richard Taylor, existe por sua própria natureza intrínseca. É “Deus para Deus”, repetimos, em sua estupenda grandiosidade. Quando Ele fez soar sua voz, de cima do Sinai, o monte tremeu e fumegou (Êxodo, 19.18). E assim aconteceu, mesmo tendo o Senhor descido ao nível do entendimento do homem.

      Na segunda perspectiva, aquela do “EU SOU”, Deus se abre, para comunicar-se com o homem. Para isso, Ele desce à realidade do homem. Ele assume o estilo de ser do homem, estabelecendo um plano de relacionamento que permite o diálogo. E diálogo é interação verbal dos comunicantes, em que locutor e interlocutor se revezam no jogo da locução: o eu torna-se tu, o tu torna-se eu – fato, aliás, intuído pelo rei francês Léopold 1er (Fiorin, 1996), séculos antes de o fenômeno ser tratado nas modernas abordagens da Linguísitca. Com efeito, para não se equiparar a seu criado, na reciprocidade da troca verbal, o rei dava-lhe ordens, substituindo o pronome eu pelo pronome ele, garantia de distância. Assim, por exemplo, em vez de dizer ao criado: “Eu quero minha espada” (Je veux mon épée), o rei Léopold dizia-lhe: “Ele [a majestade] quer sua espada” (Il veut son épée).

      Ora, o estilo do homem carrega todas as características inerentes à identidade do homem, que é essencialmente um ser limitado – na capacidade e possibilidade do conhecimento, da ação, do exercício da vontade. É próprio do homem, de ângulos diversos, voltar atrás ou arrepender-se.  Assim, pois, ao comunicar-se com o homem, assumindo o  exatamente como ocorre nos episódios acima referidos (Isaías, 38.1-5;  Amós,7.1-6).
      Na verdade, as variações no comportamento de Deus em sua relação com o homem fazem parte do seu misericordioso propósito em abrir espaço para o exercício da fé humana, da oração, da intercessão. Objetivam possibilitar uma intercomunicação de intimidade do Pai com seus filhos. São prova da humildade divina em conferir ao homem o direito de contra-argumentar, de apresentar suas humanas razões, possibilitando-lhe, muitas vezes, interferir, alterar situações que se estabeleceriam de forma diversa. Jesus ensinou: “Pedi, e dar-se-vos-á” (Mt7.7)
     
      É ainda nessa segunda perspectiva, na qual se tem Deus para o homem, que se registram outras mostras da estonteante humildade do SENHOR. São as Escrituras que nos dão provas disso:
·         “Porque assim diz o Alto e Sublime, que habita na eternidade e cujo nome é Santo: Em um alto e santo lugar habito e também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e para vivificar o coração dos contritos” (Isaías, 57.15).
·        “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera” (Isaías, 64.4).
·        “O filho honrará o pai, e o servo, ao seu senhor; e, se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor? – diz o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome” (Malaquias, 1.6).

      Foi tão absolutamente grande o propósito de Deus em estabelecer com o homem um nível de relacionamento divinamente humanizado, que o próprio Deus se fez Homem, na Pessoa do seu Unigênito, Jesus Cristo (João, 1.14). E, como Homem, Deus se apresentou na suma expressão da humildade.  Eis um testemunho do Apóstolo Paulo: “Jesus Cristo [...], sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses, 2.6-8).
      E foi com essa absoluta autoridade que Jesus pôde dizer: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mateus, 11.28).

       Concluindo, pergunto a Você, que acaba de ler este artigo: sua alma está cansada? Muito cansada? Pois saiba: existe Alguém que pode fazê-la descansar...  Invoque-O, de todo o seu coração!  O Nome dele é Jesus Cristo. Ele ama você, e talvez você nem o saiba.

Maria Helena Garrido Saddi, professora universitária, doutora em Letras, membro da Catedral Evangélica Hebrom. hgsaddi@gmail.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

O governo de Cristo sobre os pés


"Ele guarda os pés dos seus santos..." (1Samuel 2.9)         

No lindo cântico de Ana encontramos esta afirmação tão significativa de que Deus guarda os pés dos seus filhos. Algumas expressões e ditados evidenciam o quanto os pés são importantes e significativos em nossas vidas: "Sem pés nem cabeça", "meter os pés pelas mãos", "jurar com os pés juntos", "andar à toa", "dize-me com quem andas e te direi quem és". 

Jesus ensina a mais bela lição de humildade através de um episódio envolvendo os pés. Ele lavou os pés sujos e talvez fétidos dos seus discípulos na noite em que um deles o trairia e no desenrolar dos acontecimentos seria sentenciado para a morte horrenda de cruz. Lavar os pés cabia ao servo mais humilde de uma casa.

Jesus assume a forma do servo menor para ensinar uma lição maravilhosa. Talvez nossa história esteja marcada pelo uso indevido de nossos pés. Podemos entregar com humildade nossos pés para serem governados por Cristo. 

Pés sob o governo de Cristo são:    

Pés que se desviam do mal.
"Pés que se apressam a correr para o mal" (Provérbios 6.18). "São os seus pés velozes para derramar sangue" (Romanos 3.15). "Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno" (Mateus 18.8). 

O cuidado que devemos ter para que os nossos pés se desviem do mal, pois o normal por causa da nossa natureza é que busquemos sempre o mau caminho, o caminho errado.

Devemos agir como o autor do Salmo 119.101a: "De todo mau caminho desvio os pés".  
       
Pés que não vacilam. 
"Ele não permitirá que os teus pés vacilem" (Salmo 121.3). Só Deus pode fazer com que nossos pés não fraquejem, não vacilem. Nossas pisadas tem que ser firmes para que o nosso caminho seja de vitória. 

Dar passos com convicção e firmeza demonstram que estamos no caminho certo. Só Deus pode nos firmar em momentos tão difíceis pelos quais temos passado.   
   
Pés cheios de autoridade. 
"E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja" (Efésios 1.22). "Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés" (1Coríntios 15.25,27a). "O Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos vossos pés a Satanás" (Romanos 16.20). "Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões" (Lucas 10.19). 

Deus nos concedeu autoridade para colocarmos os inimigos debaixo dos nossos pés. A autoridade é uma evidência de que nossa fé está posta na pessoa certa que é Jesus Cristo.

Pés formosos. 
"Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!" (Isaías 52.7). "Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas" (Romanos 10.15b). "Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz" (Efésios 6.15). 

Nossos pés são preciosos porque só eles podem nos levar a lugares ainda não alcançados para pregar o evangelho do nosso Senhor Jesus. Que privilégio termos pés formosos aos olhos do Senhor.

Olhe para os seus pés agora e os contemple nesta dimensão da formosura aos olhos de Deus.   

Pés abençoados. 
"Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés" (Josué 1.3). "Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos" (Salmo 40.2). 

Nossos pés estão colocados sobre a rocha que é Jesus Cristo, portanto o solo em que eles tocarem será abençoado por Deus.
      
Pés iluminados. 
"Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos" (Salmo 119.105). 

Nossos pés por causa do conhecimento da Palavra de Deus podem ser luzeiros neste mundo tão perdido.

Podemos através do nosso caminhar indicar o caminho que a humanidade deve trilhar. 

O governo de Cristo tem sido estabelecido em nossas vidas. Em nossa saúde, olhos, ouvidos, pensamentos, emoções, língua e mãos.

É preciso que Cristo governe também sobre os nossos pés.  

Autor: José Luiz Simoneti - Instituto Jetro

Transcrito por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

6° dia de um jejum de 21 dias - Texto de John Bevere e Lisa Bevere

Um jejum nega nossa gratificação imediata em que nós colocamos nosso coração acima do Deus eterno.



O jejum trabalha a humildade.

"Contudo, quando estavam doentes, usei vestes de lamento, humilhei-me com jejum e recolhi-me em oração."

Salmo 35:13, NVI

Como se jejuando, negamos a nós mesmos o que nos satisfaz. Quando negamos a nós mesmos alimentos, muitas vezes sentimos a nossa força natural declínando. Em nossa fraqueza encontramo-nos mais dependentes. É um confronto com a carne, numa altura em que negamos a nós mesmos a satisfação e a disposição. É um tempo de desviar do que podemos oferecer e virando-se para o quê só Deus pode dar. Isso é muitas vezes o cenário para um confronto entre o espírito e a carne. Eu, pessoalmente, descobri o quão forte é a minha carne quando eu jejuo. Esta revelação só é humilhante, mas para que o jejum possa ser bem sucedido você deve permitir que ele trabalhe a "humildade" em você. Isto substitui e reordena sua perspectiva.


Depois de quarenta dias no deserto, Jesus estava com fome fisicamente. Satanás veio tentá-lo a usar sua posição como o Filho de Deus para criar o pão de uma pedra. Mas ao invés disso, Jesus se humilhou e respondeu: "Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’" - Mateus 4:4

Ele queria a Palavra de Deus mais do que o pão necessário. Ele escolheu o pão vivo sobre o pão cozido, e tornou-se o Pão da Vida. Ele negou a Si mesmo de imediato e esperava no Deus Eterno.

Você pode ou não pode estar em uma posição de jejuar alimentos. Na verdade, se você tem sofrido com sintomas de um transtorno alimentar, eu recomendo fortemente que você NÃO deve fazer qualquer alteração nos seus hábitos alimentares sem a supervisão direta de um profissional da saúde. No entanto, mesmo se o seu estado emocional ou físico proíbe de jejuar alimento, todos estão em condições de jejuar algo. Pode ser jejum da TV, do telefone, das revistas, dos esportes, das compras, ou dos hobbies. Todos nós temos áreas em que nós nos escondemos ou perdemos tempo.

Eu o desafio a buscar junto de nosso Pai, e pedir a Ele, pelo poder do Espírito Santo, para expor todas as áreas que poderiam estar em jejum. Não é demasiadamente tarde para se juntar a nós nesta iniciativa Awake21 .



(O acima é um trecho de "You Are Not What You Weigh", publicado pela Sociedade Siloé Strang, 2007).



POSTADO POR MENSAGEIRO INTERNACIONAL - Blog John e Lisa Bevere


A Graça e a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo.


Moacir Neto

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Características de líderes bem sucedidos

Penso que existem várias características de um homem de Deus bem-sucedido. Não há uma fórmula, mas algumas qualidades aparecem na maioria daqueles que tem um algo a mais no ministério. Algumas das características abaixo não estão listadas em ordem de importância.
Alguns princípios poderiam ser colocados como sub-pontos.
1. Comprometimento total com Deus.
2. Comprometimento total com a família.
3. Comprometimento total com a Palavra.
4. Comprometimento total com a oração.
5. Comprometimento total com as pessoas. Ele pastoreia pessoas e não uma organização bem-sucedida.
6. Caráter irrepreensível.
7. Ética a toda prova.
8. Não se envolve em demasia com dinheiro.
9. É um homem de uma só mulher.
10. Tem sonhos e objetivos definidos e persevera em atingi-los.
11. É um modelo positivo para os seus comandados.
12. Sabe pregar de forma bíblica, contextual e dinâmica.
13. Usa estratégias modernas sem negociar os valores inegociáveis do Evangelho.
14. Usa o ministério leigo de forma eficaz.
15. Sabe delegar tarefas sem exigir perfeição dos seus comandados.
16. Admite seus erros e procura corrigi-los.
17. Tem um grupo de amigos a quem presta contas e a quem ele dá total liberdade para criticá-lo e rir das suas falhas.
18. Cultiva a humildade. Todo grande homem é pequeno.
19. Lê muito e atualiza seu ministério e suas estratégias incessantemente.
20. Ouve críticas e trabalha com oposição sem tornar-se amargo ou retaliação.
21. Não guarda rancores daqueles que o abandonam ou lhe causam mal.
22. Fica feliz e aplaude o sucesso dos colegas de ministério.
23. Não passa adiante notícias negativas de colegas que erram; antes os protege e ajuda.
24. Cultiva a ilusão sem ficar desiludido.
25. Não se isola dentro da sua igreja ou denominação, mas participa ativamente de encontros interdenominacionais.
26. Não tem medo de concorrência e motiva os membros a buscarem o crescimento, ainda que seja fora do seu arraial.
27. Sua igreja tem muitos ministérios, dando oportunidade a todos os membros de trabalharem e crescerem.
28. Não tem receio de falar de finanças e encontra um equilíbrio saudável e bíblico para ensinar os membros a serem dizimistas e ofertantes.
29. Dá ênfase ao louvor e adoração.
30. Tem uma igreja bem localizada, bem equipada, limpa, agradável, bonita e moderna.
31. Investe na educação, priorizando discipulado, casais, jovens, adolescentes e crianças.
Dr. Silmar Coelho
Por Lidiomar
Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.