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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

A VIDA CRISTÃ É ATIVADA PELA FÉ

A vida cristã não consiste apenas em termos o padrão moral de Jesus, pois Ele não era apenas um homem moralmente correto.

Também não consiste apenas em tentarmos obedecer tudo que Ele mandou fazer, porque ela não é por obras.

Muito menos em termos os dons espirituais fluindo e operando em nós, pois ser usado por Deus não significa ser aprovado por Deus.

A vida cristã genuína é Cristo, exaltado e glorificado com toda sua graça e virtude vivendo sem impedimentos dentro nós! Cl 3:4 “Quando Cristo, que é a sua vida, for manifestado, então vocês também serão manifestados com ele em glória.” (Cl 3.4)

Essa vida abundante e poderosa que está em nós só pode ser ativada pela fé.

Após a cruz quebrar nosso homem exterior, fazendo-o cessar de suas atividades, é aberto um livre caminho para que a vida de Cristo se manifeste, e esse manifestar ocorre pela fé.

Jesus disse: “Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. (Jo 7:38). O rio de água viva flui de dentro de você pela Fé.

A FÉ transforma em experiência o fato espiritual. “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.” Hb 11.6.

A fé é a substância daquilo que esperamos. Ela transforma em experiência prática em nossas vidas os fatos espirituais invisíveis.

Todos os fatos espirituais que o Senhor realizou por nós tornam-se realidade pessoal pela fé.

Fé não é sentimento, ninguém sente fé. Sua fé será provada, testada para que seja fortalecida. (1Pe 1:7) O justo vive da fé (Rm 1:17)

“Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humano. Ainda que antes tenhamos considerado Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2Co.5.14-17)

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

VIVEMOS PELA FÉ

Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. [Romanos 1.17]

Quando eu era monge, não consegui coisa alguma por meio de jejum e oração. Isso porque nem eu nem qualquer outro monge reconhecíamos o nosso pecado e a nossa falta de reverência a Deus. Nós não entendíamos o pecado original nem percebíamos que a incredulidade também é pecado.

Acreditávamos e ensinávamos que, não importa o que as pessoas façam, elas nunca podem estar certas da bondade e da misericórdia de Deus.

Como resultado, quanto mais eu corria atrás de Cristo e o procurava, mais ele se esquivava de mim.

Assim que compreendi que era apenas por intermédio da graça de Deus que eu seria iluminado e receberia vida eterna, trabalhei com empenho para entender o que Paulo diz em Romanos 1.17 – uma justiça que vem de Deus é revelada no evangelho.

Procurei por muito tempo e tentei por várias vezes entendê-la. Mas as palavras em latim para “a justiça que vem de Deus” eram um obstáculo para mim.

A justiça de Deus geralmente é definida como a característica pela qual ele é impecável e condena o pecador. Todos os mestres, com exceção de Agostinho, interpretavam a justiça de Deus como a ira de Deus.

Assim, todas as vezes que eu lia essa passagem, eu desejava que Deus nunca tivesse revelado o evangelho. Quem poderia amar um Deus irado que nos julga e condena?

Por fim, com a ajuda do Espírito Santo, olhei mais cuidadosamente para o que o profeta Habacuque disse: “O justo viverá pela sua fé” (Hc 2.4, ARA). Desse trecho, concluí que a vida deve vir da fé.

Portanto, levei o nível abstrato para o nível concreto, como costumamos dizer na escola. Relacionei o conceito de justiça a uma pessoa que se torna justa.

Em outras palavras, uma pessoa torna-se justa por meio da fé. Isso abriu toda a Bíblia – até o próprio céu – para mim!

Retirado de Somente a Fé — Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Justificados, pois, pela fé


a.  O que quer dizer justificação?
É uma palavra forense. Refere-se a uma pessoa acusada que é declarada justa e publicamente absolvida. Quando Deus justifica uma pessoa, declara a pessoa justa e olha para ela como se não tivesse pecado.

b.  Qual a fonte da justificação?
A causa, ou o motivo interior que a estimula ou a base da justificação é a livre graça de Deus: “Sendo justificados livremente por sua graça”. Ambrósio, expondo sobre a justificação, diz que ela não é “da graça produzida internamente por nós, mas da livre graça de Deus”.

A primeira engrenagem que põe todo o restante em funcionamento é o amor e o favor de Deus, assim como um rei livremente perdoa um delinquente. A justificação é uma misericórdia provinda das entranhas da livre graça. Deus não nos justifica porque temos valor, mas ao nos justificar nos faz de grande valor.

c.  Qual é o fundamento pelo qual o pecador é justificado?
O fundamento de nossa justificação é a satisfação que Cristo proporciona às exigências de Deus Pai. Pode-se perguntar: “Como se relacionam a justiça e a santidade de Deus quando ele nos declara inocentes visto que somos culpados?” A resposta é: “Quando Cristo satisfez nossas faltas, Deus pôde, em equidade e em justiça, declarar-nos justos”. É uma coisa justa um credor perdoar alguém que deve uma grande quantia quando ela é paga por um fiador.

d.  A satisfação obtida por Cristo tem mérito suficiente para justificar?
Sim, plenamente na natureza divina de Cristo. Como homem, Cristo sofreu, como Deus, satisfez. Pela morte e pelos méritos de Cristo, a justiça de Deus foi mais abundantemente satisfeita do que se tivéssemos sofrido as dores do inferno para sempre.

e. Qual é o método de nossa justificação?
Pela imputação da justiça de Cristo em nós: “Será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23.6). “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça” (1 Co 1.30). Essa justiça de Cristo, que nos justifica, é melhor que a dos anjos, pois a justiça deles é das criaturas e essa é de Deus.

f. Qual é o meio ou instrumento de nossa justificação?
O instrumento é a fé. “Justificados… mediante a fé” (Rm 5.1). A dignidade não está na fé como uma graça, mas de modo relativo, na medida em que se apega aos méritos de Cristo.

g. Qual é a causa eficiente de nossa justificação?
Toda a Trindade, visto que todas as pessoas da bendita Trindade participam da justificação de um pecador: Deus, o Pai, justifica: “É Deus quem os justifica” (Rm 8.33). Deus, o Filho, justifica: “E, por meio dele, todo o que crê é justificado” (At 13.39).

Deus, o Santo Espírito, justifica: “Mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). Deus, o Pai, justifica ao nos declarar retos; Deus, o Filho, justifica ao impor sobre nós sua justiça; e Deus, o Espírito Santo, justifica ao esclarecer nossa justificação e nos selar até o dia da redenção.

h. Qual é o propósito de nossa justificação?

I. A glorificação eterna de Deus
A finalidade é que Deus receba louvores: “Para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.6). Pela justificação, Deus levanta os eternos troféus de sua própria honra. Como o pecador justificado proclamará o amor de Deus e fará os céus a ressoarem com os louvores ao nome do Senhor!

II. A glorificação eterna do justificado.
O fim de nossa justificação é que a pessoa justificada receba a glória. “Aos que chamou, a esses também justificou” (Rm 8.30). Deus, quando justifica, não somente absolve a alma culpada, mas dignifica. Como José, que não foi somente solto da prisão, mas feito senhor do reino, a justificação é coroada com a glorificação.

POR THOMAS WATSON / Traduzido por André Lima | Reforma21

Por Litrazini
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Graça e Paz


sábado, 5 de maio de 2012

O HOMEM PODE CONHECER DEUS?


As nossas grandes perguntas são:
Podemos conhecer Deus? Deus Se revelou? Pode ser restaurada a companhia com Deus?

Em última análise, temos de chegar a Deus pela fé. A fé constitui o elo entre Deus e o homem, e as Escrituras nos dizem que devemos acreditar em que Ele é. Por esse motivo a palavra "fé" é usada tantas vezes nas Escrituras.

Por surpreendente que pareça, a despeito das transgressões e rebeliões do homem, Deus o ama com amor eterno. Deus jamais abandonou o homem, e a busca mais dramática ao curso dos séculos é a de Deus, amoroso e paciente procurando chegar ao homem. Deus anseia pelo regresso e recuperação do homem.

Em seu poema The Hound al Heaven (O Mastim do Céu), Francis Thompson apresenta Deus e o modo pelo qual Ele segue o homem com persistência, procurando-o pelos desvãos da história, acompanhando-o sem desânimo, vigiando-o graciosamente, como um compassivo cão são-bernardo que procura uma criança perdida nas montanhas da Suíça.

Onde se efetua a irrupção dessa revelação de Deus? Como pode um cego enxergar, um surdo ouvir?

Quando o homem, ainda no Éden, resolveu desafiar a lei de Deus, verificou-se uma grande tragédia. Quebrou-se a linha de comunicação entre Deus e o homem, e os dois não puderam mais manter companhia. A luz e as trevas não podiam coexistir. 

Uma das coisas incompreendidas pelo comum das pessoas é que Deus é "santo". Há muito que Deus declarou a Israel: "Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo" (Levítico 9:2). No discurso de despedida que Josué fez aos exércitos de Israel, encontramos: "é Deus santo, Deus zeloso" (Josué 24:19). Afirmou o salmista: "Deus se assenta no seu santo trono" (Salmos 47:8). No Apocalipse, o grito no Céu é, dia e noite: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, aquele que era, que é e que há de vir" (4:8).
 
Por ser santo, Deus não pode ver a iniqüidade e o pecado. O pecado é feio e revoltante para Deus, sendo impossível a nossas mentes finitas e embotadas pelo pecado compreender a santidade absoluta de Deus.

Por estar o homem manchado de pecado e iniqüidade, Deus não podia mais fazer-lhe companhia. De algum modo, Deus deve ter preparado um plano destinado a restaurar a companhia com o homem, a despeito do pecado deste. Como Deus santo, Ele não podia voltar atrás em Sua palavra, e já dissera na verdade: "Em qualquer dia que transgredires minha lei... morrerás" (Gênesis 2:17). O homem tinha de morrer, ou Deus se tornaria um mentiroso, e nesse caso não seria mais Deus.

Porque o homem ainda está pecando e desafiando a autoridade, agindo independentemente de Deus, existe um grande abismo entre Deus e ele. É  por cima desse abismo tenebroso e estéril que Deus chama, suplica e pede ao homem que se reconcilie com Seu coração de amor, pois como disse o Apóstolo João, "Deus é amor" (João 4:8).

Jeremias, o profeta, cita Deus: "Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atraí" (Jeremias 31:3). Da mesma forma, Malaquias, o profeta, citou Deus, dizendo: "Eu vos tenho amado, diz o Senhor" (Malaquias 1:2).

Por ser santo, Deus não podia automaticamente perdoar ou ignorar a rebelião do homem. Por seu amor, Deus não podia atirar o homem inteiramente de lado. Era esse o grande dilema divino: Como poderia Deus ser justo e, ainda assim, justificar o pecador? Esta é a questão apresentada por Jó: "Porque, como pode o homem ser justo para com Deus?" (Jó 9:2). 

A revelação é um meio de comunicação, e significa "tornar conhecido" ou "desvelar". A revelação requer um "revelador", que no caso é Deus, e requer também um "ouvinte". Os ouvintes de Deus foram os profetas e Apóstolos escolhidos, que registraram a revelação feita por Ele. Assim é que a revelação se torna uma linha de comunicação, estando Deus numa de suas extremidades e o homem na outra.

Há planos mais elevados de vida, que nunca pudemos atingir antes. Existem paz, satisfação e alegria que ainda não conseguimos sentir.

Deus está tentando chegar a nós. Os céus estão chamando. Deus está chamando! Que o homem O escute!

Extraído do livro MUNDO EM CHAMAS de BILLY GRAHAM

Por Litrazini

Graça e Paz




Reflexões Evangélicas

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