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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Como Superar a Depressão


A depressão se parece com uma sensação de desapontamento. Parece uma sombra, uma nuvem densa em cima da sua cabeça. Você se levanta cansado e tudo o que faz exige bastante esforço Tudo fica mais difícil.

Você quase não sai, não aceita convites, prefere isolar-se cada vez mais. Você tenta não entregar-se, procura combater esse gigante, mas volta a sentir um desânimo que suga toda a energia restante. Parece que uma escuridão o cerca por todos os lados e você começa a descer ao poço sem fundo da depressão.

A depressão nos ronda muito mais do que imaginamos. Especialmente nas cidades grandes. A selva de concreto se tornou tão cruel conosco, não só pelas ofensas, mas também por nos ignorar e depois nos agredir com o espectro do medo.

A depressão pode estar ligada a alguma perda que tivemos. De um parente, a perda do namorado, da auto estima, a perda de um emprego ou o medo de perdê-lo. Também pode estar ligada a uma reação de desapontamento, uma frustração grave e dolorida. Geralmente são ferimentos emocionais.

A chave para a depressão esta em nossa reação a ela, nossa atitude para com essas coisas ruins que cruzam nosso caminho. A depressão se desenvolve no cérebro. Se quisermos atacar de frente a depressão, temos que eliminar hábitos errados de pensar. Isso não é fácil, mas através da graça de Deus se torna possível. 

Foi exatamente isso que aconteceu com o apóstolo Paulo quando escreveu a carta aos Filipenses. Estava preso dentro de um calabouço romano, escuro e úmido. Com certeza era uma forte razão para um grande desapontamento e tristeza. 

O ativo e incansável batalhador do Evangelho estava agora confinado entre paredes geladas de pedra. Dali escreve uma carta de ânimo aos filhos na fé. Filipenses começa e termina invocando a graça divina sobre todos eles.

Paulo não deixou seus pensamentos afundarem na escuridão das circunstâncias. Não permitiu que a ansiedade, o ressentimento e a raiva o dominassem. Paulo colocou sua situação depressiva nas mãos de Deus. Ele apontou seu problema na direção do Céu e quando fez isso, começou a ver a luz iluminando a masmorra fria e insalubre.

Ele viu que a graça de Deus podia fazer coisas positivas por ele. Que era capaz de reverter os seus problemas, magoas e tristezas. E ainda conseguiu escrever estas palavras, que estão registradas em sua carta aos Filipenses: "As coisas que me aconteceram contribuíram para o progresso do Evangelho". Filipenses 1:12. "Dou graças ao meu Deus quando me lembro de vocês." Filipenses 1:3 "Regozijai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo, regozijai-vos." Fil. 4:4 "Posso todas as coisas naquele que me fortalece." Filipenses 4:13 "Esquecendo-me das coisas que para traz ficam, prossigo para o alvo." Filipenses 3:13 e 14.

Na cela solitária poderia relembrar o passado e abominar o presente, mas resolveu acreditar no futuro.


Decidiu ser alegre e agradecer. Reverteu todo o quadro da depressão e mergulhou nas promessas divinas a ponto sentir-se feliz mesmo ali onde estava. Conseguiu desfocar o problema pungente, para enaltecer as vitórias do Evangelho: "Com isto me regozijo, disse ele, sim, sempre me regozijarei." Filipenses 1:18 

Como então podemos superar a depressão?

Além de procurar um médico, porque depressão é doença, a fé é um elemento fundamental no processo da cura da depressão e muitas vezes o fator decisivo. É preciso confiar em Deus e pensar positivamente.

Com a confiança em Deus, podemos superar todos os seus problemas. Inclusive a depressão.

Deixe suas preocupações e fardos aos cuidados do Salvador Jesus, que disse: "Venham a Mim todos os cansados e oprimidos e Eu os aliviarei." Mateus 11:28

Se crermos em Jesus, o milagre da cura e da restauração será uma realidade na nossa vida.

Autoria:  Grupo Evangélico Fé Para o Brasil

Adaptado por Litrazini

Graça e Paz


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lidando com a Decepção

Perdoar não é uma tarefa das mais fáceis para o ser humano. No entanto é mais difícil ainda perdoar a alguém que amamos, que nos entregamos, uma pessoa em quem confiamos e nos traiu. Toda decepção machuca, mas o desapontamento causado por um amigo, um irmão, um amor, nos machuca muito.

O coração decepcionado pode atirar-nos num estado de decepção e rancor, passando a abrigar feridas profundas e lembranças amargas, tornando-se difícil para nós confiarmos de novo em alguém.

Gostaríamos de evitar os desapontamentos, mas não há como ser feliz sem confiar, e não há como confiar sem correr o risco da desilusão. Amar é abrir-se, é tornar-se acessível, é oferecer-se ao encontro, é ficar vulnerável, é arriscar-se.

As pessoas que foram mais felizes, as que deixaram marcas mais positivas na história da raça humana, foram as que mais amaram a muitos com muita intensidade. Foram, também, as que experimentaram o sofrimento e o desapontamento.

No momento em que Jesus Cristo mais precisou de seus amigos, eles o abandonaram. Depois de tudo o que fizera por eles, tudo o que lhes ensinara, tudo o que passaram juntos, eles o deixaram.

O Senhor não pode contar com a solidariedade dos discípulos nos momentos mais difíceis de toda a sua vida. Enquanto o Mestre orava e agonizava no Getsêmani, eles dormiam (Lc. 22.39-46).

Enquanto ele era preso e agredido pelos soldados, eles fugiam (Mc. 14.43-52).

Enquanto as autoridades o inquiriam, eles o negavam (Jo 18.13-27).

Que decepção!

Que triste retribuição ao carinho e à confiança do Senhor!

Que recompensa negativa para a sua disposição de morrer no lugar deles na cruz!

Não obstante, Jesus foi capaz de transformar aquela provação em vitória. Superou aquele desapontamento sem permitir que isso destruísse seu relacionamento com os amigos.

Jesus não desanimou porque ele não esperava o reconhecimento por parte dos homens. Esperava-o de Deus. E o Pai não decepciona nunca.

Devemos estar cientes de que o desapontamento é uma das possibilidades em nossos relacionamentos humanos, já que estamos lidando com pessoas, que, como nós, são falhas e limitadas.

Quantas vezes não decepcionamos o Senhor?

Quantas vezes não desapontamos nós mesmos?

Assim também podemos desapontar os outros, ou com eles decepcionarmo-nos. Mas se vivemos, trabalhamos, amamos e ajudamos, esperando apenas o reconhecimento de Deus, então a vida se enche de um novo significado. “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.” (Cl. 3.23,24).

Jesus enfrentou a decepção com ânimo e confiança porque contemplava o Pai. Se os nossos olhos estiverem firmados em Deus e neles brotarem lágrimas provenientes do abandono, da ingratidão ou da desilusão. O Senhor as enxugará. Ele é o único do qual podemos esperar o reconhecimento e o galardão. O único que nunca decepciona. “O que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a questão, separa os maiores amigos” (Pv. 17.9).

A amargura pode criar raízes profundas. Amizades podem ser perdidas. O orgulho cobra um preço alto pela sua manutenção: a nossa infelicidade. “Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados.” (Hb. 12.15).

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, põe sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier Ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe” (Lc. 17.3,4).

Deus, que é rico em perdoar, exorta-nos a que perdoemos também.

Podemos enfrentar a decepção com os que amamos, sempre tão dolorosa e temida. É só encará-la com ânimo e confiança, seguir em frente, apesar das dificuldades.

É só Ter disposição de perdoar, tomar a iniciativa, reconquistando ou ganhando o irmão.

Não podemos evitar a decepção com os que amamos. Mas podemos transformá-la numa experiência positiva para com Deus, para com o próximo e para conosco.

Podemos torná-la numa oportunidade de crescimento e enriquecimento pessoal que nos deixará ainda mais habilitados para as vitórias que nos tem reservado o Senhor.

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.