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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

COISAS PROFUNDAS DE DEUS

Algumas das melhores verdades de Deus, como tesouros inestimáveis, acham-se escondidas em profundida­des tais, que muitas pessoas nunca dão o tempo necessário para procurá-las e encontrá-las.

Que per­da para nós! Com paciência e graciosamente ele está à espera para revelar as percepções e as dimen­sões da verdade àqueles que se dispõem ao menos a sondar, a examinar, a meditar.

Tal procura não é simplesmente uma busca inte­lectual. Os caminhos de Deus não são descobertos através dos métodos de pesquisa normais e humanísticos.

Poderás descobrir as coisas profundas de Deus, ou des­cobrir perfeitamente o Todo-Poderoso?

Como as altu­ras do céu é a sua sabedoria; que poderás tu fazer?

Mais profunda é ela do que o Seol; que poderás tu saber? - Jó 11:7-8 (AR-IBP)

Mesmo sendo tão importantes e intrigantes co­mo as coisas profundas de Deus devem ser, elas resistem totalmente a qualquer tentativa de ser des­cobertas pelos meios naturais de nossas mentes.

Ele reserva essas coisas para aqueles cujos cora­ções são totalmente dele... para aqueles que reser­vam tempo suficiente para buscar sua face. Somente desse modo pode haver intimidade com o Todo-Poderoso.

Porém, só uma preciosa minoria nesta era agita­da e tumultuada tem procurado essa intimidade.

Porém, na maioria dos casos temos nos tornado um grupo de pessoas que se parece mais com o estouro de uma boiada do que com um rebanho de Deus junto a pastos verdejantes e águas tranquilas.

Nos­sos antepassados souberam — ao que parece — co­municar-se intimamente com o Todo-Poderoso... mas e nós, sabemos?

Temos de aprender de novo a pensar em profundidade, a prestar culto de uma maneira significativa, a meditar sem pressa algu­ma.

Ninguém está apto a ir às profundezas a menos que esteja saturado com o superficial.

Extraído do Livro Intimidade com o Todo Poderoso de Charles R. Swindoll

Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Lidando com a Decepção

Perdoar não é uma tarefa das mais fáceis para o ser humano. No entanto é mais difícil ainda perdoar a alguém que amamos, que nos entregamos, uma pessoa em quem confiamos e nos traiu. Toda decepção machuca, mas o desapontamento causado por um amigo, um irmão, um amor, nos machuca muito.

O coração decepcionado pode atirar-nos num estado de decepção e rancor, passando a abrigar feridas profundas e lembranças amargas, tornando-se difícil para nós confiarmos de novo em alguém.

Gostaríamos de evitar os desapontamentos, mas não há como ser feliz sem confiar, e não há como confiar sem correr o risco da desilusão. Amar é abrir-se, é tornar-se acessível, é oferecer-se ao encontro, é ficar vulnerável, é arriscar-se.

As pessoas que foram mais felizes, as que deixaram marcas mais positivas na história da raça humana, foram as que mais amaram a muitos com muita intensidade. Foram, também, as que experimentaram o sofrimento e o desapontamento.

No momento em que Jesus Cristo mais precisou de seus amigos, eles o abandonaram. Depois de tudo o que fizera por eles, tudo o que lhes ensinara, tudo o que passaram juntos, eles o deixaram.

O Senhor não pode contar com a solidariedade dos discípulos nos momentos mais difíceis de toda a sua vida. Enquanto o Mestre orava e agonizava no Getsêmani, eles dormiam (Lc. 22.39-46).

Enquanto ele era preso e agredido pelos soldados, eles fugiam (Mc. 14.43-52).

Enquanto as autoridades o inquiriam, eles o negavam (Jo 18.13-27).

Que decepção!

Que triste retribuição ao carinho e à confiança do Senhor!

Que recompensa negativa para a sua disposição de morrer no lugar deles na cruz!

Não obstante, Jesus foi capaz de transformar aquela provação em vitória. Superou aquele desapontamento sem permitir que isso destruísse seu relacionamento com os amigos.

Jesus não desanimou porque ele não esperava o reconhecimento por parte dos homens. Esperava-o de Deus. E o Pai não decepciona nunca.

Devemos estar cientes de que o desapontamento é uma das possibilidades em nossos relacionamentos humanos, já que estamos lidando com pessoas, que, como nós, são falhas e limitadas.

Quantas vezes não decepcionamos o Senhor?

Quantas vezes não desapontamos nós mesmos?

Assim também podemos desapontar os outros, ou com eles decepcionarmo-nos. Mas se vivemos, trabalhamos, amamos e ajudamos, esperando apenas o reconhecimento de Deus, então a vida se enche de um novo significado. “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.” (Cl. 3.23,24).

Jesus enfrentou a decepção com ânimo e confiança porque contemplava o Pai. Se os nossos olhos estiverem firmados em Deus e neles brotarem lágrimas provenientes do abandono, da ingratidão ou da desilusão. O Senhor as enxugará. Ele é o único do qual podemos esperar o reconhecimento e o galardão. O único que nunca decepciona. “O que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a questão, separa os maiores amigos” (Pv. 17.9).

A amargura pode criar raízes profundas. Amizades podem ser perdidas. O orgulho cobra um preço alto pela sua manutenção: a nossa infelicidade. “Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados.” (Hb. 12.15).

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, põe sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier Ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe” (Lc. 17.3,4).

Deus, que é rico em perdoar, exorta-nos a que perdoemos também.

Podemos enfrentar a decepção com os que amamos, sempre tão dolorosa e temida. É só encará-la com ânimo e confiança, seguir em frente, apesar das dificuldades.

É só Ter disposição de perdoar, tomar a iniciativa, reconquistando ou ganhando o irmão.

Não podemos evitar a decepção com os que amamos. Mas podemos transformá-la numa experiência positiva para com Deus, para com o próximo e para conosco.

Podemos torná-la numa oportunidade de crescimento e enriquecimento pessoal que nos deixará ainda mais habilitados para as vitórias que nos tem reservado o Senhor.

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

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