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sábado, 13 de janeiro de 2024

O ESPÍRITO SANTO PROCURA SERVOS

A procura de servos é a grande obsessão do Espírito Santo como era a do Filho de Deus quando andou na terra.

“Vinde após mim”, e eu vos farei pescadores de homens” (Mc. 1.17).

O mundo encontrava-se em desesperada necessidade de salvação, e o ministério de Jesus destinava-se a salvar este planeta sitiado.

Mas estávamos incluídos no seu plano, e assim Cristo passou seu ministério na terra procurando servos que estivessem dispostos a juntar-se a Ele em sua vasta operação.

Ele pregou às multidões famintas, mas só encontrou uns poucos dispostos a servir com Ele.

Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. (Mt 22.14)

Ele sabia que a maioria dos que o ouviam, à semelhança do jovem rico, só diriam: “Muito obrigado; não, não quero saber disso; muito obrigado”.

Mas aqui e ali Ele encontrou homens e também mulheres transformados que desejavam dar o resto de suas vidas como pagamento de uma dívida que contraíram quando Cristo se tornou Senhor deles, de boa vontade lhes ofereciam todo o seu ser.

Ficaram espantados ao descobrirem que seu ministério não exigia talento excepcional, mas apenas doação de si mesmos.

Os que se deram descobriram o centro do amor e uma nova identidade com Cristo.

Como servos, de boa vontade e jubilosamente abriam mão do prêmio da liberdade pessoal.

Eles a davam a Cristo do mesmo modo que Cristo a deu ao Pai.

O Espírito Santo continua procurando servos

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

 

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

FOMOS ESCOLHIDOS POR DEUS

Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designeis, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedir ao Pai em meu Nome Ele vo-lo conceda. (João 15.16)

Você até pode se achar uma pessoa limitada e muito fraca, sem qualificação nenhuma para a Obra e para influenciar o mundo com o Reino de Deus, lembre-se: Jamais o Criador desiste e esquece-se de nós, o seu Espirito nos capacitara para Obra.

Porque com amor eterno Ele nos amou Jeremias 31:3, e com sua benignidade Ele nos atraiu.

Deus nos ama e nos amara sempre, no livro de Romanos diz que fomos chamados para sermos de Jesus Cristo

Entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo. (Rm 1:6).

Jesus designou discípulos e, também além de ter escolhido você e eu, nos qualificara com seu Espirito Santo para a sua obra.

O Salmo 139.14-18 nos mostra o quando Deus nos conhece, pois nos formou, no momento em que nascemos Deus estava lá e temos um valor muito grande para seu Reino;

O desejo Dele é que vivamos a Eternidade ao seu lado, foi por isso que nos escolheu para louvor da Sua Glória.

Deus escolheu você, porque te ama e te amara sempre, nada nos separa do seu amor 

Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Rm 8:39).

Pr. Marcos Monte

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

MÉTODO DIVINO DE ESCOLHA DE SERVOS


Deus tem um método distinto para a escolha dos seus servos 

Deus tem um método distinto do nosso para escolhas, simplesmente porque Ele não se limita a aparência e nem mesmo escolhe pelas faculdades que venhamos a possuir. 

Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; I Cor. 1.26,27 

Ao montar uma equipe, seja ela qual for, sempre visamos os melhores, os que apresentam um melhor aparência, que a princípio demonstram ter mais habilidade e capacidade para exercer a função ao qual pretendemos atribuir a determinada pessoa. 

Deus tem um método distinto do nosso para escolhas, simplesmente porque Ele não se limita a aparência e nem mesmo escolhe pelas faculdades que venhamos a possuir. 

Vamos então analisar passo à passo o que este trecho tem a nos ensinar à este respeito:

AO INVÉS DE SÁBIOS, NÉSCIOS (Ignorantes)

• – Só podemos entender bem esta declaração de Paulo, se recorrermos ao contexto do capítulo em questão e à cultura grega. Os gregos são conhecidos no mundo todo por sua sabedoria, a Grécia é o berço dos maiores filósofos que já existiram na história.

• – Deus escolheu os ignorantes para envergonhar os sábios (segundo a carne).Os gregos consideravam uma loucura o fato do Salvador da humanidade vir por um homem que morre com uma morte tão hostil e tão humilhante, devido ao seu brilhante (tom irônico) raciocínio ,era quase que impossível aceitar tal declaração.

• – É notável como as vezes somos impedidos de fazer a obra de Deus, justamente porque nos esbarramos na visão que temos de nós mesmos,ou seja, quando acreditamos que não temos capacidade para exercer esse chamado, o oposto disso são os que acreditam que podem interferir no plano espiritual embasados em seu conhecimento humano. 

AO INVÉS DE FORTES, FRACOS 

Podemos analisar a expressão “poderosos ou fortes” do seguinte horizonte: 

Existem 03 coisas que conferem poder ou força ao homem, são elas: 
Dinheiro - Poder aquisitivo, material; 
Conhecimento – Poder mental, psicológico; 
Força física – Poder físico 

O que podemos analisar quase que imediatamente é que nestas três formas de poder todas são independentes de Deus, ou seja, se tenho dinheiro, conhecimento ou força física estou dependendo da minha própria capacidade, tendo algumas destas três características exercerei certo domínio e é quase que certo que conseguirei tudo que tenho vontade. 

Por isso Deus escolheu os fracos, porque os fracos precisariam ser dependentes, em outras palavras, precisarão de auxílio, de ser fortalecidos e, esta dependência vem de encontro aos planos de Deus na vida do homem, o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza,sendo assim, o poder de Deus irá poder ser visto quando sou capaz de fazer o que as minhas condições naturais não permitiriam (curar enfermos, expelir demônios, falar em outras línguas, o fato de Pedro ter dito que Jesus era o Filho de Deus, Jesus exclama que aquilo não foi carne e nem sangue que lhes trouxe esta revelação mas sim, o Espírito Santo).

• AO INVÉS DE NOBRES, HUMILDES 

Nobreza está diretamente ligada à orgulho, ostentação e etc... Os que têm um nascimento nobre, ou seja, que pertencem a um nível social elevado estão envoltos em uma esfera de superioridade, desde cedo são levados para as melhores escolas etc...com isso pensam que nada está oculto ao seu conhecimento, esse tipo de pessoa é quase que impossível de se render à possibilidade de não conhecer tudo, sendo assim muitas vezes intratáveis. 

Jesus escolheu pescadores, homens que à princípio não teriam a estirpe do tipo de pessoa ideal para esta missão tão importante, eles aceitaram a proposta de Jesus “eu vos farei pescadores de homens”, é isso que Deus espera de nós como servos, que aceitemos o desafio de sermos quem Ele pode nos transformar. 

Paulo teria várias razões para se vangloriar, um exímio conhecedor e observador da sua cultura e leis religiosas, porém, teve tudo isso por refugo (lixo) para que viesse a ter o conhecimento do Filho de Deus, em outras palavras, deixou de confiar em si mesmo e em sua capacidade natural para confiar exclusivamente em Jesus. Fl 3:7,8 

Robson A. C. Olate

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 13 de março de 2019

INSATISFAÇÃO? SERVOS? AHHH!! FILHOS!!


“... aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez”. (Fp. 4.11,12).

A insatisfação tem sido um dos traços mais marcante da vida de muitos que se abrigam na casa de Deus. Vivem sob o teto do Pai, procuram servi-lo e obedecer-lhe, mas intimamente se sentem descontentes e frustrados. Vivem a murmurar, a reclamar, a remoer os insucessos, as injustiças e os desafetos, numa disposição de alma amarga e sombria.

Há um grande número de pessoas cuja relação com Deus se reduz tão somente a sentimentos de obrigação e segurança. Seguem-no por medo ou por costume. Servem-no por dever ou por interesse.

O resultado é uma vida sem alegria, sem abundância, sem realizações, uma vida insatisfeita. E é claro que não é esse tipo de existência que o Senhor quer para seus filhos. Ele quer que vivamos satisfeitos.

Quando a nossa insatisfação se traduz em reclamações, amargura de alma, murmurações e pessimismo, estamos declarando a Deus que ele, afinal de contas, não é um pai tão bom assim. Aquele que serve a Deus por obrigação, por vezes, duvida da alegria do crente sincero, simples e profundamente abençoado. Sente-se preterido, discriminado, menos amado pelo Senhor.

Há muitos que vivem insatisfeitos, mas, são incapazes de admitir o fato para si mesmo, para outros e muito menos para Deus.

”Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (Jo. 15.15). Ele quer mais do que servos; quer filhos.

O Pai celestial quer filhos que possam desfrutar da sua comunhão e das suas misericórdias em amor. Porém, com freqüência, manisfestamos um coração de servo, e não de filho; uma disposição de interesse, e não de amor.

Quando nos regemos pela obrigação, experimentamos insatisfação e migalhas, deixamos de gozar da vida abundante que Cristo conquistou para nós na cruz.

Deus se relaciona conosco pelo amor, não pela obrigação. Trata com gente, não com coisas e, opera através de relacionamento.

O amor é a essência da vida cristã e não há outra forma de vivermos contentes e satisfeitos a não ser, amando a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos.

Lidiomar T. Granatti / Litrazini
Graça e Paz

domingo, 11 de maio de 2014

Fatores bíblicos para o desenvolvimento do reino: José

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo. [...] E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher [...] E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher; e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS.” (Mateus 1.18-25).

José representa todas aquelas pessoas que nem sempre tem o talento que o reino precisa, mas tem disposição de abrigar, cuidar e sustentar aqueles outros servos de Deus a quem já foi confiado um ministério, dom ou missão.

José foi o principal mantenedor de Jesus. Ele trabalhou arduamente na sua carpintaria para que Jesus tivesse o que comer ou vestir. Ele se doou para sustentar a Jesus, um filho que não era seu, uma causa que não era sua.

A missão de José consistia não em falar da salvação de Deus, ele não foi um grande pregador, operador de milagres ou referencial de liderança, mas entregou tudo o que tinha para que os planos de Deus que iriam se concretizar no Filho de Deus se cumprisse com excelência. Ele sustentou, educou e protegeu Àquele que seria o Salvador. Ao contrário do que a religião romana diz, José fez tudo o que soube e o que pode para promover a Jesus.

Talvez o leitor não tenha recebido o chamado de Deus para fazer missões no exterior, mas será que Deus não lhe tem abençoado financeiramente de modo que hoje você possa custear os missionários transculturais?

Talvez você não seja um grande pregador, mas será que você não poderia ser a pessoa que transporta os pregadores para lugares longínquos a fim de que eles preguem o evangelho da graça de Deus?

Talvez você não tenha o chamado pastoral, mas você pode evangelizar as pessoas que serão pastoreadas por outro. A mulher de Samaria ainda não conhecia o bastante para evangelizar sua vizinhança, mas trouxe toda a cidade para ouvir a pregação de Jesus. Paulo disse que lançou o fundamento para que outro construísse sobre ele.

A igreja é uma missão com muitas missões. No reino de Deus há lugar para todos os servos. Um problema comum é que todos querem fazer a mesma coisa. No reino de Deus todas as pessoas são necessárias e todas as ações são importantes.

A democratização da ideia de que todos têm um chamado, introduziu na mente da maioria dos crentes a impressão de que todos foram chamados para exercer alguma das funções ministeriais, o que não é verdade. Tecnicamente todos têm um chamado, mas esse chamado não diz respeito a uma função ministerial e sim uma função avulsa no Corpo de Cristo que é a sua igreja.

Para ser útil no reino de Deus não é obrigado ser um pastor ou evangelista. Há muitas áreas onde a igreja carece de pessoas para auxiliar, mas a visão de que todos têm uma unção ministerial tem feito com que muitos ignorem as demais ações que também são necessárias na igreja de Deus.

O fator José vem justamente para nos mostrar a nobreza que há em tudo o que é feito para a promoção da obra divina. Muitos crentes ficam deprimidos quando veem outros irmãos que tem o mesmo tempo ou menos de conversão que eles estão exercendo as funções pastorais ou qualquer outra de impacto semelhante enquanto eles ainda não sentem que poderiam fazer as mesmas coisas. Esse sentimento não é saudável. Pois quem chama é Deus e “cada um tem de Deus o seu próprio dom, uns de um jeito, outros de outro” Por essa razão sentimentos de inveja ou complexos de inferioridade não devem ocupar a mente dos cristãos. O que cada um precisa é se posicionar frente ao serviço e trabalhar na seara e na vinha do Senhor. Se cada um tomasse a iniciativa de agir mais e falar menos veríamos o fator José se manifestando ricamente em nossos dias.

O fator José ocorre quando os irmãos ajudam aos líderes, quando todos trabalham para promover os projetos e quando os crentes não ficam disputando espaço na igreja. Quando todo mundo se ajuda. Em outras palavras o fator José fala de um ministério de apoio, de suporte. Como já falei antes José aceitou trabalhar arduamente na execução de um projeto que não era dele, ele se arriscou e foi à luta até as ultimas consequências. O fator José é um antídoto contra o egoísmo e contra a prepotência. Esse fator promove o amor incondicional. O fator José leva os crentes a se esforçarem em áreas que são as suas.

Muitas vezes é preciso fazer coisas no reino que talvez você não concorde, mas se é bíblico e se alguém está fazendo é seu dever agir e ajudar. Você pode não gostar da cor da tinta que vão pintar a igreja, mas mesmo assim você deve ajudar na pintura. Você pode não gostar de trabalhar com o ministério infantil, mas você deve dá uma mãozinha quando vir que ninguém se dispôs. O fator José nos ensina que devemos fazer não apenas o que gostamos, mas o que sabemos que não pode deixar de ser feito.

No desenrolar do plano de salvação do mundo, o fator José foi de fundamental importância. Sem ele Maria teria de enfrentar os obstáculos que se ergueram sem qualquer ajuda ou proteção (a não ser a ajuda e proteção do alto). José teve um papel de suma importância sendo hoje um fator digno de ser imitado. O reino de Deus ainda precisa do fator José para continuar se desenvolvendo. A Igreja ainda precisa de pessoas capazes de fazer não o que querem ou o que gostam, mas o que é certo, o que deve ser feito.

Que os pastores e líderes se dediquem na tarefa de ensinar os crentes a serem servos e não apenas consumidores ou clientes dos serviços da igreja. Todos precisam se ver como parte deste grande povo que é o povo de Deus. Quando os crentes se veem como clientes e veem os ministros como garçons, além da identidade da igreja ser distorcida, as pessoas não crescem, não amadurecem e não se tornam participante do Corpo, mas apenas frequentadores da igreja e usuários dos serviços que lá são oferecidos. Não é correto e nem saudável quando as pessoas veem a igreja como uma empresa ou um projeto social. A igreja é um povo e o serviço é uma marca inegociável desse povo.

A Bíblia chama os crentes de servos de Deus, o que é um servo sem serviço? Jesus mesmo confrontou o conceito de servo sem serviço quando disse: “E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? ”. Se a igreja é a comunidade dos servos de Deus, o fator José é presente e atuante.

Missionário Rosivaldo

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

sexta-feira, 2 de maio de 2014

O exemplo de Jesus

Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. [1 PEDRO 2.21]

Uma vez que Pedro havia reconhecido a Jesus como Messias, o Mestre começou a ensinar aos discípulos que deveria sofrer. Pedro discordou com veemência: “Não, Senhor, isso não acontecerá contigo”. No entanto, trinta anos depois, a morte de Jesus, que antes lhe parecera inconcebível, se tornara indispensável.

Precisamos lembrar o contexto histórico da carta de Pedro. O cristianismo ainda era uma religião ilegal, e o neurótico imperador Nero era conhecido por sua hostilidade para com os cristãos.

Já haviam ocorrido alguns rompantes de perseguição. Pedro está particularmente preocupado com os cristãos escravos em casas de não-cristãos. Ele diz que eles devem suportar o injusto sofrimento com paciência. Por quê? Porque ele faz parte de um chamado cristão. Porque Jesus, embora sem pecado, sofreu por nós, mas não retaliou, deixando-nos o exemplo a seguir.

A palavra grega aqui traduzida como exemplo é única no Novo Testamento. Ela denota um caderno de exercícios de um professor no qual os alunos traçam suas letras enquanto aprendem a escrever.

Assim, Pedro nos está conclamando a copiar o exemplo de Jesus e a seguir seus passos.Trata-se de um apelo pungente de Pedro, uma vez que ele havia se gabado de que seguiria Jesus até a prisão e a morte, conquanto na prática o tenha seguido apenas à distância. Agora recomissionado, porém, Pedro está determinado a seguir o caminho da cruz e a suportar pacientemente o sofrimento injusto.

Entretanto, surge uma dúvida aqui. Se nos submetemos ao sofrimento injusto, não há lugar para a justiça? Devemos permitir que os malfeitores tripudiem sobre nós e desse modo encorajar o crescente sofrimento?
Não. O texto de 1 Pedro 2.23 responde à pergunta. Ele afirma que Jesus não revidou e que “entregava-se àquele que julga com justiça”.

Em outras palavras, a razão pela qual somos chamados a não revidar não é porque o mal deve ter permissão para triunfar, mas porque não é nossa responsabilidade puni-lo. Esta é uma responsabilidade do justo Juiz tanto hoje, por meio das cortes de justiça, como no dia do juízo final.

Portanto, o amor e a justiça não são incompatíveis; eles se complementam um ao outro, como observamos no exemplo de Jesus.

Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente;  1 Pedro 2.18-23

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

As três formas de Deus falar com o Homem


Quando a pessoa ignora os conselhos de Deus, além de estar O desprezando, ela também está menosprezando a si mesma. O sofrimento é certo quando não existe amor próprio, pois, a falta do mesmo, faz a pessoa se sujeitar a situações que lhe trazem dor e humilhação e ainda assim, não ver problema algum nisto (Pv.15.32).

Diz a expressão popular que aquele que avisa amigo é. Em Deus, encontramos o amigo verdadeiro que tudo faz para não sofrermos. Ele sabe qual será o fim de todo caminho e o resultado de toda escolha, por isto, há coisas que Ele não apenas odeia como também proíbe. Os seus avisos nos livram dos piores males, aqueles causados por nós mesmos.

Se observarmos a vida de Manassés, rei de Judá  (2Re 21 e 2Cr.33), poderemos perceber de forma clara, as formas diferentes que Deus pode usar para falar conosco.

- Mostrando-nos exemplos positivos e negativos.
Quando tomamos o conhecimento da queda de um homem de Deus ou presenciamos o mau testemunho de alguém que se diz “convertido”, é Deus cuidando de nós.

Não, ele não vai “derrubar” ninguém só para lhe salvar, o que acontece é que as pessoas são livres para fazerem suas escolhas, por isso, a queda é inevitável para aqueles que insistem em ignorar os “alertas” dados por Deus.

Na realidade, “a lição dos caídos” tem a finalidade de se tornar um motivo a mais para vigiarmos e nos apegar ao Todo-Poderoso, nunca esquecendo que se pessoas que aparentemente estavam tão próximas de Deus caíram, eu devo então redobrar a minha atenção.

Ah, existem também os bons exemplos.
Quanto a estes, o que dizer? Nada, apenas aprender com eles.

A decisão sempre será sua. Apesar do péssimo exemplo de seu avô Acaz  (2Cr.28.1), Manassés foi privilegiado com o excelente exemplo de seu pai Ezequias (2Cr.29.1-2). Manassés escolheu ser ainda pior que seu avô.

- Por meio de Seus servos.
Seja nas mensagens e orientações que recebemos ou nas pregações que assistimos ou mesmo em reuniões que participamos, uma nova oportunidade nos é dada a cada dia através de homens e mulheres que incansavelmente dedicam suas vidas a nos ensinar o verdadeiro Caminho.

No caso de Manassés, os profetas foram estes servos (2Re.21.10).

- Permitindo sofrimento e/ou humilhações.
Nada é capaz de substituir a Bíblia, ela é a boca de Deus. Exatamente por isto, que não existe ninguém melhor para definir este tópico, do que o próprio Livro Sagrado: “Se estão presos em grilhões e amarrados com cordas de aflição, Ele lhes faz ver as suas obras, as suas transgressões, e que se houveram com soberba. Abre-lhes também os ouvidos para a instrução e manda-lhes que se convertam da iniqüidade. Se o ouvirem e o servirem, acabarão seus dias em felicidade e os seus anos em delícias” (Jó 36.8-11).

Foi somente no fundo do poço, amarrado com as cordas da aflição que Manassés despertou, se arrependeu e fez de Deus, o seu Senhor (2Cr.33.11-12).

Seja qual for a maneira que o Senhor esteja usando para falar com você, reflita, desperte e aproveite sua oportunidade.

Autoria: Pr. Rubens Ennes

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Quem São os Ungidos do Senhor?


Uma palavra capciosa que tem circulado por aí nos últimos anos é ‘ungido’, a qual geralmente é usada junto com frases assim: ‘Estou sentindo a unção!’, ‘Ele/ela é ungido para pregar a Palavra’, ou então ‘Sou um apóstolo/profeta ungido’ e outros termos igualmente melosos.


Em geral, quando este termo é usado, ele quer dizer que uma ‘unção especial’ está sendo derramada sobre determinadas pessoas. Ficamos sabendo que todos nós também podemos ter essa ‘unção especial’, se colocarmos em prática as verdades da Palavra de Deus, do mesmo modo como todos nós a temos recebido de Deus.

Primeiro vamos dar uma olhada na palavra ‘ungido’ e ver se realmente existe uma ‘unção especial’. No Velho Testamento, a palavra ‘ungido’ significa aplicar óleo no corpo de alguém, simbolizando que Deus escolheu essa pessoa para o serviço do Senhor. Essa pessoa foi consagrada ao Senhor.

A palavra ‘consagrado significa ter sido separado à parte, provido com o poder de Deus para executar o Seu serviço especial. Também significa que essa pessoa foi declarada limpa, santa e pura. Embora o homem comum seja pecador, é Deus quem consagra e por isso está escrito no Salmo 105:15: ‘Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas’. Esses eram homens que, no contexto do Velho Testamento, Deus havia escolhido e consagrado para o Seu serviço. (Como vivemos no contexto do Novo Testamento, ou seja, no contexto gentílico, essa palavra mudou em sua significação).

Hoje em dia o que não falta é encontrarmos profetas/apóstolos autonomeados usando este verso, num esforço de auto exaltação, de pertencer a uma classe especial de ‘ungidos de Deus’, dizendo que ninguém ouse questionar o que eles estão ensinando [Mesmo porque em geral eles pregam o falso Evangelho, em vez do verdadeiro, e temem ser desafiados em suas falsidades]. Esta é uma posição muito perigosa para alguém nela se colocar, acreditando ter recebido uma unção especial, uma medida extra do Espírito Santo.

O profeta Joel disse: ‘E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito’ (Joel 2.29). Isso aconteceu no Dia de Pentecoste, conforme Atos 2.16-18, e tem continuado até o dia de hoje. Deus derramou o Seu Espírito sobre toda a carne e todos os que recebem o Senhor Jesus Cristo em seus corações são batizados com o Espírito Santo e com fogo. (Mateus 3.11 e Marcos 1.8). Todos os que têm fé e são batizados em Cristo nascem de novo e se tornam novas criaturas.

Sim, Deus nomeia e coloca membros diferentes em vários lugares no corpo eclesiástico, conforme o talento de cada indivíduo; mas em parte nenhuma da Bíblia existe a sugestão de uma ‘unção especial’ ou de uma ‘medida extra do Espírito Santo’, a fim de selecionar alguns no Corpo de Cristo.

Sempre existirão os que desejam sentir-se especiais ou superiores e os cristãos não estão isentos disso. Este ensino apela à nossa natureza corrupta, à ‘soberba da vida’ (1 João 2.16), contra a qual todos nós devemos lutar. Jesus nos ensina, em Filipenses 2.3: ‘…cada um considere os outros superiores a si mesmo’.

No Velho Testamento os sacerdotes e profetas ungidos eram os representantes temporários de Deus, provendo perdão aos pecados do povo, até o tempo em que o Sumo Sacerdote Jesus viesse, a fim de prover, sobre a cruz, o perdão definitivo de nossos pecados. Os sacerdotes e profetas eram declarados limpos, santos e puros.

Do mesmo modo, todos os que estão Nele também são declarados limpos, santos e puros, pois Deus nos ensina isso em Romanos 4.2-8, com ênfase no verso 5: ‘Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça’. Filipenses 3:9: ‘E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé’; Hebreus 9:12: ‘Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção’; Marcos 1:40-41: ‘E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.’; Atos 10.15: ‘…Não faças tu comum ao que Deus purificou’.

Nesse caso, quem são hoje em dia os ungidos? 1 João 2;27: ‘E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis’ ;2 Coríntios 1.21: ‘Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus…

‘Não toqueis os meus ungidos’ significa, portanto, não tocar em todos aqueles que receberam Jesus Cristo em seus corações. Isso deveria servir de advertência a todos os que pervertem a Palavra de Deus, a fim de alimentar o seu orgulho, querendo colocar-se acima dos ungidos de Deus, Muitos homens autonomeados apóstolos/profetas são os que, ironicamente, se apropriam desta frase, com mais frequência, querendo intimidar o povo de Deus.

Contudo, muitos homens sinceros que pregam a Palavra de Deus jamais seriam tão ousados a ponto de se declararem ungidos/infalíveis, sendo humildes bastante para entender a depravação humana.

Observem como Deus é maravilhoso, quando declara que todos os nossos pecados são lavados no sangue do Cordeiro e que todos nós somos iguais diante dEle. ‘Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus’ (Gálatas 3.28).

Autoria: Mary Schultz 

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Rompendo as barreiras do sofrimento


Ser ou não servos de Deus não nos deixa imunes ao sofrimento, nem ás dores, doenças, injustiças, decepções... Jesus disse: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passai por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo. 16.33).

Podemos constatar em nossas vidas as palavras do Mestre.“Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, e os meus sofrimentos... que variadas perseguições tenho suportado!. De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.”(2 Tm. 3.10-12). O sofrimento nos confirma como membros da raça humana em geral e do povo de Deus em particular.

Muitas vezes vivenciamos ódio, raiva e ressentimento em nossa alma, associados às lembranças dolorosas. Esses sentimentos atualizam diariamente a dor que um dia sofremos. Remoemos a mágoa, relembramos a ofensa, revivemos a dor, ruminamos o sofrimento, dando assim poder ao que nos feriu ontem de ferir hoje e amanhã também..

O ressentimento muitas vezes se apresenta como obstáculo à obra restauradora de Deus e do seu Santo Espírito. O Senhor quer nos curar, mas, nós nos recusamos a esquecer, a deixar para trás, a olhar para frente.

O sofrimento associado ao ressentimento, produz a escravidão. Ficamos presos à tristeza, amarrados ao passado e começamos a ficar parecidos com aqueles que nos ofenderam. “A quem perdoais alguma cousa, também eu perdôo; porque, de fato, o que tenho perdoado, se alguma cousa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo; para que satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhes ignoramos os desígnios. “ (2 Co. 2.10,11).

Onde há magoa, o diabo leva vantagem e ficamos em situação de desvantagem na luta!

O ressentimento nos torna marionetes de satanás: amarrados, controlados, escravizados, fazendo exatamente o que ele quer.

As correntes e amarras só podem ser rompidas através do perdão. Perdoar é mais do que uma demonstração de grandeza no caráter. É um ato de liberação e conquista. Perdoar é usar uma arma contra a qual o inimigo não tem defesa, pois a partir do momento em que perdoamos, não há mais mal que ele possa causar-nos.


Perdoar é libertar-nos do domínio de quem nos magoou e da opressão do inimigo, proveniente do ressentimento. É deixar de viver o passado, é livrar-se dele para desfrutar do presente e conquistar o futuro.

Perdoar é permitir que a cura interior de Deus se efetue, aliviando as dores da alma.

O perdão é a provisão divina para garantir a nossa felicidade. Você pode culpar alguém pelo sofrimento causado ontem, mas, não pelo que você sofre hoje. 

Exponha a Deus sua necessidade de perdoar e a sua dificuldade em fazê-lo, renuncie ao ressentimento e à vingança.

Permita que o amor de Cristo feche a ferida do seu coração para sempre. Ele também perdoou os que o magoaram, e o fez na cruz (Lc. 23.34). Ele deseja nos ver feliz, libertos de traumas emocionais.


O perdão e a ação do Espírito Santo produzem em nossa vida a cura para as feridas do coração e para as lembranças mais dolorosas.

Lidiomar T. Granatti (Litrazini)

Graça e Paz


sábado, 17 de março de 2012

Você quer ouvir a voz de Deus?


Jesus preferiu estar sozinho com o verdadeiro Deus a ficar junto à multidão de pessoas equivocadas. Não era uma voz de fora que Jesus ouviu, era uma voz interior.

A marca da ovelha era o que lhe tornava capaz de ouvir a voz do Pastor. Ele chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora (Jo.10.3). A marca de um discípulo é a sua capacidade de ouvir a voz do Mestre. “Escutem, eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e comerei com ele e ele comerá comigo” (Ap.3.20).

O mundo soca a mão na sua porta; Jesus apenas bate.

A vozes gritam por sua adesão; Jesus mansamente pede.

O mundo promete prazer rápido; Jesus promete um jantar tranqüilo ... com Deus. “Entrarei em sua casa e cearei com ele e ele ceará comigo”.

Qual voz você escuta??

Não há um momento que Jesus não esteja falando. Nenhum sequer. Nunca haverá um quarto muito escuro... um saguão muito envolvente... um escritório muito sofisticado... que o terno Amigo, sempre marcando presença e que sempre nos acompanha, implacavelmente não esteja lá, batendo à porta dos nossos corações, com toda gentileza, esperando ser convidado a entrar.
 
Poucos ouvem essa voz. Um número ainda menor abre a porta.

Cercada de promessas evanescentes de prazer, está a promessa eterna de sua presença. “E Eu estarei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”(Mt.28.20). “Eu nunca o deixarei; eu jamais o abandonarei” (Hb.13.5).

Não há qualquer outro coro que soe tão alto a ponto de não permitir que a voz de Deus seja ouvida... se decidirmos ouvi-la.

“Não se admirem disso, porque está chegando a hora em que todos os mortos ouvirão a sua voz e sairão dos túmulos. Aqueles que fizeram o bem, vão ressuscitar para a vida eterna. Mas aqueles que fizeram o mal, vão ressuscitar para ser condenado” (Jo.5.28,29).

Um dia virá em que todos ouvirão a voz dele. Haverá um dia em que todas as outras vozes serão silenciadas, e somente a voz dele será ouvida. Alguns escutarão sua voz desde o primeiro instante.

Não é que ele nunca tenha se pronunciado, mas é que eles nunca a ouviram. Para esses, a voz de Deus será a voz de um estranho. Eles a ouvirão uma vez e nunca mais. Vão passar a eternidade fugindo das vozes que seguiram na terra.

Mas os outros serão chamados de seus túmulos por uma voz familiar, pois são ovelhas que conhecem seu pastor, são servos que abriram a porta quando Jesus bateu.

Nesse dia, a porta se abrirá novamente. Somente dessa vez. E não será Jesus que entrará em nossa casa; seremos nós que entraremos na casa dele.

Lidiomar T. Granatti (Litrazini)

Graça e Paz





Ps. Publicado neste mesmo site em 10/2010



Reflexões Evangélicas

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Você é sempre uma pessoa bem-vinda.