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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

A SENSIBILIDADE DE JESUS

Jesus enxergava as deformidades físicas:

As costas corcundas por 18 anos da mulher encurvada (Lc 13.11);

A mão atrofiada daquele homem que estava na sinagoga (Lc 6.6);

As pernas imóveis por 38 anos do paralítico do tanque de Betesda (Jo 5.5);

Jesus enxergava os transtornos comportamentais:

A nudez e a violência do endemoninhado de Gerasa, que vivia nos sepulcros, gritava sem parar e cortava-se com pedras (Mc 5.1-5).

Jesus enxergava a tristeza interior:

A dor daquela mulher que já havia perdido o marido e agora estava sepultando o único filho (Lc 7.13);

As lágrimas da irmã e dos amigos de Lázaro, sepultado quatro dias antes (Jo 11.33).

Jesus enxergava o vazio existencial:

Ao encontrar-se com aquela samaritana que já havia vivido com cinco maridos e estava ligada ao sexto, o Senhor lhe disse solenemente:

“Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede” (Jo 4.13-14).

Este vazio acontece quando a pessoa não sabe de onde veio nem para onde vai, corre atrás de tudo e não tem nada, experimenta tudo e nunca se satisfaz.

Jesus teve compaixão daquela multidão de homens e mulheres famintos “porque eram como ovelhas sem pastor” (Lc 9.10-17).

A sede da alma é mais intensa do que a sede do corpo.

O vazio existencial é mais doloroso do que o vazio estomacal.

Transcrito Por Litrazini

https://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

SOLIDÃO, O VAZIO DE RELACIONAMENTOS


Somos experimentados no relacionamento com as máquinas e inexperientes no trato com as pessoas. Vivemos cercados de gente e ao mesmo tempo, como uma ilha existencial, somos profundamente solitários.

A solidão não é simplesmente uma questão de viver no ostracismo, à margem dos relacionamentos interpessoais, mas uma atitude interna, uma inadequação para esses relacionamentos.

Há indivíduos solidários que vivem no meio da multidão, mas que não conseguem construir pontes de contato com as pessoas.

Quando um dos grandes vultos da música popular brasileira, Roberto Carlos, foi interrogado acerca da pior coisa que lhe poderia acontecer, ele respondeu sem hesitar: a solidão.

A solidão atinge grandes e pequenos, ricos e pobres, doutores e analfabetos.

Emile Durkhaim, ínclito sociólogo francês, chegou a afirmar que o suicídio, a maior agressão contra si mesmo, é uma inadequação social. É a incapacidade de inserir-se no convívio social e relacionar-se com as pessoas de modo a criar vínculos de amor e amizade.

Vivemos numa sociedade doente. Na mesma proporção que cresce a população do mundo, aumenta a solidão das pessoas. Os grandes centros urbanos fervilham de pessoas que se acotovelam todos os dias em imensas aglomerações humanas, mas essas pessoas são rostos sem nome e sem identidade: uns que vão, outros que vêm e todos que passam.

A solidão não está apenas do lado de fora da família; está também dentro do lar. A televisão ocupou o lugar da conversa ao redor da mesa. A internet preencheu o espaço do diálogo cheio de intercâmbio das idéias. O telefone celular nos conecta com o outro, do outro lado da linha, mas nos afasta daqueles que estão ao nosso derredor.

Vivemos no paraíso das comunicações virtuais, mas transformamos esse jardim cheio de raras belezas num deserto de relacionamentos vazios e carente de significado. Transformamos o palácio da cibernética na masmorra da solidão.

Não precisamos jogar pela janela as conquistas da ciência. Não precisamos viver paquerando nostalgicamente o passado que se foi. Mas, precisamos urgentemente, preservar os valores do passado, usar com racionalidade as conquistas do presente e estabelecer metas elevadas de comunhão para o futuro.

Não podemos transformar o conforto da tecnologia em armas mortíferas contra nós mesmos.

É tempo de buscarmos as primeiras coisas primeiro. É tempo de realinharmos nossas prioridades de conformidade com a prioridade de Deus. É tempo de entender que devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas em vez de amarmos as coisas, usar as pessoas e nos esquecermos de Deus.

Pessoas valem mais do que coisas. Família é mais importante do que sucesso. Relacionamento sadio na família, na igreja, no trabalho e na escola é melhor do que a solidão na masmorra luxuosa da sofisticada tecnologia contemporânea.

Deus não nos criou para a solidão, pois fomos feitos à sua imagem e semelhança. Deus é Triúno e plenamente feliz em si mesmo. As três pessoas da Trindade relacionam-se em perfeita harmonia.

O projeto de Deus é que vivamos em profunda comunhão com ele e uns com os outros. A solidão é uma negação dessa semelhança divina, uma conspiração contra essa vocação celestial, uma oposição radical contra esse sublime desiderato.

Não somos apenas uma gota desse vasto oceano da humanidade. Não somos apenas um rosto sem nome no meio da multidão;

Somos alguém especial, criados de forma especial, para um propósito especial, para vivermos de forma abundante, maiúscula e superlativa a realidade bendita da comunhão íntima e profunda com Deus, com a família e com a igreja.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
Graça e Paz

sexta-feira, 4 de maio de 2012

DESERTO, VAZIO, FRIEZA, TRILHA RUMO AO OASIS


Porque algumas vezes nos sentimos vazios: Frios, Deus parece que não nos ouve?

Deus está conosco, Jesus prometeu estar conosco todos os dias até a consumação do século Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mt. 28.20)

O Espírito Santo faz morada em nós. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? (ICo.6.19)

Todavia, nem sempre percebemos essa presença, quando isto acontece só resta a sensação de vazio e frieza espiritual.

Deus quer que pela fé (Hb 11:1) creiamos que Ele está conosco, que haja abundância de vida mesmo no deserto: Que, passando pelo vale de Baca, faz dele uma fonte; a chuva também enche os tanques. (Salmos 84:6); E quanto ao que disseste, que o não verás, juízo há perante ele; por isso espera nele. (Jó 35:14)

Deserto é dificuldade de discernir, ver e/ou sentir Deus presente, embora Ele sempre esteja: Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.
(Sl 34:18).


Fé é ter convicção de fatos que não se vêem, Deus trabalha em nossa fé e, muitas vezes permite que não o sintamos presente para lançarmos mão da fé.

Precisamos usar a fé e não sentidos (Porque andamos por fé, e não por vista). 2 Co 5:7, crer que Deus está ali mesmo que não o veja ou o sinta.

Devemos manter vida devocional, mesmo que não haja o calor da presença divina. Preservar enquanto durar o deserto.


O deserto de Jesus durou 40 dias, o dos Judeus 40 anos, quando foram guiados por Moisés rumo à terra prometida, Elias foi graduado no deserto, Paulo passou três anos no deserto da Arábia e, foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo.

Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra, o nosso deserto durará o quanto for preciso.

Por isso se faz necessário:

Confiar nas promessas do Senhor. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo (1 Pedro 1:3-5)

Perseverar no lado do Senhor, descansando n’Ele - Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (1 Pedro 5:7)

Opondo-se e resistindo ao diabo e às tentações. Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;
Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo. (1 Pedro 5:8-9) Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações. (Tiago 4:8). 


Alegrar-se nas bênçãos provenientes das provações Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo; (1 Pedro 1:6-7)

O Deserto é apenas um local de passagem que cedo ou tarde é trilhado por aqueles que desejam chegar ao Oasis.

Lidiomar T. Granatti (Litrazini)

Graça e Paz



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Solução Para o Caos

Mesmo que você esteja mergulhado na confusão, na desordem, no vazio e nas trevas, Deus te ama.

Ainda que ninguém, nem mesmo você, dê nada pela sua vida, e que ninguém acredite que haja uma saída para você. Deus o ama.

O criador se interessa por você pelo que é. Além disso, ele conhece o seu ilimitado potencial e quer ajudar a desenvolvê-lo. O Espírito de Deus presta atenção e se move em você. “O mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”. (Rm. 8.26).

O Espírito Santo está aqui, hoje, como estava no início da criação e, Deus quer criar uma vida nova no coração arrasado, uma existência cheia de beleza, diversidade e luz.

O fato de nos sentirmos desorientados e confusos, com tudo em desordem, geralmente provoca uma sensação de grande angústia e ansiedade. Gostamos de ver as coisas em ordem, certinhas, previsíveis, tudo no seu lugar, quando isso não acontece ficamos desesperados. Mas, a desordem nas mãos de Deus, pode gerar grandes mudanças.

A desordem pode representar o fim da linha, a morte de um tipo de vida que não agrada a Deus, nem a nós. Estarmos confusos e aflitos pode ser o indício de que já não sabemos fazer as coisas do nosso jeito; daí, decidimos fazê-las à maneira de Deus.

Nos momentos, em que não sabemos o que fazer, em que não há saída nem perspectiva, temos a possibilidade de nos tornar como barro flexível e maleável nas mãos do oleiro – sem dogmas, projetos, preconceitos, pressupostos ou condições. Então o Senhor pode realizar uma obra profunda e radical em nossa vida. Nesse momento, o caos estéril se transforma em uma porta para fertilidade.

Deus tem uma palavra de cura para todo coração confuso, uma palavra põe fim aos caos que coloca tudo nos seus devidos lugares, que reorienta, redireciona, ilumina e liberta; Deus tem uma palavra para o coração de todos os homens.

Essa Palavra é Cristo “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo. 1.1-3). O termo aqui traduzido como verbo é logos, que em grego significa palavra (não um vocábulo, mas uma linguagem que transmite uma idéia, uma mensagem).

Jesus é o logos de Deus, ele é a Palavra encarnada de Deus, pois “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Através dele, Deus fala de maneira mais pessoal, mais íntima, mais poderosa e mais clara que pode existir. Foi Jesus quem deu luz à terra, e é ele quem pode trazer luz à nossa vida.

A sua vida pode ser totalmente restaurada, reconfigurada, recriada pelo poder de Deus. ”E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Co. 5.17)

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.