domingo, 21 de julho de 2019

AS TRIBULAÇÕES DO CRENTE


“Porque por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (Atos 14.22).

AQUELES QUE SE DEDICAM a Cristo, como Senhor, e que um dia entrarão no reino do céu, hão de sofrer “muitas tribulações” ao longo do seu caminho. Por viverem em meio a um mundo hostil, têm que se engajar na guerra espiritual contra o pecado e o poder de Satanás (Ef 6.12; cf. Rm 8.17; 2 Ts 1.4-7; 2. Tm 2.12).

Por outro lado, a vida verdadeiramente cristã é uma contínua batalha contra os poderes do mal.

(1) Os que são fiéis a Cristo, à sua Palavra e aos caminhos da justiça, terão problemas e aflições neste mundo (Jo 16.33). Somente o “crente” morno ou de meio termo viverá em paz com este mundo (cf. Ap 3.14-7).

(2) O presente mundo ímpio, bem como os falsos crentes, continuarão como adversários do evangelho de Cristo até quando o Senhor derrubar o sistema maligno deste mundo, na sua vida (Ap 19.20). Entrementes, a esperança do crente “está reservada nos céus” (Cl 1.5) e está “já prestes para se revelar no último tempo” (1 Pe 1.5).

Sua esperança não consiste nesta vida, nem neste mundo, mas no aparecimento do seu Salvador para levá-lo para si (Jo 14.1-3. 1 Jo 3.2,3)” (Comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal). 

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança” (Rm 5.3-4). 

“Paulo alista “tribulações” como uma das bênçãos da salvação em Cristo.

(1) A palavra “tribulação” refere-se a todos os tipos de provações que podem nos afligir. Isto inclui coisas como necessidades financeiras ou materiais, circunstâncias difíceis, tristeza, enfermidade, perseguição, maus tratos ou solidão.

(2) Em meio a estas aflições, a graça de Deus nos capacita a buscar mais diligentemente a sua face e produz em nós um espírito e caráter perseverantes, que vencem as provações e as aflições da vida. A tribulação, ao invés de nos levar ao desespero e à desesperança, produz a paciência (v.3), a paciência produz a experiência (v.4), e a experiência resulta numa esperança madura que não decepciona (v. 5).

(3) A graça de Deus nos capacita a olhar além dos nossos problemas presentes, nossa ardente esperança em Deus e a certeza garantida da volta do nosso Senhor para estabelecer a justiça e a piedade no novo céu e nova terra (1 Ts 4.13; Ap 19 – 22).

Entrementes, enquanto estivermos na terra, temos o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, a fim de nos consolar em nossas provações e trazer até nós a presença de Cristo (Jo 14.16-23)” 

Comentários da Bíblia de Estudo Pentecostal / Transcrição: Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 20 de julho de 2019

VOCÊ DECIDE


Para ter comunhão com Deus, andar com Jesus, ser cheio do Espírito Santo, você é quem decide se quer, se vai ser ou não. Deus já fez a parte dele enviando Jesus Cristo, que fez a obra por nós e nos enviou o Espírito Santo.

Tudo isto e muito mais ele fez para que pudéssemos ser livres, termos vida, comunhão, prosperidade e Vida eterna. Mas ninguém é obrigado a aceitá-lo, ou crer, é só quem quer, pois Ele nos deu o livre arbítrio, ou seja, poder de escolha, é só para quem quer.

Só que não é tão simples assim, “eu quero e pronto”. Tem que estar decidido, posicionado, convicto do que quer.

Hoje, encontramos nas Igrejas muitas pessoas que não se decidiram. Frequentam às reuniões, mas também as baladas; dão glória a Deus, gritam aleluia, mas também falam palavrões; Se dizem estar vestidos como o crente deve se vestir, mas espiritualmente falando estão nus diante de Deus. Resumindo tudo isto, estão servindo a dois senhores e isto é impossível.

Elias, confrontando os profetas de Baal, lhes disse: “Escolham a quem vocês vão servir, se ao Senhor, servi ao Senhor, se a Baal, servi a Baal”. Era tudo ou nada.

Deus, através de Moisés, diz em Deuteronômio 30:15 desta forma: “Vê, hoje te proponho a vida e o bem. A morte e o mal”. Significa que você escolhe, você decide, você é quem sabe.
E o Senhor Jesus disse, em Mateus, que não dá para viver na Igreja e no salão da balada, viver na luz e nas trevas.

Na Igreja abraça e em sua casa empurra; na Igreja é adorador, em casa ou em outro lugar se cala; ser ministro da Palavra, ministro de música só na Igreja, mas fora do púlpito cessa o sacrifício; não dá para tomar a Santa Ceia e depois café com o diabo.

É impossível servir a dois senhores. Como é que vamos entrar no céu sem ter comunhão, conhecer e ser amigo do Dono dele?

Você decide onde é que você vai viver depois da morte.

Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não te é encoberto, e tampouco está longe de ti.
Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?

Nem tampouco está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, para que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos?

Porque esta palavra está mui perto de ti, na tua boca, e no teu coração, para a cumprires. Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a morte e o mal; Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir.

Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires, Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas; Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, Amando ao SENHOR teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e achegando-te a ele; pois ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias; para que fiques na terra que o SENHOR jurou a teus pais, a Abraão, a Isaque, e a Jacó, que lhes havia de dar. Deuteronômio 30:11-20

Transcrito por Litrazini (AD)
Graça e Paz

sexta-feira, 19 de julho de 2019

DEUS FALA PELAS ESCRITURAS


A Bíblia é o único livro que revela o Criador à sua criatura. Nenhum outro livro, produzido pelo homem, pode fazer tal declaração, e apoiá-la com fatos.

A Bíblia é singular em suas afirmações e ensinos, e na maneira como tem sido preservada através dos séculos. Hoje em dia, muitas pessoas estão examinando livros que dizem contar as soluções para as grandes indagações da vida e da morte; muitos desses livros são produto das religiões orientais ou da filosofia humanista.

Os céticos atacam a Bíblia, mas depois recuam, perplexos. Os agnósticos zombam de seus ensinos, mas não conseguem formular uma refutação intelectual genuína. Os ateus negam sua validade, mas são obrigados a render-se, ao verificarem que ela é acurada historicamente, e provada pela arqueologia.

Os escritores bíblicos falaram de muitos modos para indicar que fora Deus quem lhes dera as informações que possuíam. Somente no Velho Testamento, eles afirmam 3000 vezes que Deus falou alguma coisa.

Apenas nos cinco primeiros livros da Bíblia encontramos várias frases assim:
"E chamou o Senhor Deus ao homem."
"E disse o Senhor Deus à mulher."
"E disse o Senhor a Noé."
"E Deus falou a Israel."
"Disse Deus."
"E falou o Senhor dizendo."
"E ordenou o Senhor."
"Ouvi a palavra do Senhor."
"Diz o Senhor." 

Será que Deus falou a estes homens da forma como descreveram? Se não o fez, eles são os mais consumados mentirosos que o mundo já conheceu, ou então eram mentalmente perturbados.
Mas será que um grande número de pessoas, residindo em regiões diversas, muitas das quais não se conheciam poderiam dizer mais de três mil mentiras com relação a um assunto apenas? E se eles se enganaram nesta questão, por que deveríamos acreditar em quaisquer das outras coisas que disseram? E se não acreditarmos que Deus falou a estes autores bíblicos, então não podemos crer que as profecias destes grandes homens se cumpriram – mas elas se cumpriram!

Se uma pessoa mente para nós uma ou duas vezes, começamos a desconfiar dela. Começamos a achar difícil, quando não impossível, crer em qualquer coisa que ela diz.

Jesus citava o Velho Testamento frequentemente. Ele o conhecia bem, e nunca duvidou das Escrituras. Ele disse: "A Escritura não pode falhar." (Jo. 10:35.)

Os apóstolos também citavam textos do Velho Testamento muitas vezes. Paulo disse: "Toda Escritura é inspirada por Deus" (2 Tm 3:16). E o apóstolo Pedro declarou: "Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo." (2 Pe 1:21.)

Muitas pessoas passam a crer na Bíblia, por intermédio de uma fonte de segunda mão. Um conhecimento superficial, colhido de filmes épicos sobre a Bíblia, filmes de TV, coisas que se ouvem dizer, e cursos de religiões comparadas, fornecem-nos apenas uma visão humana das Escrituras.
Hoje, no ginásio e nas faculdades, os jovens têm aulas sobre "A Bíblia como literatura". Muitas vezes, estes cursos têm a finalidade de solapar a fé dos jovens, a não ser nos casos em que o professor compreende a Bíblia e tem uma fé robusta em Deus.

Um verso ou um relato bíblico pode falar a um coração de uma forma que outra pessoa nunca imaginaria..

Faça uso deste instrumento de comunicação pelo qual Deus nos fala – isto é, a Bíblia. Leia-a. Estude-a. Memorize-a. Ela modificará sua vida inteiramente.

Ela não é um livro qualquer. É um livro "vivo", que opera em seu coração, mente e alma.

Extraído do livro: Como Nascer  De  Novo de Billy Graham / Por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 18 de julho de 2019

AJUDA PARA OS PROBLEMAS PREDOMINANTES


“As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas de Deus, capazes de destruir fortalezas” 2  Co.10.4NTLH 

Algum problema predominante suga a sua vida? 

Alguns são inclinados a trapacear. Outros rápidos para duvidar.

Talvez você se preocupe. Sim, todos se preocupam um pouco, mas você possui a distribuição nacional de ansiedade.

Talvez você seja julgador. Claro, todos podem ser críticos, mas você faz mais julgamentos do que um juiz federal. 

Qual é essa fraqueza, mau hábito, atitude desagradável?

Onde Satanás possui uma fortaleza dentro de você? Ah, aí está a palavra adequada – fortaleza: um castelo, cidadela, muros espessos, portões altos. É como se o diabo reivindicasse uma fraqueza e construísse uma muralha ao redor dela. 

FORTALEZAS: desafios antigos, difíceis e desencorajadores. 

Isso foi o que Davi enfrentou quando olhou para Jerusalém... 

Mas. “Mas Davi conquistou a fortaleza...” (2 Sm. 5.9). 

Verdade, a cidade era antiga. Os muros eram difíceis. As vozes eram desencorajadoras... Mas Davi conquistou a fortaleza. 

Você não gostaria que Deus escrevesse um mas em sua biografia?

Nascido para alcoólatra, MAS ela levou uma vida sóbria. Nunca foi para a faculdade, MAS ele foi dono de um comércio. Não leu a Bíblia até a idade de aposentar-se, MAS ele chegou a uma fé profunda e duradoura. 

Todos nós precisamos de um MAS. E Deus tem muitos. Fortalezas não significam nada para ele. Você se lembra das palavras de Paulo? 

“As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas de Deus, capazes de destruir fortalezas”(2Co.10.4 NTLH).

Você e eu lutamos com palitos de dente; Deus vem com aríetes e canhões. O que ele fez por Davi, ele pode fazer por nós. 

Pai santo, como o Senhor ajudou Davi a vencer uma fortaleza assim o Senhor pode ajudar-nos a vencermos as fortalezas das nossas vidas. O senhor prometeu liberdade e vitória. Pai, o senhor quebrará estas fortalezas com o seu grande poder? Dê-nos segurança com seu amor, amém. 

“O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” Salmos 121.2

“Clame a mim no dia da angústia; eu o livrarei, e você me honrará”. Salmos, 50.15

“O seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem” Mateus 6.8. 

Max Lucado

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A NUVEM SOBRE O TABERNÁCULO NÃO ERA COMUM


Três características presentes naquela nuvem demonstram ser ela uma manifestação divina extraordinária, e não um elemento comum da atmosfera:

Primeiro, a nuvem tinha formato de coluna (ou seja, posicionava-se verticalmente e não horizontalmente);

Segundo, a aparência era de nuvem durante o dia (talvez em cor branca ou cinza), mas à noite revestia-se de uma aparência de fogo (um verdadeiro espetáculo bem diante dos olhos de todo o povo);

Terceiro, a nuvem não tinha um movimento uniforme, já que ela parava ou prosseguia em intervalos diferenciados, impossível de ser previsto.

No Novo Testamento percebemos que nuvens extraordinárias também estão ligadas ao ministério de Jesus, como estiveram ligadas ao ministério de Moisés (este um tipo daquele).

Por exemplo, no episódio da transfiguração, Jesus foi envolvido por uma nuvem e também a partir da qual o Pai falara, como fora nos dias dos hebreus no deserto (Mt 17.5); na ascensão de Jesus, ele também subiu ao céu sendo ocultado de seus discípulos por uma nuvem (At 1.9); quanto ao retorno de Cristo, é dito que ele virá “sobre as nuvens do céu” (Mt 24.30; 26.64; 1Ts 4.17; Ap 1.7).

Duvido muito que estas “nuvens escatológicas”, vou chamar assim, tratem-se de nuvens comuns que vemos na atmosfera. Até porque Jesus poderá voltar num dia nublado, como também num dia de céu aberto, sem nuvens; poderá vir de dia sob nuvens esparsas, ou à noite sob o céu estrelado. O certo é que ele virá, e virá sobre nuvens extraordinárias, nuvens que irradiam luz, nuvens que ornamentam o cortejo celestial que virá retirar a Igreja desta terra e leva-la à presença do nosso Pai celestial!

A NUVEM PERMANECIA SOBRE O TABERNÁCULO
A nuvem de glória não só ocupou o tabernáculo em sua inauguração, como estava constantemente sobre aquele templo portátil durante a longa peregrinação de quarenta anos do povo hebreu.

O livro do Êxodo, que abrangeu os dois primeiros anos da saída do Egito, se encerra destacando a nuvem sobre o tabernáculo, quer erguendo-se sobre ele para fazer o povo caminhar, quer repousando sobre ele para fazer o povo descansar (Êx 40.36-38). Mas sempre sobre o tabernáculo!

Se podemos fazer uma aplicação tipológica daquela nuvem, diremos que igualmente Cristo permanece para sempre sobre sua Igreja. Ao discípulo fiel que guarda suas palavras, Cristo promete fazer nele morada (Jo 14.23); aos irmãos da fé que se reunirem em seu nome, Cristo promete estar presente no meio deles (Mt 18.20).

Que mui grandiosa promessa nos fez o Senhor: “eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20).

Tiago Rosas

Litrazini
Graça e Paz

terça-feira, 16 de julho de 2019

A CRUZ NOS REVELA UM DEUS QUE SE APROXIMA COMO UM DE NÓS


Os evangelhos nos mostram que Jesus morreu no meio do povo. Aquele que nasceu e cresceu entre o povo, que os curou e anunciou-lhes as boas novas do evangelho agora morria entre eles.

Ele morreu como nós morremos. Teve sede, como nós temos; se cansou, suou e teve fome como qualquer um de nós. Ele foi humilhado, não como um Deus onipotente, mas como um homem. O Deus Todo Poderoso, em seu filho Jesus, se fez homem. John Stott escreve acertadamente:

Jesus não permaneceu no céu; veio para o mundo. A Palavra não foi proferida do céu “...a Palavra tornou-se carne...”. E a seguir “...viveu ente nós...”. Ele não veio para uma visita rápida nem se apressou em voltar para o seu lar. Tampouco permitiu que... [o] vissem somente a distância. Ficou no mundo para o qual veio.

Ele deu aos homens a chance de ver a sua glória. Ele escandalizou os lideres religiosos da de sua época ao misturar-se com a camada da população que eles evitavam.

Os lideres religiosos o apelidaram de “amigo de publicanos e pecadores”. Ele colocou as mãos nos intocáveis leprosos. E, depois, Ele, que em seu nascimento “tornara-se carne”, em sua carne tornou-se pecado... [por nós]. Ele assumiu a nossa natureza... as nossas transgressões, a nossa condenação, a nossa morte .

Ele se aproximou de nós não como um Deus Todo Poderoso trovejando e abalando céus e terra, jogando raios ou fulminando pessoas, mas como um amigo, como um de nós, como um simples carpinteiro palestino. Jesus veio nos revelar Deus, e para isso, se fez homem.
Sujou os pés de poeira, viveu no meio de pessoas simples como camponeses, pescadores e agricultores; queimou-se debaixo do sol escaldante da Palestina e sendo “gente como a gente” viveu como um de nós; morreu como um de nós.

Ele mostrou que Deus chora, quando ele mesmo chorou na morte de seu amigo Lázaro.

Demonstrou que Deus se compadece diante da fome humana, quando por duas vezes alimentou uma multidão faminta. Que Deus está do lado dos pobres e “favelados”, quando escolheu nascer e viver na Galiléia (a periferia da Palestina).

Ele nos mostrou que Deus perdoa quando ele mesmo perdoou as prostitutas, os publicanos e pecadores. Revelou-nos o carinho de Deus pelas crianças, quando as pegou no colo e as abençoou. Ele mostrou que Deus nos ama, quando decidiu enfrentar a crucificação.

A morte de Jesus aponta inevitavelmente para o que parece um absurdo, uma heresia: um Deus humilde. “O Deus que veio à terra não veio num redemoinho arrasador, nem num fogo devorador” .

O Criador de todas as coisas se humilhou vivendo e morrendo entre nós. “Pois subsistindo em forma de Deus, não teve por usurpação o ser igual a Deus, antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2.6-8).

“O Deus que trovejava, que podia movimentar exércitos e impérios como peões num tabuleiro de xadrez”  apareceu na Palestina, a dois mil anos atrás, vivendo como um humilde carpinteiro despido de toda a sua Glória e Majestade.

“Deus entra na história pela porta de um casebre, pelo barraco do carpinteiro”  José. “O Senhor do céu e da terra não se interessa pelos palácios dos reis. O Criador de tudo não se impressiona com as obras dos grandes do mundo.

Ele dispensa palácios, templos e exércitos”.  Ele se interessa pelas pessoas.

Aliás, Ele veio em busca delas; não como um Ser Superior, mas como um frágil homem.

Ele se aproximou de nós como um de nós: isso sim é grandeza! “E o verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória como a do unigênito do Pai” (Jo 1.14).

Kassio F. P. Lopes / Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 15 de julho de 2019

COMO SUPERAR A DEPRESSÃO


A depressão se parece com uma sensação de desapontamento. Parece uma sombra, uma nuvem densa em cima da sua cabeça. Você se levanta cansado e tudo o que faz exige bastante esforço Tudo fica mais difícil.

Você quase não sai, não aceita convites, prefere isolar-se cada vez mais. Você tenta não entregar-se, procura combater esse gigante, mas volta a sentir um desânimo que suga toda a energia restante. Parece que uma escuridão o cerca por todos os lados e você começa a descer ao poço sem fundo da depressão.

A depressão nos ronda muito mais do que imaginamos. Especialmente nas cidades grandes. A selva de concreto se tornou tão cruel conosco, não só pelas ofensas, mas também por nos ignorar e depois nos agredir com o espectro do medo.

A depressão pode estar ligada a alguma perda que tivemos. De um parente, a perda do namorado, da auto estima, a perda de um emprego ou o medo de perdê-lo. Também pode estar ligada a uma reação de desapontamento, uma frustração grave e dolorida. Geralmente são ferimentos emocionais.

A chave para a depressão esta em nossa reação a ela, nossa atitude para com essas coisas ruins que cruzam nosso caminho. A depressão se desenvolve no cérebro. Se quisermos atacar de frente a depressão, temos que eliminar hábitos errados de pensar. Isso não é fácil, mas através da graça de Deus se torna possível. 
Foi exatamente isso que aconteceu com o apóstolo Paulo quando escreveu a carta aos Filipenses. Estava preso dentro de um calabouço romano, escuro e úmido. Com certeza era uma forte razão para um grande desapontamento e tristeza. 

O ativo e incansável batalhador do Evangelho estava agora confinado entre paredes geladas de pedra. Dali escreve uma carta de ânimo aos filhos na fé. Filipenses começa e termina invocando a graça divina sobre todos eles.

Paulo não deixou seus pensamentos afundarem na escuridão das circunstâncias. Não permitiu que a ansiedade, o ressentimento e a raiva o dominassem. Paulo colocou sua situação depressiva nas mãos de Deus. Ele apontou seu problema na direção do Céu e quando fez isso, começou a ver a luz iluminando a masmorra fria e insalubre.

Ele viu que a graça de Deus podia fazer coisas positivas por ele. Que era capaz de reverter os seus problemas, magoas e tristezas. E ainda conseguiu escrever estas palavras, que estão registradas em sua carta aos Filipenses: "As coisas que me aconteceram contribuíram para o progresso do Evangelho". Filipenses 1:12. "Dou graças ao meu Deus quando me lembro de vocês." Filipenses 1:3 "Regozijai-vos sempre no Senhor. Outra vez digo, regozijai-vos."Fil. 4:4 "Posso todas as coisas naquele que me fortalece." Filipenses 4:13 "Esquecendo-me das coisas que para traz ficam, prossigo para o alvo." Filipenses 3:13 e 14.

Na cela solitária poderia relembrar o passado e abominar o presente, mas resolveu acreditar no futuro.
Decidiu ser alegre e agradecer. Reverteu todo o quadro da depressão e mergulhou nas promessas divinas a ponto sentir-se feliz mesmo ali onde estava. Conseguiu desfocar o problema pungente, para enaltecer as vitórias do Evangelho: "Com isto me regozijo, disse ele, sim, sempre me regozijarei." Filipenses 1:18 

Como então podemos superar a depressão?
Além de procurar um médico, porque depressão é doença, a fé é um elemento fundamental no processo da cura da depressão e muitas vezes o fator decisivo. É preciso confiar em Deus e pensar positivamente.

Com a confiança em Deus, podemos superar todos os seus problemas. Inclusive a depressão.

Deixe suas preocupações e fardos aos cuidados do Salvador Jesus, que disse: "Venham a Mim todos os cansados e oprimidos e Eu os aliviarei." Mateus 11:28

Se crermos em Jesus, o milagre da cura e da restauração será uma realidade na nossa vida.

Autoria:  Grupo Evangélico Fé Para o Brasil / Por Litrazini
Graça e Paz

domingo, 14 de julho de 2019

SAL DA TERRA


“Vocês são o sal da terra… Vocês são a luz do mundo… Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” Mateus 5.13-16

Esse texto muitas vezes é citado como se fosse um mandato para a igreja se engajar em ativismo político – fazendo lobby, juntando eleitores, organizando protestos e mobilizando o movimento evangélico para a atividade política. Recentemente ouvi um líder evangélico bem conhecido dizer “precisamos fazer as nossas vozes ouvidas pela urna eleitoral, ou não seremos sal e luz como Jesus mandou”.

Essa visão é bem comum. Diga a frase “sal e luz”, e o evangélico típico vai começar a falar de política como se por instinto e/ou reflexo.

Mas olhe com atenção para a afirmação de Jesus dentro de seu contexto. Ele não estava organizando um boicote, protestou ou campanha política. Ele estava chamando seus discípulos para uma vida de santidade.

O discurso do sal e luz é o parágrafo decisivo da introdução de Jesus ao Sermão do Monte. Ele vem logo após as Bem-Aventuranças.  Jesus vinha propondo formalmente várias bênçãos para aspectos-chave de uma piedade autêntica.

O que é mais notável nas Bem-Aventuranças é que as qualidades que Jesus abençoa não são os mesmos atributos que o mundo normalmente considera dignos de louvor. O mundo glorifica o poder e o domínio, a força física, o status e a classe.

Por outro lado, Jesus abençoa a humildade, o pacifismo, a misericórdia, o choro, a pureza de coração e até mesmo a perseguição por causa da justiça. Coletivamente, essas qualidades estão no extremo oposto do poder político e partidário.
Em outras palavras, Jesus abençoou as pessoas que estavam dispostas a serem oprimidas e desprovidas por causa da justiça – pacificadores, não protestantes; pobres de espírito, não orgulhosos; pessoas que são perseguidas, não os ambiciosos e pomposos.

Isso é consistente com o ensinamento de Jesus por todo o Novo Testamento. Ele disse:
Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Mateus 20.25-28

Note, mais ainda, que as afirmativas “Vocês são o sal da terra” e “Vocês são a luz do mundo” são afirmações de fatos, não imperativos. Ele não nos ordena que sejamos sal; Ele diz que somos sal e nos alerta contra a perda do sabor. Ele não nos ordena que sejamos luz; Ele diz que nós somos luz e nos proíbe de nos escondermos.

Jesus estava dizendo que uma sociedade corrupta e manchada pelo pecado é abençoada e influenciada para o bem pela presença da igreja quando os crentes são servos fiéis de seu Mestre.

 A chave para entender o que Jesus queria dizer é o verso 16: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. A santidade pessoal, não o domínio político, é o que leva os homens a glorificarem nosso Pai que está no céu.

O sal tem muitas propriedades. Talvez a mais importante delas seja o de agir como conservante. A carne crua pode ser curada e preservada com o sal. Cristãos em meio ao mal e à sociedade decaída têm um efeito conservante e purificador semelhante. Deus disse a Abraão que preservaria Sodoma do julgamento se houvesse apenas dez justos lá – um pouco de sal – no meio deles.

O sal também é anti-séptico, e pode ser usado no tratamento de ferimentos. Água salgada é um bom remédio – apesar de dolorido – para bolhas e calos abertos. Pode ser que haja um pouco dessa ideia também, na metáfora de Jesus. 

A presença dos crentes no mundo aflige a consciência dos incrédulos porque é um doloroso lembrete de que Deus requer santidade e que o salário do pecado é a morte.

Mas o sal também dá sabor à comida, e causa sede – e eu acredito que essa é a principal idéia que Jesus tinha em mente quando usou essa metáfora, por ele fala do “sabor”. Lembre-se, Jesus havia acabado de abençoar aquele que “têm fome e sede de justiça” (v. 6), e essa figura sugere que a presença de pessoas genuinamente piedosas na sociedade terá um efeito natural de estimular o apetite por Deus e a sede de justiça.

A presença de pessoas genuinamente piedosas na sociedade terá um efeito natural de estimular o apetite por Deus

A luz, é claro, simultaneamente, afasta as trevas e ilumina o que estiver ao seu alcance. Quando deixamos corretamente nossa luz brilhar sobre os outros, eles vêem nossas boas obras e glorificam a Deus.

Então isso não tem a ver com poder político. Não tem a ver com organizar protestos contra a impiedade. Não é sobre como podemos fazer a sociedade mais justa através da legislação.

Tem a ver com nosso viver. Tem a ver com demonstrar os mesmos traços que Jesus abençoou nas Bem-Aventuranças. É assim que deixamos nossa luz brilhar, e é assim que salgamos uma sociedade outrora apodrecida e sem gosto.

Autor: Phil Johnson - Traduzido por Filipe Schulz – iPródigo / Por Litrazini
Graça e Paz

sábado, 13 de julho de 2019

QUER SER UM DISCIPULO?


Ande com Deus – Colossenses 2.5-7 = “Pois ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo em espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza da nossa fé em Cristo. Portanto, assim como recebestes  a Cristo Jesus, o Senhor, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, crescendo em ação de graças”.

VIVA A PALAVRA – Colossenses 3.16-17 = “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com gratidão em vossos corações. E tudo o que fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”.

CONTRIBUA NA OBRA – Colossenses 1.28-29 = “A ele anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. Para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.”

CAUSE IMPACTO NO MUNDO – Colossenses 4.5-6 = “Andai em sabedoria para com os que estão de fora, aproveitando bem cada oportunidade. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como deveis responder a cada um”
MÉTODO UTILIZADO POR JESUS PARA FAZER DISCÍPULOS

CONCENTRANDO-SE EM POUCOS: -Marcos 3-14-19 = “Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar e a exercer a autoridade de expelir demônios...”

SELECIONANDO-OS COM CUIDADO – Lucas 6.12,13  = “Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a deus. E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome  de apóstolos..  

TREINANDO-OS – Marcos 3.13-14 = Depois, subiu ao monte e chamou os que ele mesmo quis, e vieram para junto dele...”

Jesus quer que cada cristão chegue à maturidade para fazer discípulos. Para isso é necessário:

 Passar do estágio de apenas crer para o de persuadir outros a crerem.

Ajudar os novos crentes a entender sua fé, encorajá-los a seguir Jesus, transmitindo fé aos outros

Confira a Grande Comissão apresentada pela Bíblia no Novo Testamento:
Mateus 28.18-20: (Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.  

Marcos 16.15 a 18: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado...”;

I Corintios 3.6: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento”. 
           
E você? Tem feito a sua parte?

Lidiomar T Granatti / Litrazini
Graça e Paz