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quarta-feira, 29 de setembro de 2021

DONS DO FILHO – PARTE II

Para facilitar e equipar o corpo da Igreja - Efésios 4.10 a 13 e 1Co.12.28

Os dons que o Filho de Deus deu são essenciais para assegurar que as duas primeiras categorias de dons sejam aplicados no corpo da Igreja.

PROFETA – Um porta voz ou proclamador espiritualmente maduro com uma mensagem dirigida de forma especial e divina à igreja ou ao mundo.

Uma pessoa dotada unicamente em certas épocas com compreensão para eventos futuros.

É aquele que aponta a direção para a Igreja. Enxerga onde a Igreja está caminhando, para onde ela deve ir, tem a visão de Deus para encaminhar a Igreja.

Não é adivinho, que prevê o futuro, nem determina passos práticos na vida individual dos cristãos.

É um canal de revelação de Deus para a igreja. Ajuda os santos a compreenderem o que foi revelado pelo Senhor.

O profeta pode ser movido mais em palavra de sabedoria, como Ágabo, At 21.10-11; ou em exortação, edificação e consolação, como no caso de Judas e Silas, At 15.32.

EVANGELISTA – Refere-se principalmente a um dom especial de pregar ou testemunhar de forma a trazer o descrente à experiência da salvação.

Funcionalmente, o dom de evangelista opera para o estabelecimento de novos trabalhos, enquanto pastores e professores o sucedem para organizar e sustentar o novo trabalho estabelecido.

Essencialmente, o dom do evangelista opera para estabelecer convertidos e reuni-los, espiritual e literalmente, ao corpo de Cristo.

É a pessoa que Deus usa para estender o alcance do evangelho e fazer com ele seja obedecido nas diferentes localidades.

As características deste ministério podem ser vistas nas vidas de Felipe e Timóteo, At 21.8.

Trabalha com a Igreja preparando o povo, evangelizando, batizando, ensinando a doutrina, estabelecendo presbíteros e corrigindo desvios.

Não é o homem que prega para uma multidão e converte todo mundo. Fazer discípulos é uma tarefa de todos os filhos de Deus, uma ordem de Jesus.

Evangelista é aquele que traz a visão de Deus para a Igreja obedecer esta ordem.

Transcrito Por Litrazini

http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz 

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A ENTRADA TRIUNFAL EM JERUSALÉM


Quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela. (Lucas 19.41)

A entrada de Jesus em Jerusalém é registrada pelos quatro evangelistas, embora cada um deles apresente detalhes que outros omitem.

Jesus já havia claramente decidido cumprir o que estava escrito a seu respeito em Zacarias 9. Um futuro rei de Judá entraria em Jerusalém trazendo salvação, não com bravata de valentia, nem sobre um arrogante cavalo de batalha, mas humilde e mansamente montado em um burro. Assim ele “proclamará paz às nações” (Zc 9.10).

Esse acontecimento tem indícios de ter sido pré-arranjado e até mesmo orquestrado. Provavelmente, em uma visita anterior, Jesus havia combinado com amigos em Betânia tomar emprestado um burrinho, que seria liberado mediante a senha “O Mestre precisa dele”.

Então as multidões tomaram parte na encenação, espalhando suas vestes sobre o dorso do animal e nas ruas, festejando animadamente.

Tendo passado pelas vilas de Betânia e de Betfagé, o desfile circundou o monte das Oliveiras e de repente Jerusalém surgiu, com seus pináculos reluzentes e os pátios espaçosos do templo.

Ali, ao que parece, enquanto o volume dos gritos da multidão diminuía, para espanto e constrangimento de todos, Jesus se desfazia em lágrimas.

Em meio a soluços, ele proferiu um lamento profético sobre a cidade, predizendo a sua destruição por ela não ter reconhecido o tempo da visitação de Deus.

É admirável que, no exato instante em que Jesus advertia a cidade sobre o juízo, ele estivesse chorando sobre ela em amor.

O juízo divino é uma realidade solene e aterradora, mas o Deus que julga é o Deus que chora. Ele não quer que nenhuma alma se perca. Quando finalmente o seu juízo cair sobre alguém (como Jesus disse que seria), os olhos de Deus estarão cheios de lágrimas.

E, quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela,Dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados;E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação. (Lc. 19.41-44)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo. [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A SALVAÇÃO DE UM CRIMINOSO

Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”. [Lucas 23.43]

Todos os quatro evangelistas mencionam que três cruzes foram erguidas no Gólgota (“lugar chamado Caveira” [v. 33]) naquela manhã fatídica. Eles deixam claro que Jesus estava na cruz do meio, enquanto os dois ladrões (“criminosos”, de acordo com Lucas) foram crucificados um de cada lado de Jesus.

A princípio os dois ladrões juntaram-se ao coro de ódio a que Jesus foi submetido (Mt 27.44). No entanto, apenas um continuou, lançando-lhe insultos e desafiando-o a salvar a si mesmo e a eles.

O segundo ladrão repreendeu o primeiro dizendo: “Você não teme a Deus nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça… Mas este homem não cometeu nenhum mal” (Lc 23.40-41).

Então, voltando-se para Jesus, disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino” (v. 42).

Esse reconhecimento da realeza de Jesus é extraordinário. Sem dúvida o ladrão arrependido ouvira os sacerdotes zombando da declaração de Jesus de que era rei de Israel, e provavelmente lera a inscrição sobre a sua cabeça: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos Judeus”.

Certamente também observara a dignidade silenciosa e régia de Jesus.

Diante de tudo isso, ele passara a acreditar que Jesus era rei. Ele também ouvira a oração de Jesus por perdão para os seus executores, e sabia que precisava de perdão uma vez que confessara estar sendo punido com justiça.

Jesus respondeu ao ladrão penitente com esta afirmação memorável: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso” (v. 43). Não houve recriminações. Ele não foi censurado por haver se arrependido somente na décima primeira hora.

A autenticidade de seu arrependimento não foi questionada. Jesus simplesmente deu a esse crente arrependido a certeza que ele tanto ansiava ter.

Prometeu-lhe não somente a entrada no paraíso, que envolvia a alegria da presença de Cristo, como também uma entrada imediata, naquele mesmo dia. Ele lhe assegurou essas coisas dizendo: “Eu lhe garanto” — a última vez em que usou essa expressão familiar.

Imagino que, durante as longas horas de dor que se seguiram, o ladrão perdoado aconchegou o coração e a mente na promessa segura e salvadora de Jesus.

E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com ele serem mortos. E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes. E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus. E também os soldados o escarneciam, chegando-se a ele, e apresentando-lhe vinagre.E dizendo: Se tu és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo. E também por cima dele, estava um título, escrito em letras gregas, romanas, e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS. E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.  Lucas 23.32-43

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
Graça e Paz


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

HÁ EVANGELISTAS AINDA HOJE?

A palavra evangelista significa mensageiro de boas novas, e era o nome de uma ordem de homens da Igreja Primitiva, distinta dos apóstolos, profetas, pastores e mestres. Conforme indica o seu nome, exerciam função especial que era de anunciar as Boas Novas do Evangelho. Como não pastoreavam igrejas locais estavam em condição de ir de lugar em lugar pregando cristo a todos, como um poderoso ministério, acompanhado da operação de sinais, conforme se lê em Marcos 16.15-20.

Filipe foi sem duvida um dos mais destacados evangelistas aos quais o Novo Testamento faz referência. Por seu intermédio o eunuco etíope foi conduzido a Cristo e batizado. Graças ao ministério desse abnegado evangelista, muitos samaritanos foram conduzidos ao conhecimento de Deus e à Salvação.  E é na qualidade de evangelista que Filipe é encontrado na estrada entre Jerusalém e Gaza (At 8.26), nas cidades ao norte de Azoto (At 8.40), na cidade de Cesaréia ( At 21.8). Ele fora antes um dos sete primeiros diáconos da Igreja (At 6.5).

O ministério de evangelista podia ser exercido cumulativamente com outros ministérios, como aconteceu com o apóstolo Paulo, segundo a soberana vontade de Deus (At 13.1; 1 Tm 2.7).

HÁ EVANGELISTAS AINDA HOJE?
O ministério de evangelista continua em evidência, hoje. Nomes de grandes evangelistas como Moody, Wesley,  Spurgeon, e tantos outros poderosos e conhecidos homens de Deus que ilustram a História da Igreja dos tempos modernos, é uma prova mais que evidente da existência do ministério de evangelista na Igreja de Hoje.

CARACTERÍSTICAS DE UM EVANGELISTA
Um evangelista no verdadeiro sentido da palavra deve ter as seguintes qualidades:

AMOR PELAS ALMAS A PONTO DE BUSCÁ-LAS UMA A UMA. A palavra evangelista tem estado tão associada aos pregadores de grandes multidões, que aqueles que tem tido este privilégio, correm o sério risco de centralizar o seu ministério e o amor nas multidões, esquecendo-se dos indivíduos que as compõe. Porém, Jesus, o evangelista ímpar de toda a História da Igreja, nos deu exemplo diferente: ele amou as almas uma a uma. Não importando o tamanho das multidões à quais falava, Ele as encarava como se estivesse falando a um indivíduo. O maior sermão evangelístico de toda a Bíblia (Jo 3), foi proferido diante de uma só pessoa, Nicodemos.

Qualquer evangelista será indigno do ministério que tem se não for capaz de amar as almas uma a uma, de sorte que seja constrangido pelo senhor a conduzi-las a Cristo de forma individual.

É CHAMADO POR DEUS. O ministério não é nenhuma aventura à qual devemos nos lançar sem um propósito definido. Acima de qualquer outro sentimento, deve prevalecer a certeza da chamada divina.

CRÊ NA EFICÁCIA DO EVANGELHO. O evangelho é a arma do evangelista. Um evangelista sem Evangelho é um soldado sem arma. Segundo Paulo, o Evangelho “… é o poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crê…” (Rm 1.16).

O Evangelho é o selo que pateteia o começo, o meio e o fim do autêntico evangelista. Tire-se o Evangelho da boca de Paulo e ele não será mais que um fariseu melhorado. Tire-se o Evangelho da boca do evangelista e o que ele disse terá cheiro de morte para morte. É através do evangelista que a palavra de Deus adquire expressão, constituindo-se em agente de benção para o mundo.

RECEBE SUA MENSAGEM DE DEUS. A mensagem do evangelista deve emanar da sua comunhão com Deus através da oração e do manuseio diário da Bíblia Sagrada. Muitos, porém, estão pregando inspirados em manchetes de jornais, revistas, noticias do rádio, TV e internet. Queremos dizer que estes não são os meios normais pelos quais Deus fala e inspira seus mensageiros. Paulo disse: por que eu recebi do Senhor o que também vos entreguei…” (1 Co 11.23). Que está seja a afirmação sincera de todo evangelista autenticamente chamado por Deus.

EMPENHA-SE POR ALCANÇAR RESULTADOS. D. L. Moody, o famoso evangelista leigo americano que viveu no final do século XIX, costumava, no final da mensagem dizer aos ouvintes que fossem para casa meditando no que acabavam de ouvir, e, se desejassem aceitar Jesus, que voltassem a procurá-lo no culto da noite seguinte. Certa noite, após pregar na cidade de Chicago, terminando o culto ele fez esta recomendação. Aconteceu que naquela mesma noite a cidade de Chicago foi semi-destruída por um grande incêndio, quando milhares de pessoas morreram, entre as quais muitas daquelas que haviam ouvido Moody pregar no último culto. Sentindo-se responsável pelo destino eterno destas pessoas, Moody, passou a nunca concluir uma mensagem sem fazer um apelo chamando seus ouvintes ao arrependimento.

O evangelista deve lembrar que, quando está pregando, está trabalhando com as pessoas que possuem uma alma eterna; e, levá-las a Cristo, é sem duvida o maior resultado que ele pode auferir do seu trabalho.

Há de chegar o dia quando os nomes de políticos, atletas e inventores famosos já não serão mencionados nem lembrados, mas “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento e os que a muitos conduzirem à Justiça como as estrelas, sempre e eternamente.” (Dn 12.3)

Referências bibliográficas:
Curso de Liderança Ministerial e Evangelística – Igreja Adorai em Redenção – São Paulo/SP
Curso de Liderança Ministerial e Evangelística – Ministério Ômega – São Paulo/SP
EETAD – Teologia do Obreiro

Adenilton Turquete

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CRESCIMENTO E OPOSIÇÃO

Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. (Atos 11.20)

Lucas relata que alguns evangelistas foram para o norte, em direção à costa, chegando até a Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem “apenas aos judeus” (v. 19). Mas alguns que foram para Antioquia “começaram a falar também aos gregos” (v. 20). Não sabemos se eram gregos pagãos, gregos de fala hebraica ou uma mistura de raças.

Antioquia era com certeza um lugar bastante apropriado para a primeira igreja internacional e um trampolim para o avanço missionário em escala mundial, pois era uma cidade grande e cosmopolita.

As notícias desse crescimento chegaram aos ouvidos dos líderes da igreja em Jerusalém. Assim como eles haviam enviado Pedro e João para investigar o que estava acontecendo entre os samaritanos, enviaram Barnabé a Antioquia. Ali chegando, e vendo a graça de Deus nas vidas transformadas, ele ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor. Em seguida ele foi a Tarso e trouxe Saulo para Antioquia, para ensinar ao grande número de convertidos.

Porém, esse significativo crescimento da igreja provocou a oposição do rei Herodes Agripa I, filho de Herodes, o Grande. Ele mandou decapitar o apóstolo Tiago e colocou na prisão o apóstolo Pedro.

A situação era crítica, mas os membros da igreja se dedicaram à oração, e Pedro foi milagrosamente libertado. Na manhã seguinte, no exato momento em que Pedro seria julgado e, provavelmente, executado, ele não foi localizado. O plano de Herodes havia falhado.

Lucas continua sua narrativa até a derrota final de Herodes. Os habitantes de Tiro e Sidom tiveram um desentendimento com o rei e procuravam ter uma audiência com ele para pedir paz. No dia marcado, o rei incitou a multidão, que começou a bradar: “É voz de deus, e não de homem” (12.22). Visto que Herodes não glorificou a Deus, ele foi ferido e morreu.

Lucas termina citando uma de suas frases preferidas: “Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se” (v. 24). O talento literário de Lucas é evidente.

O capítulo começa com Tiago morto, Pedro na prisão, e Herodes triunfando; e termina com Herodes morto, Pedro livre e a Palavra de Deus triunfando. Só o poder de Deus pode destruir os planos hostis dos homens e substituí-los pelos seus próprios planos.

E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa. Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.: Atos 12.1-5

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 4 de julho de 2015

JESUS, O CRISTO

Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta. [Mateus 1.22]

Mateus apresenta Jesus como o Cristo, o Messias há muito aguardado, em quem as promessas de Deus estavam sendo cumpridas. Sua fórmula predileta, que aparece muitas vezes em seu Evangelho, segue o seguinte padrão: “Isso aconteceu para que se cumprisse o que estava escrito nos profetas”.

É apropriado, portanto, que Mateus comece seu Evangelho com a genealogia de Jesus. Ele traça a linhagem real, enfatizando particularmente Abraão, o patriarca fundador de Israel, e Davi, o ancestral do Messias, que seria “o filho de Davi”.

O tema do cumprimento das promessas é mais claramente exposto na inauguração do reino de Deus promovida por Jesus.

Todos os quatro evangelistas escreveram que ele proclamava o reino, porém Mateus deu ênfase especial a isso. Em consideração à relutância dos judeus em pronunciar o nome santo de Deus, Mateus usa “o reino dos céus” (aproximadamente cinquenta vezes). Ele compreende também que o reino é uma realidade presente e uma expectativa futura.

Uma das mais extraordinárias declarações de Jesus foi registrada por Mateus, bem como por Lucas:
Felizes são os olhos de vocês, porque veem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem. Pois eu lhes digo a verdade: Muitos profetas e justos desejaram ver o que vocês estão vendo, mas não viram, e ouvir o que vocês estão ouvindo, mas não ouviram. [Mateus 13.16-17]


Em outras palavras, os profetas do Antigo Testamento viveram no tempo da expectativa; os apóstolos viveram no tempo do cumprimento. Os olhos destes estavam vendo e seus ouvidos escutando aquilo que seus predecessores ansiaram por ver e ouvir.

Assim, Mateus não retrata Jesus como mais um profeta, mais um vidente na longa sucessão dos séculos, mas como o cumprimento de todas as profecias.

Mateus também vê Jesus confrontando Israel com uma convocação final ao arrependimento e já como que começando a criar um novo Israel, com seus doze apóstolos complementando as doze tribos de Israel.

Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; Porque eu vos digo que desde agora me não vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor. Mateus 23.37-39

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Crescimento e oposição

Alguns deles, todavia, cipriotas e cireneus foram a Antioquia e começaram a falar também aos gregos, contando-lhes as boas novas a respeito do Senhor Jesus. [Atos 11.20]

Lucas relata que alguns evangelistas foram para o norte, em direção à costa, chegando até a Fenícia, Chipre e Antioquia, anunciando a mensagem “apenas aos judeus” (v. 19). Mas alguns que foram para Antioquia “começaram a falar também aos gregos” (v. 20). Não sabemos se eram gregos pagãos, gregos de fala hebraica ou uma mistura de raças. Antioquia era com certeza um lugar bastante apropriado para a primeira igreja internacional e um trampolim para o avanço missionário em escala mundial, pois era uma cidade grande e cosmopolita.

As notícias desse crescimento chegaram aos ouvidos dos líderes da igreja em Jerusalém. Assim como eles haviam enviado Pedro e João para investigar o que estava acontecendo entre os samaritanos, enviaram Barnabé a Antioquia.

Ali chegando, e vendo a graça de Deus nas vidas transformadas, ele ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor. Em seguida ele foi a Tarso e trouxe Saulo para Antioquia, para ensinar ao grande número de convertidos.

Porém, esse significativo crescimento da igreja provocou a oposição do rei Herodes Agripa I, filho de Herodes, o Grande. Ele mandou decapitar o apóstolo Tiago e colocou na prisão o apóstolo Pedro.

A situação era crítica, mas os membros da igreja se dedicaram à oração, e Pedro foi milagrosamente libertado. Na manhã seguinte, no exato momento em que Pedro seria julgado e, provavelmente, executado, ele não foi localizado. O plano de Herodes havia falhado.

Lucas continua sua narrativa até a derrota final de Herodes. Os habitantes de Tiro e Sidom tiveram um desentendimento com o rei e procuravam ter uma audiência com ele para pedir paz. No dia marcado, o rei incitou a multidão, que começou a bradar: “É voz de deus, e não de homem” (12.22). Visto que Herodes não glorificou a Deus, ele foi ferido e morreu.

Lucas termina citando uma de suas frases preferidas: “Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se” (v. 24). O talento literário de Lucas é evidente. O capítulo começa com Tiago morto, Pedro na prisão, e Herodes triunfando; e termina com Herodes morto, Pedro livre e a Palavra de Deus triunfando.

Só o poder de Deus pode destruir os planos hostis dos homens e substituí-los pelos seus próprios planos.

E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar; E matou à espada Tiago, irmão de João. E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos. E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa. Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus. Atos 12.1-5

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini


Graça e Paz

Reflexões Evangélicas

Reflexões Evangélicas
Você é sempre uma pessoa bem-vinda.